5 Oppsummering og avsluttende refleksjoner
5.3 Avslutning
A palavra ética vem do latin ethica e do grego ethike, que significam “ciência dos costumes”. O domínio do campo da ética está na apreciação das diferenças entre o bem e o mal, entre o correto e o incorreto. Assim, ela rege o comportamento do homem no que concerne a moral. As cartas de ética geralmente formam um conjunto de sugestões sobre o que é certo e errado dentro das profissões.
Deontologia deriva do grego deon, que significa dever e logos, referente a um conjunto de deveres, princípios e normas de uma profissão. Os códigos deontológicos têm como papel principal orientar o profissional. Alguns códigos deontológicos propõem punição para aqueles que infrigirem as normas, outros códigos servem apenas para regular o ofício. Ou seja, a deontologia está concentrada nas consequências das ações. A deontologia está intimamente
ligada a ética, já que os códigos deontológicos procuram fortalecer os valores ressaltados pela ética.
Para Traquina (2004), a regra que cria os valores identificados como jornalísticos tem como principal função servir o público, através da informação. Ainda com o progresso da liberdade de expressão, o jornalismo continuou galgando sua autonomia e liberdade, caracterizando-se como o “Quarto Poder”.
A respeito do ethos do jornalista, Nelson Traquina (2000) define como sendo um conjunto de normas e valores, que possui como conteúdo normas e valores comprometidos com a verdade e a democracia. Esse ethos une os jornalistas em comunidade, como uma tribo com suas características e ideologia, que possui uma agenda e uma forma de elaboração de produto. Os valores e as capacidades possuídas pelos jornalistas projetam acontecimentos que irão influenciar a realidade social daqueles que costumam consumir notícias. Isso demonstra o importante papel que o jornalista possui socialmente.
Os códigos deontológicos fazem parte do ethos profissional, que é a base moral de qualquer profissão, sendo a deontologia aquilo que guia a moral e norteia as ações dos indivíduos frente ao “certo” e ao “errado”. No que diz respeito à deontologia do jornalismo, Perales (1995) defende que
(...)uma tarefa principal de qualquer deontologia profissional- e no caso que nos ocupa o da profissão jornalística- consiste em explicitar através dos códigos deontológicos um <<ethos profissional>>, uma maneira moral de ser profissional, mais que inculcar deveres e normas que devem ser cumpridas pelos profissionais conscientes de sua responsabilidade social (Perales, 1995:21).
Gordon et al. (2011) consideram que os códigos deontológicos servem para estabelecer padrões de conduta que irão guiar os jornalistas, a fim de poderem avaliar-se, além de também proporcionarem a crítica daqueles que consomem as notícias, para que esses possam medir a confiabilidade, os valores e o desempenho dos jornalistas. “Os códigos também ajudam a manter a atenção direcionada aos princípios que são particularmente importantes para o comportamento apropriado” (p.62).
Organizações internacionais como a UNESCO também celebraram cartas de ética para os jornalistas. Nesse caso, com o objetivo de desenhar uma nova ordem internacional para articular os códigos existentes, a UNESCO facilitou e também promoveu encontros dos profissionais da área com o intuito de decidirem juntos um código de ética e medidas profissionais.
Para Blázquez (1995), embora tenha havido um esforço em prol da elaboração do documento, este possui uma redação pobre, o que é compreensível às limitações do seu tempo. 3Além da
carta da UNESCO, outro marco importante para os jornalistas no que se refere a deontologia está na criação de um Código Europeu de Deontologia do Jornalismo, criado em 1993 em Estraburgo, com a intenção de simbolizar uma referência para os países democráticos europeus. A organização mais importante que agrupa e orienta os profissionais de jornalismo pelo mundo é a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). Essa Federação é composta por sindicatos independentes das grandes centrais, que se organizam de forma profissional e não ideológica. O código da FIJ, de 1954, foi inspirado pelo primeiro código que foi publicado na França em 1928 pelo Sindicat National des Journalistes (Pietro, 1995).
Além do código da FIJ de 1954, outro código de importante dimensão e aceitação foi assinado em 1971 em Munique, que serviu como uma atualização do código de 1954. Ainda outra reformulação do código de jornalistas foi estabelecida em 1986 em Helsingor, onde foi adicionado no artigo 7 da conduta dos jornalistas um ponto que até então não tinha sido tocado oficialmente pela Federação, referente ao risco de discriminação promovido pela mídia, a respeito de raça, idioma, religião, etc.
Para Lee Wilkins e Clifford G. Christians (2009), autores do livro The Handbook of Mass Media
Ethics, o jornalista é o responsável por dar a informação a fim de dar os componentes
necessários para que os cidadãos possam decidir por si mesmos. Muitas vezes para dar foco a sua história precisam escolher, entre os muitos lados, apenas um para desenvolver a notícia. Entretanto ao decidir focar apenas em um dos lados para polarizar e simplificar o acontecimento, acaba por fadar os cidadãos a um mau julgamento, pois perdem os inúmeros fatos que englobam a história. Os autores (2009) enumeram pelo menos três fatores que mostram o desgaste da verdade e da objetividade jornalística: o ceticismo pós-moderno, o cinismo sobre a ética das grandes empresas de mídia e a crença no jornalismo de “blogueiros” cidadãos e não no jornalismo objetivo.
Mais da maior parte dos 400 anos do jornalismo, os profissionais deveriam escolher ser parciais, e não o contrário, e essa pode ser uma realidade muito difícil de ser combatida, a parcialidade do jornalista. Para os autores (2009), quando um segmento da sociedade é ignorado e outro é “santificado” pela mídia de massa, a comunidade é que perde mais. De maneira que a tendência dos meios culturais dominantes é de interpretar de forma simplista e generalista, por exemplo, a religião dos muçulmanos, o papel das mulheres na sociedade e suas vestimentas. Resultando
3 (Cidade do México, 1980 – Acesso em: 22/08/2017) Disponível em:
http://www.abi.org.br/institucional/legislacao/principios-internacionais-da-etica-profissional-no- jornalismo/
por vezes numa divisão entre as civilizações, a ponto de se oporem uns aos outros em uma polarização entre Oriente e Ocidente.