Kapittel 4 Arbeidstidsbestemmelsene i helseforetakene
4.7 Brudd på grensene for overtid
Os coordenadores foram perguntados quanto à perspectiva de maior aplicabilidade de suas competências daqui para frente, conforme pergunta 3, exposta na Metodologia no quadro 4 – Analise entrevista semiestruturada. A partir das respostas, analisou-se o construto Visão de Futuro, verificando as dimensões de análise desafios profissionais e otimismo X pessimismo em relação ao futuro, também especificado no referido quadro. Observou-se que o principal desafio se refere à pouca experiência na função, ao qual eles se mostraram otimistas em superar, conforme detalhado nos tópicos a seguir.
5.3.13.1 Desafios profissionais para os coordenadores
Os desafios dos coordenadores no cargo de gestão são grandes e eles reconhecem isso relatando diversas razões para tal. Uma delas se refere ao fato de a maioria (83,3%) estar no cargo há no máximo dois anos e ou terem faixa etária de até 30 anos. A fala seguinte ilustra os reflexos do pouco tempo na função de gestão.
“Eu vejo maior aplicabilidade das minhas competências, porque eu me considero muito imaturo nesse cargo que eu estou trabalhando agora. Então, cada dia, a gente sente uma grande evolução. Então, assim, muitas coisas que eu tinha muita dificuldade de fazer há um tempo atrás, hoje você já faz com mais tranquilidade, você vê que o resultado é melhor, então, você sente que tá tendo uma evolução gradativa e sente que falta muito ainda pra tá no nível adequado mas, espero que daqui a uns dias eu vou estar bem melhor.” (P11)
Além da imaturidade esperada para aqueles que têm pouco tempo em um dado cargo, a pouca idade tem sido encarada como um desafio para os coordenadores, que têm expectativa de que a Empresa os apoiará, conforme fala do participante P21.
“Eu vejo que tem muitas competências que eu preciso ainda trabalhar, né, então, até em questão assim da minha pouca idade e tudo mais, cada ano tem novos desafios e eu vejo que tem uma oportunidade de aplicabilidade, as coisas são muito dinâmicas. Eu acho que pelo fato da Empresa ter mudado também a postura, isso contribuiu, né? Que há um tempo atrás, realmente não haviam políticas voltadas para o lado pessoal. Então assim, eu vejo que ainda, eu posso, que a Empresa ainda pode contribuir bastante para esse meu lado das competências e habilidades. E eu acho que é importante a Empresa também ter essa visão de que não basta ela ter um gerente pronto, ela tem que acompanhar, visar essa, vamos dizer, esse crescimento, investir mesmo na parte de liderança, na parte de gestão, para ir aprimorando, cada um de seus líderes, cada um dos seus gestores, né.” (P21)
Entretanto, apesar da pouca idade e experiência no cargo, os coordenadores se mostraram otimistas com relação à possibilidade de aplicação de suas competências no futuro, conforme será abordado no item seguinte.
5.3.13.2 Otimismo X pessimismo dos coordenadores em relação ao futuro
Dos seis coordenadores, cinco (83,3%) apresentam discursos otimistas em relação à aplicação de suas competências no futuro sendo que quatro deles acreditam que o horizonte é favorável devido à implantação do Programa de Desenvolvimento Gerencial. A fala abaixo representa a visão de futuro que os coordenadores apresentam.
“Vejo, e até desenvolver novas habilidades, porque eu acho que os programas são justamente pra isso: se, por um lado, eles têm o aspecto de fortalecer as competências das quais você já é forte, eles também têm o aspecto de desenvolver aquelas competências nas quais você apresenta falha ou nas quais você é fraco.” (P24)
Contudo, embora apenas um coordenador tenha manifestado pessimismo em relação à aplicação das competências no futuro, sua fala merece ser citada na medida em que alguns coordenadores não foram incluídos no Programa de Desenvolvimento Gerencial, o que pode significar um problema para a Empresa na medida em que, conforme analisado, o nível atribui suas expectativas de melhor aplicabilidade das competências a partir desse tipo de ação da Empresa.
“Hoje eu estou em um momento não muito bom aqui na Empresa no sentido de perspectiva de crescimento. Eu acho que eles não estão me oferecendo uma possibilidade de eu crescer mais do que hoje eu já sou aqui. Então, eu tenho uma certa limitação onde eu estou e não vejo muita perspectiva daqui pra frente para praticar isso não.” (P27)
5.3.14 Investimento pessoal dos coordenadores no desenvolvimento de suas competências
Observou-se nos itens anteriores que os coordenadores têm expectativas de que a Empresa invista no desenvolvimento de suas competências. Neste tópico, avaliou-se o quanto eles investem em si mesmos e, para tal, conforme quadro 4 – Analise entrevista semiestruturada, presente na Metodologia, foi feita a pergunta 4: - O que você tem feito em prol do desenvolvimento de suas competências? Intentou-se com essa pergunta responder ao construto Investimento Pessoal, com base na interpretação da dimensão de análise crescimento e desenvolvimento pessoal.
Notou-se, então que a maioria dos coordenadores (66,6%) investe em si mesmo por meio de leituras. Um deles, além da leitura, faz terapia.
“Eu procuro ler bastante. Eu tenho como hobby ler um pouco de psicologia, eu faço um trabalho com um psicanalista também, no qual a intensão principal é buscar o auto-conhecimento e tentar compreender dificuldades, situações nas quais você poderia agir de uma outra forma, buscando sempre um aprimoramento, tanto pessoal, quanto profissional.” (P24)
Já o participante P27 mescla a leitura com cursos fora da Empresa, conforme relato a seguir.
“Eu procuro fazer cursos, eu faço cursos fora, né e leio bastante. Isso é o que eu faço para tentar desenvolver ainda mais porque, na prática, só aqui que eu consigo, profissionalmente. Aí, faço curso de capacitação e leio livros, biografias da área.” (P27)
Um participante alegou que faz cursos fora da Empresa enquanto outro relata que não faz nada para o desenvolvimento das suas competências, embora reconheça que isto é importante.
5.3.15 Competências demandadas pelos gerentes ou diretores aos