• No results found

3.2 Stress

3.2.1 Definisjoner på stress

Para essa análise fez-se uso das medidas propostas para cada uma das duas dimensões relacionadas à cooperação:

• Cooperação na Cadeia: percepção de cooperação entre os membros da cadeia objetivando geração de valor.

• Cooperação para Inovação: percepção da cooperação entre os membros da cadeia especificamente orientada para a inovação.

Estas análises estão detalhadas nos tópicos a seguir.

16.2.1 Cooperação na Cadeia

Um elemento considerado na avaliação da cooperação na cadeia foi a troca de informações e conhecimento. Nesse sentido observou-se comportamento ora divergente, ora convergente, nos grupos estudos, tanto em relação aos clientes, quanto aos fornecedores. Essas análises estão detalhadas nos parágrafos a seguir.

No grupo AT, a intenção de compartilhar conhecimento e informação com clientes, em termos relativos, é maior do que a intenção de compartilhar conhecimento e informação com fornecedores. Um exemplo desse fato é dado por um dos entrevistados, quando explica a fase inicial de desenvolvimento de uma inovação de produto (na fase de definição do conceito do produto novo), já que “a concepção do

[novo] produto levas vários meses e acontece praticamente apenas com o cliente; o fornecedor entra [no processo de desenvolvimento] depois”. Interessante notar que

esse mesmo grupo de empresas apontou a intenção de compartilhar informação, tanto de clientes, como de fornecedores, menor do que a intenção recíproca do grupo para com eles.

No grupo MT, observou-se que a intenção de compartilhar conhecimento e informação, seja com fornecedores ou com clientes, é mais ou menos a mesma. Contudo, as empresas deste grupo dividem apenas as informações que julgam necessárias ou pertinentes naquele momento – tal como ocorre no grupo AT. Outro ponto de destaque está na intenção dos fornecedores de compartilhar informações, que na percepção das empresas do grupo MT é maior do que a delas próprias para com eles. Situação inversa ocorre na relação com seus clientes, fato último atribuído ao eventual caráter estratégico da informação, conforme ilustra um dos casos: “nós

temos uma intenção [de trocar conhecimento] maior do que nossos clientes, ás vezes a informação para ele é um diferencial competitivo e nem sempre eles estão dispostos a fazer esse compartilhamento de informações”.

Por sua vez o grupo BT apresentou uma intenção de compartilhamento de informações com fornecedores – em termos relativos – maior do que os demais grupos, sendo que a percepção das empresas do grupo BT é de que seus fornecedores também compartilham dessa mesma intenção. Um exemplo de afirmação que ilustra essa análise é dado por um dos entrevistados do grupo BT: “nós temos uma parceria com um fornecedor-chave que nasceu junto com a

empresa, nessa aliança sempre houve o compartilhamento do conhecimento, e ambos os lados trouxeram o que tinham de melhor”. Um exemplo diferente que pode

ilustrar esse interesse em compartilhar informação com fornecedor está no comentário de outro dos entrevistados neste mesmo grupo: “Os fornecedores hoje são 2/3 dos custos da nossa empresa, por isso o interesse em trocar idéias e acompanhá-los de perto”. De outro modo, a percepção da intenção dos clientes em compartilhar informações e conhecimento é a menor – em termos relativos – quando comparada com os demais grupos, apesar de o grupo BT ter apresentado intenção de compartilhar informações com seus clientes, sendo que uma ilustração desse fato é dada a seguir: “Em nosso mercado o cliente quer que atenda a necessidade dele,

que entregue o produto que ele precisa e dentro do prazo, mas ele não está muito interessado em estimular a inovação ou troca de informações”.

Outro elemento considerado na avaliação da cooperação na cadeia foi flexibilidade entre os elos. Assim, nos três grupos testados observou-se a existência de algum grau de uma intenção de modificar rotinas, tanto por parte dos fornecedores e

clientes, quanto da empresa focal, para acomodar eventuais novas necessidades ou demandas.

Por fim, um último elemento considerado na avaliação da cooperação na cadeia foi a capacidade de dividir problemas e encontrar soluções conjuntas. Com relação a esse aspecto observou-se que os três grupos (AT, MT e BT) destacaram a importância e existência de ações de compartilhamento de responsabilidades tanto nas relações com seus fornecedores, quanto, com seus clientes. Entretanto essa capacidade de dividir problemas parece mais marcante no grupo AT, uma vez que “se não compartilharmos as dificuldades com fornecedores ou mesmo clientes para

chegar a um denominador comum e criarmos algo novo, certamente outros farão isso e perderemos nosso lugar [no mercado]”, segundo um dos entrevistados no

grupo AT.

Este aspecto específico de cooperação para desenvolver uma melhoria ou criar algo novo, é objeto de análise do tópico seguinte.

16.2.2 Cooperação para Inovação

Com relação à orientação (ou intenção) para inovar, observa-se que nos grupos AT e MT não apenas as empresas estudadas, mas também seus respectivos fornecedores e clientes compartilham de uma intenção de inovar onde “todos – nós,

nossos fornecedores e clientes – estamos sempre buscando inovações e melhorando o que já existe” segundo um dos entrevistados do grupo AT.

Comparativamente aos grupos AT e MT, no grupo BT essa orientação parece ser um pouco menor, por parte dos fornecedores e dos clientes do que das empresas estudadas, um dos motivos seria o fato “do mercado ser bastante tradicional e

conservador” ou ainda pelo fato da “demanda já estar consolidada e estabelecida”,

segundo entrevistados neste último grupo. Outra análise que ilustra essa particularidade quanto à intenção de inovar no grupo BT é a possibilidade de poder

estabelecer um ranking, de posições relativamente distintas entre os elos das cadeias estudadas neste grupo. Clientes, fornecedores e empresas, no que diz respeito à orientação para inovar, possuem intenção crescente, tal como é colocado por um dos entrevistados: “O maior interesse [em inovar] é da nossa empresa; há

um interesse forte dos fornecedores também, mas o foco do fornecedor é ganhar mais espaço[de fornecimento na nossa empresa];e os clientes têm foco em preço e prazo. Ou seja,, quem puxa realmente o desenvolvimento de coisas novas é a nossa empresa”.

Em termos de troca de informações, idéias e sugestões que permitam o desenvolvimento de melhorias ou novidades, nos grupos MT e BT observou-se as trocas com fornecedores resultam – de maneira comparativa – em mais melhorias e inovações de processo do que de produtos/serviços, conforme ilustrado pela afirmação a seguir extraída dos estudos de caso: “quando falamos de fornecedores,

de certa forma nós temos um engajamento maior deles em processos, não tanto em produtos”.

Já as empresas do grupo AT apresentaram maior ênfase no desenvolvimento de novos produtos e serviços – a partir de trocas de informações – nas relações com seus fornecedores, do que no desenvolvimento de processos (apesar de ambos terem sido apontados como relevantes e importantes para as empresas neste grupo). Um dos motivos levantados nos estudos para essas trocas de idéias e sugestões resultarem em mais desenvolvimentos de produtos do que de processos, relaciona-se com o fato de muitos processos – nas empresas do grupo AT – estarem ligados à diferenciais competitivos, pois, segundo um dos entrevistado, “os

processos da nossa empresa são diferenciais de mercado, e bastante específicos e participam diretamente da geração de valor de nossos produtos”.

Por outro lado essa diferenciação entre os grupos não acontece quando se observa os resultados das trocas de informações, idéias e sugestões entre clientes e as empresas estudadas. Em todos os grupos (AT, MT e BT) essa troca de conhecimentos entre empresa e clientes, resultaram primeiramente em novidades ou melhorias em produtos do que de inovações em processos, porque “para o

ele consegue ver e tocar, do que nos nossos processos” segundo um dos

entrevistados nos casos estudados.

Por fim, com relação à capacidade de transformar eventuais problemas, seja entre empresa-fornecedor ou entre empresa-cliente, em melhorias e novos desenvolvimentos, em todos os três grupos observou-se intenção de desenvolver coisas novas e melhorias a partir de dificuldades. Uma pequena distinção pode ser feita à relação empresa-cliente nesse sentido, pois “uma das fontes de inovação da

empresa são os clientes e não-clientes, por isso quando um problema surge, ele é logo tratado e sua solução incorporada aos novos desenvolvimentos”.

Todavia, “não basta apenas querer inovar, é preciso fazer a inovação e para isso são necessárias pessoas engajadas e tempo”, como lembra um dos entrevistados. Dessa maneira, a seguir são apresentadas as análises relativas á Folga Organizacional.