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Den hellenistiske konge og guddommelige farao

De acordo com Winters (2011), perfil de uma cidade inteligente (smart city) tornou-se, nos últimos anos, um tema de pesquisa interessante em relação às política urbana. Trata-se de uma área multidisciplinar, envolvendo desde a economia à ciência política, da ecologia inteligente até a arquitetura e planejamento urbano inteligentes e desde o desenvolvimento tecnológico inteligente, principalmente tecnologias de informação e comunicação – TIC (information and communication technologies - ICT), até as forças de globalização, incluindo o comércio internacional.

Para Kourtit et al., (2014), as cidades são organismos multifacetados, atuando em ambientes complexos, moldados por outras áreas urbanas, vizinhas ou distantes, e por

condutores nacionais e globais. Isso exige, segundo Nam & Pardo (2011) novos conceitos, que podem ser difíceis de definir, entre os quais a noção de cidade inteligente tem ganhado muita atenção entre formuladores de políticas, empresas privadas e pesquisadores. Devido às dificuldades em definir corretamente novos conceitos urbanos, torna-se fundamental estreitar o escopo da pesquisa sobre o conceito de cidade inteligente.

De acordo com Caragliu et al. (2015), várias definições surgiram ao longo do tempo para as cidades inteligentes, cada uma diferindo da outra em termos da principal característica "smart" considerada como a mais relevante. Segundo Komninos (2009), os conceitos iniciaisgiraram em torno das TIC como o principal pilar em torno do qual uma cidade deve construir seu caminho inteligente. Estas definiçõesincluem, portanto, a "cidade conectada", onde o foco é a criação de redes entre o espaço urbano e a "cidade inteligente", cuja ideia pode ser expandida considerando-se também o elemento cognitivo de uma cidade digital e a relação entre as habilidades cognitivas individuais eo sistema de informação urbano.

Ainda segundo Caragliu et al. (2015), ligação da inteligência à disponibilidade, desenvolvimento e utilização das TIC baseia-se na noção de que, para ter sucesso, as cidades e os moradores urbanos devem estar interligados (ou interconectados). O foco nas tecnologias de informação e na disponibilidade de dados também está relacionado com uma mudança de políticas de abordagens cada vez mais de baixo para cima, abrindo caminho para uma maior importância da participação direta dos cidadãos na governança urbana e seus vínculos com as autoridades municipais. Trata-se do papel do governo eletrônico (e-government) na criação de uma cidade inteligente, o que sugere um papel importante para a componente de capital humano das cidades e, segundo Batty (2012), este envolvimento pode também dar origem a preocupações com a disponibilidade e gestão das informações, bem como questões de privacidade relacionadas com grandes bases de dados (“big data”).

Esta visão de inteligência focada nas TIC eventualmente estimulou vários projetos acadêmicos e pesquisa, não sem críticas à orientação empresarial deste conceito. De fato, as TIC foram, desde o início deste conceito, consideradas nas raízes da inteligência urbana, principalmente por causa da vasta evidência empírica que apóia o desenvolvimento liderado pelas TIC (Caragliu, 2013). Isso atraiu o interesse de grandes corporações, visando obter lucros emcima do interesse das administrações urbanas,mediante a aquisição contratação de serviços que requerem o uso tais tecnologias.

Segundo Hollands (2008), este tipo de crítica argumenta que o conceito da cidade inteligente seria desprovido de conteúdo objetivo e concentraria a atenção dos cidadãos e dos formuladores de políticas na adoção de tecnologias, ignorando assim a necessidade dos cidadãos ou a igualdade de direitos das cidades que, voluntariamente, optam por não serem digitais.

No entanto, de acordo com Caragliu et al. (2015), o conceito de Cidade Inteligente não é uma idéia estática, e tem evoluído abordando parcialmente estas críticas, especialmente na União Européia, em relação aos objetivos globais de sustentabilidade ambiental e nas questões de energia limpa. Em termos de conceituação de cidade inteligente, o foco em questões ambientais é incorporado por Newman et al. (2009) no conceito de "cidade resiliente", cuja caracterização deu origem a vários estudos que exploram a necessidade, o desenvolvimento eo impacto de soluções inteligentes na criação e consumo de energia, como os contadores e as redes inteligentes. Assim, os novos conceitos de cidades inteligentes buscam o enfoque na tecnologia como meio para viabilizar modelos inteligentes de cidades sustentáveis visando oatendimento às necessidade dos cidadãos.

De acordo com a American Planning Association (APA, 2015), o uso de tecnologia da informação e da comunicação (TIC) resulta em eficiência de custos, infraestrutura resiliente e uma experiência urbana melhorada. Ao contrário do termo "cidades inteligentes", que muitas vezes se refere à rede de conhecimento para promover o desenvolvimento econômico, o termo "cidade inteligente" enfatiza a integração de redes tecnológicas eo ambiente construído. Recentemente, esses dois conceitos começaram a se fundir e as discussões mais atuais das cidades inteligentes incorporam os componentes humanos/sociais com o domínio tecnológico (APA, 2015).

Dentro deste conceito geral de cidades inteligentes estão as componentes separadas das TIC e áreas urbanas. As cidades são definidas tanto pelos sistemas urbanos quanto pela componente humana/social, enquanto as TIC são constituídas por componentes de hardware e

software, conforme demonstrado pela American Planning Association (APA, 2015) na Figura 2.8.

Figura 2.8 – Componentes das cidades e das tecnologias da informação e da comunicação

(modificado - APA, 2015)

Esses componentes, por si só, não definem uma cidade inteligente. É igualmente importante considerar os resultados desejados de investir nessas tecnologias. Cidades inteligentes devem ser dinâmicas e exibir uma capacidade de inovar, reorganizar e adaptar-se às mudanças das condições. Cidades inteligentes são lugares onde a comunidade está envolvida com os tomadores de decisão e está capacitada para resolver os problemas da comunidade. Cidades inteligentes devem resultar em ambientes mais saudáveis, bairros mais seguros e operações mais eficientes. São essas características que serão, em última instância, definidoras de uma cidade inteligente (APA, 2015).

De Souza (2012) conclui que "Uma cidade inteligente é habitável, resiliente, sustentável e projetada por meio de uma governança aberta e colaborativa". Esta última definição constrói uma ponte entre trabalhos anteriores que se concentram nas TIC e as condições de contorno, principais ingredientes da dinâmica urbana, e prepara o caminho para futuras evoluções para a cidade resiliente.

O SINIAV apresenta-se no contexto de cidades inteligentes como elemento de tecnologia da informação e da comunicação (TIC) para viabilizar a implantação dos modelos, até então então conceituais, ou ainda utilizados em pequena escala no país, em torno de soluções pontuais para determinados problemas urbanos.