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Coordenação: Anabela Sousa Pereira, Departamento de Educação, CIDTFF

Este simpósio integra um conjunto de investigações que partilham como objectivo a investigação e intervenção em diferentes etapas de vida, visando alertar para os grandes desafios que se colocam à Psicologia da Saúde na sua área de intervenção na doença e na promoção da saúde. Em contexto hospitalar é apresentado um estudo que caracteriza as crianças nascidas pré-termo e refletir sobre os riscos do desenvolvimento psicomotor associados a variáveis médicas e demográficas. Ainda, no hospital são relatadas investigações que estudam a relação entre a espiritualidade e mindfullness em adultos que frequentam serviços de psiquiatria, bem como dado a conhecer os resultados de um programa de intervenção na saúde mental para a redução da sobrecarga e emoção expressa nos familiares de doentes com esquizofrenia. Por fim, em contexto de formação é realçada a necessidade de se investir na literacia em saúde visando um aumento do conhecimento nesta área, indispensável para a prevenção e tratamento de doença.

VARIÁVEISMÉDICASEDEMOGRÁFICASDECRIANÇASPRÉ-TERMO:

ALERTASPARAASAÚDEEDOENÇA

Ana Rita Bodas1, Joana Cotrim2, Joana Carvalho2, José C. Leitão1, & Anabela Pereira3 1DCDES, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; CIDESD; 2CHTMAD;

3Departamento de Educação, Universidade de Aveiro, CIDTFF

Recentemente os estudos têm salientado o aumento de risco das adversidades neonatais, sobretudo ao nível da idade de gestação e tipo de parto, com potenciais consequências no desenvolvimento mental desta população. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar

crianças nascidas pré-termo e refletir sobre os riscos do desenvolvimento psicomotor associados a estas variáveis.

Foram estudadas 77 crianças, de ambos os géneros (F= 40; M= 37), com idades de gestação entre 30 e 37 semanas (M= 34,6; DP= 1,9) que deram entrada no serviço de neonatologia de um Centro Hospitalar, cuja idade das mães na data do parto variava entre 19 e 46 anos (M=32,4; DP=5,4 ). Foi utilizado como instrumento de avaliação a grelha de análise do processo clínico, onde se registaram as varáveis médicas e demográficas.

Os resultados indicaram 35,1% de partos eutócicos e 64,9% de partos distócicos, exames neurológicos maioritariamente normais à data da alta e tempos de internamento entre 1 e 28 dias. Estes resultados demonstram a importância que o tempo de internamento e o tipo de exame neurológico para o desenvolvimento da saúde mental infantil e alertas para eventuais alterações nos procedimentos de avaliação psicomotora neonatal destas crianças. São sugeridas implicações para a prática clínica e para a promoção da saúde.

Palavras-Chave: Crianças, hospital, reprodução e saúde materno- infantil, promoção da saúde Ana Rita Silvestre Bodas

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Apartado 1013. 5000-801, Vila Real.

[email protected] 918708627

ESQUIZOFRENIA:INTERVENÇÃOFAMILIARNAREDUÇÃODASOBRECARGA

EEMOÇÃOEXPRESSA

Lara Pinho1, Anabela Pereira2, & Maria João Martins2 1Centro Hospitalar Baixo Vouga; 2Universidade de Aveiro, CIDTFF

A esquizofrenia é uma doença mental grave e crónica que atinge cerca de 1% da população mundial. O objetivo do estudo foi implementar um programa de intervenção psicoeducativo em familiares destes doentes e verificar a sua eficácia na redução da emoção expressa e da sobrecarga. A amostra foi constituída por 20 familiares (10 no grupo experimental e 10 no grupo de controlo). Foi utilizado o Questionário de Problemas Familiares (FPQ) a ambos os grupos, antes e após a intervenção. O grupo experimental foi sujeito a intervenções psicoeducativas multifamiliares enquanto que o grupo de controlo não teve qualquer intervenção. Dos resultados obtidos verificou-se a existência de uma sobrecarga objetiva e subjetiva elevada na amostra em estudo, em ambos os grupos, antes da aplicação do programa. Após a aplicação do programa constataram-se diferenças no grupo experimental relativamente a estes fatores, tendo a sobrecarga familiar diminuído. Relativamente à emoção expressa, antes da aplicação do programa, embora os resultados não tenham sido tão evidentes, houve uma redução do criticismo e aumento das atitudes positivas no grupo experimental. No grupo de controlo não se observaram diferenças no pré e pós teste em nenhum dos fatores. Estes resultados parecem indicar que existiram diferenças possivelmente potenciadas pelo programa, permitindo assim concluir a eficácia da aplicação deste tipo de intervenção, ao nível da diminuição da sobrecarga familiar e da emoção expressa. São referidas algumas implicações deste estudo para a prática clínica e para a intervenção junto dos familiares visando a promoção da saúde e o bem-estar destes indivíduos

Palavras-Chave: Família cuidadores doentes, hospital, avaliação da eficácia da intervenção, protecção da saúde

Lara Manuela Guedes de Pinho

Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, E.P.E. Rua do Lila, nº 3, fração C, Verdemilho - Aradas, 3810-427 Aveiro

[email protected] 916545031

ESPIRITUALIDADEE MINDFULNESS EMDOENTESPSIQUIÁTRICOS

Joao Pedro Silva& Anabela Pereira

Departamento de Educação, Universidade de Aveiro, CIDTFF

Comprovamos na nossa sociedade a proliferação de práticas de âmbito espiritual que reflectem a necessidade humana de se auto-actualizar ou até mesmo transcender – o que se pode designar de espiritualidade. Este constructo pode ser tido como complexo e multifacetado, tendo sido abordado em diferentes contextos – com especial enfoque nos seus efeitos psicológicos. Actualmente, existe alguma literatura a este respeito, no entanto, encontram-se poucas investigações que exploram este domínio na doença mental. Neste sentido, pretende-se com o presente artigo contribuir para a compreensão do papel da espiritualidade tido por utentes psiquiátricos. Como tal, parece pertinente abordar, de igual modo, o estado mindful enquanto um indicador da postura espiritual de doentes do foro mental. Amostra foi composta por 96 utentes, de ambos os géneros e com idades que variam entre os 21 e os 73 anos, do Serviço de Reabilitação Psicossocial do Hospital Magalhães Lemos, EPE; os quais responderam a um protocolo de investigação composto pelos seguintes instrumentos: a Escala de Espiritualidade (Pinto & Pais-Ribeiro, 2007) e o RICH (Nylicek & Teixeira, 2013) que avalia aspectos de mindfulness.Os resultados sugerem que a espiritualidade associa-se positivamente ao estado mindful, com especial enfoque nos domínios Contacto (r=.345; p=.001) e Harmonia (r=.449; p=.000). Apesar de se verificar esta correlação, é evidente que as pontuações obtidas nos inventários são medianas, sugerindo que estes utentes apesar de possuírem crenças espirituais não apresentam uma postura espiritual consolidada.

Palavras-Chave: Adulto, hospital, espiritualidade, tratamento de doenças João Pedro Costa Barbosa Ferreira da Silva

Departamento de Educação

Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro [email protected]

915814239

LITERACIAEMSAÚDE:UMDESAFIOPARAASUNIVERSIDADES

Anabela Pereira1, Helder Castanheira2, Cristina Santos2, Vânia Amaral2, Maria João Martins1, Paula Vagos1, Inês Direito1, Sara Monteiro1, & Ana Torres1

1Departamento de Educação,UA CIDTFF; 2SAS –UA

O presente trabalho tem como objectivo estudar, analisar e reflectir sobre a actual problemática da literacia da saúde, bem como alertar para os desafios que se colocam ao nível da investigação e intervenção na área. Foi utilizada uma análise reflexiva crítica. Os dados encontrados em contexto de ensino superior na europa, alertam para os riscos de existência de literacia em saúde ser mais acentuada em indivíduos com baixo nível socioeconómico, idosos e sujeitos com baixos níveis de educação. Por outro lado, e no que concerne aos instrumentos de avaliação da literacia em saúde estes são escassos. Há necessidade do desenvolvimento da avaliação e da intervenção na área de forma a activar competências cognitivas e sociais que determinam a motivação e a capacidade dos indivíduos a terem acesso, compreenderem e usarem a informação de modo a promover e manter a saúde.

Por fim são referidas algumas propostas para a promoção da literacia em saúde no ensino

superior, não só ao nível da componente da transmissão de conhecimento e informação em saúde, mas essencialmente o acesso a um conhecimento claro, objectivo e científico. O ensino superior deve ser facilitador da comunicação, e que a informação prestada se traduza, efectivamente, em comportamentos associados a estilos de vida saudáveis, incentivando à de mudança de comportamentos orientados para a promoção da saúde e bem-estar do individuo.

Palavras-Chave: Adulto, universidade, políticas de saúde, promoção da saúde Anabela Maria Sousa Pereira

Departamento de Educação

Universidade de Aveiro, 3810-193 Aveiro [email protected]

919991807

SIMPÓSIO: “AVALIAÇÃO, INTERVENÇÃO E ACOMPANHAMENTO