• No results found

DEN NORSKE STATS OLJESELSKAP AS

In document STORTINGSFORHANDLINGER HOVEDREGISTER (sider 84-96)

A fase de observação das aulas da minha orientadora, Dr.ª Beatriz Macedo, decorreu durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Ao longo destes meses observei os métodos de ensino da minha professora orientadora, inicialmente na turma 11ºD e, depois, na turma 10ºI. Estes meses serviram não só para eu me ambientar à escola e à turma, como também para a turma se habituar à minha presença. Foi durante este período de tempo que comecei a fazer as primeiras intervenções, dando apoio nos trabalhos de grupo e realizando

59

atividades com os alunos na sala de aula. Aos poucos e poucos fui deixando de ser uma desconhecida e passei a ser a professora estagiária. Foi, sem dúvida, uma fase fundamental para estabelecer uma ligação com os alunos e mostrar as minhas capacidades.

Paralelamente, a partir de outubro de 2013 reuni com a minha orientadora todas as semanas às quartas-feiras das 9h às 11:35, para cada uma das reuniões fiz atas onde descrevi os assuntos que tratamos (cf. Apêndice 2). Participei ainda em todos os conselhos de turma, com a exceção da primeira que se realizou em setembro, com vista a conhecer as perspetivas que os restantes docentes tinham face à turma 10ºI. Foram momentos de partilha de ideias e de tomada de decisões que permitiram conhecer melhor cada aluno individualmente.

Terminado o período de observação passei para a fase da lecionação, que decorreu de janeiro a junho de 2014. Para cada uma das aulas foi feita uma planificação (cf. Apêndice 4) da qual constava a indicação da unidade e da subunidade, o objetivo geral, os objetivos específicos, os conceitos nucleares, as formas de avaliação, o sumário, os materiais necessários, o guia da professora e o guia dos alunos e, ainda, a identificação de outros recursos utilizados. Para além da planificação, optei por fazer um guião (cf. Apêndice 5), por forma a facilitar a compreensão da estruturação das aulas.

No que concerne à primeira subunidade, “Valores e valoração”, despendi 3 aulas para a sua lecionação. Relativamente aos materiais didáticos, escolhi utilizar textos, PowerPoint, histórias, ficha de trabalho e excertos de uma série.

Para a segunda subunidade, “Valores e Cultura”, utilizei 3 aulas. No que concerne aos materiais didáticos optei pela aplicação de textos, jornais, esquemas, histórias e ainda um debate.

Para a terceira subunidade, “Intenção Ética e Norma Moral”, visto que esta não era muito extensa, utilizei apenas 1 aula, tendo optado pelos seguintes materiais didáticos: textos, PowerPoint, atividades do manual.

Para a quarta subunidade, ”Dimensão Pessoal e Social da Ética”, tal como na subunidade anterior servi-me de apenas 1 aula e decidi-me pelos seguintes materiais didáticos: PowerPoint, esquema, debate.

Para a quinta subunidade, “A Necessidade de Fundamentação da Moral - Análise comparativa de duas perspetivas filosóficas”, foram lecionadas 5 aulas, nas quais utilizei textos, PowerPoint e um quadro-síntese.

60

Para a última subunidade, “A Dimensão Estética - Análise e compreensão da experiência estética”, lecionei 6 aulas, 3 para apresentação da matéria, 1 para a visualização de um filme sobre a temática (Girl with a Pearl Earring, de 2003), outra para a realização de um Peddy Paper (cf. Jogo 8) e uma final para uma visita de estudo ao Museu Nogueira da Silva. Para as três aulas lecionadas foi usado o PowerPoint, vídeos, imagens, uma ficha de trabalho, debates, jogo (cf. Apêndice 6 e 7).

3.3.2. Os jogos

Como tenho vindo a salientar “o jogo não pode ser visto, apenas, como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral.” (KISHIMOTO, 2001: 95). É caso para dizer que o lúdico e o educativo completam-se, isto é, quando associados andam a par e passo. O jogo, ao motivar os alunos faz com que eles fiquem mais ativos mentalmente e se esforcem para atingir os objetivos estabelecidos. O jogo completa o saber, ensinando e fortalecendo os conhecimentos. Foi por estas razões que deles recorri.

A estratégia que utilizei nos primeiros jogos foi dar como trabalho de casa um jogo no fim de cada subunidade do programa de Filosofia, de forma a consolidar a matéria dada nas aulas. Assim, os alunos estudariam gradualmente e com antecedência os assuntos abordados e, quando fossem os testes, já teriam o conhecimento estruturado, o que facilitaria a aprendizagem e o estudo.

O primeiro jogo que dei aos alunos foi a sopa de letras (cf. Jogo 1), sendo que quase toda a turma trouxe na aula seguinte o trabalho de casa para corrigir. O jogo consistia em encontrar os conceitos nucleares da subunidade que tínhamos dado e definir os mesmos. Na altura ainda estava a dar provas das minhas competências aos alunos e a conquistar a confiança deles e a utilização dos jogos ajudou a que esse processo fosse mais rápido.

Outro jogo usado foi o Peddy Paper (cf. Jogo 8), para o qual destinei a última do 2º semestre. O objetivo deste jogo foi fazer uma iniciação à estética, levando os alunos a ter contacto com a pintura, a poesia, a fotografia, entre outras artes, de uma forma dinâmica e lúdica. O jogo incentivou a cooperação e a interajuda entre os alunos, pois foi realizado em grupos. Uma vantagem caraterística deste jogo é o facto de fomentar o espírito de equipa, pois, por se ter que constituir grupos e, por isso, haver necessidade de tomar decisões em conjunto, os alunos adquirem experiência em trabalhos que exigem a colaboração com outras pessoas.

61

O último jogo que realizei foi o Poço de Sabedoria (cf. Jogo 9), um jogo criado de raiz por mim, que tinha como objetivo consolidar a matéria de Estética. Apesar de ser um jogo competitivo, tentei atenuar a disputa tendo em conta a idade dos alunos e o seu histórico comportamental. Criaram-se 6 grupos (4 grupos de 4 alunos e 2 grupos de 5 alunos, esclareceram-se as regras e o jogo decorreu com vivacidade, isto é, a turma esteve eufórica dada a excitação que o jogo provocou. Infelizmente o jogo não terminou por falta de tempo. Na minha opinião, o que resultou muito bem neste jogo foi o desejo de demonstrar competência. Todos os grupos queriam sair vencedores e dar provas das suas capacidades, assim, a sua motivação intrínseca. Contudo, este jogo não correu tão bem como era esperado na prática devido aos problemas de comportamento da turma: Os alunos ficaram muito excitados com o jogo e não respeitaram as regras, não tirando por isso todo o proveito da atividade.

O Peddy Paper e o Poço de Sabedoria são jogos um pouco competitivos o que traz consequências positivas mas também traz outras menos boas. Por um lado, este tipo de jogos incentivam os alunos a darem o melhor de si e, consequentemente, faz com que os resultados sejam melhores, mas, por outro lado, a adrenalina que o jogo provoca pode causar distúrbios, impedindo o bom funcionamento da aula. O que se pode fazer nestes jogos é esbater o caráter competitivo, não dando tanta atenção a quem ganha ou a quem perde.

In document STORTINGSFORHANDLINGER HOVEDREGISTER (sider 84-96)