Operasjonalisering: Frå forklaring til prøving
6.5 Demografiske forklaringsvariablar
There is still no single and clear definition of the concept “special language'' (Cabré 1999: 61)
Para Xavier & Mateus, (1992-II: 231), língua de especialidade (special language, langue de spécialité) consiste num subsistema linguístico que compreende o conjunto dos meios linguísticos próprios de um domínio particular do saber (disciplina, ciência, técnica, profissão, etc.)
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visando a não ambiguidade na comunicação. No seu Dicionário de termos linguísticos, Xavier & Mateus (1992-II: 230) apresentam definições de língua científica, língua técnica, língua comum, língua corrente, entre outros exemplos que poderíamos citar, mas nunca de linguagem científica, linguagem técnica, linguagem comum ou linguagem corrente. Já Pavel & Nolet (2002: 124) definem língua de especialidade como «sistema de comunicação oral e escrita, usado por uma comunidade de especialistas de uma área particular do conhecimento», o que leva (ou pretende levar)17 a uma comunicação sem ambiguidade no âmbito de determinada ciência, arte, técnica ou
profissão, o que implica vocabulário e usos linguísticos característicos, específicos dessa área do saber. Por seu turno, explica Cabré (1999: 58-59):
A language consists of subcodes that speakers use according to their expressive needs and the nature of the communicative situation. Despite all this diversity, however, all languages have a set of units and rules that all speakers know. The set of rules, units and restrictions that form part of the knowledge of most speakers of a language constitutes the common or general language. The units of the general language are used in situations we call `unmarked'.
In contrast, we speak of special or specialized languages to refer to a set of subcodes (that partially overlap with the subcodes of the general language), each of which can be `specifically' characterized by certain particulars such as subject field, type of interlocutors, situation, speakers' intentions, the context in which a communicative exchange occurs, the type of exchange, etc. Situations in which special languages are used can be considered as `marked'.
O excerto que citamos, sendo uma tradução do original em espanhol18, língua em que, tal como
em português, existem as palavras lengua e lenguaje, ilustra bem a dificuldade que existe na transposição para inglês do que já é em si mesmo complexo, pois apenas conta com a palavra language para referir quer língua quer linguagem, os dois conceitos que procurámos
17 L'utopie linguistique est la monosémie dans laquelle un mot ne peut avoir qu'une seule acception (un terme ne peut avoir qu'un seul référent),
quitte à prendre, par artifice, toutes dispositions utiles ou nécessaires pour que l'utopie devienne réalité (Gouadec 1990: 14).
18 Não tivemos acesso ao original, daí a necessidade de explicar o raciocínio. Aliás, o que acontece neste caso ocorre, frequentemente, quando
surge num texto em inglês a palavra language, em que a dúvida no espírito do leitor/tradutor tem de ser desfeita pelo contexto e compreensão do enunciado.
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compreender e desenredar. Cabré usa a dicotomia língua geral – linguagem de especialidade, e começa por dizer que a língua se compõe de subcódigos que os falantes usam segundo as suas necessidades expressivas e natureza da situação de comunicação; apesar da diversidade, diz a autora, existe um conjunto de regras, unidades19 e restrições que é universal, que todos os falantes
conhecem, denominado língua geral ou comum. De seguida Cabré refere a existência das linguagens de especialidade, um conjunto de subcódigos; por vezes os subcódigos coincidem ou sobrepõem-se ao subcódigo da língua comum; os subcódigos caracterizam-se especificamente pela área temática em que se inserem, pelo tipo de interlocutores, pela intenção dos falantes, pelo contexto em que ocorre a situação de comunicação, etc. A propósito, o parágrafo seguinte não deixa dúvidas:
The general language – the langue tout entière, in Kocourek's
words - containing both marked and unmarked varieties can be imagined as a set of intertwined, interrelated sets. What all the sets share is the general language. Each one of the subsets can be a special language, (Cabré 1999: 59, negrito nosso).
Referindo-se aos tecnoletos ou línguas de especialidade, Barros (2004: 43) sublinha que as reflexões mais recentes, apoiadas na tradição linguística de que a linguagem corresponde à língua em uso, entendem preferível a designação de linguagem de especialidade em vez de língua de especialidade, dado que rejeitam a ideia da língua geral como sistema e das linguagens de especialidade como subsistemas, pois:
[..] «embora cada universo de discurso especializado produza textos com particularidades sintáticas, pragmáticas, semióticas e terminológicas, essas especificidades não deixam de ser recursos lingüísticos usados pela língua em geral na qual são escritos esses textos».
Apoiando-se em Cabré (1999), precursora da Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT), que advoga o estudo dos termos em três planos – social, cognitivo e linguístico –, e não aceita a distinção drástica entre unidade terminológica (termo) e unidade lexical (palavra), Barros (2004: 57) afirma, igualmente, que os termos são «unidades linguísticas que exprimem conceitos técnicos e científicos, mas não deixam de ser signos de uma língua natural (geral), com características e
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propriedades semelhantes». Assim, preferimos falar em linguagem de especialidade e não em língua de especialidade. Partindo da abstração para a concretização, o conceito de língua (ou língua natural) afigura-se como um ente abstrato que cada falante torna seu através do idioleto; o uso individual e único da língua que se consubstancia em linguagem (natural). Por conseguinte, linguagens de especialidade correspondem a variantes pragmáticas e constituem subcódigos (ou subconjuntos) linguísticos, que comungam parcialmente dos recursos da língua geral ou comum e com ela matêm uma relação de unidade. Todavia, é preciso assinalar que:
[…] No hay un corte de navaja que pueda distinguir claramente lenguaje común de lenguajes especiales y lenguajes especiales entre sí. Aunque haya rasgos fomnológicos, morfosintácticos, léxicos y textuales, funcionales y extralinguísticos específicos para cada lenguaje especial, ellos no son suficientes para hacer un corte en el continuum (Ciapuscio 2008: 31)
La lengua de especialidad y la lengua general muestran osmosis en ambos sentidos. Esta osmosis se manifiesta asimismo entre lenguas correspondientes a vários campos especializados (Mayoral Asensio 1992 apud Mayoral Asensio & Fouces 2011: 48).