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Cognitive Health Research group (CoHR)

In document Division of Clinical Neuroscience (sider 55-59)

O tema deste estudo consiste em analisar as vertentes da GRH em ETT e o TT. Os objetivos deste estudo baseiam-se em:

• Descrever e analisar as atividades e o funcionamento das ETT; • Descrever as práticas de GRH levadas a cabo pelas ETT;

• Identificar as razões que presidem à contratação dos serviços prestados por ETT; • Caraterizar o tipo de empresas que recorrem a tais serviços (dimensão);

• Identificar e comparar as diversas fases de recrutamento e seleção comparativamente com as restantes empresas;

• Identificar as especificidades do Contrato de Trabalho celebrado entre os colaboradores e a ETT;

• Perceber os mecanismos de Outplacement;

Com este tema pretendo contribuir para uma melhor compreensão da temática do TT e das ETT, e contribuir para o conhecimento acerca do funcionamento destas empresas, ou seja, de que forma é que contribuem para a estratégia das empresas que as contratam, reunindo um conjunto de informações que mostram como é que funcionam em termos dos processos de recrutamento e seleção, contratação, processamento de salários, a gestão das saídas (outplacement), entre outros que sejam relevantes para a GRH.

Este estudo tem por base uma metodologia qualitativa uma vez que “neste tipo de pesquisa (…) há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números” (Kauark et al., 2010, p. 26).

Este estudo iniciou-se com uma pesquisa exploratória, com o objetivo de aumentar o conhecimento acerca do tema escolhido e dos temas circundantes que complementam a compreensão da temática central. Segundo Gil (2002) a pesquisa exploratória tem por objetivo familiarizar o investigador com o problema, tornando-o explícito. Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem: levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; e análise de exemplos que "estimulem a compreensão" (Gil, 2002, p. 41).

Relativamente aos meios de investigação, a metodologia que vai ser utilizada será o estudo de caso que “ consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento” (Gil, 2002, p.54).

O instrumento de pesquisa utilizado é a entrevista. Optei pela realização de entrevistas em profundidade aos representantes das empresas de trabalho temporário e às empresas que contratam os seus serviços.

Privilegiei esta técnica porque tal como é indicado por Quivy e Campenhoudt (2013) a entrevista, ao contrário do inquérito por questionário, estabelece um contacto direto entre o investigador e o seu interlocutor, estabelecendo-se uma troca em que o interlocutor exprime as suas perceções acerca de determinado assunto ou acontecimento de acordo com as suas experiências, enquanto o investigador face às perguntas facilita a expressão do interlocutor evitando que ele se afaste do objetivo central da investigação. Segundo Quivy e Campenhoudt (2013) os métodos de entrevista distinguem-se pela aplicação dos processos fundamentais de comunicação e de interação humana, que “permitem ao investigador retirar das entrevistas informações e elementos de reflexão muito ricos e matizados” (Quivy & Campenhoudt, 2013, p. 192). Já de acordo com o Shorter Oxford Dictionary citado por Mann (1983) a entrevista é “como um encontro de pessoas face a face, especialmente com a finalidade de consultarem-se oficialmente sobre algum assunto” (Mann 1983, p.99). O mesmo autor refere que a entrevista é uma forma de interação humana e pode variar desde uma descontraída conversa até um conjunto de perguntas cuidadosamente sistematizadas num guião.

Serão conduzidas entrevistas semidiretivas por se considerar a melhor estratégia para o estudo em questão e pelas orientações dadas pela literatura ou seja “não é inteiramente aberta nem encaminhada por um grande número de perguntas precisas”(Quivy & Campenhoudt, 2013, p. 192). Neste tipo de entrevista o investigador possui uma série de perguntas que servem como um guia, são relativamente abertas no sentido de receber as informações pretendidas. Neste caso, as perguntas não são necessariamente colocadas consoante a ordem do guião, ou seja é dada liberdade ao entrevistado para que possa falar mais à vontade sobre o assunto. No entanto, para garantir que a conversa não disperse para assuntos menos importantes para o estudo, o investigador deve reencaminhar o entrevistado sempre que necessário para o assunto central da entrevista.

Segundo Hébert et al. (2005) a entrevista orientada para a resposta é caracterizada pelo facto do entrevistador manter o controlo no decorrer do processo, sendo na maior parte das vezes estruturada ou semiestruturada. A entrevista semiestruturada “distingue-se da entrevista estruturada no sentido em que esta, visando igualmente a recolha de informações, não considera de modo absoluto a ordem de aparição das informações no desenvolvimento do processo” (Hébert, Goyette & Boutin, 2005, p. 162). Relativamente aos dados recolhidos na entrevista, estes “ devem ser registados por escrito (ou transcritos, no caso de ter havido gravação áudio) e reduzidos (codificados, formatados) para serem, em seguida, tratados” (Hébert et al, 2005, p. 163). Por fim, “o conteúdo da entrevista será objeto de uma análise de conteúdo sistemática, destinada a testar as hipóteses de trabalho” (Quivy & Campenhoudt, 2013, p. 192).

Em suma, as entrevistas serão orientadas de forma semidiretiva, ou seja, será construído um guião com as questões. Algumas questões serão comuns para ambas as empresas, permitindo- me comparar as informações obtidas nos dois casos. Construi dois guiões que se orientaram por objetivos específicos. As questões contempladas procuram dar resposta às questões de investigação formuladas. Para a realização da gravação das entrevistas será pedida autorização indicando que o objetivo consiste em facilitar o trabalho de recolha da informação. De seguida irei proceder à transcrição das mesmas, para tornar a análise de resultados e discussão possível.

In document Division of Clinical Neuroscience (sider 55-59)