5. Why – and how – banks are regulated
5.2 Regulatory policies in Norway in a Scandinavian perspective
5.2.2 Capital regulation
empoderamento familiar.
Quando se pensa em trabalhar com abordagens centradas nas famílias, é necessário descobrir primeiramente o que as famílias desejam, quais suas expectativas, suas preocupações e o que esperam atingir e conquistar ao envolver-se em programas de intervenção que visem o bem-estar da criança e de seus familiares (MCWILLIAM, 2003), para assim, conseguir atingir mudanças positivas nas familiares.
Ao comparar as necessidades das mães entre o pré-teste e o pós-teste, notou-se que as mães demonstraram uma média estatisticamente menor de necessidades após participarem do programa de intervenção, em relação aos seguintes aspectos: (a) Necessito de maior informação sobre os serviços e os apoios que presentemente estão indicados para meu filho; (b) Necessito de maior informação sobre a maneira de ensinar o meu filho; (c) Necessito de maior informação sobre a maneira de lidar com meu filho; (d) Necessito de maior informação sobre a maneira como a criança cresce e se desenvolve; (e) Necessito de informações escritas
sobre os pais das crianças que têm os mesmos problemas como meu filho e (f) total da escala Necessidades de Informações. Tais resultados podem ser indicativos de que o programa de intervenção focou nas necessidades das mães, principalmente em relação às informações sobre o desenvolvimento da criança, serviços e apoios que os pais podem se beneficiar, formas de ensinar e lidar com o filho, etc. Salienta-se que tais aspectos foram amplamente priorizados nos encontros com as mães.
Especificamente, em relação à necessidade de informação de outros pais de crianças com os mesmos problemas ou similares ao dos filhos com deficiência, acredita-se que as trocas de vivências e experiências entre as participantes auxiliaram na redução de tal necessidade. Tais resultados corroboram com a pesquisa de Gondim, Pinheiro e Carvalho (2009) em que afirmam que as trocas de informações que ocorrem espontaneamente entre pais de crianças com deficiência, muitas vezes, podem colaborar com a troca de vivência de genitores com maior experiência com aqueles que ainda sentem dificuldades e necessidades em situações cotidianas que envolvam seus filhos, beneficiando todos os envolvidos por oferecerem apoio social.
Como afirma Petean e Murata (2000), é necessário que os pais recebam o maior número possível de informações, que tenham suas dúvidas esclarecidas para que possam decidir com maior segurança os recursos e condutas primordiais para o bom desenvolvimento de sua família e de seu filho. Como exemplo, tem-se o fato das mães de um grupo solicitarem que fosse abordada a temática sobre sexualidade. Durante o encontro, as dúvidas das mães estavam mais relacionadas aos seus outros filhos, do que aos próprios filhos com deficiência. Sendo possível trabalhar a sexualidade da pessoa com deficiência, após todas as dúvidas sobre os demais filhos serem sanadas.
Em contrapartida, as mães apresentaram aumento estatístico, no pós-teste, sobre a necessidade de ter alguém da família com quem elas possam falar mais. Acredita-se que o fato das mães participarem de um programa de intervenção faz com que muitas necessidades sejam sanadas, mas que outras demandas surjam, pois as mesmas passam a ficar mais atentas as características e as necessidades dos seus filhos com deficiência. Além disso, a exigência das mães em ter alguém da família com quem elas possam falar sobre o filho pode ter surgido com a participação no programa de intervenção, que as fez perceber a importância em compartilhar seus sentimentos e pensamentos com outros membros familiares para buscar ajuda com o enfrentamento de algumas situações relacionadas aos problemas que a deficiência do filho coloca.
Com relação à estimulação que as mães ofereciam aos filhos, ao comparar a frequência, no pré-teste e no pós-teste, notou-se que apenas o valor total do fator aceitação obteve um aumento de frequência estatisticamente significativo no pós-teste. Isso significa que as participantes demonstraram aumento da aceitação dos filhos, a partir da redução das punições físicas e verbais. Isso pode ter ocorrido, pois o programa de intervenção direcionou alguns encontros especificamente sobre a temática da estimulação infantil, mudanças de comportamento e limites e regras dos pais para com os filhos. Acredita-se que tais informações auxiliaram as mães a compreenderem melhor as necessidades de seus filhos e sua forma de expressão, passando a diminuir os episódios de punição e restrição física e verbal e, aumentando, consequentemente, a estimulação oferecida às crianças no lar.
Similar aos resultados do presente estudo, Silva A. (2007), em sua pesquisa constatou, após um programa de intervenção e orientação aos pais de crianças com deficiência, impacto nos estilos parentais, ou seja, aumento nas práticas parentais positivas e, diminuição de abuso físico e psicológico com os filhos. Orientações aos pais podem favorecer a aceitação da deficiência dos filhos e esclarecer possibilidades e condutas que viabilizam o desenvolvimento da criança (MOTTI; PARDO, 2010).
O programa de intervenção além de auxiliar as mães a focar sua atenção e interesse nos filhos de maneira mais produtiva, ensinou as mesmas que a violência não pode ser usada como meio para resolver problemas, pois as crianças podem sofrer emoções negativas ao sofrerem violência física ou psicológica, tais como raiva, medo, culpa e vergonha (BRAZELTON, 1998; SILVA, A, 2007). A modelação, o reforço e a punição por parte dos pais em relação aos comportamentos apresentados pelos filhos, são as chaves de como a família influencia no comportamento da criança.
Acredita-se que as mães, após sua participação no programa de intervenção passaram a fazer uso de práticas disciplinares eficazes, demonstrando adquirir alguma habilidade ou disposição para impor regras e limites consistentes, estáveis e não ambíguos (HALLAHAN; KAUFFMAN, 2005). Tais resultados apontam a relevância de orientar os pais sobre as práticas educativas positivas em programa de intervenção, com o propósito de facilitar o pleno desenvolvimento da criança com deficiência, bem como ampliar a efetividade da estimulação infantil no âmbito domiciliar (BOLSONI-SILVA et al., 2010, SILVA, 2010).
Quanto ao nível de estresse das mães, ao comparar o pré-teste e o pós-teste, têm-se que as participantes apontaram uma média estatisticamente menor no nível de estresse, após a participação no programa de intervenção, nos seguintes aspectos relacionados ao fator pessimismo e característica das crianças: (a) A criança não tem muito tempo livre; (b) Meu
filho não pode lembra-se do que disse de um momento para o outro e (c) A criança não é capaz de expressar seus sentimentos para os outros.
Supõe-se que esse programa de intervenção contribuiu para a redução do estresse e ajustamento familiar. De fato, o ajuste familiar pode ser ampliado quando houver maior suporte social que ajudará a tornar menos severo o evento estressor, pois tal suporte poderá auxiliar nas dificuldades das famílias em interagir e conviver com a criança com deficiência (FÁVERO; SANTOS, 2005).
Os encontros do programa de intervenção que envolviam as mães deste estudo transmitiram informações sobre as características desenvolvimentais infantis, a fim de que as mesmas de posse de tais informações pudessem ficar mais seguras para estimular seus filhos e para buscar estratégias para resolver problemas diários. Assim, as mães ao se sentirem mais seguras ganhavam independência e autonomia para tomarem providências relativas aos filhos com deficiência (PANIAGUA, 2007), diminuindo o nível de estresse em lidar com situações possivelmente causadoras de preocupações maternas.
Quanto maior o número de informações que os pais possuem sobre seus filhos com deficiência, maior a probabilidade dos mesmos identificarem potencialidades e formas de maximizar o desenvolvimento de seus filhos, evitando que o tempo livre se arraste para a criança e seus pais.
Acredita-se, que o programa de intervenção proporcionou que as mães trocassem experiências entre si, o que pode auxiliar no oferecimento de informações, assim como no apoio oferecido as mesmas (GOETIEN; CIA, 2012), demonstrando a importância e a possibilidade de organizar o tempo entre a criança e a si próprio, diminuindo, assim, o estresse materno.
Além disso, as mães demonstraram diminuição do estresse com relação ao comportamento e dificuldades dos filhos em não lembrar-se do que disse de um momento para o outro e da falta de capacidade da criança em expressar seus sentimentos para os outros. A participação das mães em um programa de intervenção pode auxiliar no enfrentamento das dificuldades de interação e comunicação com seus filhos com deficiência, possibilitando alternativas de satisfação (FÁVERO; SANTOS, 2005). Ao compreender as limitações do filho com deficiência, por meio de trocas de informações com outras famílias e por informações científicas, acredita-se que as mães passaram a criar formas de lidar com tais situações causadoras de estresse (PERREIRA, 2001).
Portanto, tais resultados podem ser indicativos que grande parte da diminuição do nível de estresse dessas mães se deu pelo aumento de conhecimento e informações
proporcionados no programa de intervenção, o que gerou, consequentemente, o empoderamento das mesmas. Desta maneira, por meio do FES (Escala de Empoderamento das Famílias), notou-se que as participantes ampliaram o seu nível de empoderamento após participarem do programa de intervenção, principalmente em relação aos itens encontrados nos tópico de sistema de militância e comunicação, que são: (a) Sei que medidas tomar quando fico preocupada pelo fato de meu filho receber um atendimento inadequado; (b) Eu sei o que fazer quando surgem problemas com meu filho; (c) Eu entro em contato com políticos quando leis importantes ou assuntos sobre crianças aguardam solução e (d) Sei quais os direitos dos pais e das crianças nas leis que regulamentam a educação especial. Tal resultado corrobora com os resultados da pesquisa de Araújo (2011) sobre empoderamento, que constatou que a participação de mães de crianças com deficiência em um programa de intervenção é bastante relevante para favorecer e valorizar o trabalho de militância no que diz respeito às questões dos direitos das pessoas com deficiência, por meio da comunicação com outros pais e profissionais, favorecendo, assim, o empoderamento do grupo.
De fato, os programas de intervenção devem ajudar as famílias a potencializar seus próprios recursos e estratégias de enfrentamento e resolução de problemas, devolvendo-lhes a confiança em si mesmas, evidenciando as possibilidades e condições que na qualidade de pais podem oferecer aos filhos (HANSEL; BOLSANELLO, 2009). Além disso, os programas precisam oferecer apoio as famílias, no sentido de auxiliá-las a desempenhar seu papel junto às crianças com deficiência (ARAÚJO, 2004).
Assim, profissionais que atuam em programas de intervenção podem auxiliar no processo de empoderamento familiar, ampliando seu repertório de enfrentamentos diante de eventos estressores e, também, ampliando sua rede de apoio já existente (ARAÚJO, 2004; WILLIAMS; AIELLO, 2004).
4- Dados do pré-teste e pós-teste de cada mãe com relação às necessidades, estimulação