2 Kunnskapsgrunnlaget
2.3 Samvirke i beredskap
2.3.2 Beredskapssamvirkets historie
Esta pesquisa se dá no âmbito do curso de Letras Espanhol do Instituto Federal de Brasília (IFB), instituição criada nos termos da Lei nº. 11.892, de 29 de dezembro de 2008 e
vinculada ao Ministério da Educação, possuindo natureza jurídica de autarquia detentora de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar.
A instituição tem como missão oferecer ensino, pesquisa e extensão no âmbito da educação profissional e tecnológica, por meio da inovação, produção e difusão de conhecimentos, contribuindo para a formação cidadã e o desenvolvimento sustentável, comprometidos com a dignidade humana e a justiça social e um de seus valores foca-se na educação como um bem público gratuito e de qualidade (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, 2016).
A partir de suas missões e valores, o IFB possui diversos cursos superiores distribuídos por seus campi. Dentre eles, está o curso de Licenciatura em Letras Espanhol, atualmente em curso no Campus Ceilândia. Esse campus atua também com foco nos cursos técnicos (Equipamentos Biomédicos, Eletrônica e Segurança do Trabalho), cursos de curta duração de Formação Inicial e Continuada (FIC), cursos de extensão, e-TEC42. A licenciatura, porém, não possui sua gênese no campus Ceilândia, uma vez que operava até 2016 no agora extinto campus Taguatinga Centro.
O curso de Letras Espanhol do IFB, possui alunos com níveis heterogêneos de conhecimento de língua espanhola. Isto implica dizer que em maior ou menor grau, esses estudantes cumprem um papel de aprendiz paralelamente ao início da construção de sua identidade profissional. Para muitos deles, representa um grande desafio equilibrar os papeis de aprendiz e professor em formação. Um agravante desta situação é o fato de o curso, até o presente momento, realizar a oferta das disciplinas de forma semestral por limitações no número de professores formadores, o que faz com que a não realização ou conclusão de uma disciplina possa atrasar o percurso formativo do discente em até um ano. Também representa um desafio ao professor adequar sua prática de forma a alcançar a todos os perfis de alunos, mantendo alta a motivação em aprender.
A Resolução das Diretrizes Curriculares Nacionais (CNE), de 19 de fevereiro de 2002 para os cursos de letras, orienta que o formando deve ser capaz de refletir teoricamente sobre a linguagem, de fazer uso de novas tecnologias e de compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e permanente (BRASIL, 2015). O profissional deve, ainda, ter capacidade de reflexão crítica sobre temas e questões relativas aos conhecimentos linguísticos e literários (BRASIL, 2015). Isso porque hoje se vive em um mundo de informação acessível e
42 De acordo com o Decreto n° 7.589 de 2011, a e-Tec Brasil tem a finalidade de desenvolver a educação
profissional e tecnológica na modalidade de educação à distância, ampliando e democratizando a oferta e o acesso à educação profissional pública e gratuita no País.
abundante. A capacidade de seleção e aplicação dessa informação para uma finalidade posta representa para o professor em formação progresso no aprendizado.
O curso de Letras do IFB, em consonância com a CNE, explicita em seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC, p.12) o objetivo de formar docentes para atuarem na Educação Básica, possibilitar e criar condições dentro e fora da esfera acadêmica para que o futuro professor se construa com autonomia e criticidade por meio de uma base sólida, teórica e prática, para o trabalho com as linguagens, formação pedagógica com ênfase na Linguística Aplicada, domínio da Língua Espanhola e respectivas literaturas, bem como as variedades linguísticas e culturais da língua.
Ainda de acordo com PPC (p.12) o curso de Letras busca fomentar o desenvolvimento da autonomia, da solidariedade e do pensamento social crítico. Requer um perfil profissional que saiba, entre outras habilidades: refletir criticamente sobre sua prática e se reconhecer como um profissional em constante transformação; criar e recriar estratégias que favoreçam o aprendizado de seus alunos; apresentar postura crítica, autônoma e solidária nos diferentes contextos. Os alunos do curso de licenciatura do Instituto Federal de Brasília possuem uma carga horária de 400 horas de Prática como Componente Curricular, conforme a Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002. Em seu projeto pedagógico, observa-se uma preocupação com o alinhamento da teoria aprendida à prática da sala de aula.
Do total destas 400 horas, 100 horas são divididas nos 1º e 2º períodos em duas disciplina: Prática de Ensino1 e 2, com cinquenta horas para cada disciplina. A partir do terceiro semestre, as 300 horas restantes da carga total são distribuídas nos semestres subsequentes, sendo que, a cada semestre, os alunos possuem 50 horas de prática docente distribuídas para quatro componentes curriculares. Com isso, a partir do terceiro semestre, os alunos de letras precisam colocar-se no papel de professores na execução de tarefas que aliem teoria à prática docente.
Isso representa também uma situação conflitiva para o professor em formação que, por estar vivenciando os dois lados do processo de ensino-aprendizagem, sente-se inseguro quanto ao seu progresso. Grande parte dos professores de língua estrangeira em formação, especificamente no curso de Letras Espanhol do IFB, vive esse papel dicotômico de professor em formação e aprendiz de língua espanhola. Ingressam sem conhecimento da língua e, paralelamente à formação docente, desenvolvem sua competência comunicativa. Tal situação, somada a fatores extralinguísticos socioculturais, resulta em um desafio considerável à plena formação desses aprendizes.
Na impossibilidade da aplicação da pesquisa durante o estágio supervisionado, optou- se pela coleta de informações nas aulas ministradas pelas participantes do programa Residência Pedagógica, uma ação que integra a Política Nacional de Formação de Professores e leva ao aperfeiçoamento da formação prática nos cursos de licenciatura, por meio da imersão do licenciando na escola a partir da segunda metade de seu curso. A participação do professor em formação se dá por meio da regência de sala de aula e intervenção pedagógica, acompanhadas por um professor da escola com experiência na área de ensino do licenciando e orientada por um docente da sua Instituição Formadora. (BRASIL, 2019). A participação do licenciando no programa equivale a sua participação de regência no estágio supervisionado.
Os participantes, por meio da orientação de seus preceptores passam a assumir a regência de aulas nos chamados cursos de formação inicial e continuada (FIC). Trata-se de um curso de curta duração ofertado pela instituição nos diversos campi. O curso de espanhol que serviu de base para as observações das práticas docentes dos participantes ocorreu no IFB - campus Taguatinga, aos sábados, das 8h às 12h30, durante o segundo semestre de 2019.