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Watson e Wixom (2007) destacam que a capacidade de BI tem o papel crítico de assegurar a agilidade em toda a organização, permitindo identificar e responder rapidamente a mudanças nos ambientes interno e externo da empresa. Segundo

Autores Variáveis independentes Variável dependente

Popovič et al. (2012)

Maturidade de BI, qualidade de

conteúdo da informação, qualidade de acesso, cultura de tomada de decisão analítica

Uso da informação nos processos

Işik, Jones e Sidorova (2013)

Capacidade tecnológica de BI, Capacidade organizacional de BI, ambiente de decisão

Sucesso de BI

Kokin e Wang (2013)

Flexibilidade externa, flexibilidade interna de BI, qualidade das fontes de dados, qualidade dos tipos de dados, qualidade de acesso

Sucesso de BI percebido pelos usuários

Wixom, Watson e Werner (2011), essa capacidade implica uma transição na qual a empresa cria as bases de dados necessárias para um sistema de BI. Por sua vez, os dados devem ser de qualidade, integrados e usáveis. Também se destaca a necessidade de que o BI considere os requerimentos estratégicos do negócio. Da mesma forma, deve haver uma variedade de ferramentas para consultas, relatórios e aplicações, a fim de explorar as bases de dados e habilitar as estratégias de negócios por meio da organização. Segundo os autores, cumprindo esses requisitos, a capacidade de BI produz valor para o negócio, visto que otimiza os processos e a tomada de decisão, o que leva, finalmente, à diminuição de custos e à geração de receitas. O modelo conceitual desse desdobramento da capacidade de BI é apresentado na Figura 20.

Figura 20 – Capacidade de BI segundo Wixom, Watson e Werner (2011)

Fonte: Adaptado de Wixom, Watson e Werner (2011)

A pesquisa de Popovič et al. (2012) propõe o conceito de maturidade de BI. Segundo os autores, esse conceito pode ser associado à qualidade de BI e ser explicado por meio do nível de integração dos sistemas de BI e o fornecimento de capacidades análiticas, como consultas, OLAP, relatórios e data minig. Esse desdobramento da maturidade de BI coincide com a operacionalização da capacidade de BI proposta por Wixom, Watson e Werner (2011). Portanto, poder-se- ia dizer que a capacidade e maturidade de BI são conceitos análogos nesses dois trabalhos.

No entanto, Işik, Jones e Sidorova (2013) ressaltam que a capacidade de BI pode ser avaliada sob as perspectivas organizacional e tecnológica. Segundo as autoras, as capacidades tecnológicas de BI são as plataformas técnicas compartilháveis e bases de dados que perfeitamente incluem uma arquitetura tecnológica bem definida e dados padronizados. As autoras operacionalizam essas variáveis, como qualidade dos dados, integração e acesso, enquanto as capacidades organizacionais de BI são os ativos que suportam a efetiva aplicação de BI na organização, como flexibilidade e gestão de riscos compartilhados.

Diferentemente do conceito de qualidade da informação, a capacidade de BI é um constructo que tem sido pouco explorado na literatura acadêmica (IŞIK; JONES; SIDOROVA, 2013; NELSON; TODD; WIXOM, 2005). Nesta pesquisa, os constructos qualidade de SI e capacidade de BI serão entendidos como análogos, por três motivos: (1) por tratar-se de um tipo específico de SI, alguns referenciais teóricos da qualidade de SI usados nos modelos de sucesso de SI (item 3.2.1) podem ser modificados e/ou aplicados para BI; (2) a operacionalização dos dois constructos é similar nos trabalhos de Popovič et al. (2012) e Wixom, Watson e Werner (2011), e (3) os modelos de sucesso de BI apresentados no item 3.2.3 incluem a capacidade de BI no lugar da dimensão de qualidade de SI. Na sequência, é apresentada a operacionalização do conceito qualidade dos sistemas de informação em modelos de sucesso de SI, que será usada de forma análoga para o constructo de capacidade BI, como mencionado.

Segundo Nelson, Todd e Wixom (2005), enquanto a qualidade da informação está relacionada às saídas do sistema de informação, a qualidade do SI reflete o sistema de processamento de informações requerido para conseguir essas saídas. Além

disso, os mesmos autores destacam que elementos da qualidade dos sistemas de informação estão frequentemente entremeados com dimensões que estão estreitamente relacionadas com a qualidade do serviço e com a facilidade de uso. Embora esses constructos estejam claramente relacionados, não possuem o mesmo significado, uma vez que se tem um conjunto de dimensões que funcionam como antecedentes da qualidade da informação, diferentes da facilidade do uso e da qualidade do serviço.

Wixom e Watson (2001), em sua pesquisa desenvolvida no contexto dos sistemas de data warehouse, destacam que a flexibilidade e a integração têm demonstrado ser importantes dimensões da qualidade dos sistemas de informação. Por outro lado, a pesquisa de Nelson, Todd e Wixom (2005) ressalta que a interação com o sistema ocorre dentro do contexto organizacional, de modo a completar certa tarefa, por isso é útil considerar as dimensões de qualidade do sistema usando um escopo variável, desde o sistema até a tarefa. Ainda segundo esses autores, existem cinco dimensões que caracterizam a qualidade de um sistema de informação: a acessibilidade relacionada ao sistema em si mesmo, a confiabilidade, a flexibilidade, o tempo de resposta e a integração, que estão relacionadas à tarefa. No quadro 6, apresentam-se as definições das dimensões mencionadas.

Quadro 6 - Dimensões de qualidade dos sistemas de informação de Nelson, Todd e Wixom (2005)

Fonte: Adaptado de Nelson, Todd e Wixom (2005)

Finalmente, Petter, DeLone e McLean (2013) destacam alguns exemplos de mensurações para a dimensão qualidade dos SIs: facilidade de uso, flexibilidade do sistema, confiabilidade, facilidade de aprendizado, intuitividade, sofisticação e tempo de resposta.