4. EL VERBO ECHAR
4.2 E CHAR COMO VERBO LIGERO : USOS Y CLASES CONCEPTUALES DE SUSTANTIVOS
4.2.4 Clase de sustantivos IV: deportes, juegos y otras competiciones
Pidd (2001) destaca que os mapas cognitivos são compostos basicamente por dois elementos: a) os constructos que os entrevistados consideram relevantes para representar a situação em estudo; b) as relações de causalidade entre esses constructos. A definição dos constructos relevantes é importante para que se possa compreender como o entrevistado organiza e
entende a situação que está sendo pesquisada. As relações causais, por outro lado, são importantes para que se possa entender como os constructos mapeados interagem entre si, em termos de antecedência e consequência.
Os mapas causais podem ser apresentados de diferentes formas. Algumas formas têm a vantagem de serem visualmente mais interessantes e mais didáticas; outras, apesar de menos visuais, conseguem apresentar uma quantidade maior de informação. Markóczy (1994) expõe três diferentes formas de apresentação: diagramas, matriz de associação e matriz de associação estendida. Em todas as formas de apresentação, os constructos são indicados por “nós”, cada nó é representado por um número, enquanto as relações de causalidade entre os constructos são representadas por “arcos” entre os nós.
A Ilustração 4 apresenta um diagrama de mapa causal. Cada número dentro dos círculos representa um constructo (nó), e as setas representam as relações causais (arcos). Uma flecha que parta do nó 1 para o nó 2 indica que o constructo 1 tem efeito sobre o constructo 2.
Ilustração 4 - exemplo de diagrama de mapa causal
Fonte: desenvolvido pela autora
A Ilustração 5 traz o mesmo mapa causal da ilustração anterior, porém apresentado no formato de matriz de associação. Na matriz, cada constructo é apresentado pelos números títulos das linhas e colunas. Um número diferente de zero no corpo da matriz representa que há um arco entre o constructo da linha e o constructo da coluna. No exemplo da figura, observa-se que o constructo 1 tem influência sobre o constructo 3, pois na intercessão entre a linha 1 e a coluna 3 há o número +1. Da mesma forma, observa-se que o constructo 1 não tem influência sobre o constructo 7, pois na intersecção entre a linha 1 e a coluna 7 há o número 0.
Ilustração 5 - exemplo de matriz de associação
Fonte: desenvolvido pela autora
A matriz de associação estendida é semelhante à matriz de associação, com a diferença que inclui todos os possíveis constructos considerados no estudo e não apenas os constructos selecionados pelo entrevistado. Os constructos não selecionados pelo entrevistado constarão na matriz, mas terão todos os arcos marcados como 0. A matriz de associação estendida é útil para comparação entre mapas causais de diferentes indivíduos. Supondo que o mapa causal apresentado nas Ilustrações 4 e 5 tenha sido desenvolvido numa pesquisa em que existiam ao todo 10 constructos possíveis, a matriz de associação estendida seria a que se apresenta na Ilustração 6.
Ilustração 6 - exemplo de matriz de associação estendida
Fonte: desenvolvido pela autora
Fica claro que o diagrama facilita a visualização, mas dificulta as análises. A matriz de associação possibilita análises sobre cada mapa individual, porém dificulta a comparação entre mapas. Já a matriz de associação estendida facilita qualquer tipo de análise dos mapas individuais, ou de comparação entre mapas, mas é, com certeza, a de pior visualização. Os resultados desta pesquisa são apresentados ao longo do documento por meio de diagramas ou matrizes de associação, de acordo com a maior conveniência em cada momento e para cada tipo de discussão.
Para indicar a existência de arcos, alguns autores, como Scavarda et al (2004), utilizam a notação
wjk. Nesse tipo de notação j e k representam constructos levantados pelo entrevistado. Se wjk=0,
significa que o constructo j não tem impacto sobre o constructo k. Se, por outro lado, wjk=1, j é antecedente de k. Scavarda et al (2004) destacam também que é possível que haja retroalimentação entre dois constructos, formando um ciclo em que wjk=1 e wkj=1. Esse tipo de situação, porém, não invalida o mapa criado.
É preciso observar que os efeitos entre constructos podem ser tanto positivos quanto negativos. Efeitos positivos ocorrem quando se espera que o aumento do constructo 1 levará também ao aumento do constructo 2. De modo contrário, impacto negativo ocorre quando o aumento no constructo 1 leve à redução do constructo 2. Por exemplo, em um mapa causal hipotético que visasse mapear os constructos relacionados com o conceito “pesquisa acadêmica de qualidade”, um dado entrevistado poderia ter elencado, dentre outros, os constructos “horas de dedicação ao estudo” e “bom mapeamento da teoria existente”. Esse mesmo entrevistado pode supor que o aumento das horas de dedicação ao estudo levam a um melhor mapeamento da teoria. Assim, para esse entrevistado, o constructo “horas de dedicação ao estudo” teria um impacto positivo sobre “bom mapeamento da teoria existente”.
Observando as Ilustrações 4, 5 e 6, percebe-se que os arcos estão numerados com valores que variam de -3 a +3. Esses valores indicam a força da relação entre as variáveis desde uma forte relação negativa até uma forte relação positiva.
O sentido (positivo ou negativo) das influências entre os nós é especialmente sensível no caso de retroalimentação (wjk=1 e wkj=1). Segundo Pidd (2001), em situações de retroalimentação, denominadas por ele como enlaces, quando o sinal total do enlace é negativo (ou seja, há um número ímpar de sinais negativos de arcos), o enlace se autocontrolará, pois o aumento de um dado nó leva a um efeito que o faz tender a reduzir novamente. Ao contrário, se o enlace é de sinal positivo (contém um número par, ou nulo, de sinais negativos em seus arcos) trata-se de um enlace amplificador, pois o aumento de um nó desencadeia um sistema que o faz tender a se ampliar mais ainda. Esses são os casos dos chamados ciclos viciosos. Essa consideração de Pidd (2001) demonstra a importância de observar com atenção a ocorrência de enlaces. Valença et al (1999) destacam que enlaces são característica de sistemas complexos, justamente por apresentarem a lógica da retroalimentação do sistema, em contraponto à lógica linear e a efeito e consequência.