• No results found

Cyclic loading of a surface cracked pipe

PAPER IV 107

4.3 Cyclic loading of a surface cracked pipe

Esta pesquisa revela que os gestores entrevistados das escolas públicas de ensino fundamental dos anos iniciais do Distrito Federal são do sexo feminino, e representam 92,9%. Observou-se, também que 64,3% encontram-se na faixa etária de 41 a 50 anos com média de 46 anos de idade. Isso certifica com estudos anteriores, como o realizado pelo Instituto Paulo Montenegro (2010), descrito na revisão de literatura (gráficos 1 e 2).

Gráfico 1 - Número de respondentes por gênero

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

Gráfico 2 - Percentual de respondentes por faixa etária

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

98 Todos os gestores entrevistados têm a escolaridade superior, sendo esta uma exigência legal para assumir este cargo31, com especialização, sendo 42,5% formados em Pedagogia. Observa-se que o requisito para atuar nos anos iniciais do ensino fundamental é a formação em pedagogia. Somente a partir do sexto ano do ensino fundamental é que a licenciatura plena passa a ser a exigência mínimo de formação para atuar nas escolas do DF. Os outros gestores distribuem-se em diversos cursos como Administração Escolar (9,5%), Administração de Empresa (4,8%); demais cursos somam (38,4%) e 4,8% não responderam. No curso de especialização, tem-se que 26,7% dos gestores escolares realizaram em psicopedagogia; 13,4% em Gestão Escolar e Administração Escolar; 46,9% em outros cursos e 13% não responderam (gráficos 3 e 4). Observou-se que 80,3% dos gestores entrevistados não tem especialização na área de gestão escolar e assim, devido a sua formação, não vêem a informação como parte estratégica para sua gestão. Por exemplo, o gestor da escola 5, que pertence a uma região com renda média-alta e valor do Ideb, dessa escola, na faixa médio-inferior, diz em sua entrevista que pela falta de tempo não consegue trabalhar com a informação:

[...] Então assim o tempo da escola é um tempo muito cruel, porque a gente trabalha em cima de um calendário, tudo na nossa vida é um calendário, início do ano letivo, reunião pedagógica, horário de entrada e horário de saída, então a gente não consegue trabalhar com a informação. O que seria uma preciosidade pra nós, a gente não consegue trabalhar [...].

O gestor se defende por ter menos de um ano de gestão e diz que o gestor que consegue trabalhar com a informação é o gestor que está há mais tempo no cargo:

[...] A escola é um ambiente muito complicado, em termos de comunicação, informação e de planejamento. O diretor que consegue é o diretor que tá lá uns 5 e 6 anos. E que ninguém mais quer assumir a direção porque ele dá conta. Ele tá conseguindo, vai deixando ele lá. Mas as vezes é um péssimo em termos de humanização, em termos de interiorizado, mas ele detém a informação, ele sabe tudo o que vai acontecer sem colocar no papel. E ai ele dá conta, mas poderia estar bem melhor. Esta é a minha visão [...].

31 Lei 9.394/96: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com efeito, diz o Art. 62 desta Lei: “A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.

99 Os gestores concluíram seus cursos em Instituições de Ensino Superior de categoria particular, 71,4% contra 21,4% pública federal e 7,1% em ambas.

Gráfico 3 - Percentual de respondentes com curso de graduação e área de formação

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

Gráfico 4 - Percentual de respondentes com curso de especialização e área de formação

Fonte:Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

%

%

Cursos

100 Com relação à formação continuada do gestor escolar, 50,0 % participaram de atividades oferecidas pela Secretaria de Educação, de oficina pedagógica, pela escola e também por iniciativa própria, e 42,8% participaram de atividades apenas as oferecidas pela Secretaria de Educação, oficina pedagógica, pela escola, sem ser por sua própria iniciativa e 7,2% não participaram de atividades para formação continuada. As escolas públicas do DF elaboram e executam suas propostas pedagógicas (PPP) dentro dos preceitos da gestão democrática, ou seja, com a participação coletiva dos diferentes sujeitos sociais ativos a escola (p. 49, desta pesquisa). Segundo Lima e Colares (2012), no processo de gestão escolar democrática o gestor tem papel fundamental na orientação e efetivação desse processo, considerando imprescindível um fortalecimento do aporte teórico por parte do gestor escolar com intuito de contribuir para a melhoria, defesa e ampliação da democracia e da qualidade da educação. Colares, Ximenes-Rocha e Colares (2012, p.14) afirmam que “[...] a qualidade da educação está relacionada a democratização do ensino público [...] mas este entendimento passa pela formação dos sujeitos que atuam em diferentes espaços escolares e fundamentalmente, dos gestores públicos”.

O Gráfico 5 mostra o tempo que exerce a função de gestor escolar, 57,1 % tem de 1 a 5 anos de experiência na área, seguido da faixa de 5,1 a 10 anos que representa 21,4% e mais de 20 anos, 7,2%. Sendo que 71,4% concordam que a pouca experiência é uma das dificuldades que enfrenta no trabalho como gestor escolar (gráfico 5). Neste caso, 14,3% dos gestores tem menos de 1 ano de trabalho na área de gestão escolar que somados com os de 1 a 5 anos totalizam 71,4%.

Gráfico 5 - Tempo que exerce a função de Gestor Escolar

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015). %

101 O Gráfico 6 mostra que 71,5% dos gestores concordam que a dificuldade que enfrentam no seu trabalho está relacionada a pouca experiência que possui como Gestor.

Gráfico 6 - Dificuldade que enfrenta no trabalho: pouca experiência que possui como gestor

Fonte:Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

Tem-se que 85,8% dos gestores trabalham na escola que dirigem há mais de 5 anos (gráfico 7). Porém 64,3% tem menos de 5 anos que ocupam o cargo de gestor na escola que trabalha. (gráfico 8).

Gráfico 7 - Há quantos anos trabalha nesta escola

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

%

102 Gráfico 8 - Tempo que exerce a função de gestor escolar desta escola

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

O Gráfico 9 mostra que os gestores que moram no entorno da escola representam 71,4% e todos conhecem a sua comunidade em que a escola está inserida, pois coletam informações mediante aplicação de questionário nas famílias para conhecer a realidade da comunidade, além de conhecer o perfil da família que o seu aluno pertence e o perfil do próprio aluno. São informações de extrema importância, pois auxiliam na sua gestão: conhecer os perfis da família e do aluno, além de conhecer a realidade da sua comunidade, que representa o primeiro movimento para a elaboração do PPP, descrito anteriormente, que é conhecer a realidade da escola com relação a sua história; quem são seus estudantes; em qual comunidade geográfica e cultural a escola se localiza.

103

Gráfico 9 - Participação em treinamentos, conhecer a comunidade e se mora em torno da escola

Fonte:Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

Ainda com relação ao Gráfico 9, 50% dos gestores participaram do treinamento na área em que exercem a função e destes, 71,4% realizaram na área de Gestão Escolar e os outros 50% que não participaram alegaram problemas administrativos; o curso iniciou num mês com muitos trabalhos, dentre outros motivos. Dos cursos oferecidos, 50% acham pouco satisfatório para a melhoria da sua atividade e os outros 50% satisfatório.

Os gestores têm um excelente relacionamento com a sua equipe, 64,3% e, mediante reuniões coletivas repassam as informações adquiridas aos professores e a comunidade escolar (gráfico 10). Além disso, concordam totalmente que a qualidade do desempenho da escola está relacionada com a boa interação com a comunidade, mantendo contato constante e repassando as informações educacionais para acompanhamento do desempenho da escola e do aluno (gráfico 11). O trabalho de Madeiro (2010) referente ao papel do gestor escolar tem como finalidade conhecer o processo de formação e da atuação do professor em sala de aula, além da colaboração que o seu trabalho exerce sobre a comunidade escolar. Para que o trabalho do docente seja reconhecido e valorizado há necessidade de executá-lo em conjunto com a

104 comunidade escolar visando propor alternativa de colaboração à atuação do gestor numa tentativa de contribuir para a reflexão de gestão pedagógica inovadora no intuito de proporcionar um bom relacionamento entre professores, alunos e toda a comunidade escolar e garantir meios para uma aprendizagem efetiva e significativa dos alunos. Para isso, a escola precisa ser, em seu conjunto, um espaço favorável à aprendizagem criando um ambiente de busca de conhecimentos em relação ao mundo. Esses conhecimentos podem ser capturados pelos docentes na sociedade e trazidos para a escola, pois os alunos não aprendem somente na sala de aula, mas na escola em seu conjunto. Portanto, um bom relacionamento do gestor com a comunidade escolar bem como com a equipe escolar, faz-se necessário para o sucesso deste processo.

Bortolini (2013) enfatiza que a gestão democrática pode ser melhorada com efetiva participação da comunidade escolar nas atividades educacionais, pois a presença e o envolvimento dos pais, alunos, professores e toda a comunidade escolar são princípios fundamentais para uma educação de qualidade e democrática.

Gráfico 10 - Relacionamento do gestor com as pessoas da sua equipe

105 Gráfico 11 - Relação da qualidade do desempenho da escola está relacionado a boa

relação com a comunidade

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

O Gráfico 12 mostra que os fatores que mais motivam o gestor escolar de trabalhar na sua escola são: a participação nas decisões (92,9%), seguidas de gostar da profissão e integração da equipe e ambas (78,6%). Com relação ao fator ‘participação nas decisões’, como dito anteriormente, é necessário considerar a gestão da informação de maneira efetiva para que o gestor escolar possa ter motivação e sucesso nas tomadas de decisões para a construção do PPP; além de solucionar conflitos e assim atingir o objetivo dos alunos obterem melhores resultados. Isso converge com a afirmação que a informação precisa possuir algumas características como, por exemplo, responder a uma questão, solucionar um problema, subsidiar uma decisão, auxiliar em uma negociação ou dar sentido a uma situação.

106 Gráfico 12 - Fatores que motivam o gestor escolar a trabalhar na escola

Fonte: Autoria própria. Dados da pesquisa (2015).

Nota: O mesmo gestor escolar pode ter escolhido mais de um fator.