Statement of changes in equity
Note 9 Collateral and offsetting
Esta análise foi realizada para o aço IF LQ, LF e LFG e os valores médios estão registrados na tabela 5.1.
Tabela 5.1 - Composição química dos aços IF LQ, LF e LFG (%massa)
AÇO C Mn P S Si Ni Cr Mo V Nb B Ti N Sn
LQ 0.002 0.118 0.0090 0.0043 0.007 0.005 0.012 0.001 0.001 0.0002 0.0002 0.0377 0.0041 0.0003 LFG 0.003 0.132 0.0120 0.0043 0.006 0.004 0.014 0.002 0.002 0.0017 0.0002 0.0396 0.0036 0.0010 LF 0.003 0.127 0.0140 0.0044 0.006 0.003 0.013 0.002 0.002 0.0015 0.0002 0.0417 0.0026 0.0010
A composição química obtida está de acordo com a faixa de variação prevista por KRAUSS,
et al., (1991), onde é perceptível a baixa concentração de elementos interticiais carbono C e
nitrogênio N presentes neste aço. Cabe enfatizar que trata-se do mesmo aço IF que foi sujeito a processamentos termomecânicos diferentes.
Assim, o aço IF estudado neste presente trabalho possui uma quantidade de Ti em % peso de aproximadamente 0,041 e 0,038 para os aços IF LQ, IF LF e IF LFG, respectivamente, sendo considerado um aço IF estabilizado (acalmado) ao titânio.
5.2 - Metalografia
O aço IF apresenta em sua composição química cerca de 99,7% de ferro e cerca de 0,003% de carbono, em peso, conforme Tabela 5.1. Assim, é fácil prever que a microestrutura do aço IF será composta somente da fase ferrita e algumas inclusões (como nitretos e carbonetos). A análise feita por microscopia ótica identificou a fase ferrita nas três condições
Pb As Ca Zr Co W Zn Se Sb Bi Alsol Fe Ceq
0.0000 0.0005 0.0000 0.0011 0.0010 0.0018 0.000 0.000 0.000 0.000 0.023 99.75 0.03 0.0003 0.0007 0.0001 0.0016 0.0010 0.0028 0.003 0.001 0.001 0.001 0.029 99.70 0.03 0.0003 0.0007 0.0001 0.0015 0.0010 0.0024 0.000 0.000 0.001 0.001 0.049 99.69 0.03
54 termomecânicas em que o aço IF foi submetido (LQ, LF e LFG). As Figuras 5.1 – 5.6 comprovam esta expectativa e apresentam a microestrutura do aço IF reveladas pelo reativo Picral.
(a)
(b)
Figura 5.1 – Microestrutura da amostra IF LQ com um aumento de 200x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
55 (a)
(b)
Figura 5.2 – Microestrutura da amostra IF LQ com um aumento de 500x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
56 (a)
(b)
Figura 5.3 – Microestrutura da amostra IF LF com um aumento de 200x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
57 (a)
(b)
Figura 5.4 – Microestrutura da amostra IF LF com um aumento de 500x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
58 (a)
(b)
Figura 5.5 – Microestrutura da amostra IF LFG com um aumento de 200x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
59 (a)
(b)
Figura 5.6 – Microestrutura da amostra IF LFG com um aumento de 500x revelada pelo reativo Picral. (a)Direção longitudinal e (b) direção transversal a laminação.
60 A diferença entre o tamanho de grão ferrítico é nitidamente notada nas figuras anteriores. Assim, em média o tamanho de grão para o IF LQ gira em torno de 30 a 35µm enquanto que para os aços IF LF e IF LFG de 15 a 20µm.
Também, analisando as figuras percebemos que visualmente não ocorre diferença microestrutural para o aço IF que passou pelo mesmo processo termomecânico nas direções longitudinal e transversal.
Com o objetivo de visualizar a camada de galvanização, fotos da extremidade das amostras IF LFG foram obtidas. No entanto, percebeu-se que quanto mais a amostra era polida e atacada, menos visível ficava a camada de galvanização. Assim, o lixamento e o polimento contribuíam para com que a camada se soltasse da amostra, bem como o ataque químico que corroia mais a camada do que o restante da amostra. Por fim, se a amostra fosse somente lixada até a lixa com granulometria de 1200 a camada ficava mais nítida e quando a amostra era polida e atacada a camada ficava menos visível (Figura 5.7). Baseado na figura 5.7, observa-se que a camada de galvanização possui espessura de aproximadamente 9µm.
Figura 5.7 – Detalhe da camada de galvanização da amostra IF LFG na direção longitudinal com um aumento de 1000x após o lixamento com uma lixa de granulometria 1200, polimento
61 De acordo com TAMURA et al, (1988); as chapas galvanizadas de aços IF produzidos apenas com adição de titânio podem apresentam falta de aderência do revestimento quando sujeita a processamentos mecânicos. Isto justifica o fato da camada se desprender da amostra durante o processo de preparação da mesma.
Conforme dito anteriormente, o nível de conformabilidade do aço IF está diretamente correlacionado a quantidade de titânio adicionada ao mesmo. Segundo LASCOSQUI, et al., (2007), esta estabilização ao titânio ocasiona a formação de precipitados de titânio observados por PINHEIRO, et al,. (2001) e GUERRA, et al, (2004).
Neste contexto, a figura 5.8 é a micrografia do aço IF LF com um aumento de 1000x demonstrando a presença dos precipitados de Titânio.
Figura 5.8 - Micrografia do aço IF LF com um aumento de 1000x demonstrando os precipitados de Titânio.
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5.3 - Análise de textura
A partir das análises realizadas por difração de elétrons retroespalhados (EBSD) foi traçado o mapa de figura de polo inversa. Analisando as cores obtidas pode-se concluir se há as orientações dos grãos.
Nas figuras 5.9; 5.10 e 5.11 são apresentados os mapas de orientação de grãos para os aços IF LQ, IF LF e IFLG, respectivamente. Nota-se, que esta técnica comprova o efeito do processamento termomecânico no tamanho de grão ferrítico, pois, é visível o tamanho de grãos menores e o refino de grãos nos aços IF LF e LFG comparados com o aço IF LQ.
Figura 5.9 - Mapas de orientação de grãos para o aço IF LQ. À direita encontra-se o código de cores definindo as orientações de cada grão.
Figura 5.10 - Mapas de orientação de grãos para o aço IF LF. À direita encontra-se o código de cores definindo as orientações de cada grão.
63 Figura 5.11 - Mapas de orientação de grãos para o aço IF LFG. À direita encontra-se o código de cores definindo as orientações de cada grão.
Analisando as cores obtidas, nota-se que a microestrutura do IF LQ apresentou textura mais aleatória, visto que as cores obtidas foram bastante heterogênias, ou seja, não teve a predominância de nenhuma cor.
Já a microestrutura do aço IF LF e do aço IF LFG apresentou textura pronunciada com tendência para a família de planos {111}caracterizado pela predominância da cores azul e roxo.
De acordo com PERERA, (1992), na laminação, a textura {111} da ferrita aumenta com a deformação. Isto explica o fato dos aços IF LF e IF LFG (mais deformados) possuírem uma textura tendendo para {111} e o aço IF LQ não possuir.
A ótima estampabilidade dos aços IF é perceptível, pois segundo HUTCHINSON, (1984), para a obtenção de um aço com boas características de estampabilidade é necessário que haja a formação de uma textura preferencial dos grãos recristalizados, com planos (111) paralelos à superfície da tira.