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Den samla økonomiske utviklinga

9.3 Økonomisk utvikling og fram-

9.3.1 Den samla økonomiske utviklinga

Programa inicial - Silo auto e estádio de Hóquei Programa actual -Silo auto parcialmente desativado

Data da construção-1964 sendo construído apenas 3pisos, retomado em meados 1974 para a

sua conclusão

Autor do projecto - Alberto José Pessoa (1919-1985) e João Abel Bessa Cliente – Câmara Municipal do Porto

4.1 Descrição

O edifício Silo Auto teve a sua origem do Plano Director Municipal (PDM) da cidade do Porto de 1962, mais conhecido como Plano Auzelle da autoria do engenheiro Frances Robert Auzelle (1913-1983). Mais do que pensar e resolver as problemáticas que o crescimento da cidade estaria a sentir no confronto com a introdução de novos meios de comunicação. O plano procurava preparar a cidade para o competitivo mercado de trabalho investindo no melhoramento de estruturas viárias e redes de transportes, potenciando parte do crescimento urbano da cidade do Porto.

A introdução das auto-estradas ligando à capital, as pontes que passaram a ligar a cidade do Porto nomeadamente a da Arrábida e Freixo, ocupavam agora a cidade de carros. Preocupados

Figura 37 Fachada do Silo auto Figura 36 Silo Auto perspectiva da praça

com a cidade que ainda não estaria, em muitos dos seus espaços, preparados para receber este meio de transporte, o plano prevêra a construção do silo-auto, o primeiro da cidade de modo a albergar e a retirar a imagem do carro da cidade.

Agora, chegar à cidade é muito mais fácil. A aposta da competitividade do mercado de trabalho não dispensa este meio e mais do que nunca o transporte assumira um dos principais meios de comunicação. Dessa forma os arquitectos Alberto José Pessoa (1919-1985) e João Abel Bessa, a convite, integram o projecto de modernização de estruturas da cidade, então com a proposta da construção do que veio a ser hoje o Silo Auto Porto, um edifício imponente, quando se fala das marcas deixadas pelo modernismo português na cidade do Porto.

Concebido de forma a albergar o maior número de automóveis, rendeu-se na idealização de um emblemático edifício circular que abriria uma perspectiva no mínimo diferente ao que estavam habituados à época. Surge assim uma proposta, arrojada à época, do confronto da cidade com a sua nova forma extremamente tecnicista.

Idealizado para receber ao longo de 9 Pisos, 840 carros, a sua forma foi concebida para o maior aproveitamento possível do seu espaço, bem como a possibilidade de receber usos alternados ao longo do tempo. Uma construção que demonstra tanto no seu programa como sistema, uma determinada audácia dos arquitectos na relação com a sua envolvente. O conceito do edifício, é baseado na ideia de “Canivete Suiço” remetendo para a ideia de Le Corbusier e do

modernismo. Compreende-se como peças que se encaixam, funcionando como uma coluna que consegue distribuir de forma igual nos vários planos. O seu topo foi pensado para suportar um estádio de hóquei com restaurante panorâmico.

Embora pensado em 1964, a obra tardou a ficar concluída. A falta de verbas suspendeu durante longos anos a obra que funcionaria apenas com três pisos, tendo sido retomada anos mais tarde, em meados de 1974 novamente pela Câmara Municipal para a conclusão do edifício. No entanto a ideia inicial já não foi respeitada, pois o estádio de hóquei e o restaurante panorâmico adaptaram-se ao Bingo do Porto e, mais tarde, a uma Danceteria que não tardou a fechar. Parcialmente abandonado e sem vida, de quem o visita ainda, ainda há quem recorde os tempos em que no silo auto se tinha que esperar para conseguir estacionamento. Agora está praticamente esquecido, por trás das suas fachadas.

Este edifício foi concebido para abastecer os principais mercados da cidade do Porto, nomeadamente toda a Avenida dos Aliados, a perpendicular com o mercado do Bolhão, a Rua Santa Catarina e a Avenida Gonçalo Cristóvão, sendo estes ainda os principais anfitriões que

trazem muitas das pessoas à cidade, nomeadamente para o comércio. “O que poderá ter conduzido a que este tenha ficado esquecido e em desuso?” A resposta é muito simples, o declínio das actividades na baixa, a construção sobretudo com o Porto 2001, de uma boa rede de estacionamentos subterrâneos aliados ao programa do metro da cidade do Porto (Park & Ride)112, retirou a necessidade do Silo Auto. Mais agravado à com a crescente oferta dos centros

comerciais, como o exemplo do Shopping Via Catariana e o Granplaza vieram subtrair a presença deste.

Álvaro Domingues, em parceria com os arquitectos Cristina Guedes (1964) e Francisco Vieira de Campos (1962), associados no escritório Menos é Mais, descreviam o Silo Auto como “um paradigma de uma grande radicalidade por protagonistas da cultura erudita, onde a população comum sempre teve uma relação de amor/odio pelo que vê como um “mono” implantado no meio da cidade”.113

112(fonte:http://www.metrodoporto.pt/Pagegen.aspx?WMCM_PaginaId=25455 (consultado em 8 de Agosto ) 113Entrevista a Álvaro Domingues, Cristina Gredes e Francisco Vieira de Campos para o expresso edição do dia 28 de

Dezembro de 2013.

Figura 39 Abordagem arquitectos Cristina Guedes, Francisco Vieira e o

geografo Álvaro Domingues para o Silo Auto

Projeto original dos arquitectos Alberto José Pessoa (1919-1985) e João Abel Bessa.

Figura 39 Planta de Localização do Projecto inicial

Figura 43 Planta do rés-do-chão do projecto inicial Figura 42 Planta de Implantação do Projecto original

Figura 44 Planta tipo dos pisos 2,3,4,5,6 e 7 do projecto inicial

Figura 46 Corte 1 do projecto inicial

Figura 47 Corte 2 do Projecto inicial