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Den sanselige, emosjonelle og kognitive opplevelsen av utstillingen

In document Å føle fortiden (sider 32-42)

5 Analyse

5.1 Den sanselige, emosjonelle og kognitive opplevelsen av utstillingen

Os autores (Rollnick & Miller, 1995; Rollnick et al., 2008), aludem a uma clara distinção entre o espírito e as técnicas de EM.

No espírito da EM, a motivação para a mudança não é imposta, dependendo unicamente do cliente. No que se refere à ambivalência, é igualmente tarefa do sujeito resolvê-la, cabendo ao terapeuta a função de facilitar a expressão do conflito interno e a sua resolução. Por exemplo, um sujeito obeso pode manifestar vontade de perder peso, mas isso requer que abdique de uma rotina alimentar. Neste caso o terapeuta, procura que o sujeito saia do impasse psicológico e aceite uma solução que despolete a mudança. Relativamente ao método de resolução da ambivalência, os autores (Miller & Rollnick, 1991), contra-indicam a persuasão directa, pois aumenta a probabilidade de resistência (Arkowitz & Miller, 2008). A abordagem deve então reflectir autonomia, colaboração e evocação (Rollnick et al., 2008). Na autonomia, o terapeuta reforça a capacidade e direito do sujeito de se auto direccionar internamente. A colaboração acarreta uma parceria, com especial ênfase na perspectiva do sujeito (Wahab, 2005). Na evocação são estimulados os objectivos e os valores intrínsecos ao sujeito. Num plano oposto à autonomia, colaboração e evocação, temos o espírito autoritário, de confrontação e de educação, respectivamente. Facilmente se compreende, que estes últimos valores não estão expressos na EM (Miller & Rollnick, 2002). De ressalvar, que o espírito directivo do terapeuta, apenas tem como função ajudar o sujeito a analisar as suas ambivalências. Com isto, pretende-se com base

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num ambiente calmo, que seja ultrapassada a ambivalência, considerada como o maior obstáculo à mudança. De considerar ainda, que a preparação para a mudança acontece num contexto inter-relacional, e por isso não é linear (Rollnick & Miller, 1995; Rollnick et al., 2008). Neste ponto, é importante o terapeuta estar atento a eventuais resistências do indivíduo, pois significa que não está a haver congruência entre terapeuta e cliente. A origem desta dissonância comunicacional pode ser diversa. Assim, pode haver uma falta de entendimento acerca dos objectivos; ou o decorrer das sessões não ocorrem em igual ritmo, para terapeuta e cliente. Isto acontece quando a avaliação que o terapeuta faz do estádio em que o cliente se encontra, não corresponde à realidade. Por exemplo, o sujeito pode ainda estar a tentar resolver ambivalências, mas o terapeuta avalia o estádio do sujeito já na fase de acção.

Relativamente às técnicas utilizadas, Miller e Rollnick (2002), destacam quatro princípios gerais. São eles:

1) Expressar empatia;

2) Desenvolver discrepâncias; 3) Trabalhar com a resistência; 4) Fomentar a auto-eficácia.

A expressão de empatia, é um conceito pouco exclusivo da EM. Com efeito, já nos trabalhos de Rogers (1964), tinha sido demonstrado que esta variável era preditiva de sucesso terapêutico. Na noção de empatia, o sujeito experimenta sentimentos de aceitação, o que é facilitador de mudança. Através do método de escuta reflexiva, o terapeuta procura compreender o ponto de vista do sujeito, sem criticá-lo, julgá-lo ou mesmo concordar com ele. Tal como Rogers (1957), Miller e Rollnick (1991) também expressam, que o ser humano procura ser saudável e que a ambivalência é um processo normal de crescimento. A oposição, geralmente vivida pelo indivíduo, ao processo de mudança, é o resultado de uma pausa psicológica, que o impossibilita de progredir. A directividade da técnica ocorre na medida em que direcciona o sujeito num caminho específico, para resolver a ambivalência (Tober & Raistrick, 2007).

O segundo princípio evidencia a importância da discrepância, entre o comportamento actual e os valores e objectivos pessoais, para haver transformação comportamental (Cooper, 2007). O conceito foi introduzido nos

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primórdios da teoria por Miller (1983), baseado na “dissonância cognitiva”, anteriormente descrita por Festinger (1957). No entanto, na EM, o termo assume uma conotação mais abrangente. Aqui, a ideia parte do pressuposto, que a pessoa quando procura o profissional de saúde já se encontra num estado ambivalente. O objectivo é aumentar a discrepância interna, que geralmente é despoletada quando a pessoa avalia os custos inerentes ao comportamento actual, de forma superior aos benefícios. Uma vez resolvida a discrepância, o objectivo pessoal torna-se mais claro, e a mudança acontece (Miller & Rollnick, 2002).

No terceiro princípio da EM, está uma vez mais implícito o papel da autonomia na dinâmica entre cliente e terapeuta. Embora exista um líder (terapeuta), que conduz o decurso da relação, este é bastante discreto, e o cliente mantém a percepção de autonomia. A intenção de tal postura é evitar argumentar e discutir, que geraria uma maior resistência à mudança. Os estudos demonstram, que a resistência é directamente proporcional à recaída, pós tratamento. Ou seja, quanto maior for a resistência demonstrada pelo sujeito no decorrer das sessões com o terapeuta, maior a probabilidade de incorrer novamente no comportamento de risco (Miller, Benefield & Tonigan, 1993; Prochaska & DiClemente, 1986; Tober & Raistrick, 2007). Mas como é que isto se manifesta? Para Miller e Rollnick (2002), a forma de discurso do indivíduo é a resposta. Assim, quando este argumenta com o terapeuta, ou quando interrompe o seu discurso, está claramente renitente para mudar. Por outro lado, pode também negar o que está a ser dito pelo terapeuta ou ignorar o seu discurso. Ainda assim, a resistência é encarada de forma positiva, pois induz novas respostas. Existe assim, uma solicitação ao sujeito de criar novas perspectivas, sendo totalmente desaconselhada a imposição de estratégias e objectivos (Miller & Rollnick, 1991), por parte do terapeuta.

No quarto princípio é reconhecido, que para haver mudança não basta que o sujeito esteja motivado. É também necessário que este acredite que possui as capacidades e recursos para obter sucesso (Britt et al., 2004; Markland et al., 2005). Os autores (Miller & Rollnick, 2002) salientam, que por si só, esta noção é a base de mudança. Mesmo que o terapeuta tenha conseguido com sucesso, guiar o sujeito pelas outras etapas, se este não se percepcionar como auto-eficaz, o processo de mudança não ocorre.

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