Tratar dos espaços de insurgência, resistência, afirmação e construções autônomas na metrópole atual, diante do quadro exposto acima, marcado por um aprofundamento do processo de neoliberalização do espaço, envolve necessariamente considerar o grande evento político que tomou as ruas das grandes cidades brasileiras em junho de 2013 e fez surgir uma série de questões acerca dos processos diversos que fizeram tais conflitos vir à tona. Este capítulo tem o objetivo de abordar este conjunto de acontecimentos no que diz respeito à discussão ampla do conjunto deste trabalho, em suas interseções com os processos socioespaciais ligados à neoliberalização da metrópole. No entanto, antes de chegarmos nas jornadas de junho, propõe-se uma passagem por uma bateria de eventos de natureza semelhante que ocorrem pelo mundo no ano de 2011, que fornecem elementos para compreender muitas das características e dos desdobramentos dos eventos de 2013 no Brasil. A agência das redes entra em cena de forma mais significativa nestes processos, tanto no plano das associações múltiplas entre agentes e dos desdobramentos e encadeamentos de eventos quanto no transbordamento de relações e laços constituídos no espaço digital na direção das ruas, explorados no capítulo anterior. Procuro transitar entre o relato destes sequenciamentos, ressaltando os vínculos entre agentes e eventos, e a análise de suas implicações diante do tema do quadro amplo deste estudo.
As erupções de 2011 no mundo e a conformação de um novo quadro de movimentos insurgentes
Diversos eventos políticos insurgentes de larga escala aconteceram num encadeamento sequenciado em 2011, com variações geográficas significativas no que diz respeito a suas causas, características e desdobramentos locais, mas mantendo uma série de aspectos em comum. Partindo da chamada Primavera Árabe, que decola na Tunísia em dezembro de 2010 e se estende pelos primeiros meses de 2011 em diversos países da região, um primeiro grande transbordamento se manifesta no mês de maio no movimento dos indignados (também conhecido como 15M) em Madri, posteriormente chegando ao coração de um dos principais centros urbanos na agregação de atividades de comando e controle do capitalismo financeiro internacional contra o qual muitos destes acontecimentos políticos se levantavam: o movimento Occupy em Nova York. A partir da
difusão daquela experiência, há uma proliferação de inúmeros eventos semelhantes ao redor do mundo, inclusive no Brasil, gerando desdobramentos que permanecem latentes e com menor exposição, deixando de entrar em erupção, até que isso viesse a ocorrer em grande escala em junho de 2013.
O pontapé inicial na primavera árabe: redes sociais, desdobramentos frágeis, aberturas para forças contrárias
Os eventos desencadeados na Primavera Árabe tiveram na internet um ponto de agenciamento fundamental, sem os quais eles poderiam muito bem ter ocorrido, mas muito provavelmente não da mesma forma e com as mesmas características (raciocínio que se aplica também aos acontecimentos subsequentes e encadeados nesta mesma genealogia citados no parágrafo acima). Diversos fatores subjacentes e estruturais explicam a insatisfação latente – um padrão também recorrente nas demais ondas de manifestações – que vieram à tona a partir de uma série de eventos específicos e de ordem relativamente aleatória, que constituíram faíscas para que o terreno, já propenso ao incêndio, pegasse fogo de fato. O relato mais frequente a respeito da Primavera Árabe e seu pontapé inicial na Tunísia cita fatores socioeconômicos diversos, como desemprego, inflação e inclusive o aumento global nos preços de alimentos como aspectos subjacentes, tendo como catalisador o suicídio de um camelô de 26 anos de idade em dezembro de 2010, que após uma ação policial confiscando suas mercadorias em público de forma humilhante e violenta, e a recusa das autoridades locais em recebe-lo e aceitar seu pedido de denúncia formal do abuso de autoridade por parte dos oficiais, ateou fogo em seu próprio corpo em protesto. As manifestações se espalharam pelas ruas de Túnis poucas horas depois, o que ocorre de forma exponencial tanto no que diz respeito ao número de manifestantes nas ruas quanto em relação às pautas levantadas por eles. Este efeito acelerado do crescimento praticamente instantâneo e exponencial do número de pessoas nas ruas – fundamental na derrocada dos regimes, que não conseguem controlar tsunamis políticos de tais proporções – é um dos diversos resultantes do uso das redes digitais no agenciamento dos protestos de forma extremamente ágil, além de difusa, horizontal e rizomática por parte de seus próprios participantes, sem a necessidade de passar por canais centralizadores que espalham as informações e convocam novos manifestantes94.
94 Para uma análise detalhada do uso das redes sociais e seus efeitos na Tunísia e no Egito em 2011, ver Lotan et al (2011) e Khondker (2011).
Em grande parte do mundo árabe, o surgimento deste novo canal cria um potencial ainda maior, por constituir um canal livre de censores e do controle governamental direto da informação, cujo caráter horizontal e difuso, sem eixos centralizadores que podem ser facilmente vigiados, torna as tentativas de controle e repressão mais difíceis, e dependentes de tecnologias de bloqueio de conteúdo – tais quais utilizadas pelo governo chinês em sua vigilância do espaço digital. O espraiamento desta história pelo mundo cria um efeito demonstração importante em torno do potencial do uso da internet para fins políticos diretos que gera impactos nos usuários da rede mais dedicados ao ciberativismo, bem como em ativistas de frentes diversas que vinham se aproximando do espaço digital como forma de atuação complementar às suas ações organizadas. No entanto, há também um segundo aspecto diretamente relacionado à internet e menos frequentemente citado nos relatos a respeito da catalisação dos eventos na Tunísia, que foi a divulgação de informações detalhadas por parte dos Wikileaks de Julian Assange em 2010 contidas em correspondências diplomáticas estadunidenses a respeito das práticas de corrupção do então presidente daquele país, Zine El Abidine Ben Ali, no poder desde 1989, e que seria derrubado no dia 14 de janeiro de 2011. O mesmo se aplica ao Egito e ao regime de Hosni Mubarak, que cairia no dia 11 de fevereiro seguinte, cujos relatos de corrupção e abuso de poder haviam sido amplamente acessados pela população daquele país através dos vazamentos do Wikileaks publicados em grandes jornais europeus e norte-americanos no ano anterior.
Os desdobramentos finais da Primavera Árabe nos meses e anos subsequentes, na maioria das vezes em direções opostas às ansiedades democráticas claras dos levantes, são fatores importantes para o entendimento da natureza política e do caráter deste tipo de mobilização acelerada e em grandes ondas que marcam alguns destes eventos recentes, tanto em seus aspectos positivos e nos potenciais e aberturas que envolvem quanto nos riscos e aspectos negativos também presentes. Como em qualquer embate político, opera-se sempre na interação com forças opostas, e/ou com outros vetores imprevistos, que podem aproveitar das aberturas criadas pela disrupção e do forte movimento inercial gerado inicialmente em determinado evento para mudar suas direções, capturar suas forças e/ou fazer levantar (ou acordar) reações contrárias de forma muito mais potente do que se encontravam anteriormente. O enorme fogo de palha pode ser seguido por outras dinâmicas justamente porque, como foi o caso destes primeiros eventos no mundo árabe (mas não necessariamente de seus filhotes em outros países, como veremos), não há organicidade e conteúdo sólido estruturado em movimentos sociais organizados por trás que fossem capazes de dar prosseguimento ao impulso inicial gerado pela multidão, antecipando uma de suas características
negativas, justamente a de não ser necessariamente capaz de engendrar este segundo passo, por não ser (necessariamente, reitera-se) constituída de movimentos sociais propriamente ditos. Também é fundamental considerar o contexto específico daqueles países, em que tais movimentos sociais jamais poderiam surgir num ambiente de plena repressão política e autoritarismo, criando uma barreira impedindo que o próprio desdobramento dos eventos pudessem ter efeitos duradouros e fazer surgir forças políticas construtivas a partir do desmonte de formas arraigadas de poder – o que não necessariamente é o caso de outras localidades que passam por processos disruptivos semelhantes (daí a importância fundamental de pensar a geografia desta dinâmica histórica contemporânea).
O 15M espanhol e seus desdobramentos
Processos e dinâmicas socioespaciais muitas vezes se transferem de uma localidade para outra através de efeitos de migração direta de agentes, ou do aprendizado direto e da mimetização. Outras vezes ocorrem de forma autônoma a partir de uma dinâmica própria, interna à região em si, a partir de processos e eventos anteriores que por sua vez são semelhantes àqueles que engendraram os efeitos subsequentes na primeira região onde eles surgem. O formato com que transformações geográficas (sejam de ordem política, econômica, cultural ou de outra natureza) se espalham territorialmente passa necessariamente por um destes dois formatos, ou graus de combinação entre eles. Mesmo não sendo possível afirmar ao certo se foi um caso de transferência geográfica direta ou de seu surgimento de forma autônoma no segundo local sem quaisquer vínculos de transbordamento, o encadeamento do movimento multitudinário do norte africano conformando um segundo passo que ocorre no sul europeu ainda no primeiro semestre de 2011 constitui uma interessante dinâmica geo-histórica que nos remete às ligações muito antigas e intensas entre aquelas regiões, e à importância que suas interações tiveram (e continuam tendo) nas suas respectivas histórias. Para Javier Toret (2012), a onda de manifestações na Espanha a partir de maio de 2011
tinha a pretensão de se vincular a outros movimentos europeus emergentes, como o UK Uncut, contra os cortes em investimentos sociais, na Inglaterra; Geração à Rasca, contra a precariedade do trabalho, em Portugal; e a transformação política
ocorrida na Islândia, que ficou conhecida como ‘revolução silenciada islandesa’ e
colocou os banqueiros que levaram o país à quebradeira atrás das grandes. No
entanto, se algo impulsionou a convocatória, foi a ‘Primavera Árabe’, que, com a
força contagiante das revoltas, inspirou muitas pessoas a acreditarem que se rebelar era possível (TORET, 2012, p. 141).
O movimento dos indignados da Praça do Sol de Madri, também conhecido como 15M, em função de seu início nos acampamentos do dia 15 de maio daquele ano, também foi agenciado através das redes digitais, a partir de um amplo leque de organizações sociais. Algumas destas já existiam, e outras haviam sido recentemente criadas na própria rede, como é o caso do grupo
Democracia Real Ya – DRY, um dos responsáveis pela convocação, realizada através da internet,
do acampamento na Praça do Sol95 e de diversas marchas em inúmeras cidades espanholas. Como
colocado por Javier Toret, que participa diretamente daqueles eventos,
Desde abril, a campanha de Democracia Real Ya, com os slogans ‘Não somos
mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros’ e ‘Tome a rua’, estendia-se pela rede como um rastilho de pólvora, em uma trama de laços humanos e digitais. Novas pessoas foram se incorporando a cada dia à articulação, fazendo propostas e se organizando em grupos locais em suas cidades ou povoados para preparar a grande mobilização do #15M. Uma onda pós-midiática subterrânea foi sendo gestada, imperceptível para os grandes meios de comunicação e as instituições, e envolvendo pessoas de todas as condições e idades. Ao mesmo tempo, qualquer pessoa que fizesse uso diário da internet e das redes sociais recebia informação sobre as convocatórias, que chegavam por diversos canais distintos entre si, por fontes diversas e por redes de confiança (TORET, 2012, p. 140).
Desde o início e ao longo de seus desdobramentos, as interações entre redes e ruas descritas no capítulo anterior se apresentam como um componente importante destas manifestações para aquele autor:
A emoção do encontro, da tomada conjunta do espaço público e de conquistar legitimamente a acampada acabou fazendo com que outras cidades seguissem o exemplo e ocupassem as principais praças de grande parte do país. Posteriormente, o exemplo das acampadas se estendeu para outros países a uma velocidade também inacreditável.
A partir desse momento, o movimento cresceu e se assentou nas praças. As acampadas se converteram em centros de cooperação e em territórios coletivos. Nasceram as comissões, formaram-se os grupos de trabalho, organizou-se a vida concreta dessa minicidade, espécie de ágora para os encontros do movimento. A partir daí, começou-se a construir a infraestrutura tecnológica das acampadas, os sites, os espaços no Facebook e na -1.cc. Os perfis oficiais no Twitter cresceram muito rapidamente, facilitando o fluxo de informações e a interação entre as distintas cidades e pessoas que tomaram parte no movimento.
Um conjunto de acampadas conectadas entre si transformou-se em um sistema vivo e auto organizado graças aos circuitos de informação. Toda uma arquitetura- rede de participação tornou possível aquilo que chamo de ‘contágio tecno-
95 Sobre as ligações do 15M e do DRY com as redes sociais num estudo de caso para a cidade de Sevilha, ver Muros; Esteves (2011). Para uma análise mais ampliada da interação entre o uso das redes nestes movimentos e a criação de novas formas de organização política em interseção com a disputa institucional de forma geral, ver Peña-López et al (2012).
logicamente estruturado’; quer dizer, uma arquitetura lógica que facilitou a
reprodutibilidade do movimento, como uma malha no espaço da rede, cujos nós corresponderiam aos espaços físicos reais (TORET, 2012, p. 145).
No discurso do DRY96, que agrega principalmente os desempregados, os despejados de moradias em função de hipotecas inadimplentes, e os jovens desempregados e/ou em situação de precariedade, há um posicionamento claro e direto contra as políticas macroeconômicas de austeridade impostas pela União Europeia aos países deficitários pertencentes à zona do Euro (que envolvem, principalmente, os chamados PIGS – Portugal, Itália, Irlanda, Grécia97 e Espanha) em função do transbordamento da crise financeira de 2008 para a Europa, que começa a ter efeitos econômicos abruptos naquele continente ainda em 2009. Mesmo com o apoio direto de muitas organizações antigas, e estruturadas em torno de formatos mais tradicionais como sindicatos ou partidos de esquerda, os movimentos organizados e aglutinados em 2011 se recusam a se identificar formalmente com quaisquer destas organizações, declarando-se como apartidários (mas não antipartidários), e sem vínculos com grupos sindicais formais – o que viria a ser também um traço importante dos movimentos posteriores nos EUA e no Brasil. Outro traço importante, também muito presente em junho de 2013 no Brasil, advindo de um histórico de maior presença de grupos anarquistas e da ecologia política em sua vertente mais radical e engajada, bem como da inserção destas forças políticas numa linhagem ligada aos movimentos antiglobalização e ao Fórum Social Mundial, é a horizontalidade como prática e como objetivo direto, num projeto de desmonte do poder em várias escalas que parte de sua prática cotidiana na esfera da micropolítica dentro dos próprios movimentos.
Surge assim, na versão espanhola dos movimentos democráticos de 2011, um ataque direto ao neoliberalismo partindo de movimentos sociais de base ampla e diversa, e uma interpretação de sua vinculação ao déficit democrático crescente. O que está subjacente à própria crise, e sobretudo à forma com que ela é tratada pelas políticas públicas, é, na perspectiva destes movimentos, uma crise de representação, que distancia o sistema político democrático formal baseado em eleições de representantes das demandas, ansiedades, vontades e projetos da população de forma geral. Trata-
96 Ver seu sítio web, <www.democraciarealya.es>, bem como a entrada da Wikipédia em língua espanhola:
<http://es.wikipedia.org/wiki/Democracia_Real_Ya> (consultas em junho/2015).
97 Os protestos da Praça Syntagma, também em maio de 2011 em Atenas, contra as medidas de austeridade impostas àquele país, também têm um padrão semelhante, de constituir tentativas de resposta ao neoliberalismo através de agenciamentos gerados pelo encontro entre metrópole e internet. Os desdobramentos políticos também são semelhantes ao que ocorre na Espanha, na direção da formação do Syriza, uma ampla agregação de partidos e movimentos de esquerda, que vencem as eleições majoritárias para o parlamento nacional em 2015, com uma plataforma de construção de alternativas ao ajuste neoliberal imposto por credores internacionais àquele país.
se, assim, de uma identificação de uma vinculação com a qual concordamos neste estudo, entre
crise do sistema democrático representativo e neoliberalismo. Esta identidade se fundamenta em
grande medida numa dupla formatação do processo de distanciamento da formulação de políticas públicas de suas bases democráticas: a tecnocracia, que define políticas e formas de ação do Estado em função de um suposto conhecimento técnico mais avançado – geralmente ligado ao discurso da ciência econômica ortodoxa98 – que se apresenta como uma forma científica e neutra de lidar com os efeitos da crise; e o vínculo direto que se fortalece entre poderes econômicos concentrados em setores diversos (onde o capital financeiro sobressai, obviamente, em função de seu ganho de poder descrito no capítulo 3, acima) e o sistema representativo, através de canais diversos, principalmente no financiamento direto de campanhas políticas por parte destes grupos.
As políticas de austeridade impostas por grandes credores internacionais evidenciam este duplo nexo, passando tanto por um discurso tecnocrático de ser um remédio com efeitos colaterais de curto prazo mas com supostos benefícios posteriores, quanto pela ligação direta dos interesses deste setor financeiro beneficiado pelas políticas adotadas com os supostos representantes políticos que tomam tais decisões. A austeridade é uma forma de disciplinamento da política econômica por parte do setor financeiro internacional, através do vínculo de comando e controle criado através da relação de crédito com o Estado (onde o credor dita as regras, com a ameaça de punição através do não-rolamento das dívidas e da fuga de capitais aos eventuais desobedientes99), que evita o retorno
a padrões keynesianos de intervencionismo deficitário. A metáfora do médico medieval que faz o doente sangrar, na crença de que esta é a melhor forma de curá-lo, é invocada por muitos economistas (pós-)keynesianos contemporâneos, defensores do gasto governamental alto em tempos de crise, como uma explicação para os efeitos nefastos das políticas de austeridade: tornam
98 O documentário Trabalho Interno, dirigido pelo documentarista estadunidense Charles Ferguson e lançado no ano de 2010, relata detalhes da crise financeira de 2008 a partir de uma série de entrevistas com seus protagonistas diretos, e aponta para inúmeras ligações (de contratações, inclusive) entre os altos representantes do cânone da economia neoclássica aplicada na formulação de políticas macroeconômicas e o setor financeiro que se beneficia de forma substancial dessas decisões de políticas públicas.
99 Na União Europeia este mecanismo se complexifica ao criar uma só moeda sem vínculos de valorização e desvalorização diretos com as dinâmicas de endividamento, rolamento de dívida e fugas de capitais de cada país específico, com seus orçamentos independentes. Muitas vezes países deficitários por longos períodos não passam por um processo de perda de credibilidade em função de seu atrelamento rígido à moeda forte garantida pela união monetária. Deste modo, o poder coercitivo passa diretamente à autoridade monetária centralizada em Bruxelas, que impõe aos países deficitários uma série de condições de realização de seus orçamentos públicos individuais, que por sua vez advêm de exigências dos grandes credores em conjunto com os países de economias mais pujantes e de maior magnitude que mantêm a moeda forte e pouco sujeita a intempéries e volatilidades (papel cumprido quase exclusivamente pela Alemanha, no contexto recente).
uma conjuntura de crise ainda mais grave e aprofundada, ao impedir que os governos ajam ativamente na tentativa de compensar a retração do setor privado.
Trata-se assim de uma das diversas formas com que o neoliberalismo atua, por ter o efeito