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Chapter 2: The role of the color

2.5 Color connection to emotion

2.5.1 Color as emotional traits

Durante a análise dos dados, emergiu a categoria 4. Nela foram agrupadas observações e registros da professora-pesquisadora e manifestações orais e escritas dos participantes. Os registros demonstravam momentos onde os participantes interagiam entre si ou com a professora-pesquisadora ou cooperavam na realização das atividades.

Segundo Brousseau (2008), é necessária a compreensão de que o processo de ensino e aprendizagem não é formado de um só agente, mas sim de componentes (professor, aluno e saber) que deverão interagir e se integrar na busca de um único objetivo, isto é, a construção do saber, seja ele informal ou saber científico. É necessário ainda reconhecer que entre esses três componentes, há múltiplas relações que poderão constituir ou não obstáculos frente à aprendizagem.

Na percepção de Hernándes (1998):

a interação em grupos propiciada pelos projetos permite que cada aluno encontre o seu papel no grupo e saiba lidar com a diversidade de opiniões e contribuições que cada colega pode dar. Este mesmo autor acredita que esta modalidade de interação pode gerar no aluno atitudes de participação e de reconhecimento do “outro” no colega, porquanto as conversas, as discussões e os debates que ocorrem durante a realização do projeto não só responsabilizam o aluno pelo que diz, mas o faz levar em conta o “outro” e a sua contribuição como “auxiliares de sua própria aprendizagem” (HERNÁNDEZ, 1998, p. 34).

Com relação à interação entre os participantes, a análise das observações da pesquisadora, anotadas em seu caderno de campo, revelou que os participantes trabalhavam nos grupos de forma interativa e cooperativa. Assim, quando uma tarefa era proposta, eles a discutiam no grupo trocando idéias e informações. Em seguida, eles realizavam a tarefa em conjunto. Ao final, cada um registrava as conclusões em seu caderno de anotações.

Em suas manifestações, os participantes apontaram benefícios resultantes do trabalho em grupo. Por exemplo, o participante A7 ressaltou que o trabalho em grupo possibilitava conhecer outras pessoas. De acordo com suas palavras, “o trabalho em grupo ajuda no conhecimento de outras pessoas porque, por exemplo, eu não conhecia uma pessoa e tinha uma opinião sobre ela e depois que sentei no grupo dela tive outra”.

Por sua vez, alguns participantes afirmaram que o trabalho em grupo permitia que um colega ajudasse o outro, como pode se observado nas manifestações seguintes:

A27: Tipo eu posso não saber uma coisa aí a outra pessoa sabe e pode me ajudar.

A5: Quando uma pessoa tá em dúvida a outra pessoa pode ir lá e ajudar e tirar a dúvida dela.

A16: Muito divertido, fica mais fácil porque um pode ajudar o outro. A3: Fica mais fácil resolver porque a gente responde mais rápido, um ajuda o outro.

A19: Se a gente está escrevendo errado o colega vai e ajuda a gente. A11: A gente tem ajuda do aluno e do professor também.

A23: O que um não sabe o outro pode saber e falar o que você precisa. A8: Em grupo é melhor porque se a gente não sabe alguma coisa pode perguntar pro nosso colega.

Houve participantes que ressaltaram a troca de informações e de idéias ocorridas durante os trabalhos em grupo, isto é, a interação entre eles.

A19: [...] o mais legal foi interagir com os colegas.

A15: A gente troca muitas informações e descobre coisas que nem poderia imaginar, por exemplo, a conclusão de uma conta. O outro poderia estar com aquilo na cabeça, mas se você estiver sozinho não consegue.

A20: Achei interessante porque eu tenho uma informação e meu colega tem outra aí nós divide essa informação e fica mais fácil de entender e a gente troca ideia, porque eu tenho uma e meu colega tem outra, aí a gente junta.

A16: Em grupo fica mais fácil pra aprender porque as pessoas têm ideias diferentes e juntando as ideias de todo mundo pode chegar a uma conclusão que alguém ainda não chegou e várias pessoas ter o conhecimento sobre aquele assunto.

A13: Sim porque a gente pode debater, conversar um com o outro o que acha.

A28: Sim porque pra gente trabalhar em grupo dá pra saber o que as pessoas acham.

A12: Sim cada um expressa sua opinião.

A6: Sim porque cada pessoa tinha uma opinião e uma pessoa tinha outra, a gente podia juntar essa opinião e fazer um trabalho melhor, mais interessante.

A2: É melhor porque a gente junta as opiniões e forma várias respostas. A5: A gente troca informações.

A1: É muito bom porque cada um dá a sua opinião e a gente pode saber qual é a opinião das pessoas.

A possibilidade de aprender quando se trabalha em grupo foi mencionada por três participantes, como pode ser observado em suas manifestações.

A1: Serve pra gente aprender nos lugar que precisar e ensinar as pessoas. A20: Mas legal porque trabalhar em grupo, e montar gráfico sobre peso nós pode aprender mais.

A20: Achei prático porque a gente pode aprender muito mais, aprender falando com outras pessoas.

A interação entre participantes e a professora-pesquisadora foi observada ao longo de todas as atividades. A relação aluno-professor, estabelecida com cumplicidade e respeito mútuo, constitui um fator importante no processo pedagógico. É necessário que o professor equilibre a autoridade, o respeito e a afetividade na construção do conhecimento.

Na visão de Teixeira e Passos (2013),

a teoria de Brousseau esclarece a integração das dimensões epistemológicas, cognitivas e sociais no campo da Educação Matemática, permitindo, assim, a compreensão das interações sociais que ocorrem na sala de aula entre alunos e professores e das condições e da forma com que o conhecimento matemático pode ser apropriado e aprendido (Teixeira; Passos, 2013, p. 157).

Teixeira e Passos (2013, p.157) afirmam que “é necessário que a aprendizagem seja um processo envolvente para o aluno [...]. Para que a aprendizagem se concretize, é essencial a interação entre aquele que aprende e aquele que ensina”.

Nesta pesquisa, a interação com a professor-pesquisador foi percebida pela liberdade dos participantes ao se dirigirem a ela. Por exemplo, quando os participantes perguntavam se podiam escrever determinada frase para explicar a informação trazida no gráfico. Também, pela maneira como os participantes a questionavam sobre como construir uma das tabelas, que título lhe dar, que escala utilizar. Eles manifestavam com muita espontaneidade suas opiniões sobre, por exemplo, o gráfico mais fácil de desenhar, de interpretar, etc. Solicitavam auxílio para utilizar a calculadora nos cálculos e perguntavam à pesquisadora se o resultado estava correto. Também foi observado que, durante as aulas, os participantes questionavam a professora-pesquisadora sobre suas

dúvidas nas atividades e na disposição em auxiliá-la de alguma forma; por exemplo, trazendo bolinhas coloridas para realização das tarefas.

As observações da professora-pesquisadora sobre sua interatividade com os participantes foram reiteradas pelas manifestações dos participantes ao responderem o questionário final.

A1: Minha relação com a professora é muito boa. As atividades que ela passa são muito legais. As vezes saímos da sala e nos divertimos muito fazendo os gráficos no computador.

A3: A professora é muito divertida e não chinga [xinga], eu gosto muito dela porque é sinsera [sincera].

A4: Minha relação com a professora é boa, as vezes ela chama minha atenção.

A17: Minha relação com a professora é muito boa porque ela conversa muito comigo.

A18: A professora nos ajuda muito e nós ajudamos ela. A21: Minha professora é gente boa, legal e divertida.

A24: Minha relação com a professora é boa, a gente conversa muito. A27: Minha relação com a professora é boa porque eu respeito ela e ela me respeita.

A28: Minha relação com a professora é boa, ela explica bem e é legal.