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2   Teoretisk  rammeverk

2.1   Thomas  Ziehe

2.1.3   Barn  og  unge

No contexto da produção, vários aspectos estão relacionados ao método SMED, evidenciando suas contribuições para diversas operações no processo produtivo.

Dentro deste contexto, faz-se necessário conceituar o que é o setup ou troca

de ferramenta, antes de compreender melhor essa operação dentro de uma análise mais ampla

do processo produtivo.

De acordo com Moura e Banzato (1996, p. 12), o setup pode ser conceituado como “ Todas as tarefas necessárias desde o momento em que se tenha completado a última peça do lote anterior até o momento em que, dentro do coeficiente normal de produtividade, se tenha feita a primeira peça do lote posterior”.

Para Sugai, Mcintosh e Novaski (2007), o tempo de setup é o tempo que se perde ao terminar um produto “A” até se iniciar a produção de um produto “B” com boa qualidade.

Segundo Martins e Laugeni (2006, p. 88), “Entende-se por setup ou

preparação, o trabalho feito para se colocar o equipamento em condição de produzir uma

nova peça com qualidade em produção normal”.

Conceituado o significado de setup é possível compreender melhor a importância da troca rápida de ferramenta.

Ainda segundo Sugai, Mcintosh e Novaski (2007, p. 329) “ As melhorias em projeto de máquinas, equipamentos e dispositivos para melhorar a atividades de redução do tempo de setup, embora mais demorado e com custo maior, podem simplificar, acelerar ou eliminar as atividades de ajustes durante o setup”.

Desta forma as atividades de setup estão relacionadas com : Desmontagem do ferramental de um primeiro lote;

Montagem do ferramental de um segundo lote; Ajustes, inspeção e liberação para a produção

Tais atividades são ilustradas na figura 3.1, que demonstra como se realiza um

FIGURA 3.1 - Conceito de tempo de setup FONTE: Empresa B

Na figura 3.1 observa-se a finalização de um lote “A” e a inicialização de um lote “B”, permitindo visualizar o conceito de setup.

A forma de fazer setup pelo SMED pode ser observada nas figuras 3.2 e 3.3:

FIGURA 3.2 - Operações de setup com SMED: aperto FONTE: Empresa B

CONCEITO DE TEMPO DE SETUP

O tempo de setup é o tempo total desde o momento da produção da última peça boa de um lote até a produção da primeira peça boa do lote seguinte.

SETUP

FIGURA 3.3 - Operações de setup com SMED: fixações FONTE: Empresa B

As figuras 3.2 e 3.3 demonstram que as operações de aperto e fixação devem ser revistas, de forma a possibilitar maior agilidade no momento da mudança de ferramental quando se termina um lote e inicia-se outro.

Conceituados setup e SMED, constata-se a necessidade de criar uma estrutura adequada para atender às várias mudanças que irão ocorrer no equipamento, em sua célula e nos demais setores que operam em conjunto com a máquina que sofrerá a aplicação do método.

Fogliatto e Fagundes (2003), apresentam uma proposta que foi denominada de “metodologia para troca rápida de ferramentas”, sendo composta por quatro estágios: o estratégico, de convencimento da alta gerência; o preparatório com uma definição inicial baseado na curva ABC, para se definir por produtos de alta demanda; o operacional que discute como fazer e o de consolidação para todos os processos da empresa.

Desta forma a função produção da empresa começa a ser requerida de maneira a ter de ofertar soluções que extrapolam o perímetro da máquina, alterando não só os seus procedimentos como os de outras áreas que estão envolvidas.

Segundo Slack (2002, p. 32), “a função de produção (ou simplesmente função produção) na organização representa a reunião de recursos destinados à produção de seus bens e serviços”. Dessa forma todas as empresas que conhecemos possuem alguma função de

produção, sejam fábricas de qualquer natureza ou prestadores de serviços, como bancos ou hospitais.

Segundo Martins e Laugeni (2006), até meados da década de 1950, as empresas de transformação se destacavam no cenário político econômico mundial, sendo responsáveis pela maior parcela do PIB dos países industrializados, praticamente toda a literatura ( manuais e trabalhos acadêmicos sobre produção) referiam-se ao chão de fábrica, sendo elementos da engenharia industrial, eram denominados administração da produção.

A manufatura era considerada o eixo central para as discussões sobre arranjos físicos, produtividade da mão de obra direta, controle de qualidade e outros temas, segundo o dicionário da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras (2008), manufatura significa trabalho feito à mão ou em máquina caseira; artesanato: manufatura indígena; estabelecimento industrial mecanizado, fábrica, indústria.

Hoje, ainda que a manufatura continue sendo alvo de intensos estudos, ela perdeu parte de sua força política e econômica, sendo os serviços atualmente, quem mais empregam e geram renda na maioria dos países do mundo.

Os estudos e trabalhos sobre o tema passaram a abordar os serviços de maneira semelhante à fabricação de bens tangíveis, sendo incorporadas praticamente todas as técnicas até então usadas pela engenharia industrial, dessa forma fechou-se o universo de possibilidade de produção e a ele deu-se o nome de Operações, assim operações compõem o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens e/ou serviços (MARTINS; LAUGENI, 2006).

É possível também encontrar no segmento econômico da prestação de serviços aplicação para os princípios do método SMED, onde se identifica claramente sua relevância para economizar tempo como registram Corrêa e Corrêa (2006, p. 648):

“Os princípios do SMED, dividindo a operação de setup em atividades internas e externas, podem ser estendidos a outras operações, inclusive na prestação de serviços. Observe, por exemplo, a conduta do McDonald’s, nos horários de pico, na fila de pedidos: um atendente percorre a fila, antecipando-os. Com isso, o tempo consumido na decisão do cliente sobre o que pedir não está sendo convertido de tempo interno para tempo externo?

Com esse exemplo é possível observar a relevância das atividades relacionadas às operações da empresa, para Corrêa e Corrêa (2006), a gestão de operações cuida do gerenciamento estratégico dos recursos escassos (humanos, tecnológicos, de instalações...) e

outros que visam atender às necessidades de qualidade, tempo e custo de seus clientes, tornando os processos mais adequados.

A compreensão de Corrêa e Corrêa (2006), é compatível também com o pensamento dos economistas, sendo importante face aos cenários econômicos altamente competitivos, pois a questão dos recursos é central na ciência econômica, como registra Troster e Mochón (2002, p. 5):

A economia estuda a forma pela qual os indivíduos e a sociedade fazem suas escolhas e tomam suas decisões, para que os recursos disponíveis, sempre escassos, possam contribuir da melhor maneira para satisfazer as necessidades individuais e coletivas da sociedade.

Do ponto de vista da gestão da produção/operações e das ciências econômicas fica evidente a preocupação com a escassez dos recursos, sejam eles de qualquer natureza. O aspecto relevante é que somente a gestão eficaz desses recursos é que possibilitará o êxito de qualquer empresa ou sociedade, daí a importância de estratégias que visam nortear as atividades. As estratégias só vão surtir o efeito pretendido se aliadas a uma série de ações que modifiquem os processos e as operações em que estão acostumadas a trabalhar.