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Corruption in Norway and Russia, general tendencies and statistics

3. Corruption and Norwegian-Russian relations

3.2. Corruption in Norway and Russia, general tendencies and statistics

5.3.1. Contrição, mudança sensitiva de reações

A religião propõe mudanças e esperanças que para muitos parecem irrealizáveis, daí a descrença em relações interpessoais que são isentas de ansiedade. Em meio a tanto descrédito, pode-se ver a atitude de poucas pessoas, que são exemplos para a humanidade que mostram que o fazer religioso sincero é possível. E baseado nisto, muitos tentam trilhar nesta direção e crêem que a espiritualidade seria então, uma das poucas esperanças do homem no caminho de relacionamentos interpessoais que proporcionem uma sociedade mais coerente.

Entendendo ansiedade como produtora de conflitos e atitudes individualistas, a mesma deveria ser tratada por meio de reconciliação e perdão mútuo. A ofensa ao outro, deve ser questionada e considerada com cuidado pela pastoral e por aqueles que a estudam. Atitudes e reações tensas, quase sempre magoam pessoas e por isso devem ser tratadas por meio de mudanças sinceras e perdoadas mediante contrição.141 Seja qual for o erro de uma pessoa neste sistema, existe uma possibilidade de mudança e retorno à outra forma de ação.

Em um contexto pastoral, é relevante pensar que Deus tem uma expectativa de reverência, temor e respeito às coisas criadas e a Ele mesmo. Esta atitude divina pressupõe a eliminação da pressão, e abertura de espaço para o perdão. Em Deus há uma perspectiva moral que é consistente com o diálogo genuíno, porque ele oferecia liberdade de expressão e apoiava liberdade de escolha.

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Bíblia SAGRADA, versão revista e atualizada no Brasil, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, Novo Testamento, Romanos 3: 23; 6: 23; 12: 5, 1 João 1:9, p. 164, 166, 172, 255.

Considerando também o fato de que qualquer mudança só pode acontecer através de uma disposição incondicional da pessoa em questão, sem que primeiro aja este querer, nada pode ser feito. A pessoa deve realmente querer a mudança e se mostrar disposta a superar as dificuldades provenientes desta decisão.

O momento de contrição seria onde a consciência e a aceitação de uma atitude inter-relacional falha é reconhecida por alguém. É quando, com ou sem ajuda de outro o individuo entende que suas reações têm sido prejudiciais ao longo do tempo, e as mesmas necessitam ser mudadas. É o momento de pedir ajuda e agir com amor para com os responsáveis por suas marcas, reconhecendo que ele é o principal responsável pelas respostas equivocadas, respostas que, na tentativa de proteger, armaram armadilhas e muros, que ao invés de livrá-lo dos inimigos, afastaram-no do próximo, deixando-o só e ansioso.

À medida que a contrição ocorre, as atitudes da pessoa, antes baseadas na individualidade e causadoras de tensão diminuem, as futuras ações são acompanhadas de um senso de superação individual que ao invés de observar somente suas necessidades, contemplam também às limitações e dificuldades do outro, passando agora a agir em prol do benefício comum.

Este momento é um período fundamental na mudança intrapessoal de alguém. Ele é acessado interiormente. Nele esta contrição intrapessoal acontece, e leva a ações interpessoais harmônicas. É também um momento de superação de tensão relacional e passa a ser um tempo de extremo valor. De forma completa ou parcial o homem se coloca diante do inevitável para mudar, e assim somente por meio deste reconhecimento e contrição pode trabalhar seu coração com o propósito de torná-lo mais coerente nos relacionamentos que desenvolve.

5.3.2. Confiança, alívio nas relações interpessoais

Para muitas pessoas a confiança é considerada algo ilusório, e assim não deveria ser relevante para os relacionamentos. É importante, porém, lembrar que a confiança é a base da esperança, e se a esperança fosse algo certo de realização, ela não existiria. Assim, parece conveniente crer que em relacionamentos onde existem tensão e ansiedade, a esperança proveniente da confiança tem grande valor no alívio da tensão e na substituição desta pela harmonia. Essa confiança, por sua vez pode restaurar a esperança nos relacionamentos.

A atitude isenta de uma visão do outro e independente da ajuda de alguém interessado em participar na superação de crises, não parece ser algo sensato. Ela vem a ser o reflexo de independência, orgulho e individualidade. Neste sentido torna-se importante a reflexão de que, a ação oposta à individualidade, ou seja, a participação do outro e a ajuda de Deus é algo importante na superação de conflitos.

É comum ao pensamento humano, o sentimento de controle e domínio do que deve ser feito em relação a seus relacionamentos interpessoais conflitantes. As ações dos ofendidos são previsíveis e a atitude subseqüente a qualquer ofensa emocional já é esperada como uma reação semelhante ou pior. Isso porque a resposta de uma pessoa a uma ofensa, só considera o alívio, quando vê o agente desta ofensa sofrendo uma dor similar ou maior. Resgatando Selman, esse seria o primeiro estágio na resolução de conflitos interpessoais provocado pela ignorância dos desejos, aspirações e sentimentos.142 Porém, o indivíduo adulto tem um potencial bem maior, só é necessário que se disponha a usar essa potencialidade,

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Robert L. SELMAN, The growth of interpersonal understanding: developmental and clinical analyses, p.38.

parando um pouco para ver o outro e percebê-lo como igual, com necessidades, problemas e desejos.

Estas respostas aos conflitos, são independentes de qualquer visão do outro, do coletivo ou do divino. E isto produz a perpetuação do conflito, impossibilita sua quebra, e ignora a confiança ou esperança, como algo que traz resultados. No horizonte de quem está sofrendo com o conflito, não existe perspectivas de superação ou esperanças de mudanças, justamente porque o outro está agindo igual a ele, em seu cotidiano. A realidade, é tomada pelo senso de individualidade, influências e competitividade. Pouco espaço é deixado para a confiança e esperança na harmonia.

Por outro lado, somente a própria pessoa pode permitir mudanças interiores ou conceituais em uma pessoa. Mesmo que seu contexto seja influenciador, a decisão de fazer é pessoal e de livre escolha. Assim, uma pessoa não deveria esperar mudanças na ação do outro, para que ela possa mudar sua ação, sob pena de sua relação interpessoal jamais melhorar. Pois o outro, possivelmente, estará vivendo esta mesma espera. A iniciativa pessoal parte de uma ação própria e confiante, esperançosa e cooperativa. Ela é um passo urgente e imprescindível, mesmo que a resposta do outro não seja imediatamente similar ou a esperada. A esperança e expectativa da ajuda de Deus à sua relação deve permanecer, considerando que, quando uma atitude não é ego centrada, ela abre espaço para a atuação de Deus como influenciador no relacionamento.

É interessante observar que Deus não assume domínio sobre as decisões de alguém, sem o interesse ou desejo do mesmo. É como um pai que por sua maturidade e experiência teria condição de tomar as decisões certas por seu filho, porém para o bem e crescimento do mesmo, ele não o controla, mas permite que ele

próprio as tome, na expectativa de que o filho tenha discernimento e sabedoria para acertar e tenha êxito naquilo que decide e faz.

O controle, neste sentido é pessoal e proporciona um equilíbrio mínimo necessário para uma ação coerente e não ego centrada em relação ao outro. E a crença de um poder maior, através do qual a esperança renasce, pode ajudar nesta tarefa. Quando alguém depende de Deus, o próprio Deus deseja controlar a situação.

A dependência em um ser superior é benéfica. O indivíduo pode descansar de sua ansiedade, baixar a guarda e abraçar o outro com cooperação e solidariedade. Os conflitos que outrora produziam a ansiedade podem se transformar em oportunidades de crescimento, de conhecer novas perspectivas e crescer com o outro.

O valor do conflito parece ser importante para o desenvolvimento, seja ele intrapessoal, após se experenciar novos dados ou diferentes resultados, ou interpessoal, em promover a descentração e o desenvolvimento moral e intelectual.143 Eles são fatores significantes no desenvolvimento interpessoal, porém,

estes só se tornam integrativos, se o fator ansiedade não controlar as emoções. Quando o medo e receio que coisas não se concretizem trazem pressão sobre alguém, esta pessoa perde o controle sobre a situação e age por impulso do medo. Ao agir nessa direção o indivíduo abandona o domínio pessoal, a segurança dá lugar ao senso natural de sobrevivência. E essa forma de conseguir as coisas eventualmente se caracteriza pela discordância e insegurança relacional.

Agir de conformidade com a ansiedade, além de ser o oposto do que se precisa para ter relacionamentos interpessoais equilibrados, cria na pessoa um sentimento de independência e conseqüentemente insegurança. É por esta razão

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que o principal adversário com quem as pessoas são confrontadas no cotidiano, são elas mesmas. A visão errada de superação que tem não entendendo as dinâmicas relacionais, as levam para mais longe do equilíbrio e consenso relacional.

O que traz preocupações e tensões em uma relação é justamente aquilo que foge do controle de seu interlocutor, ou seja, da pessoa envolvida na relação. A frustração em não ver as coisas como ela quer e não conseguir mudar as circunstâncias relacionais em relação ao outro a incomodam e trazem ansiedade. O alívio em uma situação como esta, pode ser alcançado mediante: primeiro uma ação contrária à individualidade, que contemple o outro como beneficiado e segundo, uma expectativa confiante na obra divina, de agraciar a disposição da ação cooperativa.

Esta atitude pode ser claramente entendida como ação autônoma, sempre que ocorre leva consigo senso de responsabilidade e segurança, desde que a mesma não seja influenciada pela coação ou pressão do outro, não influenciada pelo ciclo ou pela ação da maioria. Neste sentido, uma pessoa que considera esta ação, fica livre da preocupação ou tensão, descansa na confiança e dependência da ação de Deus. É um chamado ao alívio e descanso inter-relacional. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Descansa no Senhor e espera nEle.”144 Neste caso uma sujeição a Deus parece ser o segredo para uma vida de moderação e harmonia, fora da qual seria difícil para o homem encontrar paz relacional.

5.4. Liberdade: autocontrole intrapessoal e resposta interpessoal menos