5 Analysis
5.1 Barriers to co-creation in the innovative ecosystem
Um sistema aberto mantém-se devido à sua “versatilidade” em relação ao ambiente ou aos ambientes que o envolvem. São estes últimos que multiplicam os graus de liberdade semiótica e, por conseguinte, estimulam a quantidade de relações do sistema global. O sistema permanece aberto devido à causalidade de pôr em ação (mise en scène a Anstossokausalität) e as informações de entrada (input) causam modificações no interior do sistema que responde com a informação de saída (output), e tende a colocar em prática um processo para restabelecer o sistema global (feedback negativo) no estado de steady state.
Certamente, na Natureza ocorrem processos de resposta positiva (ou realimentação positiva) que tende ao desequilíbrio, ao imprevisto e ao caos, estimulando a aparição da maravilha no Cosmos como a manifestação de supernova ou crescimento de bactérias num ambiente favorável.
Em termos informáticos, um sistema persiste no tempo quando consegue adaptar-se à nova situação, modificando sua estrutura, sejam sistemas biológicos ou sistemas sociais. Na realidade aquilo que se exige de um sistema em mudança é a capacidade de coordenar as tendências de homeostase e de homeorese.
Posto isto, interroga-se sobre o que faz disparar a competição entre forças conservativas e imprevistas no núcleo da estrutura de um sistema. A resposta é fornecida pela equação (onde R= ruído; C= constrição ou limiar de sobrevivência).
Presumindo-se nesta tese que o elemento ruído é definido como quanta informática que estimula o potencial limiar da sobrevivência do sistema, pode-se mutantis mutandis definir o ruído informático como o indício arqueológico (vestígio).
Fundamentado ainda na orientação de Jacques Derrida em De la grammatologie (1967), o indício tornar-se-á o gramma; e o âmbito de passagem torna- se-á um espaçamento cifrado. Trata-se de uma espécie de indício mnemónico, que se
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Neste caso, Kolmogorov considerou três carateres fundamentais da entropia do texto literário, e por extensão, a qualquer obra cultural em termos de quantidade de informação contida: a) as diferenças entre os limites da extensão do texto, num contexto possível; b) as diferenças de uma distinta expressão no mesmo contexto; c) as limitações formais, que se esteiam na plasticidade da língua, e diminuem a entropia do contexto.
66 transforma, com o tempo, em interference pattern (Pribram, 1969).
Como argumenta Wilden (1972), o significado ou o sentido nasce do aniquilamento do grama com o organismo (absorção semântica, n.a.). Deste modo, em Derrida, o indício é, com efeito, a origem absoluta do sentido em geral. O indício é a diferença, portanto a criação da forma. Por outro lado, Bateson (1972) entende o ruído como a fonte de novos padrões que se conservam na memória das formas precedentes: nasce a iconografia como campo intermediário entre o analógico e o digital, entre o contínuo e o descontínuo.
Indaga-se sobre qual seria o mecanismo (o processo) de restruturação dos subsistemas a partir do ruído, supondo-se a mutação estrutural do sistema como resposta de sobrevivência. Assim, considerando S um sistema, e, A e B dois dos seus subsistemas, existe como demonstra Henri Atlan (1971), um canal de comunicação entre os dois subsistemas que explora de modo positivo o ruído, isto é, o grau de redundância.
Adotando como a quantidade de informação transportada por um dado canal, então o ruído do sistema será definido pela equação: (1).
Resolvendo (1) por H obtém-se: (2).
A variação do H no tempo descreve o processo de organização do sistema. Portanto, se = (a) é a variação da quantidade H no tempo, então diferenciando a equação (2) tem-se como resultado:
⁄ ⁄ ⁄ (3) [Atlan, 1971: 45] – (4).
(a) (b) (c)
Por conseguinte, a taxa de variação da quantidade de informação (a) do sistema no curso do tempo depende da soma das duas funções (b) e (c) que se podem denominar respetivamente organização estrutural e organização funcional. A primeira equação descreve a redundância de módulos e a segunda a redundância das funções, no horizonte de fiabilidade do sistema. Este horizonte é, em realidade, o primeiro nível topológico na análise semântica de um procedimento que nos permite associar a estrutura profunda do sistema (cf. redundância das funções) à estrutura sintática de “superfície” como significante (cf. redundância dos módulos).
67 Sendo assim, a estrutura do sistema constrói-se sobre “parâmetros ocultos” que garantem a sua estabilidade. A sua disposição topológica desenrola-se segundo uma associação “íntima da topologia com a dinâmica”. Por isso, se é admissível que exista um universo semântico, então ele pode ser representado como a morfologia de um espaço euclidiano de N dimensões. A atividade da linguagem artística projeta a morfologia de um espaço com N dimensões sobre um espaço com I dimensões (o tempo), resultando na equação que é a definição da morfologia arquétipal: (q = projeção).
Na realidade, tais nós semânticos (λόγοι=logoi) são a relação entre uma situação global e a morfologia local. Consequentemente se E é o horizonte para os logoi; que correspondem às morfologias arquetipais e F uma forma, é possível definir o produto topológico entre dois logoi como . Desta maneira, F é decomposta nas formas F1 e F2.
Muitas vezes apresenta-se o caso em que a mesma forma F pertence a ambos os horizontes E1 e E2. Identifica-se, então, um isomorfismo semântico cujo princípio define que existe entre os conjuntos uma correspondência biunívoca que conserva o significado. Essa é – aproximativamente – compatível com a ordem, quando a -ésima proposição atómica F1 é aplicada na -ésima de F2 resulta . Espera-se, com isso, obter-se um modelo geométrico da sucessão das ideias no “fluxo de consciência”.
O conceito que Thom (1980) introduz define a tipologia da interação que determina a estrutura sintática da frase como um grafo de interação do processo, que reentra num dos dezesseis tipos de grafos existentes. Com efeito, como Jakobson (1963) preconizou, a teoria dinâmica da morfogênese pode ser descrita como uma “catástrofe elementar” definida por um conflito de regimes no espaço . Em suma, existem catástrofes estruturalmente estáveis que são a priori as mais aptas a sobreviver na associação Realidade – Mente. Uma abordagem muito interessante que se baseia no trabalho de Thom é a Biosemiótica:
“Information is considered as a micro-state of a system affecting the choice of system trajectories at bifurcation points. Sense of information has two components: meaning and value. […]. Differentiation of scales of macro- and micro-characters leads to their relative independence. Thus we can consider them as two worlds: material and ideal. Material world is independent because its dynamics can be predicted along all
68 stable trajectories. Ideal world can interfere in this process only at unstable bifurcation points. That is why such points are essential for the function of atual information […]. So, I can define atual information as a micro-state which controls the choice of system trajectories at bifurcation points. […]. The meaning of information can be stratified into a time series. […]. Two informational states may have different ideal meanings but the same material meaning.” (Sharov, 1992: 345-373)