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D EFINISJONER

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3. TEORETISK GRUNNLAG

3.1 D EFINISJONER

sas. O Google foi certamente o pioneiro em fornecer diversas aplicações Web que foram aceitas pelos sujeitos informacio- nais; portanto, podemos deduzir que sua popularidade está relacionada à rica experiência que proporciona ao sujeito. O conjunto de tecnologias utilizado para desenvolvimento das interfaces na Web 2.0 tem proporcionado experiências cada vez melhores aos sujeitos, em comparação com as tecnolo- gias e linguagens computacionais desenvolvidas até então. Dessa forma, entendemos que, certamente, ocorrerão evolu- ções nesse sentido.

Para Koo (2011), as inovações tecnológicas e os fatos que acom- panharam e/ou viabilizaram a formação da Web 2.0 foram: a banda larga; as redes sociais; a conexão à rede pelos dispositivos móveis; a convergência digital; a decolagem do comércio eletrônico e os recursos disponibilizados, como os comentários dos clientes e as sugestões de compras; a cloud computing;7 e o e-learning, por meio das plataformas de aprendizagem.

Com a introdução de recursos e serviços colaborativos em am- bientes informacionais e a disponibilização de ambientes predomi- nantemente colaborativos na Web, a sociedade passou a participar de forma democrática da produção e da organização da informação, interferindo de modo substancial nas ações infocomunicacionais.

Hall e Tiropanis (2012) relacionam a possibilidade de conectivi- dade residencial pelas pessoas ao crescimento da Web 1.0; a dispo-

7 Na cloud computing (computação em nuvem), os dados são armazenados nos servidores de empresas que fornecem os serviços. Em comparação com o armazenamento dos dados em discos magnéticos, ela se torna vantajosa, visto que podem ser facilmente acessados pelos sujeitos informacionais em qualquer lugar do mundo, a qualquer momento e por meio de qualquer dispo- sitivo, promovendo, portanto, maior acessibilidade, compartilhamento, sim- plicidade e segurança, embora esta última característica ainda suscite muitas discussões (Breslin; Passant; Decker, 2009).

nibilidade de banda larga ao surgimento da Web 2.0; e a era pós-PC à cloud computing e aos smartphones, que condicionaram a transição para uma nova etapa dessa evolução, em que a Web vem permean- do todos os aspectos das atividades humanas. Para Santaella:

Enquanto os verbos característicos da Web 1.0 eram disponi- bilizar, buscar, ter acesso e ler, na Web 2.0, as novas palavras de ordem são expor-se, trocar, colaborar em atividades de interação que encontram suas bases em princípios de confiança e de comparti- lhamento. Esses princípios expandiram-se remarcavelmente com o desenvolvimento das redes sociais na internet. (Santella, 2012, p.36) A partir da leitura de Fumero (2007) e Breslin, Passant e Decker (2009), listamos algumas tecnologias e/ou práticas da Web Social, além daquelas já citadas:

• Really Simple Syndication (RSS): diversos ambientes informacionais digitais disponibilizam esse recurso, que pos- sibilita aos sujeitos informacionais selecionar o conteúdo que interessa e receber as atualizações por meio de um agregador de feeds (Breslin; Passant; Decker, 2009).

• Asynchronous JavaScript And XML8 (AJAX): método utilizado para a criação de aplicações web interativas e imple- mentado pelos navegadores. Os dados são recuperados de um servidor web de forma assíncrona, sem interromper a exibição de determinada página acessada pelo sujeito (Breslin; Passant; Decker, 2009)

• Representational Status Transfer (REST): é um tipo de

design e arquitetura de sistemas utilizado em muitos ambien-

tes informacionais na época atual. O conceito de aplicações e serviços de hipertexto na rede é estendido, sendo os recursos

8 O Extended Markup Language (XML) foi desenvolvido por um grupo de especialistas do World Wide Web Consortium (W3C), em 1996, com vistas a se tornar um padrão universal de descrição e redefinição da estrutura dos documentos eletrônicos. Enquanto o HTML possibilita a apresentação do documento, o XML descreve a estrutura e o conteúdo dele (Castro, 2008).

e seus links utilizados como metáforas, visando representa- ções. Isso, em médio e longo prazo, pode trazer contribuições significativas para a interoperabilidade entre serviços web (Fumero, 2007).

• Content Management Systems (CMS): constituem as principais bases das plataformas de serviços de publicação e colaboração em blogs e wikis para o gerenciamento do con- teúdo informacional. São utilizados em ambientes empre- sariais como evolução dos sistemas de gestão documental e também se relacionam com algumas ferramentas de gestão do conhecimento (Fumero, 2007).

• Mashup: aplicação web que combina conteúdo de várias fon- tes, com vistas a uma experiência integrada (Breslin; Passant; Decker, 2009).

• Folksonomias:9etiquetagem semântica colaborativa (tagging) realizada pelos próprios sujeitos informacionais em ambien- tes informacionais digitais colaborativos, por meio da atri- buição livre de tags relacionadas aos recursos informacionais produzidos por eles ou por outros sujeitos (Fumero, 2007). A abertura dos padrões10 da Web contribuiu significativamente para a geração de novos serviços baseados nessas tecnologias, bem como para a consolidação de uma Web de Dados (Hall; Tiropanis, 2012).

Quanto às redes sociais e outros recursos presentes nos ambien- tes informacionais digitais colaborativos, entendemos que não há necessidade de abordá-las neste livro, devido ao grande número, na literatura do campo da Ciência da Informação no Brasil, de pu-

9 “O termo folksonomia surgiu em 2004, cunhado pelo arquiteto da informação Thomas Vander Wal, embora a essência da prática (o salvamento de links favo- ritos e a atribuição de palavras-chave) já fosse desenhada há tempos através do uso de navegadores para a marcação de links favoritos e das metatags na des- crição semântica de páginas web. Considera-se que a folksonomia representa uma remixagem dessas práticas, com a inovação do ambiente colaborativo propiciado pelas redes sociais” (Assis; Moura, 2013, p.86).

10 Disponíveis no website do W3C: <http://www.w3.org/>. Acesso em: 26 maio 2014.

blicações atuais que tratam o assunto, a exemplo dos trabalhos de Inafuko e Vidotti (2012), que abordam a Arquitetura da Informação para blog, com ênfase nas bibliotecas; Pereira e Carvalho (2012), que investigam a utilização dos recursos colaborativos nos serviços de referência das bibliotecas universitárias; Lanzi et al. (2012) e Carriça e Vechiato (2013), que enfatizam as bibliotecas escolares e os leitores nativos digitais; Pacheco (2010), que aborda a sua utili- zação nas empresas, entre outros.

Na perspectiva da linguagem, as Webs 1.0 e 2.0 constituem a Web Sintática, visto que, para encontrar determinada informação, são utilizadas as palavras/termos que constam nas páginas, inde- pendente de serem organizadas e/ou disponibilizadas de forma

top-down (Web 1.0) ou bottom-up (Web 2.0), e sem consultar as

descrições que interpretam os significados das palavras. Na Web Semântica, aliada à inteligência artificial, os resultados provêm do significado das páginas acessadas por meio de suas representações, isto é, o conhecimento disponibilizado na rede é usado de forma mais inteligente (Koo, 2011; Santaella, 2012). A Web Sintática compreende até hoje os ambientes informacionais digitais disponí- veis, sobretudo em relação à sua estrutura, ou seja, páginas Web e recursos inter-relacionados via hiperlinks e possibilidades de cola- boração. Entretanto, a proposta de Tim Berners-Lee (1989) de um sistema de gestão da informação para a European Organisation for Nuclear Research (CERN), que evoluiu para a World Wide Web pouco tempo depois, foi mais complexa e pode ser considerada pre- cursora da Web Semântica (Breslin; Passant; Decker, 2009; Koo, 2011).

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