PART 1......................................................................................................................................... 9
6 MAIN CONTRIBUTIONS
6.1 Contribution 1: Pragmatic and disciplined ways
A plataforma colaborativa Professor 2.0 foi criada e elaborada pela equipe do Centro de Estudos e Tecnologias Educacionais - CETEC, que integra a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB - da SEESP. A seguir, apresentamos alguns dados e informações com o intuito de contribuir para compreensão da rede para o qual a plataforma foi concebida, assim como e dinâmica de implantação e alcance do projeto desta comunidade de prática.
Em 2012, a SEESP passou por uma reestruturação organizacional (SÃO PAULO, 2011) trazendo um novo organograma. De acordo com o documento de reorganização, as atividades da Secretaria estão baseadas em processos contínuos de agregação e desagregação de recursos e informações e, organizados em três níveis: central, que corresponde às unidades da estrutura central da Secretaria e respondem pela formulação de políticas e diretrizes, planejamento, programas, estabelecimento de metas e monitoramento dos resultados de maneira geral. “Este nível se caracteriza pela decisão, formulação e estratégia” (Ibidem, p. 08). O regional, que corresponde às DE, deve “atuar como agente facilitador e de comunicação entre o nível local e o central nas entregas de produtos e serviços que as escolas requerem” (Ibidem, p. 08). As DE também orientam as escolas, monitoram e avaliam os resultados. “Esse nível se caracteriza pela atuação tática e operacional” (Ibidem, p 08). O
local, que corresponde às escolas, tem como papel “exercer o processo de ensino- aprendizagem, aplicando recursos, materiais e métodos didático-pedagógicos e avaliações para assegurar que os alunos tenham proficiência em habilidades cognitivas dentro dos parâmetros nas metas definidas especificamente para cada escola. É responsável pela geração primária de informações de gestão. Este nível se caracteriza pela atuação operacional” (Ibidem, p. 08).
No que tange a questões pedagógicas, na esfera central, duas coordenadorias possuem responsabilidade de estabelecer diretrizes para o desenvolvimento dos trabalhos: a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica – CGEB e a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores - EFAP.
A CGEB tem como responsabilidade gerir o processo educacional, ou seja, tem a função de viabilizar a ação educativa, definindo currículo, materiais didáticos, procedimentos educacionais, e orientando as escolas para a obtenção das metas de desempenho fixadas (SÃO PAULO, 2011). A EFAP tem como uma das principais atribuições qualificar os profissionais
da educação para o exercício do magistério e da gestão do ensino básico, desenvolvendo estudos, planejamentos, avaliação e gerenciamento da execução das ações de formação, aperfeiçoamento e educação continuada (SÃO PAULO, 2011). Para que o trabalho das duas coordenadorias seja satisfatório, é preciso trabalhar em parceria.
Figura 6: Estrutura CGEB
Fonte: SÃO PAULO (Estado), 2011, p.102.
O Centro de Estudos e Tecnologias Educacionais – CETEC, elaborador do Projeto Professor 2.0, integra a CGEB e tem a incumbência de:
a) desenvolver:
1. Estudos e pesquisas sobre inovações em tecnologias educacionais aplicadas ao processo de ensino-aprendizagem e seus impactos na prática pedagógica das escolas estaduais de ensino fundamental e médio;
2. Estudos sobre alternativas e adequações do uso de recursos informatizados no ambiente escolar, levando em consideração os educandos, a escola, o professor e seus efeitos no processo de aprendizagem;
c) propor a definição de estratégias para a introdução de novas tecnologias na prática pedagógica da rede escolar estadual;
d) articular com a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores programas de formação em tecnologias educacionais para os professores da rede estadual (SÃO PAULO, 2011, p. 41).
Considerando que as atividades da SEESP devem se dar em processos contínuos de agregação e desagregação de recursos e informações, serão apresentadas algumas informações sobre as Diretorias de Ensino, a fim de oferecer elementos para compreensão de como se deu a articulação entre as DE e o CETEC para a implantação do Professor 2.0.
A SEESP está dividida em 91 Diretorias de Ensino – DE - espalhadas em todo Estado de São Paulo. Na região metropolitana existem 28 DE, das quais 13 DE estão situadas na capital e 15 distribuídas nas cidades da Grande São Paulo. As demais 63 DE estão distribuídas pelas cidades do interior. Integram a rede de educação do estado 5.051 escolas estaduais de educação básica (fundamental e médio) mantidas e administradas pela SEESP. O número de escolas de cada DE varia de uma para outra e no total da região metropolitana há 2.158 escolas9 e 255.933 (duzentos e cinquenta e cinco mil, novecentos e trinta e três) professores
integrantes do quadro do magistério10.
Em cada DE existe um Núcleo Pedagógico – NPE - que é constituído por professores coordenadores de diversos componentes curriculares, de tecnologia e de programas. Dentre as atribuições do Núcleo está a implementação das ações dos órgãos centrais ligados às ações de gestão pedagógica. As ações desenvolvidas pelo CETEC contam com o envolvimento dos PCNP TE que se constituem em parceiros para o desenvolvimento de propostas, projetos e ações.
Nesse contexto apresentado é que esta pesquisa se desenvolve. O capítulo a seguir, trata da fundamentação teórica da pesquisa tendo como temas principais: Comunidades de práticas, Currículo, Tecnologias da informação e comunicação na educação.
9 Dados disponíveis em: <http://www.educacao.sp.gov.br>. Acesso em: 14/11/2014.
10 Dados disponíveis em: <http://www.educacao.sp.gov.br/cgrh/wp-content/uploads/2015/01/1-Total-Cargos-da- SE_1214.pdf>. Acesso em: 26/12/2014
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Neste capítulo dedicado à fundamentação teórica estão apresentados conceitos sobre comunidade, currículo e tecnologias de informação e comunicação. Na primeira parte encontram-se reflexões sobre comunidades com uma perspectiva histórica e um olhar para as comunidades contemporâneas, além de uma discussão sobre comunidades de prática. A segunda parte da fundamentação teórica dedica-se à conceituação de currículo e tecnologias de informação e comunicação na educação.