A análise de distribuição de frequências absolutas nos diferentes meses de coleta para Cetengraulis edentulus, mostrou que a espécie teve uma frequência maior no mês de outubro, que corresponde à estação seca na região (Figura 17A).
Sciades herzbergii: a análise de distribuição de frequências absolutas de indivíduos nos diferentes meses de coleta, conforme a Figura 17B. Essa figura revela que a espécie teve uma frequência de indivíduos maior em dois meses de coleta: setembro do primeiro ano e outubro do segundo ano de coleta, que são meses de estação seca na região.
Arius sp.: a Figura 17C mostra um pico na frequência de indivíduos nos meses de janeiro e setembro, que representaram meses de transição entre as estações seca e chuvosa.
Cathorops spixii: a Figura 18A revela dois picos distintos de frequências de indivíduos, em fevereiro e agosto, inicio das estações chuvosa e seca, respectivamente.
Cathorops sp.: a Figura 18B revela que a espécie teve maior frequência no mês de outubro, estação seca.
Pseudauchenipterus nodosus: a Figura 18C revela que a espécie teve maior frequência no mês de outubro do segundo ano de coleta, estação seca.
Batrachoides surinamensis: a Figura 19A revela a que a espécie teve vários picos de aumento de frequências, principalmente nos meses de fevereiro e junho
que correspondem a meses de transição entre a estação chuvosa e a estação seca, respectivamente.
Anableps anableps: a Figura 19B revela que a espécie teve maior frequência em setembro do primeiro ano, estação seca.
Rypticus randalli: a distribuição dos indivíduos ao longo do período de coleta se deu sempre nos meses que correspondem a estação seca, tendo uma maior frequência no mês de setembro, conforme mostra a Figura 19C.
Oligoplites saurus: a distribuição dos indivíduos ao longo do período de coletas, foi praticamente homogênea, tendo uma frequência expressiva no mês de agosto do primeiro ano de coleta, conforme mostra a Figura 20A.
Diapterus auratus: a Figura 20B revela que houve uma maior frequência de indivíduos no mês de janeiro, estação chuvosa.
Eucinostomus argenteus: a Figura 20C revela que houve uma maior frequência de indivíduos no mês de novembro, estação seca.
Genyatremus luteus: a Figura 21A revela uma distribuição homogênea em praticamente todos os meses amostrados, tendo uma moda diferenciada discretamente no mês de janeiro.
Cynoscion acoupa: na Figura 21B pode-se observar que a frequência de indivíduos foi homogênea durante os meses amostrados, tendo uma moda diferenciada no mês de agosto do segundo ano de coleta.
Cynoscion leiarchus: a Figura 21C revela que a frequência de indivíduos foi homogênea, tendo uma moda diferenciada no mês de outubro do segundo ano de coleta.
Micropogonias furnieri: a Figura 22A mostra uma frequência maior de indivíduos no mês de fevereiro.
Stellifer naso: a Figura 22B revela uma frequência maior de indivíduos nos meses de novembro do primeiro ano de coleta e setembro do segundo ano de coleta.
Mugil curema: a Figura 22C apresenta a distribuição de frequências absolutas de indivíduos ao longo do período de coleta, onde é possível observar urna moda distinta no mês de novembro do segundo ano de coleta.
Mugil gaimardianus: a Figura 23A apresenta a distribuição de frequências absolutas de indivíduos durante o período de coleta, onde é possível verificar uma distribuição de frequência heterogênea durante os meses amostrados, com uma frequência maior no mês de julho que corresponde à transição da estação chuvosa e
seca.
Mugil incilis: a Figura 23B mostra uma moda expressiva em janeiro (estação chuvosa), época que os pescadores locais chamam de "urichocada".
Trichiurus lepturus: a Figura 23C mostra uma maior frequência de indivíduos no mês de janeiro.
Trinectes sp.: a distribuição ao longo do período de coleta mostra uma moda distinta no mês de janeiro, conforme mostra a Figura 24A.
Colomesus psittacus: a Figura 24B mostra que a frequência de indivíduos foi homogênea sendo um pouco maior no mês de agosto do segundo ano de coleta.
Sphoeroides testudineus: a Figura 24C mostra que houve uma frequência maior no mês de novembro do segundo ano de coleta.
3. 6. Proporção sexual.
Um total de 1914 exemplares de 38 espécies puderam ser classificados quanto ao sexo, menos de vinte por cento do total capturado; por medida de segurança essa classificação só foi adotada quando as gônadas foram efetivamente visualizadas.
A hipótese de igualdade das proporções de machos e de fêmeas testada pelo teste do qui-quadrado ao nível de significância de 0,05 foi aceita para as seguintes espécies: Gymnothorax funebri, Arius herzbergii, Arius sp, Cathorops sp, Pseudauchenipterus nodosus, Strongylura marina, Lutjanus synagris, Eucinostomus argenteus, Conodon nobilis, Pomadasys corvinaeformis, Cynoscion leiarchus, Micropogonias furnieri, Bairdiella ronchus, Stellifer sp, Mugil curema, Mugil gaimardianus, Mugil incilis, Polydactylus oligodon e Colomesus psittacus.
A hipótese de igualdade das proporções de machos e fêmeas foi rejeitada para as seguintes espécies: Batrachoides surinamensis, Anableps anableps, Rypticus randalli, Genyatremus luteus, Cynoscion acoupa, Stellifer naso, Trichiurus lepturus, Trinectes sp., e Sphoeroides testudineus.
Das espécies Anchoa sp, Elops saurus, Cathorops spixii, Centropomus parallelus, Lutjanus jocu, Isopisthus parvipinnis, Polydactylus oligodon, Achirus sp., Symphurus diomedeanus, só foram observados indivíduos fêmeas, enquanto as espécies Thalassophryne nattereri e Paralichthys sp. só foram observados machos;
por esta razão não foi testada a hipótese.
A Tabela 15 mostra as frequências absolutas e frequências relativas de machos e fêmeas das espécies analisadas e os respectivos valores de X2.