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AVGIFTER Omfatter bl.a.: Avgiftsadministrasjonen, Avgiftsdirektoratet

In document STORTINGSFORHANDLINGER HOVEDREGISTER (sider 38-64)

Com Partitura 3 3% Sem Partitura 80 75% Sem Opinião 23 22% 3% 75% 22% Com Partitura Sem Partitura Sem Opinião

63 7 - Tendo em conta fatores como a musicalidade, domínio técnico e comunicação com o público, o que considera melhor para a performance musical?

Gráfico 12

Respostas Percentagem

Com Partitura 12 11%

Sem Partitura 80 76%

Não tenho opinião formada 14 13%

11%

76% 13%

Com Partitura Sem Partitura

64

58% 42%

Sim Não

8 - Considera que algum tipo de repertório justifica mais ou menos o uso de partitura em concerto?

8.1 - Se respondeu sim podia dar exemplos? Respostas Percentagem

Sim 61 58%

Não 44 42%

65

Gráfico 14

Analisando estas respostas e confiando na experiência dos inquiridos, existe um grupo de performers que reconhece a necessidade de recorrer à partitura mediante a música que se executa. 45% 18% 11% 6% 5% 5% 5% 3% 1% 1% Música Séc. XX/XXI Música de Câmara/Orquestral Repertório Extenso/Obras longas Sonatas Período Barroco J. S. Bach Música Sacra Música Electroacústica Haydn Andamentos lentos Respostas Percentagem 29 45% 12 18% 7 11% 4 6% 3 5% 3 5% 3 5% 2 3% 1 1% 1 1%

66 Assim um grande número de respostas foi na direção da Música do Século XX e XXI. Contudo, foi também referido que a música executada por grupos orquestrais ou de pequenos grupos também exige o apoio da partitura em palco. Foi referido ainda que quanto mais extensas as obras, também a necessidade de recorrer à pauta é necessária.

9 - Considerando o título deste questionário, ou seja tendo em consideração o recurso à partitura, acha que há diferenças quando a música é realizada a solo ou por um conjunto instrumental?

Gráfico 15

Respostas Percentagem Sim 87 82% Não 19 18% 82% 18% Sim Não

67 9.1 - Em qual das situações considera que a partitura é fundamental para a performance?

Gráfico 16

Respostas Percentagem

Solo 8 8%

Conjunto Instrumental 53 50%

Em nenhuma das duas 32 30%

Em ambas 13 12%

Quando analisamos esta última pergunta do questionário, elaborado para os músicos profissionais, é evidente que os inquiridos reconhecem a necessidade em recorrer à partitura em algumas situações concretas. Assim é notório que para a maioria dos músicos é necessário o recurso à partitura quando integram conjuntos instrumentais.

8% 50% 30% 12% Solo Conjunto Instrumental Em nenhuma das duas Em ambas

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CONCLUSÃO

Todo o percurso frequentado neste mestrado concedeu-me um alargamento de horizontes no que diz respeito ao ensino. Através do que aprendi em todas as disciplinas pude ajudar os meus alunos, questionando conceitos e metodologias que usava anteriormente, conseguindo agora dar melhores respostas e soluções para o bom desenvolvimento dos alunos e principalmente para a sua motivação, que considero primordial no tipo de ensino que leciono. Ao longo do estágio tive o privilégio de assistir às aulas do meu orientador que, apesar de ser professor de violino, ensinou-me conceitos e metodologias de ensino que apesar de as aplicar nos seus alunos, fez-me ver que podem ser aplicadas em qualquer outro instrumento nomeadamente na guitarra. Terminado o estágio posso afirmar que sou um professor diferente, mais capaz de exercer a minha função de profissional docente e capaz de dar resposta às necessidades sentidas pelos meus alunos ao longo do seu percurso académico.

Considero também que o meu empenho neste projeto foi total mas poderia ser bastante melhor não fossem os compromissos profissionais enquanto docente em duas escolas do Ensino Especializado de Música, nomeadamente no Conservatório de Música de Paredes e no Centro Cultural de Amarante. O facto de ser o único docente de guitarra na primeira escola referida obrigou-me a dedicar muito tempo aos 22 alunos de guitarra existentes desta escola juntamente com mais 7 alunos no Centro Cultural de Amarante.

Desde o início do meu percurso académico, nomeadamente nos primeiros anos de estudo de música, mais especificamente do estudo do instrumento, que o simples facto de ter que atuar em palco para uma plateia me deixava apreensivo, nervoso e com algum receio de encarar esta situação. É verdade que todos os professores com quem tive o privilégio de trabalhar nunca exigiram que a performance fosse executada com ou sem o recurso à partitura em palco. Contudo, ao assistir a performances executadas por colegas reparei que muitos deles abandonavam a partitura no momento da apresentação pública afirmando, muitas vezes, que o papel atrapalhava a performance. Na minha modesta opinião sempre achei que o facto de tocar uma obra, para um público, sem a partitura me deixava mais exposto a todo o tipo de imprevisibilidades inerentes à performance como execução de notas erradas, as chamadas “brancas”, muita insegurança, enfim sem a partitura sentia-me mais exposto. No entanto, recorrendo à partitura, sempre senti que não conseguia dar nada de meu à minha performance,

69 ou seja, não sentia nenhuma ligação com o que tocava, faltava algo. É verdade que tocava as notas corretas, com o ritmo correto e fazia as dinâmicas escritas mas tudo isto estava no papel. Assim senti a necessidade de abandonar a partitura sempre que ia para o palco. Se com a partitura sentia maior segurança, uma vez que sempre que necessitava ela estava lá para auxiliar, sem ela a ansiedade era bastante maior. Comecei a perceber que conseguia executar uma boa performance sem o recurso à partitura mas o tempo de estudo necessário para que isso acontecesse era bastante maior e mais exaustivo. De realçar que nunca consegui tocar uma obra completa de memória do compositor Johann Sebastian Bach.

Através de uma pesquisa de várias estratégias de memorização dirigidas para o estudo da música, procurei aplicar as mesmas na intervenção com os alunos que fizeram parte desta investigação. Assim, depois de todas as sessões de trabalho, quer com os alunos individuais quer com os alunos dos grupos instrumentais, aplicando as mesmas estratégias e toda a informação pesquisada sobre esta matéria, pude constatar que para executar uma obra de memória e abandonar a partitura em palco, é necessário maior dedicação e estudo da mesma. Os alunos que tiveram como objetivo executar a performance sem o recurso à partitura, demonstraram mais empenho, dedicação e necessitaram de mais sessões de trabalho que os alunos que não tinham a obrigatoriedade de tocar sem a partitura.

Aferir se o público prefere uma performance com ou sem o recurso à partitura foi também aferido e através de um questionário de respostas diretas e de escolha múltipla foi constatado que este prefere ver um músico solista atuar sem o recurso à partitura. Contudo, no que respeita a conjuntos instrumentais, o público inquirido prefere ver grupos instrumentais atuarem com a partitura em palco. De salientar que esta preferência é muito ténue em relação à situação oposta.

Foi ainda perguntado ao público o que beneficia o aspeto cénico: ter ou não ter a partitura em palco? Das respostas dadas concluiu-se que para o público é melhor não ter, um músico solista, a partitura consigo em palco mas em conjuntos instrumentais, a opinião é contrária.

De modo a aferir se o público conseguiria perceber, em tempo real, as vantagens ou desvantagens em executar uma performance com ou sem a partitura, foi dada a possibilidade de assistir às performances dos alunos que trabalharam comigo nesta investigação. Segundo os dados recolhidos, constatou-se que as performances dos alunos que tinham como objetivo executar as obras sem o recurso à partitura foram as que tiveram maior aceitação por parte do

70 público. De um modo geral o público considerou que as performances com maior qualidade foram as destes alunos o que me leva a concluir que do ponto de vista do público a performance sem o recurso à partitura é melhor.

Nestas performances o efeito cénico também foi um fator de especial atenção. Foi aferido se este pode influenciar a avaliação de uma performance por parte do público. De todas as atuações levadas a cabo pelos alunos, a atuação da aluna que executou a sua performance nas situações a) e b) parece-me a mais esclarecedora de todas. Nas duas situações tocou sempre sem o recurso à partitura, tendo numa delas apenas a estante e uma cartolina preta. Segundo o público, a melhor performance foi aquela em que a aluna não teve a estante com a referida partitura em palco. Apesar de nas duas situações a aluna não ter utilizado a partitura, a plateia pensou que na situação a) esta estava em palco com a aluna. De acordo com as respostas recolhidas, o facto de ter a estante com a cartolina em palco influenciou desfavoravelmente a performance.

Sendo eu músico profissional com todas as minhas dúvidas em relação a este tema, tentei perceber qual a opinião dos meus colegas de profissão acerca da temática da minha investigação.

Muitas respostas foram recolhidas através do questionário disponibilizado e depois de concluída a investigação constatou-se que metade dos músicos inquiridos sente-se melhor quando tem a partitura em palco durante a performance. Contudo, quando perguntados como preferem, há uma preferência clara pela performance sem o recurso à partitura sugerindo e constatado, pela análise das respostas já mostradas, que apesar de preferirem não ter a partitura em palco sentem mais segurança quando esta está presente com o músico. Pelo contrário sentem maior liberdade quando não recorrem à pauta durante a performance e não deixam dúvidas que, no que diz respeito à qualidade geral da performance, ou seja, tendo em conta fatores como musicalidade, domínio técnico e comunicação com o público, não ter em palco a partitura é o melhor para a performance. No entanto, no que diz respeito a conjuntos instrumentais, constatou-se que para os músicos profissionais o recurso à partitura é fundamental.

Após a análise e de acordo como todos os dados recolhidos, desde o início até ao final desta investigação posso afirmar que a performance musical é melhor sem o recurso à partitura tendo conta a música em si. Contudo é necessário um trabalho acrescido na preparação de uma performance de memória sem o recurso à partitura por parte do intérprete. Necessita dedicar

71 mais tempo de estudo para conseguir dominar toda a obra sem necessitar do uso do papel em palco.

Espero que este estudo possa dar uma resposta mais concreta acerca desta temática mas espero também que o mesmo incentive investigações mais aprofundadas, sobre o uso da partitura na performance musical e que mais dados possam reforçar, ou chegar a uma conclusão contrária à encontrada na minha investigação.

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