2 Teoridel
2.3 Begrensninger ved Lave og Wengers teori, og videre diskusjon
O conhecimento que não é transferido será perdido Ai Ling Na literatura destacam-se alguns conceitos para Gestão do Conhecimento: para Teixeira Filho (2000) “gestão do conhecimento pode ser vista como uma coleção de processos
que governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização”.
Davenport e Prusak (1998) entendem que a gestão do conhecimento envolve a geração, a codificação, a coordenação e a transferência do conhecimento. Para Moresi (2001) a gestão do conhecimento é um conjunto de atividades que busca desenvolver e controlar todo tipo de conhecimento em uma organização visando à utilização na consecução de seus objetivos. Como ferramenta de apoio à gestão, ainda segundo Moresi (2001) “é preciso estabelecer políticas, procedimentos e tecnologias que sejam capazes de coletar, distribuir e utilizar efetivamente o conhecimento, representando fator de mudança no comportamento organizacional”.
As organizações são organismos vivos, feitas de elementos com funções variadas que contribuem para o todo e para a coletividade. “Sistema social complexo e adaptativo onde as pessoas cooperam sistematicamente para alcançar um objetivo comum” (ALLEE, 2003).
Nascimento e Neves (apud TRISKA, 2001) afirmam que “as pessoas sempre detiveram conhecimento adquirido através de informações e experiências. O que as organizações estão descobrindo agora, são maneiras de transformar e gerir esse conhecimento existente para alavancar vantagens competitivas e gerar novos conhecimentos, auxiliados ou não pelas novas tecnologias”.
Para Magalhães (2005) o conhecimento organizacional constitui o fator-chave na solução do problema, é o único que poderá garantir o sucesso duradouro, em termos de efetividade e diferenciação competitiva.
O conhecimento da organização é um processo dinâmico que depende do relacionamento das pessoas, quer para a sua criação, quer para a sua manutenção e desenvolvimento, como explicam Nonaka e Takeuchi (1997).
Para os autores, existem quatro modos de conversão do conhecimento:
Socialização: de conhecimento tácito em conhecimento tácito. É o processo de compartilhamento das experiências, tais como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas. O aprendizado dos alunos, não por meio da linguagem de seus mestres, mas
sim por meio da observação, imitação e prática, constitui-se numa forma de socialização. O segredo para a aquisição do conhecimento tácito é a experiência;
Externalização: de conhecimento tácito em conhecimento explícito. É um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. É tido como o processo perfeito de criação do conhecimento, considerando-se que a forma explícita é expressa por metáforas, analogias, conceitos, hipóteses ou modelos. A escrita é uma forma de converter o conhecimento tácito em conhecimento articulável. A externalização da conversão do conhecimento é provocada pelo diálogo ou pela reflexão coletiva
Combinação: de conhecimento explícito em conhecimento explicito. Esse modo de conversão, como os anteriores, utiliza-se do diálogo e envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito, sendo realizado por meio da troca ou combinação de conhecimento como documentos, reuniões, conversas ao telefone ou redes de comunicação computadorizadas.
Internalização: de conhecimento explícito em conhecimento tácito. O processo de incorporação do conhecimento explícito em tácito consiste em aprender fazendo. A internalização das bases de conhecimento tácito dos indivíduos por meio de modelos mentais ou know-how técnico compartilhado, e às experiências de socialização, externalização e combinação, tornam-se ativos valiosos.
Pode-se observar que a socialização gera o conhecimento compartilhado; a externalização gera conhecimento conceitual; a combinação dá origem ao conhecimento sistêmico; a internalização produz conhecimento operacional. Na Figura 11, visualiza-se o conteúdo do conhecimento criado pelos quatro modos.
Conhecimento tácito Conhecimento explícito
Conhecimento Tácito (Socialização) Conhecimento Compartilhado (Externalização) Conhecimento Conceitual Conhecimento Explícito (Internalização) Conhecimento Operacional (Combinação) Conhecimento Sistêmico
Figura 11 – Modelos de conversão do conhecimento. Fonte: NONAKA; TAKEUCHI, 1997, p.81.
Uma organização, sozinha, não cria conhecimento. O conhecimento tácito criado e acumulado em nível individual deve ser mobilizado por ela e ampliado organizacionalmente pelos quatro modos de conversão, constituindo a chamada espiral do conhecimento, conforme apresentado na Figura 12.
Mas existe uma dificuldade adicional que são as definições conflitantes entre informação e conhecimento.
Figura 12 – Espiral do conhecimento Fonte: NONAKA; TAKEUCHI, 1997, p.82.
Para Probst, Raub e Romhardt (2002) existe um progresso ao longo de um continuum de dados, para informações, até alcançar o conhecimento, e este conhecimento, ao contrário dos dados e das informações, está sempre ligado às pessoas. Para Stewart (1998) conhecimento é agregação, interação, acumulação, ele envolve expertise, portanto o que é informação e o que é conhecimento depende do contexto. Para Sveiby (2007) conhecimento é a capacidade de agir. Chun (2003) define o conhecimento como a informação transformada através do uso da razão e reflexão, em crenças, explicações e modelos mentais que antecedem a ação.
Acredita-se que os conflitos começaram quando Polanyi introduziu o conceito de conhecimento tácito quando disse "nós sabemos mais do que falamos" ("we know more than
ênfase norte-americana, dada à distribuição e reutilização do conhecimento explícito, enquanto o foco principal dos japoneses é estabelecer condições que encorajem a criação do conhecimento por meio do compartilhamento social direto do conhecimento tácito.
Davenport e Prusak (1998) afirmam que, os recursos multimídia e a capacidade hipertexto das intranets, facilitam a descrição de forma mais dinâmica de como uma determinada ocorrência aconteceu, que é uma forma rica de descrever o conhecimento explícito resultante de um evento ou situação, situando-o em um contexto e facilitando, assim, a criação de conhecimento tácito a partir desse aprendizado. A dinâmica de consultar a MO com as facilidades e interatividade permitida pela tecnologia proposta, fazer uma análise do conteúdo consultado, procurar as pessoas ou conhecimentos registrados, e, em seguida tomar decisões com base nos conhecimentos obtidos, e registrar essas decisões incrementando assim a MO forma um perfeito ciclo de conversão de conhecimentos explícitos/tácitos/explícitos.
Mas, há que se ficar atento para que este repositório de MPs, de soluções prontas, seja visto como um repositório de idéias a serem adaptadas para criar soluções e oportunidades novas para problemas futuros. (TEECE, apud SILVA, 2002).
Para esta pesquisa será adotada a posição de Alavi e Leidner (2001) de que a informação é convertida em conhecimento, a partir do momento que ela é processada na mente dos indivíduos (conhecimento tácito) e o conhecimento se torna informação uma vez que é apresentado e articulado na forma de texto, gráficos, palavras, ou qualquer outra forma simbólica (conhecimento explícito), como pode ser visualizado na Figura 13.
Figura 13 – A dinâmica do conhecimento organizacional. Fonte: SILVA, 2002, p.148.
Para ilustrar a opção pelos conceitos acima, como dizem Brown e Duguid (2001) as pessoas, em geral, perguntam "Onde está aquela informação?" e não "Onde está aquele conhecimento?", como se o conhecimento pudesse ficar ao redor para ser coletado, para os autores é mais sensato perguntar "Quem sabe aquilo?".
Assim, a administração do conhecimento é algo feito por pessoas. A TI pode ajudar, mas o foco principal deve ser as mudanças necessárias nos processos da empresa, que precisam mudar para incorporar atividades de coleta e utilização do conhecimento, os papéis e responsabilidades na organização, por exemplo quem captura e quem conserva as informações, e os incentivos, como o que fazer para que as pessoas contribuam com seus conhecimentos (SILVA, 2002).