2 TEORETISK GRUNNLAG .1 Regelverk
2.8 Betong som konstruksjonsmateriale .1 Generelt
4.1 Breve histórico das traduções de Frost no Brasil
O comentário sobre um projeto tradutório de parte da obra de um determinado autor faz bem em incluir uma apresentação daquilo que já foi publicado como tradução sua. Faz-se necessário explicitar aqui, todavia, que o presente não é um projeto de retradução. Todo poema que traduzi, o fiz sem o conhecimento das traduções pré-existentes, quando havia. A menção da existência de traduções anteriores de Frost para o português nesse trabalho é somente reconhecimento da necessidade de se mostrar que existem. Não tenho nenhuma intenção, contudo, de criticá-las, exceto quando uma comparação entre as minhas próprias soluções e as soluções de outrem, quando díspares, servir para melhor elucidar minhas próprias razões para ter escolhido como o fiz. Não que tais publicações anteriores não possam ser alvos de críticas. Mas isto demandaria a escolha minuciosamente justificada de critérios que guiassem o processo, esforço que excede o escopo estabelecido para este trabalho. O comentário sobre a existência dessas obras pretende ser somente uma retomada e atualização resumidas de uma compilação, também breve, feita por Cid Knipel Moreira (cf. MOREIRA, 1995).
As primeiras traduções de Frost no Brasil foram publicadas, supostamente, em 1955. A suposição deve-se à falta de um registro confiável da data de publicação do livro em que elas foram incluídas, um volume bilíngue de poemas de autores estadunidenses e suas traduções, organizado por Oswaldino Marques para o Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura, intitulado Videntes e Sonâmbulos. Nele, há duas traduções de Frost (as dos poemas A Crow e The Telephone) de autorias de Pedro de Aratanha e Willy Lewin, respectivamente. A aferição da data foi feita tomando-se por base duas fontes: a datação do prólogo que introduz os poemas, assinado em janeiro de 1955, e o registro feito por Moreira (1995: p. 51). Este último critica a ausência de uma datação também para as traduções.
A aparição de duas outras traduções de Frost acontece em A Poesia Norte Americana,
1900-1950, de Louise Bogan. Trata-se dos poemas The Pasture e After Apple-Picking, com
tradução de Manoel Ferreira. Pelos mesmos motivos do caso anterior, atribui-se a data de sua publicação também ao ano de 1955, conforme registro de Moreira (1995: p. 52). Trata-se de um volume crítico e histórico, e o tradutor dos poemas também traduz todo o texto que os acompanha, ou ao qual os poemas servem de complemento. As traduções dos poemas não seguem a configuração destes na página, mas apresentam-se como notas de rodapé. No ano
seguinte, também de acordo com informação de Moreira (1995: p. 52), é publicado A Poesia
e a Época, de Randall Jarrell, em tradução de E. C. Caldas. As características dessa tradução
assemelham-se àquelas da tradução do livro de Bogan, exceto que, aqui, as traduções aparecem no corpo do texto, ao passo que os poemas originais são comprimidos em notas de pé de página. Como há um capítulo inteiro do livro dedicado a Frost, muitos de seus poemas, ou trechos deles, figuram nesta tradução, desde poemas mais notórios, como Neither Out Far
Nor In Deep e Acquainted With The Night, até alguns menos conhecidos, como The Span of Life e Atmosphere.
Em 1957, aparece uma tradução de Jorge de Senna para Desert Places, numa coletânea de poemas intitulada Obras-Primas da Poesia Universal, com seleção e notas de Sérgio Milliet. Depois dela, não seria antes de 1969 que um outro volume de traduções de Frost seria publicado no Brasil. Desta feita, um livro inteiramente dedicado a sua poesia, Poemas
Escolhidos de Robert Frost, tradução de Selected Poems of Robert Frost por Marisa Murray.
São quarenta e seis poemas ao todo, em uma edição monolíngue, acompanhados pela tradução de um dos mais conhecidos ensaios escritos por Frost, The Figure a Poem Makes. Seis anos mais tarde, uma edição de traduções da lavra de Paulo Vizioli, todas de poetas estadunidenses, é publicada sob o título de Poetas Norte Americanos, uma edição comemorativa do bicentenário da independência dos Estados Unidos. Nela, sete poemas de Frost nos são apresentados.
Dezessete anos se passam até 1992, quando da publicação de Antologia da Nova
Poesia Norte-Americana, uma coletânea bilíngue de traduções de autoria de Jorge
Wanderley, todas de poetas estadunidenses, na qual encontramos cinco poemas de Frost. Em 1995 são publicadas 35 traduções de poemas seus no já mencionado trabalho de Cid Knipel Moreira. Depois deste último, virá uma sequência de publicações em periódicos sobre o tema: três poemas traduzidos por Dirlen Loyola em 2012 na revista Belas Infiéis; nove por Marcus Vinícius de Freitas, em artigo intitulado O som do sentido: Robert Frost em
Português, publicado em 2013 na revista Philia e Filia; e mais um em Tradução e tradição: o mito de Pã em Frost e Pound, publicado por Ana Cristina Gambarotto na Serafino, em
2015.
Para completar o horizonte de sessenta anos de traduções de Frost no Brasil, é necessário que se faça menção às muitas páginas da internet onde é possível encontrar publicações sobre o tema. Não é o caso de se listar todas as páginas pessoais e os poemas cujas traduções podemos encontrar em cada uma delas. É interessante notar, somente, que há um público leitor de Frost no Brasil que se sente motivado a traduzir o poeta, ainda que se
atendo aos poemas mais populares de sua obra.
4.2 Albergando os longínquos do texto estrangeiro
Sobre a dimensão ética da tradução apresentada por Berman (cf. BERMAN, 2012), um dos aspectos interessantes dos exercícios tradutórios a que me propus foi a lide com os detalhes formais dos poemas em inglês e alguns elementos vocabulares que causam estranheza quando de sua transposição para o texto traduzido. Para uma exposição de alguns desses elementos, comecemos pela minha tradução de Acquainted With the Night:
ACQUAINTED WITH THE NIGHT