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2. Teori og tidligere forskning

2.2 Bilder som språk og verktøy for kommunikasjon

Além dos projetos de grande dimensão relatados ao longo do presente capítulo, o NCE, sem abrir mão de sua orientação epistemológica, envolveu-se em uma série de projetos de menor âmbito, voltados para o atendimento de demandas educativas junto ao terceiro setor e ao setor privado. Faremos uma alusão sucinta a cada uma destas iniciativas.

1.2.5.1 Educom.Saúde

O Educom.Saúde foi outro projeto educomunicativo do NCE de âmbito municipal, dessa vez desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Pode ser resumido como um curso de formação de gestores em educomunicação em saúde, o que o aproxima mais da área de intervenção conhecida como educação para a comunicação.

Sua duração foi de pouco mais de três meses e cinqüenta gestores participaram do processo formativo99 que enfocou: (1) interlocução entre promotores e usuários dos serviços de saúde, (2) relacionamento com as mídias, (3) produção midiática e (4) projetos de difusão (ALVES, 2002).

A metodologia básica que orientou o projeto Educom.rádio serviu como suporte para articular o educom.saúde, no que se refere à divisão dos cursistas em núcleos formativos (macro-regiões), ao caráter vivencial do estudo das mídias (prática de produção) e à avaliação baseada no cumprimento da tarefa de planejar projetos-piloto a serem implementados no ano seguinte. De forma semelhante ao Educom.rádio, o Educom.saúde foi descontinuado após a sucessão municipal paulistana de 2004-2005.

Apesar de sua não-continuidade e da falta de uma avaliação mais profunda sobre os resultados alcançados, consideramos o Educom.saúde como uma iniciativa merecedora de um estudo minucioso, uma vez que a interface inovadora Comunicação-Educação-Saúde é uma vertente ainda pouco explorada pelos projetos de intervenção comunicativos e educomunicativos junto ao poder público.

99

Além disso, pela falta de elementos documentais ou de um enfoque mais centrado na abordagem tecnológica a mediação, esse projeto não será referenciado com maior atenção no presente estudo.

1.2.5.2 Tô de olho.TV

Esse projeto pode ser considerado um desdobramento direto do Educom.TV, configurando-se na disponibilização de um espaço virtual interativo — o site http://www.usp.br/todeolho — para alunos de escolas de ensino fundamental e médio, e também professores da rede pública estadual.

O site disponibilizava sete seções interativas, assim denominadas: (1) Inscreva-se, (2) Quadro a Quadro, (3) Bate-Boca, (4) Cenas em Trânsito, (5) Encontro Marcado, (6)

Blog com Tânia e (7) Oficina da Palavra.

Os participantes poderiam publicar suas opiniões de maneira síncrona (chats) ou assíncrona (fóruns), acessar conteúdos postados e ainda realizar atividades propostas por um moderador (ALVES, 2002).

O assunto do site, como não poderia deixar de ser, era a televisão e suas produções, que serviam como ponto de partida para debates e discussões. Embora ainda esteja disponível on-line, as últimas contribuições registradas no site datam de 2004.

Embora se constitua num caso claro de MTE, vale o comentário do subitem anterior, o que nos leva a considerar essa iniciativa como meritória de uma pesquisa mais acurada.

1.2.5.3 Educom .CSL (Colégio São Luís)

Um dos colégios privados mais tradicionais da capital paulistana, fundado por padres jesuítas ainda no século XIX, o Colégio São Luís abriu a seus alunos e professores a possibilidade de trabalho com a linguagem radiofônica. O formato escolhido para encampar essa atividade foi a montagem de uma rádio interna, definida pela legislação como rádio restrita100, cuja implantação contou com a assessoria pedagógica e tecnológica do NCE.

100

A formação básica — cujos temas foram trabalhados a partir de uma ótica educomunicacional — teve lugar no ano de 2006, e dela participaram alunos, desde a sétima série do ensino fundamental até a terceira série do ensino médio, assim como professores que aderiram voluntariamente à proposta. Segundo as informações constantes no site da instituição:

“Em 2007, a Rádio é utilizada pelos alunos do Projeto Imprensa, que realizam a cobertura de eventos do CSL e produzem programas jornalísticos e de entretenimento para os demais alunos (…). Na realização de eventos internos, a Rádio São Luís é utilizada pelo grupo do Grêmio Estudantil, que entrevista os participantes, diverte o público e toca músicas” (http://www.saoluis.org/projetos/radio-sao-luis).

A experiência educomunicativa da Rádio São Luís propiciou uma oportunidade para que o NCE testasse os pressupostos educomunicativos dentro de um universo nitidamente distinto daquele em que realizara a maioria de seus projetos (setor público). A boa aceitação da proposta — que ainda carece de uma avaliação mais sistematizada — pode ajudar a expandir o campo de atuação profissional dos educomunicadores101.

1.2.5.4 Educom.Fundhas

A Fundação Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS, atuante desde 1997, pode ser descrita como:

“o maior projeto social de São José dos Campos na atualidade. A partir de 2001, passou a atender mais de quatro mil crianças e adolescentes, dos 7 aos 18 anos, de famílias que possuem baixo nível de escolaridade e sócio-econômico, residem nas periferias e em condições precárias” (TAJRA: 2002, 71).

Entre os objetivos prioritários declarados da entidade estão: (1) garantia de serviços sociais básicos (educação, alimentação, saúde e transporte), (2) orientação pedagógica e (3) encaminhamento profissional. No ano de 1998, com o desenho de seus primeiros projetos de inclusão digital, a FUNDHAS iniciou um trabalho na área de MTE, com ênfase no uso de computadores e, um pouco depois, da Internet.

101

Embora, em nossa opinião, ainda seja prematuro estabelecer um vínculo entre esse campo emergente e o mercado de trabalho.

É interessante notar que, nessa fase inicial de implantação das tecnologias digitais, a fundação recebeu apoio logístico, técnico e pedagógico da Kidlink, uma organização multinacional sediada na Noruega, cuja especialidade é assessorar a implantação de redes educacionais de computadores e oferecer conteúdo educativo on-line.

As atividades do Educom.fundhas tiveram início em agosto de 2006 com a promoção de um seminário dirigido, prioritariamente, aos jovens adolescentes atendidos pela fundação. O evento em si já constituiu um exercício prático do modus operandi da educomunicação, uma vez que a condução, relatoria e encaminhamento ficaram sob a responsabilidade dos próprios estudantes.

No ano seguinte, três das vinte e três unidades da fundação ganharam a infra- estrutura (espaço, equipamento, formação) de uma rádio educativa, registrando uma produção crescente de programas criados e realizados pelos jovens.

O Educom.fundhas é um projeto em franco desenvolvimento, o que implica em muitas perspectivas — e expectativas — quanto ao seu desenrolar. A natureza não- governamental da mantenedora (associação filantrópica) indica uma vertente possível de incremento das políticas públicas sem a intervenção direta do Estado.

Uma questão que deve surgir, mais cedo ou mais tarde, é a aproximação necessária entre os projetos educomunicativos que usam o rádio e a base já instalada de tecnologias digitais gerida pela instituição. Caso o investimento nos princípios norteadores da educomunicação se consolide, conforme é esperado, é bem provável que essas duas frentes de trabalho venham a se unificar.

O que se afirmou a respeito dos projetos anteriores e, de forma ainda mais justificada, neste último caso, é a centralidade assumida pela questão da MTE nas parcerias educomunicativas do NCE.

Assim, propositalmente, omitimos desta apresentação sintética (representada esquematicamente no quadro 14), o curso on-line “Formação Continuada em Mídias na Educação”102, o qual representa, sem dúvida, a experiência mais relevante do NCE no que toca à MTE103.

102

Ver quadro 03 na Introdução desta tese. 103

Esta afirmação é válida para o momento histórico no qual se escreve esta tese: a demanda crescente por educação a distância (ou educação virtual interativa, como preferem alguns) tende mudar esse panorama

Acreditamos, até este ponto, ter oferecido ao leitor uma boa noção dos conceitos e da história da práxis educomunicativa, de modo a deixar o mínimo possível de dúvidas sobre (1) nossos pressupostos epistemológicos; (2) a terminologia que usaremos em nossa análise104 e (3) nossos objetivos quanto à finalidade da presente pesquisa.

Dedicaremos o próximo capítulo à exposição do cerne de nossa problemática.

Educom .saúde TÔdeOLHO.TV Educom .CSL Educom .FUN DH AS

Ent idades

parceiras: SMS- SP ( CVS

105) e

FUSP106 ( NCE) . SEE- SP e NCE. Colégio São Luiz e NCE. Fundação Hélio Augusto de Souza e NCE.

Período: Set em bro a

dezem bro de 2004. 2002- 2003. 2006- 2007. 2006- 2008.

Dem anda

at endida: 50 profissionais de vigilância sanitária m unicipal de São Paulo. Alunos e professores de cerca de 80 escolas estaduais de São Paulo107. Alunos e professores do ensino m édio e fundam ental do CSL. Adolescentes e educadores vinculados à Fundação.

N at ureza: interação presencial interação on- line interação presencial interação presencial

Est rut ura: Curso com 10 encontros sem anais tem áticos de 08 horas cada. Site interativo disponibilizado. Palestras e workshops tem áticos sobre educom unicação.

Sem inários (dois) e oficinas periódicas.

quadro 14: síntese geral dos demais projetos coordenados pelo NCE

104

Eventualmente, novos esclarecimentos serão agregados na medida em que os considerarmos necessários.

105

Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. 106

Fundação de apoio à Universidade de São Paulo. 107

Observou-se a inclusão, também, de algumas escolas privadas e de pelo menos três unidades do CEFAM (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério), programa de formação técnica de professores desativado em 2005.

CAPÍTULO II

MTE: A CONSTRUÇÃO DE UM