Konstitusjonelle rammer
8.3 Beslutning om forlengelse og terminering av jagerflybidraget
plexo braquial
n=1022 Gráfico XI: Paridade nas paralisias do plexo braquial – HSM
Gráfico XII: Paridade nas paralisias do plexo braquial – HAL
Relativamente à paridade, foram obtidos resultados diferentes, uma vez que no
HSM a maioria dos casos ocorreu em mães com 1 a 2 gestações prévias, o que não
se verificou no HAL em que a grande maioria das mães era primípara.
0 2 4 6 8 0 1 a 2 3 a 5 4 8 3
Hospital Sousa Martins
Paridade nas paralisias do plexo braquial
n=150 1 2 3 4 5 6 7 0 1 a 2 3 a 5 7 2 1
Paridade nas paralisias do plexo braquial
Hospital Amato Lusitano
23 Gráfico XIII: Diabetes gestacional nas paralisias do plexo braquial - HAL
Relativamente à existênca de diabetes gestacional. Apenas se verificou um caso no
HAL, não tendo o HSM tendo registado nenhum caso.
Todas as mães foram vigiadas durante todo o período obstétrico em ambos os
hospitais. 0 2 4 6 8 10 Sim Não 1 9
Hospital Amato Lusitano
24 DISCUSSÃO
Apesar dos factores de risco já conhecidos para a PCPB (1,2), parecem estar
envolvidos mais factores do que os actualmente considerados.
Ao longo dos quatro anos de estudo, foram registados 15 casos de PCPB em 3030
partos no HSM e 10 casos em 1944 partos no HAL, a que corresponde uma taxa de
0,5%, valores semelhantes aos encontrados na bibliografia consultada (1,2,6,12).
Para analisar os dados em que foi possível obter os totais dos RN no intervalo de
tempo em estudo, foi usado o teste do chi-quadrado, com a correcção de Yates.
Utilizei como referência uma significância de 0.05 (p=0.05).
Relativamente ao peso, na tabela foi possível constatar que, à medida que o peso
aumenta, maior percentagem de casos de PCPB são registados, resultado este que
permite confirmar a dependência entre as variáveis (2esp = 56,8383 > 2teó = 9,488,
gl=9, p=0,05). Factor apoiado pelos dados da literatura (1,2).
Em relação ao comprimento, na amostra estudada não foi possível encontrar
nenhuma dependência entre variáveis (2esp = 6,8383 < 2teó = 9,488, para gl=4,
p=0,05), o que poderá significar a não relação do comprimento com o risco de PCPB.
Relativamente ao género, mais uma vez não foi encontrada dependência entre as
variáveis (2esp =6,082 < 2teó =7,815, para gl=3, p=0,05), o que poderá significar que
25
possível relação entre o aumento da idade gestacional e o risco de PCPB, não se
verificou dependência entre as variáveis (2esp =7,350 < 2teó =7,815, para gl=3, 0,05).
Em relação à fractura de clavícula e, apesar dos dados da literatura (2) referirem
poder ser factor protector, a hipótese não foi confirmada na amostra estudada
(2esp =267,6 > 2teó =3,841, para gl=1, p=0,05), o que poderá questionar o seu
potencial factor preventivo.
Relativamente ao parto, os dados foram analisados em separado, uma vez que se
verificaram diferentes realidades face à metodologia do parto nos dois hospitais
em estudo. Contudo e, apesar da tabela sugerir uma possível relação entre os tipos
de parto por ventosa, fórceps e pélvico e o risco de PCPB, e de ser descrito em
estudos anteriores (2,5), não foi encontrada dependência entre as variáveis (HSM
2
esp = 2,551 < 2teó = 5,998, para gl=2, p=0.05; HAL 2esp = 5,09 < 2teó = 5,998, para
gl=2, p=0.05).
Em relação à hora do parto e, apesar dos valores tabelares sugerirem uma possível
relação entre o intervalo de tempo [08.00-16.00[ e o risco de PCPB, a análise dos
dados não permite confirmar esta dependência (2esp = 4,931 < 2teó = 5,991, para
gl=2, p=0,05).
Relativamente à idade materna e, apesar de não ter sido registado nenhum caso
no intervalo de idades compreendido entre os 10 e os 15 e os 45 os 65 anos de
26
=5,951, para gl=2, p=0,05). Contudo, os intervalos etários utilizados são demasiado grandes, incluindo num mesmo intervalo adolescentes e mulheres em idade fértil e
noutro mulheres em idade fértil e idosas.
Em ambos os hospitais os RN apresentaram valores de perímetro cefálico superior
35 cm, mas não foi possível obter os dados totais para que fosse possível realizar
uma comparação.
Relativamente aos índices de Apgar registados e, embora tenham sido observados
valores de Apgar inferior a 6 ao 1º minuto em ambos os hospitais, todos os casos
estudados mostraram boa recuperação, atingindo valores compreendidos entre 8 e
10 ao 5º minuto. Contudo, não existem dados referentes ao total de partos de cada
hospital para que pudesse ser tirada alguma conclusão.
Em relação ao lado mais atingido pela PCPB, os resultados diferiram, ocorrendo
uma predominância do lado direito no HSM, ao contrário do lado esquerdo
observado no HAL. Na literatura, o lado mais frequentemente atingido é o direito
devido à maior incidência da apresentação cefálica em oblíquo anterior esquerdo
(5)
. Estes achados sugerem que, pelo menos nalguns destes casos, a etiopatogenia
da PCPB não estará relacionada com o movimento de hiperflexão cervical.
Foram registadas complicações peri-natais associadas a PCPB em ambos os
hospitais, mas com valores muito dispersos, pelo que não é possível associar a
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poderá não estar implicada na causa da PCPB.
Tendo em linha de conta que, da amostra estudada, apenas um dos partos não foi
realizado em meio hospitalar, não dispomos de dados como a duração do trabalho
de parto e ainda de dados referentes ao total dos partos, não nos é possível
afirmar que o parto precipitado seja um factor associado.
Em ambos os hospitais foi observado que, a maioria dos partos dos casos de PCPB
foi assistido por médicos. Mas como mais uma vez não temos os dados relativos ao
total dos partos realizados em ambos os hospitais, pelo que não é possível
estabelecer uma comparação.
Embora a intenção deste estudo fosse averiguar mais factores intervenientes como
a raça do bebé, o subtipo de paralisia existente (PE, PK e PKE), apresentação no
parto e o tempo do período expulsivo, estes dados não foram obtidos dado não
haver registo.
Relativamente aos dados maternos, não foi possível concluir que a vigilância da
gravidez seja um factor protector, uma vez que, da amostra estudada, todas as
grávidas foram sujeitas ao controlo adequado durante todo o período obstétrico, e
os dados relativos ao total dos partos ocorridos no intervalo estudado não estavam
disponíveis.
Em relação ao número de gestações prévias, no HSM verificou-se que a maioria das
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não se verificou no HAL em que a grande maioria das mães era primípara. O
número de gestações prévias das mães dos RN totais nascidos no intervalo de
tempo em questão também não foi fornecido, pelo que não é possível,
concluirmos qual a relação entre a paridade e a ocorrência de PCPB.
Tendo em conta que apenas foi registado um caso de diabetes gestacional na
amostra estudada, não podemos afirmar qual a relação da DG e a PCPB nesta
população.
À semelhança do ocorrido com os factores de risco dos bebés, inicialmente eram
incluídos no estudo mais factores maternos como a existência de anomalias
uterinas e o peso atingido pela mãe no final da gravidez. Mais uma vez, a recolha
de dados não pode ser realizada, uma vez que os registos efectuados nos processos
clínicos maternos se mostraram incompletos.
CONCLUSÕES
Com este trabalho pretendeu-se fazer um levantamento do número de casos de
PCPB existentes nos hospitais distritais da Guarda, Castelo Branco e Covilhã no
intervalo de tempo compreendido entre 1 de Janeiro de 2005 e 31 de Dezembro de
2008.
Apesar de ser uma patologia altamente incapacitante, não existe registo de outros
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chamar a atenção para esta patologia tão pouco estudada.
Os registos incompletos nos processos clínicos e nas estatísticas hospitalares
vieram dificultar a recolha e a análise dos dados, uma vez que muitos dos factores
inicialmente propostos para análise não puderam ser incluídos. O facto de muitos
desses dados não estarem codificados por GDH, e de não haver registo de dados
como o comprimento ou o perímetro cefálico, dificultou o seu acesso.
O CHCB, inicialmente proposto no estudo, não pode ser analisado pelos motivos
atrás explicados e que não puderam ser ultrapassados.
Devido ao pequeno número da amostra, e ao facto de não possuir muitos dos
valores totais dos casos existente para cada um dos factores estudados para tornar
possível a comparação, foi apenas possível verificar uma correspondência entre a
macrossomia à nascença e o aumento do risco de PCPB.
Será necessário aprofundar a investigação para determinar mais factores
precipitantes e protectores da PCPB para que, deste modo, possam ser controlados
e evitados.
No entanto os dados recolhidos podem servir como uma base para reflexão dos
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