4 Analyse
4.2 Vurdere sangtekstenes innhold
4.2.1 Betydningsforhandling i dialogisk interaksjon
nomeadamente, desertificação, envelhecimento populacional e isolamento social, outros problemas sociais assolam estes territórios.
No caso do projecto Viver mais Idanha é prioritário combater o abandono e insucesso escolar, alfabetização e permitir o acesso dos indivíduos a cuidados de saúde e a serviços. Face a estes problemas, este projecto adopta como estratégia a implementação de serviços de proximidade, nomeadamente a Biblioteca – multimédia itinerante e a unidade móvel de saúde. Os objectivos da primeira vão de encontro à
promoção de um serviço com novas formas de atendimento e encaminhamento, contribuindo para o acesso de toda a população às novas tecnologias, contribuindo ainda para a aproximação da biblioteca às população mais isoladas, com o objectivo de
promover o gosto pela leitura e a realização de encontros intergeracionais (Baseado no documento descritivo das acções da candidatura ao PROGRIDE).
A unidade móvel de saúde resulta do descontentamento nos horários de
funcionamento das extensões de saúde e das distâncias existentes entre freguesias. O objectivo desta acção é fazer a triagem dos utentes das várias freguesias junto do centro de saúde, deslocar essas viaturas às freguesias, fazer a vigilância medicamentosa, pequenos tratamentos ambulatórios, vigilância da tensão arterial, diabetes e o encaminhamento das situações mais graves para o centro de saúde, a par da divulgação de informação junto dos utentes dos cuidados a ter para melhorar a qualidade de vida, nomeadamente em termos de alimentação e mobilidade. Nesta acção o projecto disponibiliza uma enfermeira, uma fisioterapeuta e uma técnica de análises clínicas.
Com esta acção pretende-se:
“dar à sub-região de saúde e ao centro de saúde uma fotografia bastante próxima da realidade, fotografia essa que eles não têm tirado às pessoas do concelho, talvez porque não tem verbas suficientes ou até podem não valorizam essa questão dos rastreios” (Viver mais Idanha).
Por sua vez, o coordenador do projecto DOMUS acha prioritário:
“desenvolver economicamente o concelho através da criação de emprego de forma a combater o desemprego e a precariedade”. O desemprego é considerado pelo entrevistado um problema comum dos concelhos do interior, uma vez que não há “interesse das empresas em se fixarem nestes territórios”.
No âmbito do projecto este tipo de exclusão pode ser combatido através da criação da casa do fumeiro, que se encontra em fase preliminar. Esta acção tem sido
condicionada pelas alterações no Ministério da Agricultura e pelas exigências na alteração do projecto de construção, situação que condiciona a actuação do projecto, no entanto pretende-se que esta acção seja:
“ posto de venda, em que as pessoas pudessem receber formação, criar ali dois ou três postos de trabalho, criar uma marca e uma imagem desses produtos, divulgar o concelho” (DOMUS).
O entrevistado referiu apenas o exemplo da casa do fumeiro, mas no plano de acção vemos que este projecto tem várias acções direccionadas para o fomento do
emprego, nomeadamente, o Centro Economia Solidária, o Centro de Desenvolvimento Comunitário e o apoio aos pequenos produtores de queijo da Serra. De forma a obter
informações sobre estas acções foram realizadas várias conversas telefónicas com os técnicos do projecto.
Assim, através das duas primeiras acções pretende-se implementar cursos de formação em diversas áreas (enchidos tradicionais, compotas), atribuindo qualificação profissional a uma população que apresenta um baixo nível escolar e profissional e apoiar as populações na procura de emprego e na criação do seu próprio emprego. Relativamente a estas acções, o projecto não tem verbas próprias para promover estes cursos, assim, tem recorrido a outros programas, nomeadamente ao Centro Novas Oportunidades. O projecto DOMUS responsabiliza-se pela divulgação e pelo espaço físico destes cursos, que promovem a validação e certificação de competências dos cidadãos.
A acção denominada Apoio aos pequenos produtores de queijo da serra, partiu
da identificação de produtores de queijo que não tinham uma queijaria legalizada, e consequentemente não podiam comercializar os seus produtos. Neste seguimento, o projecto pretende com esta acção valorizar esta actividade económica para o desenvolvimento sustentável deste grupo de produtores de queijo da Serra, com iniciativas de divulgação, comercialização e certificação destes produtos (Documento descritivo das acções).
Esta acção tem duas vertentes de actuação: impulsionar os produtores de queijo a criarem o seu próprio negócio e a criação de uma queijaria comunitária.
Na primeira, o projecto apoiaria os produtores disponibilizando um arquitecto, para estruturar o projecto de construção, e apoiaria na candidatura aos fundos comunitários, de forma os produtores obterem financiamentos. Esta estratégia foi delineada aquando da candidatura ao PROGRIDE. Quando o projecto iniciou (Outubro de 2005) os fundos comunitários eram inexistentes, inviabilizando a concretização dos objectivos delineados. Actualmente, o projecto encontra-se na mesma situação, aguardando verbas do actual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Relativamente à criação da queijaria comunitária, os técnicos do projecto estão a ter algumas dificuldades em a concretizar. O projecto tem verbas próprias para equipar esta infra-estrutura, faltando o espaço, que seria disponibilizado por uma Junta de
No entanto, os produtores não estão interessadas em partilhar custos nem matérias-primas com outros produtores, preferem continuar a produzir o queijo em casa, porque fica mais barato ao produtor, e este, consegue escoar o produto, mesmo sendo ilegalmente.
Em suma, os produtores não estão mobilizadas a participar, nem a Junta de Freguesia a colaborar com o projecto.
Reportando-nos para o projecto Viver melhor quanto às necessidades consideradas prioritárias, o entrevistado considera importante reduzir as assimetrias entre freguesias, uma vez que Sernancelhe não dispõe de uma rede viária de transportes, reduzir a desertificação e o isolamento social.
Tem adoptado como estratégia a implementação da unidade móvel de saúde que
diagnostica, acompanha e previne problemas de saúde, mas também combate o isolamento. Esta acção partiu da necessidade de aproximar os serviços mínimos de saúde a uma parcela da população constituída por idosos em situação de isolamento.
Outra estratégia é a dinamização de espectáculos culturais que estipula a
promoção turística como uma mais valia para o desenvolvimento do concelho de Sernancelhe e contribui para a descentralização das ofertas culturais, trazendo para o concelho eventos aos quais de outro modo a população dificilmente teria acesso. Esta acção é subdividida em duas sub-acções: o Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica, o qual pretende, por um lado, a promoção de música enquanto oferta
cultural no concelho e o Concerto Internacional de Piano, que divulga o concelho a
nível nacional e internacional, contribuindo para o alargamento das ofertas culturais (Baseado no documento descritivo das acções).
Outra estratégia passa pela organização de eventos de promoção dos produtos e artistas do concelho. Esta acção pretende promover/ divulgar alguns dos produtos
típicos do concelho, nomeadamente escultores de granito, de forma a apoiar os próprios produtores, proporcionando-lhes espaços para a exposição e venda desses mesmos produtos.
Face aos diversos problemas detectados pelos projectos PROGRIDE, objecto de análise, e os diversificados públicos-alvo, foram adoptadas diferentes estratégias, como tivemos oportunidade de enunciar. Assim, não é de estranhar que tenhamos obtido distintas leituras de pobreza e exclusão social.