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Betydningen av riktig kompetanse

Neste capítulo pretende-se apresentar o Projecto de Estágio desenvolvido durante todo o percurso no CNO, procedendo à exposição do diagnóstico inicial que impulsionou para a escolha temática do Projecto, bem como os seus objectivos e metodologia utilizada. Por fim, procede-se a uma conceptualização teórica acerca do tema onde se insere o projecto, de forma a proceder ao seu enquadramento.

3.1. O Projecto de Estágio

O meu projecto de estágio nasce da constatação da inexistência de um Plano de Formação para a ETP da EHTL, que fosse ao encontro das suas necessidades e expectativas, e que tivesse como pressuposto o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Desta forma, apresenta-se, de seguida, o diagnóstico de partida, os objectivos e a metodologia do projecto.

3.1.1. Diagnóstico inicial

O projecto de estágio que desenvolvi, surge no âmbito do Projecto de Avaliação Externa dos Centros de Novas Oportunidades, que assume corpo em 2008. Este advém de uma parceria realizada entre a Agência Nacional para a Qualificação, I.P, e a Universidade Católica Portuguesa, sob coordenação do Professor Roberto Carneiro. Resultante deste protocolo, a Avaliação Externa incide em dois eixos fundamentais, centrados nas actuais politicas de formação destinadas aos adultos.

O primeiro eixo de avaliação está orientado para a produção, tratamento e análise de indicadores de cumprimento dos objectivos estratégicos do eixo Adultos, da iniciativa Novas Oportunidades; do funcionamento dos Centros Novas Oportunidades no quadro das políticas e dos objectivos genéricos desta mesma Iniciativa; da sua procura real e potencial e do seu impacto sobre os percursos sociais e profissionais dos activos que a ela recorrem.

No segundo eixo pretende-se criar instrumentos de monitorização da Iniciativa Novas Oportunidades, bem como, promover a auto-avaliação da rede de Centros Novas Oportunidades, criando condições para uma melhoria continuada do desempenho das organizações que a compõem. Esta aposta na progressiva melhoria centra-se na criação de instrumentos de informação para as lideranças educativas (nacionais e de cada organização) e na instituição de mecanismos de auto-avaliação do desempenho. Para tal, o trabalho neste eixo consistirá em duas frentes: uma

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Formativa (SIGO) às necessidades de avaliação, e uma segunda de implantação gradual de um modelo de auto-avaliação que sustente a melhoria sistemática dos procedimentos, mais propriamente, na adaptação do modelo de auto-avaliação CAF (Common Assessment Framework) às especificidades dos Centros de Novas Oportunidades.

É neste segundo eixo que se inicia a oportunidade de realização do meu projecto de estágio, nomeadamente, no modelo de auto-avaliação CAF. Posto isto, o CAF é um Modelo de Auto-Avaliação do desempenho organizacional, especificamente desenvolvido para ajudar as organizações, do sector público dos Países Europeus, a aplicar as técnicas de Gestão de Qualidade Total. O modelo baseia-se no pressuposto de que as organizações atingem resultados excelentes ao nível do desempenho – na perspectiva dos cidadãos/clientes, trabalhadores e sociedade – quando têm lideranças que conduzem as estratégias, o planeamento, as pessoas, as parcerias, os recursos e os processos.

Como tal, o êxito da implementação da CAF numa organização implica a existência de algumas condições, designadamente: vontade de melhorar a organização, utilizando para o efeito uma ferramenta de auto-avaliação de desempenho organizacional; empenho do gestor de topo no processo de auto- avaliação e implementação das melhorias; transparência dos objectivos que se perseguem e dos resultados que se pretendem alcançar com o processo de auto- avaliação; envolvimento dos colaboradores e gestores intermédios no processo de auto-avaliação; rigor e honestidade das pessoas envolvidas no exercício (Equipa de auto-avaliação); compreensão do modelo; e por fim, realizar uma ampla divulgação, na organização, dos objectivos e resultados da auto-avaliação.

Para o desenvolvimento deste processo, a coordenação do Projecto de Avaliação Externa, estabeleceu que a auto-avaliação será uma tarefa de cada Centro, apesar de ser desenvolvida com o acompanhamento de um consultor externo que realizará reuniões regulares com grupos de Centros, trabalhando em conjunto, com o intuito de potenciar o despoletar de redes locais de desenvolvimento.

Em 2008, o trabalho central da equipa de projecto baseou-se na criação de indicadores de desempenho dos Centros Novas Oportunidades, e em 2009, direccionou a sua actuação para a implementação da auto-avaliação na rede de Centros Novas Oportunidades e acompanhá-los no seu trabalho. Para uma boa eficácia, ao longo de Abril e Maio, realizaram-se sete dias de formação em diferentes pontos do país. Todos os Centros Novas Oportunidades, criados antes de 2008, foram convidados a participar num destes dias de formação. No total, estiveram presentes,

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nestas sessões, 265 Centros Novas Oportunidades representados por mais de 600 pessoas que neles trabalham.

Foi então decidido, que os Centros trabalhariam em grupos (clusters), de 5 a 12, sendo cada cluster acompanhado por um consultor externo, como há pouco referi, realizando reuniões presenciais com o intuito de ultrapassar dificuldades e dúvidas, partilhando-as entre si. Não obstante, para a operacionalização deste processo, cada Centro tem de elaborar um relatório de auto-avaliação e um Plano de Acções de Melhoria a ser implementado em 2010.

Para a concretização do relatório de auto-avaliação, foi elaborado pela equipa coordenadora, um documento composto por uma estrutura de análise que contém nove critérios19, cada um deles com sub-critérios e estes, estratificados por indicadores/exemplos. Tendo isto em conta, a auto-avaliação consiste numa reflexão crítica sobre o Centro Novas Oportunidades (CNO) considerando dois tipos de Critérios:

- Critérios de Meios: Estes critérios referem-se aos meios da organização. Estes

determinam o que a organização faz e com o realiza as suas actividade para obter o resultados desejados. São eles, a Liderança, o Planeamento e Estratégia, as

Pessoas, as Parceiras e recursos e, por fim, os Processos.

- Critérios de Resultados: Neste caso, a avaliação descola-se dos meios para os

resultados, onde se avaliam as percepções, isto é, o que os trabalhadores e a sociedade pensam da organização. Os critérios de Resultados são: Resultados

orientados para o Adulto, resultados relativos às pessoas, impacto na sociedade

e resultados chave do desempenho.

Para tal, cada Centro de Novas Oportunidades teve de proceder ao levantamento de evidências que correspondessem ao respectivo critério e, consequentemente, indicar os pontos fortes e as áreas de melhoria de cada critério, anunciando acções de melhoria, e assim sucessivamente em cada Critério. Concomitantemente, cada Centro, após proceder à auto-avaliação, inicia a sua própria avaliação, respeitando uma escala quantitativa (0-5), baseado num quadro de pontuações, que difere entre o Critério de Meios e o Critério de Resultados. Posteriormente, procedeu-se à elaboração de um Plano de acções de Melhorias, que é realizado segundo os critérios e sub-critérios do relatório de auto-avaliação20.

É então neste âmbito, que surge a pertinência do meu Projecto de Estágio. Ao iniciar o meu percurso na presente instituição, fui inserida na equipa do CAF do Centro

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São eles: Liderança; Planeamento e Estratégia; Pessoas; Parcerias e Recursos; Processos; Resultados orientados para os adultos; Resultados relativos às pessoas; Impacto na sociedade; Resultados Chave no desempenho.

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de Novas Oportunidades da EHTL, pela sua Coordenadora e, consequentemente, orientadora do meu Estágio. Desta forma, fiquei rapidamente informada sobre a questão da auto-avaliação dos Centros, tendo participado numa das reuniões dos Clusters com o respectivo consultor externo. Esta reunião surge com o intuito de monitorizar o trabalho até então realizado, bem como a partilha e troca de experiências entre os diversos CNO pertencentes ao Cluster em questão.

Foi através desta possibilidade de inserção no projecto de auto-avaliação, e do acesso a toda um vasta informação do Centro, que me foi proposto, pela coordenadora, desenvolver uma das acções do Plano de Melhoria, tornando-se assim, no meu projecto de estágio. Optei por escolher uma que fosse ao encontro, quer dos meus objectivos pessoais e profissionais, quer das necessidades da Instituição.

A acção de melhoria sobre a qual me debrucei enquadra-se no que foi diagnosticado no relatório de auto-avaliação, nomeadamente dentro de:

Critérios de Meios Critério 3: Pessoas