• No results found

Biomasse – en begrenset ressurs

In document Jordbrukets bidrag til bioøkonomien (sider 35-39)

A tilápia do Nilo é um peixe de água doce não nativo no Brasil, sendo introduzida no Brasil em 1952. Dentre as diversas espécies, constitui a mais utilizada para o cultivo, pois a mesma apresenta o melhor desempenho, especialmente dos machos. A espécie Oreochromis niloticus é um peixe de origem africana, consiste em um animal rústico e de carne saborosa e possui hábito alimentar planctófago e detritívoro. Em um período de seis a oito meses, este animal pode atingir de 400g a 600g. A reprodução precoce é a maior restrição ao seu cultivo, o que pode gerar superpovoamento de tanques. Porém, a utilização de peixes alevinos machos pode ser a solução para sanar este problema (SEBRAE, 2008). A Figura 5 ilustra a imagem de uma tilápia do Nilo da espécie Oreochromis niloticus.

Figura 5 – Tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus.

Fonte: MARTINS (2015).

Na atualidade, a tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), constitui a espécie de maiores índices de produção na aqüicultura nacional. Esse fato decorre devido às características relativas à rusticidade, genética, reprodução e potencialidade de mercado, sendo o filé a preferência de consumo da carne de tilápia no País, sendo, portanto, o principal produto comercializado pelas indústrias que beneficiam esta espécie (MONTEIRO, 2013). Acrescenta-se ainda que em termos mundiais, quando se trata de produção, há a estimativa de que a produção de tilápia duplique, passando de 4,3 milhões de t para 7,3 milhões de t por ano no período compreendido entre 2010 e 2030 (INFOPESCA, 2014).

3.3.2 Camarão

Na atualidade, o Camarão Cinza do Ocidente (Litopenaeus vannamei), espécie nativa da costa sul-americana do Pacífico, é cultivado em todos os países produtores do Ocidente. De maneira geral, apresenta taxa uniforme de crescimento; sendo considerada uma variedade de tamanho médio e de excelente aceitação nos mercados: americano e europeu. A carcinicultura do Brasil explora unicamente esta espécie que, confirmando suas características, adaptou-se bem aos ecossistemas costeiros do país. No ano de 2008, o L. vannamei participou com 16% da produção mundial de camarão cultivado (SEBRAE, 2008). A espécie L. vannamei, apresenta uma capacidade extraordinária de adaptar-se a uma variedade de condições das áreas costeiras tropicais e semitropicais dos continentes, compreendendo a primeira que se adaptou, com produção comercial, as águas de baixa salinidade ou oligohalinas, não somente no Nordeste do País, mas em diversos países do Sudoeste da Ásia, centro mundial produtor de camarão por excelência (REVISTA DA ABCC, 2015). A Figura 6 ilustra a imagem de camarões da espécie Litopenaeus

vannamei.

Figura 6 – Camarões, Litopenaeus vannamei.

O Ceará, atualmente, é o principal representante do País, sendo responsável por quase metade da totalidade da produção nacional de camarão. No ano de 2011, respondeu por 35 mil das 75 mil toneladas em todo o Brasil. O Estado é composto por 6.800 produtores, dos quais 70% são de micro e pequeno porte, 20% são de médio porte e apenas 10% de grande porte, gerando nessa atividade 20 mil empregos diretos (ANUÁRIO BRASILEIRO DA PESCA E AQUICULTURA, 2014). No interior da região Nordeste, a produção do camarão (Litopenaeus vannamei) já é uma realidade. Além do Ceará, os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Pernambuco correspondem os mais representativos pela quantidade de empreendimentos interiorizados e em plena produção (REVISTA DA ABCC, 2015).

3.4 Importância Nutricional e Consumo Per Capita do Pescado

Os peixes e os produtos provenientes da atividade pesqueira destacam-se em termos nutricionais de outros alimentos de origem animal. Afim de comparações, eles são constituídos por uma grande quantidade de micronutrientes como sais minerais e vitaminas: vitaminas lipossolúveis A, D e E, do complexo B (niacina e ácido pantotênico, por exemplo), sódio, potássio, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, cobre, selênio e, no caso dos peixes de água salgada, iodo. O teor de vitaminas e minerais sofre grandes variações dentro dos organismos aquáticos (LARSEN, EILERTSEN e ELVEVOLL, 2011; SARTORI e AMANCIO, 2012; ANUÁRIO BRASILEIRO DA PESCA E AQUICULTURA, 2014).

O pescado constitui de maneira geral uma pobre fonte de gorduras saturadas, carboidratos e colesterol. Porém, este consiste em uma fonte concentrada de proteína e de uma série de outros ácidos graxos essenciais. Os organismos marinhos constituem uma rica fonte em ácidos: eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA), fontes essenciais de ômega-3 e ômega-6, sendo identificados como os únicos alimentos que contém uma quantidade naturalmente elevada desses ácidos graxos. Isso decorre do fato de que o fitoplâncton marinho possui alta proporção de EPA e DHA, sendo, portanto, acumulado ao longo da cadeia alimentar. O consumo desses lipídios é comumente associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares e a funções importantes nas fases iniciais do desenvolvimento humano. Pesquisas sugerem que o EPA está relacionado com a interferência na produção de prostaglandina trombótica e tromboxano ou são

transformados em prostaglandinas antitrombóticas e devido aos estudos com os eicosanóides, tem-se conhecido suas ações vasculares e hemostáticas. Já o DHA, o maior constituinte da porção fosfolipídica de células receptoras, está altamente presente em grandes concentrações no tecido cerebral e na retina e tem sido demonstrado que está relacionado com o desenvolvimento do cérebro e da visão e da atividade neuronal. Além disso, estudos epidemológicos e pré-clínicos sugerem que o DHA pode ter ação protetora contra a demência, a doença de Alzheimer e a degeneração macular (VICENTAINER et al., 2000; LARSEN, EILERTSEN e ELVEVOLL, 2011; SARTORI e AMANCIO, 2012; ANUÁRIO BRASILEIRO DA PESCA E AQUICULTURA, 2014; FAO, 2014).

Dada a importância do valor nutricional do pescado como fonte de alimento para a saúde e qualidade de vida dos seres humanos é que podemos mencionar um pouco sobre o consumo per capita desse tipo de produto. A China, além de ser o maior produtor mundial é também o país que mais consome pescado no mundo. Somente no ano de 2010 a China consumiu em sua totalidade, 42,5 milhões de t de pescado, apresentando um consumo anual per capita de 31,9 Kg (INFOPESCA, 2014).

Já no Brasil, a média anual de consumo é de 10 Kg/habitante/ano e estima-se que no final deste ano possamos alcançar os 12 Kg anuais/habitante, o mínimo de consumo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Logo, podemos perceber que, cada vez mais, os brasileiros têm consumido produtos provenientes da pesca, que além de ser a proteína animal mais saudável, é também o mais consumido no mundo (ANUÁRIO BRASILEIRO DA PESCA E AQUICULTURA, 2014). A Figura 7 representa o consumo per capita versus a produção brasileira de pescado.

Figura 7 – Consumo per capita versus a produção brasileira de pescado.

Fonte: Anuário Brasileiro da Pesca e Aquicultura(2014).

Nesse contexto, a tilápia do Nilo e o camarão, assim como outros tipos de pescados, além de serem importantes fontes nutricionais para o organismo humano, constituem produtos alimentícios altamente perecíveis, sujeitos tanto a alterações bioquímicas quanto microbiológicas. Por isso, que ao longo dos anos estudos têm sido desenvolvidos com o objetivo de elevar a vida de prateleira de alimentos frescos. Daí a importância dos revestimentos comestíveis tanto como uma ferramenta tecnológica para atingir estes objetivos, como também uma alternativa a utilização de conservantes químicos.

In document Jordbrukets bidrag til bioøkonomien (sider 35-39)