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Medietilsynets vurdering av

8.3 Oppdraget til NRK

8.3.3 Medietilsynets vurdering av

O termo “Intervir” é introduzido na sociedade contemporânea como um comportamento que caracteriza o papel desta em sociedade. Actualmente, o que encontramos na cidade, os espaços públicos, os monumentos, as praças, entre outros elementos que resultam da intervenção urbana, remetem-nos diariamente para uma maior procura do comunitarismo, do convívio e sobretudo da expressão cultural que tão bem caracteriza a sociedade urbana.

Intervir nessa medida possibilita uma maior liberdade em desenvolver, sobretudo, numa maior proximidade na procura da cidade em que se vive. Limitando-nos ao interesse em questão, o edifício, além da sua impunidade enquanto estrutura da cidade, demonstra em primeiro a capacidade e procura do Homem de representar o seu universo, mais, quando se fala em intervir em estruturas consolidadas, esta abordagem encara um procedimento complexo nos diversos parâmetros, nomeadamente o tipo de função que o vai comprometer e nomeadamente a sua relação com o envolvente, dado que é deste que recebe a maior crítica.

O edifício usufrui deste carácter de liberdade que o Homem tem, mas também, do espaço público como estratégia de intervenção da cidade, o que obriga a uma maior responsabilidade, na medida em que se mexe com a essência histórica, correndo o risco de perda dos seus valores intrínsecos

Qualquer que seja o fim da intervenção, o edifício inevitavelmente passa por um processo de modificação e transformação. Sendo neste caso a intervenção num edifício de carácter urbano, a sua acção no espaço urbano terá que de igual forma aglutinar os seus habitantes nesse processo de transformação. Para que tal aconteça, tem que haver uma total abertura com as mais variadas áreas disciplinares e compreender que condições pode este atingir ou não nas suas intervenções, de modo a salvaguardar a autenticidade das preexistências. A intervenção deverá, por isso, basear-se não só no respeito pelo edifício, pelos seus espaços envolventes, pela materialidade, independentemente do seu valor patrimonial e da sua excepcionalidade artística ou significado histórico.

O projecto de reconversão pode surgir tanto da necessidade de preservar um edifício pelo seu valor cultural, como também na oportunidade de preencher uma lacuna nas necessidades locais. O aproveitamento que as estruturas existentes oferecem poderá desta forma assumir- se como um valor positivo, neste processo que as cidades procuram, a criatividade. Por vezes, esta procura pela criatividade é suspcetível pelo desenvolvimento da proposta, da introdução de um programa, e esse até pode não abordar a procura criativa, mas abordar novas formas de construir e readaptar a novos compromissos com os espaços da cidade, assumindo um compromisso criativo, tendo em conta a reintrodução de estruturas perdidas no tempo. Para que essas estruturas subsistam no tempo estas terão de sofrer transformações que lhes permitam adaptarem-se a novas funções. Essas transformações terão de resultar de uma análise dos elementos existentes e da objectividade das novas perspectivas que o edifício oferecerá ao espaço público, da vitalidade da cidade e da relação entre visitante ou habitante ao interagir com o edifício e com a proposta.

O exemplo de Portugal é marcado sobretudo pelo abandono de estruturas fabris, estruturas que foram readaptadas a novos espaços para exposições e museus, o que demonstra um grande interesse da cidade na procura de novos espaços. Espaços esses que são aproveitados para os mais variados acontecimentos e que do mesmo modo salvaguardam a história e a identidade dos locais, bem como presente. Dessa forma, além de atribuir um uso praticável a espaços industriais desactivados, ao mesmo tempo eternizam o que fora a cultura de determinado local. Várias são as estruturas que se converteram na lógica de um espaço museológico, como por exemplo o grande edifício da Alfândega do Porto, reconvertido no Museu de Transportes e Comunicações, com um projecto, da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura (1952). Outros exemplos de referência: a Gare D’Orsay em Paris foi uma das primeiras intervenções deste género a acontecer em edifícios com esta magnitude, transformada pelos arquitectos Renaud Bardon (1942-2011), Pierre Colboc (1940) e Jean-Paul Philippon (1945), em 1986, num museu dedicado às artes plásticas. Este tipo de intervenções, depois de décadas de grandes confrontos, começam a ganhar relevância, sobretudo no modo como passou a viver a cidade, numa proposta massificada que novas áreas urbanas se revelaram no interesse dos turistas. Por outro lado, a crescente apropriação destas estruturas para a criação de espaços culturais tem vindo a desgastar-se quanto à sua oferta, tornando-se cada vez mais difícil trazer algo novo para estes espaços, sobretudo a museologia, que neste caso, se ergue de grande parte destas infraestruturas, pelo facto de que grande parte destas estruturas são receita de obras públicas, e para tal têm que assumir grande maioria das vezes esses efeitos, caso contrário estariam ao abandono e esquecidos no tempo.

Porém, a contemporaneidade pode ter uma acção e um estímulo muito mais presente na vida destas estruturas, construindo assim um envolvimento muito mais próximo do que podemos falar do espaço público, dos públicos com as estruturas, promovendo novos contextos e novos

estímulos na interacção com o conhecimento e com a cultura. É deste modo que Nuno Porta busca analisar a relação de reciprocidade entre as estruturas que caracterizam a cidade e o Homem como uma questão dinâmica, que não passa unicamente da solução como incorporamos as preexistências na leitura do tecido urbano, mas também como as novas propostas que se degeneram na dinâmica de seus territórios potencializam as regiões, o edifício na revitalização das estruturas sociais.

A seu tempo, os investidores estão a perceber novas formas de chegar a outros públicos e a chamar novos, e o exemplo disso o edifício AXA no Porto onde a nova tendência no mercado privado, das indústrias criativas e dos jovens, se tem mostrado aberta a novas tendências.

Figura 35 Museu de Orsay