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TABELA 8 – IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DO MUNICÍPIO DE AUGUSTO CORRÊA – 1970 -

2000 IDH 1970 1980 ANOS 1991 2000 IDH M 0,268 0,353 0,384 0,618 IDH M Longevidade 0,404 0,479 0,548 0,705 IDH M Educação 0,303 0,360 0,429 0,670 IDH M Renda 0,097 0,221 0,177 0,480

Fonte: PNUD/IPEA/FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO Elaboração: Idesp/Sepof.

Apesar da evolução apresentada no IDH M, no período entre 1970 e 2000, a realidade socioeconômica da população de Augusto Corrêa, ainda, é muito desigual. O PIB per capita do município, em 2008 era de R$ 2.713, bem superior ao seu PIB per capita , medido em 1999. Porém, quando analisada a sua evolução no ranking dos PIB’s per capita do estado do Pará, percebe-se que ele ocupa a mesma colocação que ocupava no ano de 1999: o 1140 lugar (IDESP, 2010).

2.2 MIGRAÇÃO E CRESCIMENTO POPULACIONAL URBANO EM AUGUSTO CORRÊA

O primeiro censo demográfico que contou a população de Augusto Corrêa foi o de 1970. Nesse ano a população do município era de 18.331 habitantes. Desse total, 3.280 pessoas moravam na zona urbana. A sede municipal era habitada por apenas 1.557 pessoas, menos de 50% do total da população urbana estava na sede do município.

Para 1980, o IBE aponta o seguinte cenário: 26.401 habitantes, com 5.942 localizados na zona urbana. A sede do município era ocupada naquele momento por 2.442 habitantes. Neste contexto, a população rural já era preponderante em relação à população urbana, como ainda é.

O censo de 1991 mostra a manutenção da distribuição da população de Augusto Corrêa concentrada no meio rural: 21.260 habitantes, para 8.683 pessoas localizadas no meio urbano, das quais 3.836 estavam concentradas na sede do município.

Ainda em 1991, o IBGE, mostra que Augusto Corrêa era majoritariamente jovem: aproximadamente, 60 por cento da população (59,38%) estava na faixa etária de 0 a 19 anos, enquanto que a população adulta (20 a 59 anos) representava pouco mais de 34 por cento da população (10.537 pessoas, aproximadamente). A população com idade igual ou superior a 60 anos representava não mais que seis por cento do total (menos de 2000 pessoas). A pirâmide a seguir (gráfico 2) mostra essa realidade.

Gráfico 1: população de Augusto Corrêa por sexo e faixa etária, 1991. Fonte: IDESP, 2008.

Quanto ao censo demográfico de 2000, o IBGE, afirma que o crescimento populacional não foi tão representativo como no período anterior. A população contada em Augusto Corrêa foi de 33.011 habitantes. E estava distribuída da seguinte maneira: 19.655 no campo, e 7.783 pessoas na sede municipal, dum total de 13.356 (40,45%) localizadas na zona urbana. Aqui aparece uma alteração importante, quanto a distribuição da população municipal: mais da metade da população urbana do município passa a estar concentrada na sede (na cidade de Augusto Corrêa).

Outra alteração importante deste censo em relação aos anteriores é que a população jovem apresentou uma queda, embora sensível, em relação à população adulta. A população adulta (20 a 59 anos) subiu para 39,81%, o que representava, aproximadamente, 13.141 pessoas; e a população jovem decresceu: representava 54,34% (aproximadamente, 17.900 pessoas) do total da população do município naquele período, mas, ainda bastante superior a população adulta. A faixa etária de mais de 60 anos representava quase 7% do total da população. Ver gráfico 2, pirâmide que retrata a população residente por sexo e faixa etária de Augusto Corrêa, para o ano de 2000.

Gráfico 2: População de Augusto Corrêa por sexo e faixa etária, 2000. Fonte: IDESP, 2008.

Assim, os dados apresentados nas pirâmides acima mostram um crescimento da participação adulta no total do percentual da população. Essa maior participação da população adulta na composição da população pode ser resultado de uma diminuição da taxa de natalidade e uma melhoria da qualidade de vida da população associada à redução da taxa de mortalidade.

A tabela a seguir (tabela 9) mostra a evolução percentual da população do município, por zona, no período compreendido entre 2000 e 2007, conforme dados do IDESP (2008), obtidos da contagem da população realizada pelo IBE em 2007. A tabela mostra que houve um acréscimo importante da população no período em questão: a população que era de 33.011 habitantes passou para 37.086 habitantes. A referida tabela apresenta, ainda, uma taxa de crescimento populacional total da ordem de 1,47%, sendo que no meio urbano, em especial na sede do município, o crescimento foi maior que o crescimento populacional total (2,81%), e muito superior ao crescimento populacional do meio rural (0,47%).

TABELA 9 – Taxa de crescimento anual da população residente no município de Augusto Corrêa, 2000 a 2007.

Município Zona Período Taxa %

2000 2007 2007/2000 Augusto Corrêa Urbana 13.356 16.673 2,81 Rural 19.655 20.413 0,47 Total 33.011 37.086 1,47 Fonte: IDESP, 2008.

Conforme o Censo Demográfico de 2010 (IBGE), a população urbana (18.240) do município continua crescendo, apesar da maior parte da população, 22.257 habitantes, continuar localizada no meio rural. Na sede do município está concentrada mais de 60% de

toda a população urbana do município, ou seja 11.567 habitantes, dum total de 40.497 habitantes.

Sobre a distribuição, por faixa etária, o censo 2010, aponta para o seguinte: diminuição ainda maior da população jovem (0 a 19) e, consequentemente, crescimento da população adulta (20 a 59 anos). A população de município, de 0 a 19 anos, que, em 2000, era de 54,39% caiu para menos de 50% do total da população (49,36%), em 2010. Enquanto que a população adulta passou de 10.537 (34%) para 17.617 (43,5%) do total de habitantes do município, respectivamente, nos anos de 1991 e 2010.

Mas, o que chama mais atenção é que a população da sede mais que triplicou no período de 1991 a 2010. Passou de 3.836 pessoas, em 1991, para 7.783, em 2000, chegando a 11.567, em 2010. Ou seja, a população da sede, saltou de 44, 17%, em 1991, para mais de 60% (63,41%) do total da população urbana do município em 2010.

Neste sentido, dados do IDESP (2010) demonstram que, tanto o crescimento geométrico da população, quanto o crescimento urbano de Augusto Corrêa foram expressivos nos últimos 30 anos. O crescimento geométrico da população foi de 0,95% para 2,07%, entre 1991 e 2010. Já a taxa de crescimento urbano passou de 22,51% (1980), para 28,64% (1991), depois 40,46% (2000), e, em seguida, para 45,04% (2010).

Cabe, portanto, tentar entender o por quê desta alteração tão representativa na população da sede do município. Estaria relacionado crescimento vegetativo elevado concentrado apenas na sede do município? Ou a uma dinâmica migratória? Se estiver relacionada a esta última, seria uma migração intra ou intermunicipal, intra ou interregional? E, mais, onde teria se localizado o contingente populacional migrante? Teria se localizado no centro da cidade ou ocupado áreas adjacentes, contribuindo, portanto, para o surgimento de novos bairros na sede do município?

A primeira pergunta parece estar respondida. Uma breve análise dos dados dos censos do IBGE, entre o período de 1991 a 2010, é suficiente para entender que o crescimento populacional urbano de Augusto Corrêa, entre os anos em referência, não pode ter sido motivado pelo crescimento vegetativo da população, pois a população jovem, ao invés de crescer, diminuiu, se considerarmos o período em questão, conforme pode ser constatado nos dados dos censos de 1991, 2000 e 2010, analisados anteriormente.

Resta-nos, então o fator migratório. Pois, a migração, conforme Aragón, funciona como um fator interveniente na composição da população. E, mais, resta-nos entender a origem e a localização do fluxo migratório que se deslocou para Augusto Corrêa nos últimos 20 anos.