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Beredskap mot akutt forurensning

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Ainda muito nova, a criança passa a ter contato com aparelhos eletrônicos, como: celular, tablet, computador e televisão. Essa utilização cada vez mais precoce traz consigo uma série de polêmicas e questionamentos sobre como isso pode afetar o desenvolvimento da criança no aspecto afetivo, cognitivo ou social, tendo em vista que as brincadeiras tradicionais, como, por exemplo, correr, jogar bola e esconde-esconde, que envolvem a interação social e atividade física, tem sido deixadas de lado, para dar lugar a jogos virtuais, aplicativos e videogames, onde a criança não interage ou se exercita (PAIVA & COSTA, 2015).

De acordo com os dados propostos pela Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância (2014), no Brasil o número de pessoas que tem acesso aos aparelhos eletrônicos chega em torno dos 22 milhões e contradizendo a ideia de que a tecnologia viria somente para dissipar de forma mais rápida a informação e aumentar de forma considerável o círculo de amizade das pessoas. Na contemporaneidade, vemos notícias de como as crianças e os jovens estão mais fazendo um uso abusivo dos dispositivos oriundos da era digital, a ponto da dependência criada pela internet estar próxima de tornar-se uma classificação psiquiátrica do século XXI.

A utilização desregrada dos aparatos eletrônicos, segundo Paiva e Costa (2015), cria um distanciamento entre os membros que compõem uma mesma família, uma vez que todos estão no mesmo ambiente, mas não interagem diretamente um com outro. A

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consequência disso é que são afetados os laços afetivos entre os componentes da família, e a criança, por conta da ausência de referências emocionais, pode vir a encontrar dificuldades no ambiente escolar, uma vez que não consegue encontrar uma equiparação entre o aspecto cognitivo e afetivo.

As consequências do uso indevido da tecnologia não se restringem a danos de cunho comportamental e emocional, há também problemas ligados ao sedentarismo (PINHEIRO, 2016). A obesidade caracteriza-se como uma comorbidade do sedentarismo, por consequência da falta de movimentação surgem outras patologias como: diabetes, problemas cardíacos e hipertensão. Esse desequilíbrio físico e psicológico aumentam as chances do isolamento social (PAIVA & COSTA, 2015).

De acordo com Pinheiro (2016), ter uma visão extremista sobre os aparelhos eletrônicos disponíveis no mercado não é uma boa opção, uma vez que eles podem servir de ferramenta para diversas áreas. Especialistas dizem que o segredo para aproveitar de forma positiva as novas tecnologias está na dosagem, seu uso ainda pode trazer vantagens ao usuário, propiciando uma maior acessibilidade aos conteúdos escolares, o desenvolvimento de habilidades motoras e uma facilitação na socialização (SECRETARIA EXECUTIVA DA REDE NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA, 2014).

5. CONCLUSÃO

A internet, se usada de forma adequada, torna-se uma ferramenta que pode propiciar facilidade de acesso às informações sobre o mundo e também um ótimo mecanismo para aprendizagem. Por outro lado, como foi trazido pelo referencial teórico desse trabalho, seu uso compulsivo pode desencadear uma série de problemas para a saúde física e psicológica da criança.

Logo, crianças que fazem uso desses dispositivos eletrônicos sem moderação estão se deparando com problemas ligados a socialização, dificuldade de expressar sentimentos, disfunção na aprendizagem e até mesmo um distanciamento dos membros da própria família. Problemas como sedentarismo, obesidade e hipertensão também estão inclusos nos danos causados ao uso excessivo, uma vez que as crianças preferem ficar em casa navegando no mundo digital ao invés de brincar, se exercitar e ter contato com outros indivíduos.

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Levando em consideração esses aspectos, conclui-se que é necessário uma maior atenção dos pais sobre o uso desregrado desses aparelhos, uma vez que podem vir a trazer prejuízos a longo prazo para as crianças, quando utilizados de maneira compulsiva. Desta forma, vale ressaltar que seu uso dosado é essencial para um melhor aproveitamento do que é oferecido pelos aparelhos eletrônicos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SECRETARIA EXECUTIVA DA REDE NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA.

Exagero de tecnologia deixa crianças e adolescentes desconectados do mundo real.

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