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3.7 Om boka og mitt valg av bok

3.7.2 Boka som helhet

a) A expansão da cana-de-açúcar impactou a área plantada de todas as

atividades agropecuárias analisadas neste estudo (Gráfico 2) e como fator mitigador da queda da produção total (Gráfico 1) constatou-se um ganho de produtividade no período de 1990 a 2008 (Gráfico 3), exceto para a cana-de-açúcar que se mantém estável neste parâmetro na ordem de 75 toneladas por hectare;

b) é possível inferir, com base nas informações coletadas e tratadas, que a produção canavieira tende a se expandir em áreas de pastagens, conforme Tabela 1 (em nível Brasil 65% das culturas substituídas foram em áreas de pasto) e Tabela 2 (16,2% de redução na área de pastagens no estado de São Paulo). Este fenômeno é destacado na fundamentação teórica, considerando que o Brasil tem disponibilidade de aproximadamente 220 milhões de hectares de pastagens, do quais 60 milhões em estado de degradação. Isto também permite inferir que a implantação de cana-de-açúcar em pastagens degradadas é uma possibilidade aplicável para a recuperação destas áreas degradadas;

c) observa-se que a expansão da área plantada de cana-de-açúcar no

estado de São Paulo não reduziu a produção total das atividades agropecuárias estudadas. No período de 1990 a 2008 a produção total (1990 foi de 19.682.112 toneladas e 2008 foi de 24.480.111 toneladas) somada das atividades citadas cresceu 4.797.999 toneladas, não incluindo a produção total de cana, com destaque para a produção de milho, laranja e soja.

d) a tendência à mecanização da cana-de-açúcar pode colaborar para um zoneamento mais adequado das demais culturas em áreas impróprias à mecanização, diminuindo, assim, possíveis impactos na produção de alimentos;

e) deve-se considerar a dinâmica do setor agrícola ao longo de períodos

longos, para que pequenos aumentos ou flutuações que ocorrem de maneira natural não sejam atribuídos a lavouras destinadas aos biocombustíveis.

f) na experiência do estado de São Paulo conseguiu-se observar que a questão é mais complexa do que se imaginava no início da proposta deste projeto. Os resultados analisados da possível coexistência entre a produção de biocombustíveis e alimentos não podem ser garantidos para outras regiões do Brasil.

g) empiricamente, é possível inferir que produzir biocombustíveis e alimentos não é antagônico e, sim, potencialmente aplicável no modelo agrícola brasileiro. No entanto, fica a sugestão de aprofundar esta proposta de estudo com utilização de modelos econométricos e estatísticos para a validação científica do estudo ora apresentado.

Cabe aqui concluir que estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas obteve resultados semelhantes aos encontrados no presente estudo:

“A expansão da produção de biocombustíveis não é fator relevante

para a alta recente dos preços dos alimentos ..., os números apresentados permitem afirmar com segurança que a expansão da cana-de-açúcar foi acompanhada de significativo crescimento, especialmente nesta década, da área cultivada com grãos no Brasil.” (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, 2008).

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ANEXOS

ANEXO A - Distribuição geográfica da produção de batata (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 84 - 247 248 - 836 837 - 1.545 1.546 - 2.280 2.281 - 4.266 4.267 - 7.845 7.846 - 21.210 21.211 - 35.220 35.221 - 87.399 87.400 - 139.285 Toneladas 1990 1999 2008 84 - 247 248 - 836 837 - 1.545 1.546 - 2.280 2.281 - 4.266 4.267 - 7.845 7.846 - 21.210 21.211 - 35.220 35.221 - 87.399 87.400 - 139.285 Toneladas

ANEXO B - Distribuição geográfica da produção de amendoim (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 Toneladas 2 - 94 95 - 229 230 - 450 451 - 650 651 - 1.128 1.129 - 1.919 1.920 - 3.200 3.201 - 5.250 5.251 - 7.805 7.806 - 16.800 1990 1999 2008 Toneladas 2 - 94 95 - 229 230 - 450 451 - 650 651 - 1.128 1.129 - 1.919 1.920 - 3.200 3.201 - 5.250 5.251 - 7.805 7.806 - 16.800

ANEXO C - Distribuição geográfica da produção de mandioca (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 12 - 515 516 - 1.365 1.366 - 2.600 2.601 - 4.242 4.243 - 7.500 7.501 - 12.000 12.001 - 18.950 18.951 - 30.405 30.406 - 50.400 50.401 - 125.000 Toneladas 1990 1999 2008 12 - 515 516 - 1.365 1.366 - 2.600 2.601 - 4.242 4.243 - 7.500 7.501 - 12.000 12.001 - 18.950 18.951 - 30.405 30.406 - 50.400 50.401 - 125.000 Toneladas

ANEXO D - Distribuição geográfica da produção de cebola (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 8 - 22 23 - 120 121 - 225 226 - 590 591 - 1.175 1.176 - 2.119 2.120 - 4.053 4.054 - 6.000 6.001 - 8.760 8.761 - 64.130 Toneladas 1990 1999 2008 8 - 22 23 - 120 121 - 225 226 - 590 591 - 1.175 1.176 - 2.119 2.120 - 4.053 4.054 - 6.000 6.001 - 8.760 8.761 - 64.130 Toneladas

ANEXO E - Distribuição geográfica da produção de tomate (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 27 - 480 481 - 1.060 1.061 - 1.910 1.911 - 3.250 3.251 - 5.090 5.091 - 7.360 7.361 - 10.500 10.501 - 19.250 19.251 - 41.455 41.456 - 87.400 Toneladas 1990 1999 2008 27 - 480 481 - 1.060 1.061 - 1.910 1.911 - 3.250 3.251 - 5.090 5.091 - 7.360 7.361 - 10.500 10.501 - 19.250 19.251 - 41.455 41.456 - 87.400 Toneladas

ANEXO F - Distribuição geográfica da produção de borracha (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 Toneladas 1 - 70 71 - 162 163 - 270 271 - 408 409 - 639 640 - 938 939 - 1.440 1.441 - 2.660 2.661 - 3.854 3.855 - 6.300 1990 1999 2008 Toneladas 1 - 70 71 - 162 163 - 270 271 - 408 409 - 639 640 - 938 939 - 1.440 1.441 - 2.660 2.661 - 3.854 3.855 - 6.300

ANEXO G - Distribuição geográfica da produção de algodão (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 2 - 30 31 - 75 76 - 107 108 - 172 173 - 300 301 - 515 516 - 890 891 - 1.264 1.265 - 3.800 3.801 - 14.700 Toneladas 1990 1999 2008 2 - 30 31 - 75 76 - 107 108 - 172 173 - 300 301 - 515 516 - 890 891 - 1.264 1.265 - 3.800 3.801 - 14.700 Toneladas

ANEXO H - Distribuição geográfica da produção de sorgo (toneladas) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 Toneladas 8 - 60 61 - 160 161 - 340 341 - 625 626 - 900 901 - 1.470 1.471 - 2.660 2.661 - 4.200 4.201 - 11.400 11.401 - 30.000 1990 1999 2008 Toneladas 8 - 60 61 - 160 161 - 340 341 - 625 626 - 900 901 - 1.470 1.471 - 2.660 2.661 - 4.200 4.201 - 11.400 11.401 - 30.000

ANEXO I - Distribuição geográfica do número de vacas ordenhadas (cabeças) nos anos de 1990, 1999 e 2008 no Estado de São Paulo

1990 1999 2008 Número de cabeças 2 - 290 291 - 630 631 - 1.052 1.053 - 1.546 1.547 - 2.250 2.251 - 3.290 3.291 - 4.800 4.801 - 7.407 7.408 - 12.688 12.689 - 19.208 1990 1999 2008 Número de cabeças 2 - 290 291 - 630 631 - 1.052 1.053 - 1.546 1.547 - 2.250 2.251 - 3.290 3.291 - 4.800 4.801 - 7.407 7.408 - 12.688 12.689 - 19.208