4.4 Overgangskort
5.1.5 CAN-kommunikasjon
Sob a condição de república, essencialmente o século XX foi marcado por grandes mudanças territoriais, sociais, econômicas e políticas em escala nacional. Mudanças essas, financiadas por grandes capitais e articuladas pelas ações de um Estado fortemente planejador e intervencionista, fizeram com que o país deixasse de ser uma nação exclusivamente agrária, para transformar o conteúdo do seu espaço geográfico, num grande parque industrial e urbanizado. Para tanto, essas mudanças estruturais foram marcadas por governos autoritaristas que impuseram a sua sociedade um projeto de país moderno que pouco contemplou as demandas sociais, mas, sobretudo, os interesses econômicos ditados pelo capital mundial e local.
É nesse contexto, em que os governos autoritaristas, sobretudo o militar, se faz veemente presente com a sua marca de violência empregada contra a população brasileira no decorrer do século XX. Entretanto, é necessário mencionar que, diferentemente dos regimes políticos anteriores, onde, o Estado brasileiro, através das forças armadas, exercia a sua política repressiva perante as massas populares, as ações estratégicas exercidas pelos militares, encontravam-se diretamente subordinadas a governos gerais enquanto representantes do reino de Portugal, no Brasil colônia e num outro momento, pela monarquia Imperial no período pós-independência. Por sua vez, no Brasil república, quando em 1964, através do golpe de Estado, as forças armadas tomam o poder para si, instaurando um regime de ditadura, são os próprios militares que passam a ditar as regras de sua política ostensiva. Não mais como agentes representativos de uma força maior, mas como o próprio poder emancipado.
É importante ter em mente que a tomada do poder pelas forças armadas no país, se instaura num momento em que o mundo passava por um conflito de ordem geopolítica, econômica, ideológica e territorial entre os Estados Unidos representando as diretrizes capitalistas ocidentais e a União Soviética sob o regime de ditadura comunista. Na escala local, o golpe ocorre num quadro de crise política e econômica e de grandes mobilizações nacionalistas das classes operárias, estudantis e camponesas. Entre outros fatores, o golpe foi resultado da associação dos militares, com a elite nacional e o capital internacional os quais temiam uma reforma social de base na estrutura socioeconômica do Brasil. Neste sentido, e respaldado pela política internacional do governo norte-americano, os militares derrubaram o então presidente da república João Goulart (Jango) em Março de 1964, instaurando no país um regime político ditatorial que durou pouco mais de duas décadas.
Com o mergulho das forças armadas no poder, a nação passa a vivenciar mais um período turbulento de sua história permeada por uma nova etapa de experiências violentas marcadas por duas frentes diretamente interligadas. Onde, se tinha de um lado à chamada política de segurança nacional fundamentada em dois princípios básicos: a modernização da economia brasileira e a integração nacional; de outro lado, e como reflexo do ponto citado anteriormente, tem-se uma fase de perseguição aos opositores do modelo ditatorial imposto a sociedade. De maneira geral, podem-se observar no decorrer do regime militar duas faces da violência: sendo a primeira, exercida pelo poder soberano do Estado através dos seus aparelhos de repressão; e a outra, como forma de subversão, ou seja, violência traduzida nos atos de transgressão ao poder imposto. Em outros termos, a violência de repressão (Estado) e a violência de resistência (classes populares, estudantes, operários e etc.).
A violência de repressão se tornou condição necessária para que os militares impusessem de forma autoritária, a toda nação, um modelo político econômico, conhecido
como projeto de “segurança nacional” que partia da premissa que o desenvolvimento
econômico, científico e tecnológico era garantia de segurança e integração territorial da nação. Neste sentido, o país se submergiu numa onda de terror social, aparelhando-se como
uma máquina violenta de coação aos opositores do regime, rotulados como “comunistas”; ou
a qualquer cidadão que de alguma forma se enquadrasse enquanto inimigos internos dos interesses capitalistas do Estado.
‘Segurança Nacional’ significava, pois, desenvolver a economia, manter o país perfilado com o mundo ocidental capitalista e travar uma guerra permanente à subversão comunista internacional e seus agentes internos. Para tanto [...] aliado ao uso da força de repressão, era imperioso promover a integração e todo o território nacional ao projeto econômico, político e ideológico da ditadura (HABERT 2006, p.20).
Neste cenário, de junção da noção de segurança nacional, vinculado à política de desenvolvimento econômico, o país passa a ser regido sob uma forte atuação de controle das massas populares e do seu território. Assim, é instaurada na nação, uma violenta política midiática que buscara promover o slogan de Brasil potência, tendo na censura o seu pilar de sustentação. Conforme Becker (1998), o governo militar baseava-se no reconhecimento de que para garantir a doutrina da soberania nacional, era preciso que o país alcançasse a autonomia tecnológica, a qual fora pensada em quatro setores estratégicos (aeronáutica, bélica, nuclear e computação), ou seja, privilegiou-se o domínio do vetor Científico- Tecnológico, direcionado para o controle do tempo e do espaço pelas forças armadas.
Financiados por capitais nacionais e internacionais, esse projeto político-econômico de nação soberana, permitiu ao Brasil, dinamizar o seu espaço geográfico através de impactantes mudanças na sua configuração. Seja através da: a) criação de grandes projetos de engenharia como a construção da Ponte Rio- Niterói e a Transamazônica11; b) ou mesmo do processo mecanização da produção no campo; c) a tecnificação do seu parque industrial; d) assim como, da promoção da urbanização em massa com grandes investimentos em infraestruturas para atender, sobretudo aos interesses das indústrias; e) a interligação entre os grandes centros urbanos por meio do pesado investimento em redes de transporte e comunicação. Cenário que comportou o crescimento súbito do Produto Interno Bruto (PIB), destacando o país como uma importante nação de economia forte e próspera.
Características que entre outras promoveu toda a modernização e o desenvolvimento da economia, gerando altos lucros para a elite local e internacional permitindo que se
consolide no Estado, o fenômeno conhecido como “milagre econômico”. O qual fora
alcançado com um alto custo social, chamado por Becker (1998), como “modernização
conservadora”, ou seja, trata-se do processo em que o Brasil alcança projeção internacional
como uma nação rica e industrializada, mas que, no entanto, conserva as suas bases históricas
de desigualdade e marginalização social, inserindo o país na chamada “modernidade da pobreza”. Para Habert:
O que se convencionou chamar de “milagre” tinha a sustentá-lo três pilares básicos: o aprofundamento da exploração da classe trabalhadora submetida ao arrocho salarial, às mais duras condições de trabalho e à repressão política; a ação do Estado garantindo a expansão capitalista e a consolidação do grande capital nacional e internacional; e a entrada maciça de capitais estrangeiros na forma de investimentos e de empréstimos (HABERT 2006, p.13-14).
Dito isto, estas alterações estruturais vivenciada no território brasileiro promoveram efeitos impactantes gerando um alto custo social para sua população. Em outras palavras, pode-se dizer que o regime militar estendeu a sua marca de violência e de prepotência sobre os estratos sociais mais vulneráveis socialmente. Com isso, apesar dos pesados investimentos nacionais e internacionais que possibilitaram o crescimento e dinamismo econômico, perpetuaram-se e ampliaram-se as desigualdades sociais, regionais e culturais; reproduziram a fome e a miséria nos mais variados recantos do país, bem como, promoveram as mais variadas formas de submissão e repressão.
11
É institucionalização da violência estrutural de Santos (2008b) que trata da violência
do dinheiro, da informação, da competitividade e do poder. Mencionada no primeiro capítulo desta dissertação e trabalhada no capítulo seguinte. Ou seja, uma violência sistêmica que deixa de se manifestar como um fato isolado para se estabelecer como um sistema, onde todos os fatos e eventos estão diretamente interligados. Desse modo, emergiram inúmeras consequências de forte rebatimento social, que foram não só o produto, mas também e ao mesmo tempo condição para efetivação deste projeto político de modernização e crescimento industrial. Neste sentido, como reflexo do projeto político brasileiro criado pelo regime, tem- se o alargamento da pobreza; a exploração do trabalhador rural e urbano; e o aprofundamento das desigualdades regionais, como pontos que se pode classificar enquanto faces da violência promovida pelos governos autoritaristas do período ditatorial.
Mencionar as desigualdades regionais é falar da maciça concentração em pesadas políticas estatais de urbanização e industrialização em pontos chamados estratégicos do território, o que promoveu o enriquecimento de áreas já desenvolvidas, em prol de regiões até então mais atrasadas como o Nordeste brasileiro, onde a curto e médio prazo, formaram-se grandes fluxos migratórios da população de áreas mais periféricas, em direção as regiões do centro-sul do país, como os estados do eixo Rio de Janeiro – São Paulo, dotados de maior concentração industrial, demográfica, financeira, econômica, de emprego e serviços do país.
No campo, estas consequências emergiram através do projeto de tecnificação agrícola, consolidando-se a empresa capitalista nos grandes latifúndios, os quais foram favorecidos pelo financiamento estatal direcionado aos grandes produtores, o que conduziu ao alargamento da produção com inserção de ciência e tecnologia no meio rural. Ao mesmo
tempo em que a modernização e o “desenvolvimento” chegam ao campo, promove o trabalho
assalariado no setor agrário; expropria o pequeno produtor da posse da terra, multiplicando a fome, pobreza e desigualdade, verificando-se com isso, a expulsão do homem do campo através de um violento êxodo agrícola, para os grandes centros urbanos em busca de melhores condições de moradia e trabalho, possibilitando assim, o aumento do exército industrial de reserva.
Nas cidades, esse fenômeno corroborou para o inchaço urbano e consequentemente para o crescimento das favelas e periferias; ampliaram-se as desigualdades sociais com o alargamento da pobreza, da falta de moradia, emprego, segurança, educação, e saúde, visto que, as cidades não foram devidamente preparadas, pensadas, planejadas, para receber o forte efeito migratório do campo e das regiões menos desenvolvidas em direção aos centros mais
distribuição de renda. Enquanto a economia crescia gerando altos lucros, o trabalhador sofria violenta exploração de sua força de trabalho, tais como: aperto salarial, a perda do poder de compra, ineficientes condições de trabalho como periculosidade, insalubridade e excessiva carga horária.
Visto que, em se tratando de indicadores sociais como subnutrição, mortalidade infantil e materna, analfabetismo e acidentes de trabalho, o Brasil era um dos primeiros do mundo no decorrer da década de 1970/80, pode-se dizer em grosso modo, que essas transformações estruturais na economia brasileira, foram ineficientes ou incapazes de promover uma maior equidade na distribuição de renda entre seu povo. Ou seja, tem-se um inchaço na economia, mas com um crescimento seletivo e concentrado nas mãos de uma minoria, cujo fruto traduziu-se num quadro depressivo de desigualdades e marginalização social, ampliando concomitantemente a este processo, os índices de criminalidade violenta.
Ao mesmo tempo em que, em nome da “Segurança Nacional”, o Estado militar
promove uma violência genérica que incide sobre parte da população brasileira, especialmente a parcela mais marginalizada social e economicamente. Ele também direciona o seu braço repressivo diretamente contra determinadas classes e grupos sociais. Ou seja, ao
buscar “livrar” a nação da “ameaça” comunista, o regime militar concentrou o monopólio de
suas ações no poder executivo, minando e perseguindo toda e qualquer forma de oposição ao modelo desenvolvimentista implantado. Combatendo e desarticulando qualquer tentativa de insurreição contra o regime. Neste quadro, o Estado e seus agentes (forças armadas e polícia), através de uma política violenta, instaura um clima de terror e tensão social no território nacional, sobretudo, nos grandes centros urbanos do país. Com isto, o governo militar cria uma máquina repressiva no qual se destacam agências como.
SNI (SERVIÇO Nacional de Informações), envolvendo diversos organismos militares e policicias como os centros de formação das Forças Armas – CISA (Centro de Informação Social da Aeronáutica), Cenimar (Centro de Informação da Marinha) e CIE (Centro de Informação do Exército) – a Policia Federal e as policias civis e militares estaduais [...] OBAN (Operação Bandeirante) [...] DOI-CODIs (Departamento de Operações Internas – Centro de Operações de Defesa Interna). [...] E os grupos paramilitares conhecidos como esquadrões da morte (HABERT 2006, p.27-28).
O objetivo principal da institucionalização destas autarquias políticas seria a perseguição aos opositores do regime (inimigos internos), por meio de ações como sequestros, agressão física e psicológica, execuções e assassinatos e toda e qualquer forma violação dos direitos humanos. Conforme a Arquidiocese de São Paulo (1985), em seu documento
intitulado “Brasil nunca Mais”, afirma que a tortura amparada pelo fundamento ideológico de
segurança nacional, foi regra e não exceção no regime militar. Minayo (2006) classifica a tortura sob dois aspectos: violência institucional e violência criminal. Período em que incontáveis execuções ocorreram onde muitas destas foram friamente encobertas dos laudos e estatísticas oficiais, e ignorados pelo poder judiciário. Nestes moldes, o controle por meio da pressão e coação contra as massas sociais se fazem presente tanto no campo, quanto na cidade.
Traduzindo-se em mudança na constituição, criação e aplicação de Leis, decretos, regulamentos e portarias, que eram estabelecidas como forma de controlar e acuar a população. Não obstante a essa situação, grupos se organizam ideologicamente como forma de contrarracionalidade ao sistema imposto, eram as forças de refluxos ou transgressão, cujo objetivo era a derrubada do regime. Nessa conjuntura, quaisquer aglomerações de indivíduos estavam sujeitos à acusação de subversão política. Homens, mulheres, crianças e idosos, não havia distinção para o regime, mudavam apenas as formas de tortura estabelecida. Ou seja, apesar da arbitrariedade e a violência do Estado ditatorial se direcionarem principalmente no combate a grupos de esquerda organizada, outros seguimentos como operários, estudantes e intelectuais igualmente se tornaram vítimas do regime, alastrando-se uma atmosfera de medo, insegurança e intranquilidade (Habert 2006).
Sindicatos foram cerceados e lideres perseguidos; a criação artística, televisiva, intelectual, ou qualquer meio midiático, vistas como possíveis ameaça ao regime, foram duramente censurados. O sistema educacional estava sujeito ao crivo dos militares. Funcionários públicos perseguidos com demissões e prisões, estudantes censurados, políticos e intelectuais opositores exilados. Telefones grampeados, enfim, todos os grupos considerados suspeitos, estavam sendo vitimados pela violenta perseguição militar. O suposto inimigo como foi dito anteriormente, era o cidadão interno, e a esquerda ligada aos ideais
“comunistas”. Em consequência, alguns movimentos militantes, ainda que pouco articulados e
fundamentados em diferentes concepções políticas ideológicas, se organizaram em seus núcleos para afrontar o regime, através de confrontos armados tanto no meio rural quanto no urbano.
Assaltos a bancos e aos centros comerciais, sequestros de diplomatas, rebeliões, espionagem, libertação de presos políticos, se configuraram enquanto ações vinculadas ao mecanismo de violência de resistência. Aliado a estes grupos de resistência, a impressa alternativa possuiu um importante papel disseminando pouco a pouco a sua crítica ao modelo da ditadura; os estudantes por sua vez, protagonizaram amplas manifestações populares em
vias públicas; operários e metalúrgicos promoveram grandes greves; pouco a pouco os movimentos sociais12 de insatisfação popular se manifestaram entre os moradores das periferias que exigiam melhorias em suas condições de vida e trabalho.
Quando em 1985, em meio à crise mundial do petróleo iniciada na década anterior, bem como dos problemas sociais e econômicos surgidos do modelo desenvolvimentista estabelecido, o qual já se encontrava falho e saturado, e a partir de fortes pressões populares, chega ao fim o período do regime militar. Deixando a nação submersa em altas taxas de desemprego, com indicadores sociais em educação, infraestrutura e saúde a níveis preocupantes. No plano econômico, o Brasil, encontra-se inserido numa grave crise financeira, com forte dependência financeira internacional, inflação acelerada, altas taxas de juros e elevada divida ao capital nacional e externo.
Enfim, o Brasil torna-se um país industrializado, com uma população vivendo sob a condição de extrema desigualdade e marginalização social, traduzindo-se como elemento fomentador das práticas de violência. Reflexo ou subproduto do fim de uma era de voltada a políticas desenvolvimentistas e de degeneração dos aparelhos sociais que caracterizaram o Estado brasileiro no decorrer do século XX. Com o processo de abertura política, os inimigos internos não são mais os movimentos esquerdistas que combatia a ditadura; agora, ele se apresenta sob a forma de homem negro, pobre e morador da periferia, mas que também se encontra inserido na modernidade, em outros termos na modernidade da pobreza13. Despertado e/ou intensificando nas pessoas, um novo, comportamento social, fundamentada no desejo consumista.
O desenvolvimento da sociedade de consumo, e consumo de massas criou no Brasil inclusive a figura do consumidor, com seus direitos, lutas e organizações. Personagens ausentes do cenário dos anos 1960 e mesmo 1970 [...] Os anos de 1980/1990 vêm nascer na sociedade brasileira uma profunda tensão social que atinge parte daqueles que são desprovidos dos bens modernos, mas possuídos pelo desejo de tê-los. Em síntese, e de forma simples, tem-se, de um lado, um apelo constante ao consumo e, de outro, uma impossibilidade real (ou virtual, pouco importa) de acesso ao objeto do desejo. Esta tensão se desenvolve num espaço em que o controle social modificou-se, tornando-se menos eficaz (NASCIMENTO, 2002 p.28).
De fato, o fim do Século XX, apontou uma série de transformações políticas, econômicas, sociais e culturais em escala nacional. Fases de múltiplas mudanças que
12
Estes movimentos mobilizaram milhares de moradores, donas de casa, trabalhadores assalariados, desempregados, operários, boias frias, ambulantes, empregadas domesticas, homens, mulheres, velhos e crianças (Habert, 2006, p.55).
13
marcaram o fim da ditadura militar e o inicio do processo de reabertura política. Dentre estas mudanças ocorridas no Brasil, o entendimento vigente de saúde pública sofre processualmente algumas alterações em sua concepção.
Situação que entre outros fatores, foi possível pela criação e consolidação do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o qual foi pensado e concebido na I Reunião Nacional sobre Sistemas de Informação de Saúde, realizado em 1975 e consolidado em 1979 pelo DATASUS em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP, onde se adotou as classificações internacionais de doenças (CID9 e CID10) da OMS, a qual passa a considerar o homicídio/agressão como um agravo à saúde (Branco, 2006). Outro fator foi à criação e institucionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promulgação da nova Constituição Federal de 1988, como fruto das lutas sociais, sindicais e estudantis pelo direito de cidadania. Ou seja, com a redemocratização, velhos problemas assumem novas roupagens, sendo a violência interpessoal, um fenômeno que antes era extraoficialmente exercido pelo governo, agora passa a ser considerado por órgãos oficiais do próprio Estado democrático, como um problema de saúde pública.