Na década de 1960, auge dos festivais amadores, já instalada no teatro de Alumínio, a SCASA passou a receber alguns artistas profissionais da cidade de São Paulo para dirigir atores e atrizes amadores. Foi o caso, por exemplo, de Adhemar
as coisas." (VEZZÁ, 2003, entrevista). Além de Marcia Vezzá fizeram parte do Clube Panelinha as atrizes Noreta e Ivone Vezzá e o diretor Roberto Caielli. Composto por familiares e pessoas ligadas pela Igreja, o grupo reforça os argumentos anteriores. Para saber mais a respeito do Clube Panelinha, ver Venâncio (2012).
120 Daniele Macedo, Sandro de Cássio Dutra e Vilma Lemos citam vários exemplos de líderes dos grupos
do ABC paulista entre as décadas de 1950 a 1970: "Diante de questões acerca da origem de seus grupos, os atores amadores quase sempre exaltam a iniciativa de um indivíduo em particular, como é o caso da SCASA – Sociedade de Cultura Artística de Santo André – liderado por Antônio Chiarelli em 1952 e, posteriormente, por Paschoalino Assumpção, em 1960; do grupo de Roberto Caielli, o Grupo Teatral Amador do Panelinha (PAN-WD, da década de 1960), também de Santo André; de Augusto Maciel, ligado ao Teatro Amador do Primeiro de Maio Futebol Clube (TAPRIM), em Santo André, cuja estreia ocorreu em 1967; do Grupo Cênico Regina Pacis, de São Bernardo do Campo, fundado por Antonio Assumpção em 1962. Jayme da Costa Patrão, João Fernandes, Plínio Turco, Milton Andrade, Carlos Rivani e muitos outros. Destacaram-se, ainda, no teatro amador local: o grupo de teatro do Centro Acadêmico de São Caetano do Sul, sob orientação do professor Dyrajaia Barreto, que, em 1963, assumiu o nome Grudyba, em homenagem ao professor; o Grupo Teatral Scala, liderado por Hortência Rodrigues e Richards Paradizzi e Grumasa (Grupo Maria Salete), ligado ao Colégio Estadual de Vila Barcelona." (CARVALHO, p. 11, 2005) "Na década de 70, também surgem novos grupos de teatro amador na cidade, com o MCTA (Movimento Cultural, Teatral e de Artes), fundado por Carlinhos Lira e do Grupo Labore de Teatro, resultante de ex-integrantes do grupo A Turma, que encerrara suas atividades". (MACEDO; DUTRA; LEMOS, 2013, p. 37).
121 "[...] o público, muitas vezes formado por familiares, colegas e amigos dos artistas mostra-se
comumente como sendo um público generoso, leigo e pronto a corresponder às expectativas dos atores. É uma plateia que assiste aos espetáculos preocupada com o ator que lhe é familiar, atentando para as suas entradas e saídas de cena, com o tempo que permanece no palco, com a importância do papel do seu personagem, com o seu figurino e com as suas falas. Se não ocorrer nenhum imprevisto com os atores, eles serão celebrizados pelo seu público. Caso aconteça algo não programado, durante a encenação, ou a interpretação ainda seja principiante, aquele público desconsiderará, exaltando apenas aquilo que pareceu bom. O público familiar e solidário é um elemento primordial para a continuidade das produções cênicas amadoras, não só porque o teatro não existe sem ele, mas também por ser um motivador vibrante e excitante para o grupo" (idem, p. 47).
122 Segundo a atriz Dilma de Melo, que durante um tempo fez parte do Grupo Cênico Regina Pacis:
“Inicialmente era um grupo um pouco menor dentro da paróquia, mais ligado às atividades de jovens, a catequizar, a atrair as crianças. Eu me lembro de uma pequena pecinha que a gente montou para atrair a criançada para o catecismo. Foi uma comédia, uma brincadeira que se passava na sala de espera de um dentista, com aquela criançada entrando e saindo, não querendo ser atendida, mandando o irmão no lugar. Existia um pequeno embrião de jovens interessados no teatro. E tinha, no caso, a liderança do Antonio, que gostava muito de teatro” (DILMA apud VENÂNCIO, 2012, p. 42).
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Guerra que dirigiu, em 1964, o espetáculo Gente como a Gente, de Roberto Freire123. O ator Antônio Petrin contou sobre sua entrada nessa montagem:
Eu fui na cara de pau fazer esse teste no Teatro de Alumínio, com o diretor chamado Adhemar Guerra. Eu e a minha mulher acabamos entrando para esse elenco da SCASA. Claro que eu me sentia como se estivesse ingressando na Broadway, tal era o nível que já estava estabelecendo para mim, mas eu era um trabalhador já, eu trabalhava na indústria, como desenhista, então eu tinha as minhas dificuldades. Mas, enfim, acabei sendo contratado. Eu falo como se fosse hoje, convidado para fazer parte daquele elenco. Depois, terminada essa peça, um ano depois, que foi um sucesso extraordinário, uma coisa fora do comum o sucesso que foi essa peça. (PETRIN, 2003, entrevista).
Por conta dessa experiência o diretor Adhemar Guerra incentivou alguns dos artistas a estudarem na EAD a fim de buscarem a profissionalização. Antônio Petrin, Analy Alvarez e Alexandre Dressler aceitaram a sugestão e juntaram-se a Anibal e Sônia Guedes para estudar na EAD com as bolsas conquistadas nas premiações dos festivais.
Empolgados com o ambiente da EAD, os artistas andreenses passaram a cogitar a possibilidade de formar um grupo profissional no ABC paulista. Em 1967 essa ideia foi intensificada e estimulada por Heleny Guariba, professora da escola de teatro. Segundo Silva:
Heleny Guariba, como toda a geração universitária da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP no início dos anos 60, havia acompanhado intensamente o movimento de renovação teatral que se dera em torno dos grupos Arena e Oficina. Indo para a Europa em 1964, tivera a oportunidade de frequentar os teatros subvencionados franceses nas Casas de Cultura, o Theatre de la Cité, de Roger Planchon, e o Berliner Ensemble. Havia também representado o Brasil no colóquio do Festival de Avignon, de 1967, sobre política cultural dos municípios. Trazia, na volta, forte impressão de que, “para ver bons espetáculos, era necessário ir aos subúrbios”, e estava disposta a tentar uma experiência na Grande São Paulo. O encontro com o grupo de atores de Santo André, imbuído do mesmo propósito, concretizava um ponto de partida (SILVA, 1991, p. 45).
Da parceria entre Guariba e os atores amadores andreenses que estudavam na EAD, nasceu o Grupo de Teatro da Cidade (GTC). Articulando-se por meio da SCASA, buscaram apoio na prefeitura de Santo André/SP e conquistaram subvenção de 7 mil cruzeiros destinados a montagem de Jorge Dandin, obra de Molière que marcou a
123 Além de Adhemar Guerra, vale citar as presenças de Roberto Vignatti e Jonas Bloch como diretores
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estreia da Companhia recém fundada124. Associando-se à instituição públicas e privadas com vistas a fomentar o teatro na região125, pode-se dizer que a montagem de Dandin foi um sucesso: cumpriu um mês de temporada e contou com aproximadamente 7000 espectadores nas 34 apresentações realizadas no Teatro de Alumínio. Além disso, o espetáculo repercutiu nos jornais da cidade e de São Paulo bem, sendo também premiado na capital paulistana (Heleny Guariba foi premiada como "Revelação de Direção" pela Associação Paulista de Críticos Teatrais e Flávio Império ganhou o prêmio "Governador do Estado" de Melhor Figurino).
A reverberação positiva animou não só os integrantes do grupo, mas também a Secretaria de Educação e Cultura de Santo André que, além da inauguração do Teatro Municipal, prometeu ampliação de verbas para que a GTC pudesse oferecer cursos de interpretação, técnica e história teatral. O êxito levou-os aos preparativos da próxima montagem, A Ópera dos três vinténs, de Bertolt Brecht. Entretanto o entusiasmo foi arrefecido pelo Ato Institucional nº 5. Heleny Guariba se afastou do grupo ainda em 1968 para aproximar-se da luta contra a ditadura e ficou presa entre 1970 e 1971. Desapareceu logo após ser libertada e nunca mais houve qualquer notícia a seu respeito.
Após as dificuldades impostas pelo afastamento de Guariba, pelo clima repressivo instaurado após o AI 5 e pelo atraso na entrega do Teatro Municipal de Santo André/SP (que lhes deixava sem sede), no final de 1969 o GTC retomou as atividades transitando por auditórios de colégios, clubes de bairro, associações, bem como no teatro do SCASA (que havia perdido temporariamente o Teatro de Alumínio) e no recém inaugurado Teatro Conchita de Moraes. Nessas casas apresentou os espetáculos O noviço (de Martins Pena), Cidade Assassinada (de Antonio Callado), O Barbeiro de Sevilha (de Beaumarchais)126 e o infantil Pop, a garota legal (de Ronaldo Ciambroni).
124 Jorge Dandin foi o texto selecionado por Heleny Guariba para a primeira montagem do GTC. Apesar
de os intérpretes ficarem decepcionados com a escolha (por julgarem ser “ultrapassado”), Guariba defendeu a ideia por acreditar ser fundamental encenar um texto com linguagem acessível e que pudesse ser assistido e compreendido pelo maior número possível de espectadores. Para saber detalhes da montagem de Jorge Dandin, bem como dos outros espetáculos do GTC, ver: Silva (1991).
125 Segundo Heleny Guariba: “O que o nosso grupo está procurando criar é um núcleo local de cultura que
venha nutrir não só o público já existente e que frequenta São Paulo, mas estender o teatro ao público potencial que existe na cidade. Nós pretendemos apresentar um teatro de nível igual ao que estão acostumados a ver, e ao mesmo tempo, partir para a conquista de grande parcela da população que ficou marginalizada das atividades culturais” (GUARIBA apud SILVA, 1991, p. 48. Entrevista concedida em 1968 à ELA – Suplemento Feminino do Jornal News Seller).
126 O Barbeiro de Servilha foi apresentado também na capital paulista e foi sucesso de crítica. “A surpresa
ocorreu quando a critica de São Paulo, descobrindo O Barbeiro numa curta e vazia temporada do teatro Itália fez dele um dos espetáculos mais elogiados do ano [...]. O reconhecimento da crítica iria ser ratificado na proclamação dos melhores do ano, quando Dyonísio Amadi recebe o prêmio Revelação de Direção e Luiz Parreiras o de Revelação de Figurinista, atribuídos pela [...] APTC. Além disso, a mesma
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A partir de 1971, com a inauguração do Teatro Municipal, o GTC passou por uma importante fase de consolidação com as montagens de Guerra do cansa cavalo (de Osmar Lins), Mirandolina (de Goldoni), Aleijadinho, aqui agora, (dramaturgia coletiva) e O evangelho segundo Zebedeu (de César Vieira). No Teatro Municipal de Santo André, o GTC atingiu seu auge: contando com um espaço bem estruturado de apresentação e ensaio127, subvenção municipal e bilheteria expressivas128, pôde contratar diretores, técnicos e artistas profissionais de São Paulo para criarem os espetáculos junto com os membros do coletivo129.
Ao final de 1973 o grupo foi à Colômbia participar do V Festival Latino Americano de Teatro e a aproximação com o coletivo Teatro Experimental de Cali implicou num redirecionamento nos rumos do GTC. Entre 1974 e 1978, mais maduro, o grupo andreense tentou ampliar seu repertório, sua linguagem artística, público e locais de apresentação etc. Além de experimentar a dramaturgia coletiva, buscou explorar uma linguagem mais simbólica. Dessa redefinição estética resultou a peça A Heróica Pancada (que não chegou a ser encenada devido a censura). Além desse trabalho, o grupo montou: O Incidente no 113 (de Nelly Vivas), que chegou a cumprir temporada em São Paulo e, apesar de não ter alcançado êxito de bilheteria, foi bem recebido pela crítica paulistana; Mumu, a Vaca Metafísica (de Marcílio Moraes), apresentado no II Festival Internacional de Teatro organizado por Ruth Escobar e esteve entre os dez espetáculo mais expressivos de 1976 (SILVA, 1991); Don Perlimplin com Belisa em seu Jardim (de Garcia Lorca), apresentado no Teatro de Arena, em São Paulo, mas sem grande repercussão. Apesar da intensa produção artística, em 1978, inesperadamente, o grupo perdeu a subvenção municipal e se desfez.
Investigar a trajetória do GTC significa refletir sobre o teatro profissional de arte no ABC antes da década de 1980. Embora alguns coletivos contassem com a presença
Associação vota uma Menção especial ao Grupo Teatro da Cidade pelo trabalho de descentralização teatral” (SILVA, 1991, p.70).
127 O Teatro Municipal de Santo André possuía boa estrutura técnica. Além do GTS, abrigou elencos
profissionais que vinham de São Paulo: recebeu as estreias nacionais de O Homem de La Mancha, com Paulo Autran e Bibi Ferreira (1972), Casa de Bonecas, com Tônia Carrero (1973), Coriolano, também com Paulo Autran (1974) e Tome conta de Amelie, com Maria Della Costa (1975).
128 A título de exemplo cabe citar o espetáculo Guerra do cansa cavalo que cumpriu temporada no Teatro
Municipal de 67 apresentações e recebeu, ao todo, em torno de 22.500 espectadores (SILVA, 1991, p. 80).
129 Embora Antônio Petrin, integrante do GTC, tenha dirigido muitas das encenações do grupo, alguns
encenadores paulistanos também assumiram essa função (o que também se deu com cenógrafos, figurinistas e iluminadores). Quanto aos atores e atrizes, além dos já citados estudantes da escola de teatro, fizeram parte da trajetória do coletivo outros artistas do ABC que cursaram EAD, ao lado de amadores que tinham a intenção de profissionalizar-se.
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de diretores profissionais da capital paulista, isso não lhes subtraía a condição amadora, afinal, os artistas tinham suas atividades remuneradas nas fábricas, empresas e comércios da região, deixando a arte para os horários de lazer e descanso. O GTC foi o único grupo conhecido que ousou profissionalizar-se. Suponho que algumas especificidades permitiram-lhe levar adiante suas expectativas e desenvolver vasta produção ao longo de uma década, a saber: a presença de Heleny Guariba no início do projeto, professora da EAD, artista inquieta e gabaritada no universo do teatro paulistano; a clareza dos integrantes do grupo na defesa da descentralização teatral; o forte vínculo com a SCASA (associação com muita tradição na cidade), que lhe conferia raízes sociais profundas; o apoio Secretaria de Cultura e da Prefeitura de Santo André que garantiu ao grupo proteção financeira significativa e o desobrigou de gerar seus próprios recursos130; a intensa interlocução (construída por meio do convívio na EAD) estabelecida com instituições e profissionais paulistanos, bem como com grupos inovadores como o Teatro de Arena e o Teatro Oficina e o fato de a Secretaria de Educação ter incentivado o teatro, e as artes em geral, nas escolas, o que garantiu um público fiel ao GTC durante toda a sua trajetória131 etc.
A formação do GTC na década de 1960 – somada à efervescência dos festivais amadores do ABC – culminou em outro passo importante para a profissionalização dos artistas da região: a criação da escola de teatro na Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS), em 1968. Aliás, grande parte dos professores da escola eram membros do GTC (Antônio Petrin, Dilma de Melo, Dionísio Amadi, Timochenco Wehbi, José Aramando Pereira da Silva etc.) e, por isso, apesar de se inspirarem no modelo de ensino da EAD, a FASCS foi fundada encampando o discurso de descentralização e de
130 Vez ou outra o grupo também recebia verbas estaduais e federais em programas de apoio à atividade
teatral (SILVA, p. 110, 1991).
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O contato dos estudantes com espetáculos teatrais (não só do GTC, mas também dos elencos amadores da região e dos profissionais que vinham de São Paulo) alimentou o desejo de alguns jovens em fazer teatro. A atriz Sueli Vital, ainda criança, nos anos 1970, foi levada pela escola para assistir ao espetáculo O Barbeiro de Sevilha do GTC e comentou sobre a experiência: “Foi arrebatador! Sabe, uma coisa de... ‘Nossa!’. Entrar, sentar naquelas cadeiras, as luzes se apagarem e aí, de repente, ilumina o palco e os atores começam a contar aquela história que eu não conhecia. Eu me lembro assim que era cada palavra, cada gesto. Eu tenho uma lembrança muito forte disso. E eu saio dessa apresentação, com 11 anos de idade, dizendo: ‘Ai, eu quero fazer isso! O que eu vou fazer da minha vida? Eu vou fazer teatro!’. E isso foi mobilizando a minha história. Não de teatro, porque na época eu não conhecia ninguém do teatro. Mas à medida que eu fui crescendo eu comecei a entrar em contato, comecei a ir assistir aos espetáculos de teatro, aos festivais, aos festivais de música também e daí eu comecei a conhecer as pessoas da área das artes. (VITAL, 2011, entrevista). Muitos relatos de atores e atrizes do ABC reforçam a importância da interlocução entre a escola e o teatro feito na região e, inclusive, alguns grupos amadores surgiram por conta do interesse despertado nessas ocasiões.
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popularização da cultura132. Embora a FASCS tenha sido uma escola livre de teatro até meados de 1983 – ano em que o ensino profissional de teatro passou a vigorar na instituição –, desde sua fundação ela significou uma possibilidade real de aprendizado para aqueles que, sem condições econômicas de ir a São Paulo, tinham o desejo de profissionalizar-se ou de aprofundar-se na linguagem cênica133. Por meio de oficinas, cursos, workshops e montagens os aprendizes tinham aulas práticas e teóricas de teatro, assim como mantinham contato direto com professores experientes da área. Essa imersão fez com que alguns artistas da escola seguissem pelos caminhos do teatro profissional, entre eles vários participantes da Cia. Artehúmus de Teatro134. O GTC representou um passo além do teatro amador de origem católica, todavia, seu fim demonstra os limites para o teatro profissional de arte na região. Apesar de ter nascido do dinamismo e da força do teatro amador no ABC, isso não foi o bastante para que o GTC lograsse êxito no teatro profissional de arte na década de 1980. Apesar disso, o legado da FASCS marca na trajetória do grupo uma contribuição à indelével: a partir de uma tradição específica, fundou uma matriz que interfere até hoje na definição dos limites e possibilidades do teatro na região.