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As relações hispano-marroquinas não têm sido cordiais como desejariam os respetivos governos, devido aos problemas que têm existido entre ambos, o que tem criado um mal estar constante que se transformou num volumoso contencioso.

O conflito hispânico-marroquino tem passado por várias fases, algumas foram resolvidas a favor do reino de Marrocos, como as situações da agricultura e pescas, relacionadas com as proibições da entrada em Espanha e na restante Europa do pescado e de produtos agrícolas de Marrocos. O contencioso reside fundamentalmente na posse pela Espanha das cidades de Ceuta. Melilla e do deserto de Sahara.

O reino de Marrocos não tem deixado permanentemente de reivindicar a posse daqueles territórios e fá-lo com determinação bastante ofensiva e conflituosa, facto que tem vindo a criar um distanciamento cada vez maior entre os dois reinos.

esto suceda, incluyendo el intercambio de información, las canales de comunicación simplificados y claros y los procedimientos.

Estamos de acuerdo en la importancia y el valor de la promoción del entendimiento educativo y cultural y el fomento del bilingüismo y los intercambios educativos y las oportunidades en Gibraltar y la región. Y, por ello, hemos identificado áreas concretas para la negociación con el objeto de enriquecer esta agenda. Hemos acordado una serie de áreas para llevar adelante nuestro deseo de cooperación en les asuntos de comunicaciones y de seguridad marítimas. Estas incluen fomentar y habilitar los enlaces comerciais directos y medidas para elevar la seguridad de la navegación y de la actividad marítima, así como coordinar nuestras capacidades de respuesta ante los accidentes.

Y finalmente, hemos acordado buscar vías para facilitar a la comunidad marroquí en Gibraltar el paso en tránsito por España en su ruta desde Gibraltar y Marruecos para visitar a sus familias.

Nos comprometemos a alcanzar acuerdos en estas áreas tan pronto como sea posible. Preferiblemente antes del final

Antes del final de este año y en cualquier caso antes de la siguiente reunión ministerial el año próximo. Hemos reafirmado que, como fue el caso de los Acuerdos de Córdoba, cualquier en estas àreas no tendrá

A Espanha nunca esteve, não está e parece não vir a estar disposta a ceder aos desejos ou vontade dos marroquinos; contrapõe que a população daquelas duas cidades africanas são de origem espanhola apesar de nelas viverem muçulmanos marroquinos e de outras nacionalidades africanas ou mesmo da Ásia, completando que aquelas cidades são espanholas à vários séculos antes da formação recente do reino de Marrocos.

Mesmo assim a Espanha realizou vários acordos e tratados que resultaram num período de acalmia e que durou pouco mais que nove anos. De entre esses acordos é de referenciar o Acordo Tripartido em que foi cedida a administração do deserto do Sahara a Marrocos e à Mauritânia.

A principal reivindicação de Marrocos continua a ser a posse de Ceuta e Melilla, mas a resposta do governo espanhol continua a ser negativa, o que cria um contencioso mais duro e que se tem mantido apesar dos encontros periódicos entre as mais altas figuras dos estados, como foi o realizado no aeroporto de Madrid entre o General Franco e o Rei Hassan II.

Com o encontro não se encontrou qualquer solução, apesar das esperanças do país africano. Da reunião não saiu qualquer notícia, o silêncio foi total e a reunião ficou registada nas histórias dos dois países como “ O espirito de Barajas”.

Marrocos continuou a reclamar; os deputados da assembleia marroquina exigiam do governo a aplicação de medidas drásticas, aconselhando a utilização de meios militares. O Rei conseguiu acalmar os ânimos afirmando que havia instanciais superiores a quem competia dar a solução, pois a força devia ser a última medida a utilizar.

De facto o governo marroquino levou este litigio às instancias internacionais superiores como à ONU, à Organização da Unidade Africana, ao Movimento dos não Alinhados e à Conferencia de Magreb, mas os resultados não lhes foram satisfatórios. Os argumentos espanhóis foram mais fortes e Marrocos não obteve o apoio que pretendia.

Em 1982 com a consolidação da democracia em Espanha, o governo Marroquino voltou à cena politica com os argumentos – anexação daquelas cidades africanas – mas o governo espanhol passou o assunto para segundo plano na agenda do seu primeiro ministro.

Em 1985 e nos anos seguintes, para evitar abusos marroquinos o governo espanhol criou nova lei orgânica dos direitos e deveres dos estrangeiros que se aplicava sobretudo aos marroquinos, o que levou o governo de Marrocos a contestar tal procedimento.

Estas leis orgânicas permitiram um tratamento especial e facilidades de obterem autorização de residência e de nacionalidade aos espanhóis, aos ibero-americanos e aos cidadãos dos

países da Comunidade Europeia, mas não à população marroquina e a outros países africanos e asiáticos, mesmo que tenham nascido em Ceuta ou em Melilla.

Os protestos têm crescido, o que levou a Espanha a conceder algumas reivindicações. Com a entrada da Espanha na Comunidade Europeia foi-lhes solicitado ajuda económica que facilitasse a entrada de produtos marroquinos na Europa sem sobretaxas aduaneiras e outras fiscais a que normalmente estão sujeitos países não membros da União Europeia. Pouco a pouco Marrocos tem conseguido realizar os seus intentos. Hoje Ceuta e Melilla são cidades com autonomia própria.

Ultimamente o rei de Marrocos procura criar um grupo de consenso, composto por personalidades dos dois reinos para que se faça uma reflexão sobre a entrega das suas cidades e acabar com o colonialismo espanhol.

Por seu lado a população de Ceuta e Melilla não estão de acordo com novas aberturas do governo espanhol. Nestas cidades a língua mãe é o castelhano e reagem mal a qualquer mudança de nacionalidade; o território tem que continuar a ser espanhol e por isso, para tirar as dúvidas que possa haver, solicitam que se faça um referendo para que assim se confirma o desejo da população daquelas duas cidades africanas.

O que se passa com estas duas cidades, para a Espanha, é precisamente o inverso de Gibraltar, em que tanto a população, como o governo inglês não estão de acordo com qualquer alteração ao “status quo”, a não ser que se dê uma maior autonomia ao “Rochedo”. Tem-se conhecimento, não oficial de que o governo espanhol estaria de acordo em ceder ao pedido marroquino, desde que o Reino Unido entregasse Gibraltar à Espanha. Neste caso seria de todo o interesse questionar o governo português e/ou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, para saber qual seria o seu pensamento sobre a posse de Olivença. Seria o problema de Olivença levantado ou não haveria qualquer reação por parte dos responsáveis portugueses?