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Cosmopolitan law – the character and adequate content of immigration law

O talude rompido situa-se na parede oeste da cava, na elevação 1.359 m e ocorre ao longo de uma intrusão de rocha básica entre o itabirito compacto e o itabirito friável. O projeto de contenção baseou-se na estabilização do maciço rochoso através do confinamento da rocha básica intrusiva e do itabirito friável. As obras de reforço do talude tiveram início no dia 25 de novembro de 2015, onde foi implantada uma cortina atirantada. Antes de ser realizado o confinamento do maciço, foi injetado calda de cimento sob-baixa pressão em trincas que foram identificadas durante o levantamento de campo para a execução do projeto executivo, com o objetivo de aumentar a coesão do maciço e minimizar as ações de percolação de água através do mesmo. O próximo passo foi nivelar a face das seções. A face do talude na seção A foi nivelada a 45º, posteriormente ocorreu perfuração para a instalação dos tirantes ativos em conjunto com

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a instalação da armadura de aço na face do talude, sendo esta posteriormente recoberta por uma camada de concreto projetado de 30 MPa, com espessura variável para cada trecho da cortina, além da instalação de drenos do tipo barbacãs para o alívio da água no talude.

Após concluída a execução de uma faixa de cortina em um determinado trecho, foram instalados drenos horizontais profundos (DHP) a partir dos barbacãs inicialmente executados para garantir o alívio da água interna ao maciço, melhorando sua condição de estabilidade e finalmente a execução do atirantamento propriamente dito.

Para realizar as análises de estabilidade de equilíbrio limite do maciço onde se encontra apoiado a estrutura do TCLD (transportadora por correia de longa distância), foram consideradas a seções A (que apresentou movimentação) e a seção B, por se tratar de uma seção crítica da ruptura que atinge o maciço, conforme observado na Figura 5.10.

Figura 5.10- Trechos onde foram calculadas as estruturas de contenção (Adaptado do relatório técnico interno da mineradora Nº: RL-1550MD-B-80105).

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A estrutura de contenção foi dividida em quatro regiões descritas abaixo para melhor entendimento:

 Trecho A: porção frontal do maciço composto por itabirito friável, com altura aproximada de bancada de 7,00 m, ângulo de face do talude de 45º e espessura da cortina de 0,14 m (trecho estudado);

 Trecho B: porção lateral esquerda da erosão também composta por itabirito friável, com altura aproximada de bancada de 13,60m, ângulo de face do talude de 45º e espessura da cortina de 0,17m;

 Trecho C: porção central da erosão composto por rocha básica, com altura aproximada de bancada de 11,50 m, ângulo de face do talude de 45º e espessura da cortina de 0,17m;

 Trecho D: porção lateral direita da erosão, composto por itabirito compacto, com altura aproximada de bancada de 9,00 m, ângulo de face do talude de 45º e espessura da cortina de 0,10 m.

Foi considerada para efeito de projeto executivo, uma sobrecarga eventual distribuída de 22,30 kN/m², na cota 1359 m, correspondente a carga do TCLD.

Ao analisar a seção A-A, onde está contido o trecho de contenção A, observa-se que esta região é formada por uma camada de itabirito friável (IFR), seguida por uma camada de rocha básica alterada (RBA) e posteriormente uma camada de itabirito compacto (ICO). Durante a inspeção de campo para a execução do projeto, verificou-se a existência de trincas, que receberam tratamento de injeção de calda de cimento para melhorar as condições de coesão da rocha e principalmente para reduzir possíveis processos de percolação de água através do maciço e a consequente expansão da rocha básica.

Durante as análises de estabilidade do projeto executivo desta seção, utilizando-se o programa Slide 6.0, foram verificadas apenas superfícies de ruptura na face do maciço, sendo que a estabilidade global estava dentro dos parâmetros desejados, conforme pode ser observado na Figura 5.11.

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Figura 5.11- Análise de estabilidade superficial da seção A-A trecho A da cortina (Adaptado do relatório técnico interno da mineradora Nº: RL-1550MD-B-80105). A seção B-B localiza-se no eixo principal da ruptura onde está contido o trecho de contenção C da cortina atirantada. Observa-se que a região é formada também por uma camada de itabirito friável, seguida por uma camada de rocha básica intrusiva e uma camada de itabirito friável argiloso e posteriormente uma camada de itabirito compacto. O trecho C de contenção, também apresentou as mesmas características do trecho A, no que diz respeito às fraturas e a percolação de água através do maciço. Porém, ao persistir a saturação de água através dos trechos de talude a montante da cortina e quando esta água entrar em contato com a rocha básica, provavelmente haverá a expansão da mesma que poderá se refletir em uma possível deformação da cortina atirantada. Para minimizar a influência do empuxo e da expansão da rocha básica foram implantados DHP´s, com o objetivo de esgotar possíveis fluxos internos de água do maciço.

Durante as análises de estabilidade desta seção do maciço, verificou-se nos cálculos do projeto, apenas uma ruptura de face não estando comprometida a estabilidade global, como pode ser observado na Figura 5.12.

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Observa-se que, em ambas as seções analisadas pela projetista, foram consideradas análises de ruptura do tipo circular, o que não reflete necessariamente o mecanismo de ruptura encontrado na seção B dos trechos B e C, onde observamos uma ruptura do tipo cunha, conforme a Figura 4.2. A análise do tipo circular empregada para esta seção pode influenciar negativamente no resultado das análises de estabilidade da cortina atirantada.

Figura 5.12- Análise de estabilidade superficial da seção B-B trecho C da cortina (Adaptado do relatório técnico interno da mineradora Nº: RL-1550MD-B-80105).

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