6.5 M ULTIPPEL R EGRESJONSANALYSE
6.5.5 Del - konklusjon Hypotese 4; respondentenes ønske om mer HS avtar med
Aqui irei abordar a perspectiva tecnológica, reconhecendo a sua mútua dependência com a ciência. Em primeiro lugar, analisarei as contribuições de vários autores que reconhecem a dificuldade em chegar a um consenso, especialmente sobre a definição de técnica e tecnologia. A abordagem histórica permite o estabelecimento de certas diferenças formais que dão sustento, mas o conceito condutor de tais esforços é a tecnociência, a qual suporta a dependência mútua entre a ciência e a tecnologia, mas também ajuda a explicar a aproximação entre a tecnologia e a sociedade, como relação depositária da acção evolutiva das ferramentas que o homem manipula com a intenção de controlar o seu meio e para entender, dentro do possível, a natureza e o ambiente que a rodeia.
Na linguagem comum, a técnica e a tecnologia são termos normalmente usados como sinónimos. Há, no entanto, uma diferença conceptual, pois ser técnico não é o mesmo que ser
tecnólogo. A técnica refere-se aos conhecimentos práticos e procura a precisão, enquanto a
tecnologia envolve saber e saber fazer. A técnica requer habilidades, a tecnologia exige o conhecimento teórico. No fundo, a diferença fundamental entre a técnica e a tecnologia transporta-nos para a relação entre a teoria e a praxis.
A história da humanidade, desde o seu início, demonstra ser um reflexo fiel da importância da aquisição, criação e transmissão de conhecimento como elemento fundamental do desenvolvimento social. O factor social do conhecimento possibilita a identificação do desenvolvimento da civilização com o desenvolvimento do conhecimento.
O desenvolvimento tecnológico como um motor do advento da tecnologia baseada na ciência é o factor que permite a apresentação das teorias filosóficas que tentam explicar as perspectivas vigentes, sobre as quais os especialistas tecem conjecturas que permitem descobrir a importância que a tecnologia tem nos dias de hoje e dos impactos produzidos nas atitudes sociais e culturais.
Mesmo supondo que existem efectivamente três entidades: técnica, cultura e sociedade, mais do que acentuar o impacto das tecnologias poderíamos, do mesmo modo, afirmar que as tecnologias são produtos de uma sociedade e de uma cultura. Mas a distinção nítida entre culturas (a dinâmica das representações), sociedade (as pessoas, as suas ligações, as suas trocas, as suas relações de força) e a técnica (os artefactos eficazes) não pode ser senão conceptual. (Lévy, 2000, p. 23)
A partir desta abordagem filosófica da tecnologia são discutidas as tecnologias da informação e comunicação como ferramentas representativas da mudança tecnológica e, consequentemente, a reformulação de uma nova globalização económica, política, social e cultural que permite à globalização encontrar um terreno fértil para a sua implementação dentro do momento histórico da modernidade. A sociedade da informação apresenta-se como a contraproposta das ciências humanas, que trata de enfrentar as mudanças tecnológicas desde a perspectiva social e cultural, que se torna necessária para indicar que a intencionalidade tecnológica deve ser controlada pela própria sociedade para beneficiar a grande maioria dos actores envolvidos e não ser um instrumento de poder de uns poucos, nem de governos, nem de instituições financeiras que imponham condições de produtividade.
O percurso acima descrito permite ganhar uma visão geral bem contextualizada do que acontece hoje, quando abordamos o tema da tecnologia e o seu impacto cultural na sociedade.
Falar de Revolução Científica e de Revolução Tecnológica é tema de discussão frequente, tanto por especialistas como por pessoas interessadas no assunto. Cada uma destas concepções desencadeou uma série de controvérsias filosóficas, históricas, sociológicas, culturais e técnicas, especialmente em meados do século XX e até os dias de hoje. Estes dois temas têm gerado uma grande quantidade de literatura, desde artigos, livros, palestras e debates. Cada
um, por seu lado, foi sendo sucessivamente reescrito e redefinido na sua própria génese. Esforços significativos têm mudado a interpretação de ambos os conhecimentos científicos e tecnológicos, chegando ao ponto em que usamos o termo “tecnociência” ou “sistema tecnocientífico” como a fusão destes dois grandes eventos em estudos de convergência.
É inegável que a conduta dos indivíduos, a sua visão de mundo, as suas crenças gerais e as suas expectativas de vida são muito diferentes devido ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, o impacto social que estas causam são irreversíveis. Já não são as mesmas tarefas a desenvolver na actividade profissional a partir de computadores, nem as expectativas de vida a partir dos avanços das ciências da saúde.
O conceito de modernidade social corresponde à tradição do novo, ao processo de organização econômica e social realizado sob as crescentes relações da produção capitalista. A modernidade social aproxima-se do que Matei Calinescu chama de idéia burguesa da modernidade, que é caracterizada por:
A doutrina do progresso, a confiança nas possibilidades benéficas da ciência e da tecnologia, a preocupação com o tempo (um tempo mensurável, um tempo que pode ser comprado e vendido e por isso tem, como qualquer outro produto, um equivalente calculável em dinheiro), o culto da razão e o ideal da liberdade, definidos dentro da estrutura de um humanismo abstrato, mas também a orientação para o pragmatismo e o culto da ação e do sucesso.1
Dentro desse conceito de modernidade, o desdobramento da história está ligado ao “progresso contínuo das ciências e das técnicas, à divisão racional do trabalho industrial, que introduz na vida social uma dimensão de mudança permanente de destruição dos costumes e da cultura tradicional”2(Giroux, 1999, p. 58)
Em termos globais, dentro da modernidade o enfoque conceptual do ser humano sofreu uma mudança radical. Parte desta nova visão fica a dever-se à perspectiva tecnológica que compara o ser humano com uma máquina ou dispositivo tecnológico. A explicação do funcionamento do corpo humano pode basear-se na analogia com um computador, um relógio ou qualquer
1 Matei Calinescu, Five Faces of Modernity: Modernism, Avant-Gard, Decadance, Kitsch, Postmodernism (Durham: Duke University Press, 1987), 41.
electrodoméstico. Os componentes internos de vários elementos técnicos são comparados com os órgãos internos dos homens e os circuitos com o sistema nervoso central do próprio indivíduo. Até este ponto não parece haver relevância nesta comparação, mas se se acrescentar que os papéis sociais, a maneira de se relacionar e as estruturas da organização da sociedade também são descritos pela própria funcionalidade dos aparelhos tecnológicos a relevância torna-se significativa. Assim, a influência da concepção tecnológica merece ser tratada com o máximo cuidado. Esta é uma das abordagens que será discutida nos parágrafos seguintes como parte do impacto que o meio tecnológico exerce, directamente, no campo sociocultural.
O mundo globalizado é um mundo em rede, no qual as partes são interdependentes, formando uma trama de trocas, empréstimos e acordos de cooperação. Um mundo em que adoptam outros modelos culturais, padrões de comportamento ou alguns dos seus traços; em que se tecem projectos e destinos (agora podemos comprovar que a nossa segurança também está nessa rede). É um Mundo com muitas possibilidades de comunicação, cujas partes se conhecem entre si, mutuamente se influenciam, se apoiam ou se opõem. Dá a ideia de um todo, apesar de uma débil coesão. Essa trama é o resultado de imposições dos poderosos sobre os que estão em inferioridade de condições, de hibridações culturais, substituições, justaposições, etc. Nesse Mundo, o que se passa connosco repercute-se nos outros como se fôssemos células de um órgão ou partes do mesmo corpo. A rede conecta sociedades, lugares, culturas, a actualidade da vida dos povos e dos indivíduos, a economia, a miséria, a contaminação do meio ambiente, os confrontos ou a política. (Gimeno Sacristan, 2008, p.22)