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In document Jordbrukets bidrag til bioøkonomien (sider 42-48)

Pela análise do Gráfico 5 percebe-se que com o aumento da concentração de glicerol, de 0 para 0,2% (m/v) para a solução de quitosana 1% (m/v), o coeficiente de adesão (Wa) sofreu um decréscimo. Já o aumento da concentração de glicerol de 0

para 0,1% (m/v) para a solução de quitosana 1,5% (m/v), o coeficiente de adesão (Wa) mantêm-se sensivelmente constante, reduzindo-se de forma significativa quando ocorre um acréscimo de plastificante. Além disso, também se observa neste Gráfico que à medida que se eleva a concentração de glicerol, de 0 para 0,1% (m/v) para a solução de quitosana 2% (m/v), ocorre um acréscimo abrupto no coeficiente de adesão (Wa), reduzindo de maneira significativa quando há um novo aumento da

concentração de plastificante.

De maneira geral, o coeficiente de adesão aumenta com a concentração do polímero e diminui com o aumento da concentração do plastificante (Ver Gráfico 5). Segundo Han e Gennadios (2005), a adição de plastificantes à solução de revestimento promove uma maior flexibilidade, elasticidade, melhora as propriedades mecânicas e, conseqüentemente, reduz as forças atrativas intermoleculares, melhorando a adesão da superfície a ser revestida. Porém, neste caso, de uma forma geral, o acréscimo de plastificante ocasionou uma redução do coeficiente de adesão (Wa). Isso se deve provavelmente ao fato de os filés de tilápia do Nilo ser bastante ricos em água, daí a razão de um maior valor da componente polar em relação à dispersiva. No entanto, deve-se ressaltar que o efeito da menor adesão para as soluções 1,0 e 1,5% (m/v) é minimizado pelos seus menores coeficientes coesivos (Ver Gráficos 5 e 6).

Gráfico 5 – Variação do coeficiente de adesão (Wa) dos revestimentos de quitosana,

em filés de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), em função das concentrações de glicerol e quitosana, à temperatura de 20ºC.

Fonte: Próprio Autor.

Os resultados obtidos no Gráfico 5 estão condizentes com o teste de Tukey para os valores do coeficiente de adesão dos revestimentos de quitosana em filés de tilápia do Nilo presentes na Tabela 15 abaixo.

Tabela 15 – Testes de Tukey para os valores do coeficiente de adesão dos revestimentos de quitosana em filés de tilápia do Nilo.

Solução Quitosana (m/v) Glicerol (m/v) Wa a 1 1,0 0,0 100,395 ± 3,55 a 2 1,5 0,0 100,099 ± 3,06 a 3 2,0 0,0 95,866 ± 2,82 bc 4 1,0 0,1 98,871 ± 3,06 ac 5 1,5 0,1 100,173 ± 3,60 a 6 2,0 0,1 103,826 ± 2,36 d 7 1,0 0,2 95,784 ± 3,11 b 8 1,5 0,2 95,557 ± 2,97 b 9 2,0 0,2 99,279 ± 2,98 a a Os valores apresentados são as médias ± desvio padrão (n=180, in- tervalo de confiança de 95% a 20,0 ± 1ºC). Letras diferentes indicam diferença estatisticamente significativa (teste de Tukey, p<0,05). Fonte: Próprio Autor.

De acordo com a Tabela 15, a solução 4 é estatisticamente semelhante (p<0,05) as soluções 1, 2, 5 e 9. A solução 6 apresenta um Wa superior as demais

soluções, sendo estatisticamente diferente (p<0,05) perante todas estas. Este fato é corroborado com o Gráfico 5. Em contrapartida, o seu Wc é o mais elevado dentre

as demais (ver Tabela 16).

À semelhança do gráfico anterior, o Gráfico 6 representa a variação do coeficiente de coesão (Wc) dos revestimentos de quitosana em função da concentração do plastificante.

Gráfico 6 – Variação do coeficiente de coesão (Wc) dos revestimentos de quitosana,

em filés de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), em função das concentrações de glicerol e quitosana, à temperatura de 20ºC.

Fonte: Próprio Autor.

Pela análise do Gráfico 6 percebe-se que com o aumento da concentração de glicerol, de 0 para 0,1% (m/v), para a solução de quitosana 1%, (m/v) o coeficiente de coesão (Wc) sofre uma redução, elevando-se, posteriormente, com uma nova

que se eleva a concentração de glicerol, de 0 para 0,1% (m/v) para as soluções de quitosana 1,5 e 2% (m/v), ocorre um acréscimo no coeficiente de coesão (Wc),

sendo a elevação mais notória para a solução de quitosana 2% (m/v). Pode-se ainda inferir que, o aumento da concentração do plastificante de 0,1 para 0,2%, para as soluções 1,5 e 2,0%, acarreta uma diminuição no coeficiente de coesão (Wc).Este dado é bastante relevante, uma vez que, enquanto as forças adesivas promovem o espalhamento do líquido na superfície sólida, as forças coesivas promovem a contração.

Nesse contexto, é importante inferir que o revestimento de 1,0% (m/v) de quitosana, de maneira geral, apresenta coeficientes de coesão inferiores quando comparados com as soluções de quitosana 1,5 e 2,0% (m/v). Logo, é perceptível neste Gráfico 16 que, de um modo geral, conforme eleva-se a concentração do polímero, o coeficiente de coesão também aumenta. Esse fato corrobora com a Tabela 16, a qual representa o teste de Tukey para os valores do coeficiente de coesão dos revestimentos de quitosana em filés de tilápia.

Tabela 16 – Teste de Tukey para os valores do coeficiente de coesão dos revestimentos de quitosana em filés de tilápia do Nilo.

Solução Quitosana (m/v) Glicerol (m/v) Wca

1 1,0 0,0 113,960 ± 2,38 abd 2 1,5 0,0 114,820 ± 3,04 ab 3 2,0 0,0 114,560 ± 4,83 ab 4 1,0 0,1 110,480 ± 1,37 c 5 1,5 0,1 115,970 ± 0,98 b 6 2,0 0,1 119,950 ± 1,70 e 7 1,0 0,2 111,400 ± 2,18 cd 8 1,5 0,2 112,170 ± 3,02 acd 9 2,0 0,2 114,900 ± 3,65 ab

a Os valores apresentados são as médias ± desvio padrão (n=180, in- tervalo de confiança de 95% a 20,0 ± 1ºC). Letras diferentes indicam diferença estatisticamente significativa (teste de Tukey, p<0,05). Fonte: Próprio Autor.

De acordo com a Tabela 16, a solução 4 é estatisticamente diferente (p<0,05) em relação as soluções 1, 2, 3, 5, 6 e 9. Porém, é estatisticamente semelhante (p< 0,05) em comparação com as soluções 7 e 8. Apesar da igualdade estatística com as soluções 7 e 8, a solução 4 é a que apresenta o menor coeficiente de coesão em relação as demais soluções. Esse fato é comprovado ao observar o Gráfico 6.

O Gráfico 7 apresenta os resultados obtidos para o coeficiente de espalhamento (Ws) para as nove soluções de quitosana testadas em filés de tilápia

do Nilo (Orechromis niloticus).

Gráfico 7 – Variação do coeficiente de espalhamento (Ws) dos revestimentos de quitosana, em filés de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), em função das concentrações de glicerol e quitosana, à temperatura de 20ºC.

Fonte: Próprio Autor.

Pela análise do Gráfico 7 percebe-se que com o aumento da concentração de glicerol, de 0 para 0,1% (m/v) para a solução de quitosana 1,0 % (m/v), o coeficiente de espalhamento (Ws) sofre um acréscimo. Porém, logo após um novo acréscimo de

plastificante, de 0,1 para 0,2% (m/v), ocorre uma diminuição do coeficiente de espalhamento (Ws) para a solução 1,0% (m/v) de quitosana. Pode-se ainda inferir neste Gráfico 7 que o incremento de glicerol, de 0 para 0,2%, para a solução de quitosana 1,5%, ocasiona uma sensível redução no coeficiente de espalhamento (Ws). Em contrapartida, a solução 2,0% de quitosana apresenta um comportamento

oposto, pois esse incremento de plastificante eleva o coeficiente de espalhamento (Ws).

Os resultados apresentados no Gráfico 7 corroboram com o teste de Tukey realizado para os valores do coeficiente de espalhamento dos revestimentos de quitosata em filés de tilápia presentes na Tabela 17.

Tabela 17 – Teste de Tukey para os valores do coeficiente de espalhamento dos revestimentos de quitosana em filés de tilápia do Nilo.

Solução Quitosana (m/v) Glicerol (m/v) Ws a 1 1,0 0,0 -13,565 ± 3,55 bd 2 1,5 0,0 -14,721 ± 3,06 ab 3 2,0 0,0 -18,694 ± 2,82 c 4 1,0 0,1 -11,609 ± 3,06 d 5 1,5 0,1 -15,797 ± 3,60 abc 6 2,0 0,1 -16,124 ± 2,36 abc 7 1,0 0,2 -15,616 ± 3,11 ab 8 1,5 0,2 -16,613 ± 2,97 ac 9 2,0 0,2 -15,621 ± 2,98 ab

a Os valores apresentados são as médias ± desvio padrão (n=180, in- tervalo de confiança de 95% a 20,0 ± 1ºC). Letras diferentes indicam diferença estatisticamente significativa (teste de Tukey, p<0,05). Fonte: Próprio Autor.

Ao analisar a Tabela 17 é possível observar que a solução 4 apresenta o maior Ws em relação a demais soluções, sendo estatisticamente diferente (p<0,05) em relação as soluções 2, 3, 5, 6, 7, 8 e 9. Infere-se ainda que as soluções 1 e 4 são estatisticamente semelhante (p<0,05) e apresentam o maior Ws dentre as outras

composições testadas. Logo, estas composições de revestimentos são as que otimizam a capacidade molhante dentre as soluções analisadas.

De maneira geral, ao observar a Tabela 17, percebe-se que o coeficiente de espalhamento (Ws) diminui com o aumento das concentrações de quitosana e de glicerol para a superfície estudada. Segundo Pinheiro et al. (2010), o incremento de plastificante à solução confere uma maior flexibilidade e elasticidade da solução de revestimento melhorando a adesão da superfície a ser revestida. No entanto, neste estudo, o acréscimo de glicerol teve um efeito negativo, não afetando de forma significativa nos valores de Ws, provavelmente em virtude da superfície do filé tilápia

possuir uma elevada componente polar. Souza et al. (2010) ao estudar os efeitos dos revestimentos a base de quitosana em salmão (Salmo salar) também verificou esse fato, porém utilizando o tensoativo Tween 80.

In document Jordbrukets bidrag til bioøkonomien (sider 42-48)