• No results found

Comparison and utility of different size-based metrics of fish communities for detecting fishery

In document CM_2004_G_09.pdf (7.181Mb) (sider 49-60)

2.4 Exploring utility and application of EcoQOs over a range of spatial scales

2.4.3 Comparison and utility of different size-based metrics of fish communities for detecting fishery

Na área do Português, foram abordados vários conteúdos, a nível das classes de palavras, leitura, escrita, compreensão e interpretação de textos, narrativos e poéticos, entre outros.

5.6.1.1. A que Classe Pertenço?

Na primeira semana de intervenção (de 20 a 22 de abril), foi-me solicitado pelo professor cooperante que realizasse uma revisão das classes de palavras anteriormente estudadas pelos alunos turma. Optou-se por realizar um jogo utilizando as palavras de frases proferidas pelos alunos aquando de uma outra atividade, tendo estas sido registadas para o efeito. Deste modo, o jogo consistia em identificar a classe de palavras da maioria das palavras dessas mesmas frases. Para tal, pediu-se aos alunos que se agrupassem dois a dois e distribuíram-se as frases, uma frase por cada par. É de salientar que as palavras de cada frase se encontravam soltas.

O jogo teve início quando, aleatoriamente, se escolheu um par para ler a sua frase, tendo este de se dirigir à mesa do professor, onde se encontravam dispostas cinco garrafas que representavam cinco classes de palavras diferentes, designadamente: os pronomes, os verbos, os adjetivos, os determinantes e os nomes – ver Figura 79. Assim, um dos alunos leu a frase e dividiu as palavras da mesma por ambos. O que tinham de fazer era ler cada palavra em voz alta e indicar a que classe de palavras pertencia, colocando-a na garrafa correta e assim sucessivamente.

Figura 79. Garrafas do jogo "A que classe pertenço?"

A atividade resultou bem, na medida em que os alunos não estavam preparados para um jogo deste género e, por isso, revelaram-se curiosos e participativos.

5.6.1.2. As Fadas

Também por sugestão do professor cooperante, na terceira semana de estágio (de 4 a 6 de maio), iniciou-se a exploração do conto “As Fadas”, de Maria Alberta Menéres, sendo que, no manual dos alunos, era apresentado apenas um excerto do conto. Um dos alunos tinha o livro da autora que continha o conto completo, designado de Contos de Perrault e, por isso, já conhecia o conto. Desde logo, apelou-se ao seu silêncio na primeira parte da exploração do conto, com o intuito de não revelar aquilo que se pretendia que os alunos descobrissem ou imaginassem, já que se seguia uma atividade de pré-leitura, na qual iriam ser exploradas as capas do livro e do conto e pedido aos alunos que pensassem acerca daquilo que poderia vir a ser o conteúdo do conto. Segundo Williams (1987), a passagem por fases como a pré-leitura motivam as crianças para a leitura. Começou por fornecer-se aos alunos as imagens das capas do livro e do conto, promovendo um diálogo acerca daquilo que se podia observar em cada uma delas, explorando os seus elementos paratextuais, como a capa, a contracapa, a lombada, o título, os autores, a editora e o ilustrador.

Figura 80. Capa do livro Contos de Perrault Figura 81. Capa do conto "As Fadas"

Seguiu-se um trabalho a pares, tendo sido solicitado a cada par que atribuísse um possível título ao conto. Posteriormente, em grande grupo, pediram-se sugestões aos alunos de como achavam que poderia vir a ser a história, tendo estes participado ativamente enquanto um dos alunos registava as ideias no quadro. Terminada a chuva de ideias, redigiu-se, no outro lado do quadro, um texto. Foi realizada uma leitura coletiva em voz alta e solicitado aos alunos que passassem o mesmo para o caderno e que colassem as imagens das capas distribuídas anteriormente junto do mesmo.

No dia seguinte, a ideia era ficar a conhecer o excerto do conto presente no livro, bem como comparar com a história que tinha sido criada por toda a turma. Porém, dada a curiosidade, alguns alunos tinham já lido o excerto em casa. Solicitou-se uma leitura coletiva do texto, lendo um aluno de cada vez e, de seguida, como já era habitual, seguiam-se as perguntas de interpretação realizadas habitualmente por mim. A partir deste dia, adotou-se uma nova estratégia, solicitando aos alunos que formulassem eles também questões acerca do texto lido. Apesar de alguma hesitação inicialmente, os alunos acabaram por entender aquilo que era pretendido e começaram a construir perguntas acerca do texto, algumas delas bastante pertinentes. As respostas eram dadas por outros alunos que levantavam o braço para responder, como se tivesse sido um professor a fazer as perguntas, sendo da responsabilidade de quem fez a pergunta, decidir quem respondia. Em grande grupo, respondeu-se às questões do manual referentes ao texto, bem como às questões do Livro de Fichas.

O passo seguinte era efetuar uma comparação entre o texto redigido e o excerto do conto e, nesse momento, verificou-se que havia várias semelhanças com a história real, sendo apontadas também as diferenças.

Por fim, já que o excerto do manual não incluía o fim do conto, a pedido dos alunos, leu-se o fim do conto, questionando-os acerca do mesmo. “Esperavam que fosse algo assim?” Os alunos concordaram com o fim do conto, com o qual se divertiram. Para ficarem com o fim do conto, distribuiu-se o mesmo em forma de ficha de trabalho de caça ao erro, no qual era apresentado o fim do conto mas com alguns erros ortográficos, que deveriam ser corrigidos. Na parte de trás da ficha vinha ainda a moral da história – ver Figura 82. No quadro, com a participação dos alunos, escreveram-se as palavras que estavam mal escritas e como se escrevia corretamente cada uma delas.

Figura 82. Ficha de trabalho - Caça ao erro

5.6.1.3. Produção e melhoramento de texto

Na última semana de estágio (dias 8 e 9 de junho), foi sugerida pelo professor cooperante uma atividade de produção de texto. Para tal, apresentou-se uma sequência de imagens aos alunos, com o intuito de, dois a dois, produzirem um texto acerca da mesma – ver Figura 83.

Figura 83. Sequência de imagens para produção de texto

Primeiramente, questionou-se os alunos sobre o que era possível observar nas imagens, com o intuito de verificar que entenderam cada uma delas. Perguntou-se como poderíamos construir um texto narrativo através deste conjunto de imagens e de que formas é que se poderia começar o mesmo. Pegando numa das sugestões dos alunos,

registou-se uma possível maneira de começar o texto, pela qual todos deviam começar o seu, dando início a um mapa de ideias. Foram surgindo mais ideias para dar continuidade ao texto, discutindo quais seriam as melhores ou as que fariam mais sentido, sendo estas acrescentadas, a pouco e pouco, ao mapa de ideias. Tentou-se que os alunos não dispersassem muito em relação às imagens e ao objetivo principal: construir um texto narrativo com sentido bem estruturado.

Após a construção do mapa de ideias em grande grupo, a pares, foram sendo construídos vários textos narrativos, tendo como base as várias hipóteses faladas e/ou registadas no quadro. Tentei circular pela sala de aula, respondendo às dúvidas que iam surgido e tentando orientar o trabalho dos alunos.

Por fim, pediu-se para, quem quisesse, ler o texto construído e, em grande grupo, oralmente, apontaram-se alguns aspetos que poderiam ser melhorados, tendo depois elegido o melhor texto.

Ao longo deste trabalho de escrita a pares, ao escreverem o texto em conjunto, os alunos além de socializarem, podiam corrigir-se uns aos outros, no que diz respeito a erros ortográficos, à pontuação, ao seguimento de ideias, à organização das partes e não só.

In document CM_2004_G_09.pdf (7.181Mb) (sider 49-60)