8. Avslutning
8.4. Avsluttende kommentarer
Ao criar, em 2003, a Unidade de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental, transformada em Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental (Dires) em maio de 2004, o Banco do Brasil tornou institucional a intenção de aprimorar sua conduta empresarial de forma alinhada às demandas
nacionais e mundiais calcadas nos fundamentos da sustentabilidade. No sítio do BB na Internet está expresso que:
A postura de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil tem como premissa a crença na viabilidade de se conciliar o atendimento aos interesses dos seus acionistas com o desenvolvimento de negócios social e ambientalmente sustentáveis, mediante o estabelecimento de relações eticamente responsáveis com seus diversos públicos de interesse, interna e externamente. Vai além, acredita que esta postura contribua para o desenvolvimento de um novo sistema de valores para a sociedade que tenha como referencial maior o respeito à vida humana e ao meio ambiente, condição indispensável à sustentabilidade da própria humanidade.
Paralelamente à criação da área de responsabilidade socioambiental, a empresa criou uma equipe multidisciplinar, com representantes das diversas áreas do Banco: o Grupo RSA, que tem por finalidades (BANCO DO BRASIL, 2008e):
• analisar e propor medidas à Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental (Dires), que integrem de forma transversal às iniciativas relacionadas à RSA desenvolvidas muitas vezes de forma desarticulada pelas diversas áreas da empresa;
• servir como canal de relacionamento da Dires com cada uma das Unidades Estratégicas do Banco e demais empresas do conglomerado, e
• contribuir para a disseminação da cultura de responsabilidade socioambiental em todo o Conglomerado (BANCO DO BRASIL, 2008e).
A primeira ação desse Grupo foi elaborar, em conjunto com a Dires, o Conceito e a Carta de Princípios de RSA do Banco do Brasil. Aprovadas pelo Conselho Diretor e pelo Conselho de Administração, ainda em 2003, essas definições (Quadro 5), bem como o Código de Ética têm sido de suma importância para fundamentar e direcionar as ações e movimentos voltados à internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no Conglomerado.
Quadro 5 - Conceito e carta de princípios de Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil
RSA para o Banco do Brasil é:
“Ter a ética como compromisso e o respeito como atitude nas relações com funcionários, colaboradores, fornecedores, parceiros, clientes, credores, acionistas, concorrentes, comunidade, governo e meio ambiente”.
Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental
O Banco do Brasil se compromete a:
1. Atuar em consonância com Valores Universais, tais como: Direitos Humanos, Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, Princípios sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
2. Reconhecer que todos os seres são interligados e toda forma de vida é importante.
3. Repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação sexual, etnia, raça, credo ou de qualquer espécie.
4. Fortalecer a visão da Responsabilidade Socioambiental como investimento permanente e necessário para o futuro da humanidade.
5. Perceber e valer-se da posição estratégica da corporação BB, nas relações com o Governo, o Mercado e a Sociedade Civil, para adotar modelo próprio de gestão da Responsabilidade Socioambiental à altura da corporação e dos desafios do Brasil contemporâneo.
6. Ter a transparência, a ética e o respeito ao meio ambiente como balizadores das práticas administrativas e negociais da Empresa.
7. Pautar relacionamentos com terceiros a partir de critérios que observem os princípios de responsabilidade socioambiental e promovam o desenvolvimento econômico e social.
8. Estimular, difundir e implementar práticas de desenvolvimento sustentável. 9. Enxergar clientes e potenciais clientes, antes de tudo, como cidadãos.
10. Estabelecer e difundir boas práticas de governança corporativa, preservando os compromissos com acionistas e investidores.
11. Contribuir para que o potencial intelectual, profissional, artístico, ético e espiritual dos funcionários e colaboradores possa ser aproveitado, em sua plenitude, pela sociedade.
12. Fundamentar o relacionamento com os funcionários e colaboradores na ética e no respeito. 13. Contribuir para a universalização dos direitos sociais e da cidadania.
14. Contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência. Fonte: BANCO DO BRASIL, ([2007a]).
O Código de Ética do BB reúne os valores essenciais que devem fundamentar as práticas do Conglomerado, trata da postura empresarial que condiciona o alcance dos objetivos organizacionais, notadamente o resultado econômico; ao respeito às pessoas, ao ambiente e às instituições. Verifica-se que o Código de Ética do BB traduz grande preocupação no que diz respeito à postura de seus funcionários na atuação com a sociedade, de forma que os negócios sejam realizados de forma justa e legal, atendendo a requisitos essenciais de civilidade. Com a previsão de término em 2008, encontra-se em desenvolvimento no BB, um Sistema de Gestão da Ética Corporativa. Compreende o estabelecimento de um processo participativo e sistemático de atualização do Código de Ética e das Normas de Conduta, bem como o acionamento de mecanismos de gestão que apóiem a difusão e a incorporação dos princípios estabelecidos no quotidiano organizacional. Os Executivos do BB, além dos normativos internos relacionados à ética corporativa, também estão submetidos ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. (MUNARI, 2005;).
A Estratégia de Responsabilidade Socioambiental do BB foi concebida de forma a manter coerência com a Estratégia Corporativa da empresa, e para atingir os objetivos propostos, o Conselho Diretor definiu os seguintes direcionadores estratégicos (BANCO DO BRASIL, [2007a]):
I) Incorporar os princípios de responsabilidade socioambiental na prática
administrativa e negocial e no discurso institucional do Banco do Brasil - o
Banco do Brasil pretende, em primeiro lugar, permear sua cultura organizacional com os princípios da responsabilidade socioambiental tornando-os efetivos no quotidiano organizacional. Trata-se de uma postura que, para ser coerente e ter credibilidade, deve ocorrer de dentro para fora da Organização, conciliando suas práticas administrativas e negociais com seu discurso institucional.
II) Implementar visão articulada e integradora de responsabilidade
socioambiental no Banco - a busca de uma postura de responsabilidade
socioambiental é um processo contínuo, compromisso de todas as áreas do Banco do Brasil. Cabe à Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental articular-se com as diversas áreas para que o processo se dê de forma coesa e integrada.
III) Disseminar os princípios e criar cultura de responsabilidade socioambiental
na comunidade BB - o Banco do Brasil deseja ser foco irradiador de uma postura
empresarial social e ambientalmente responsável. Para tanto, envidará esforços para que os públicos da comunidade BB envolvidos em sua esfera de atuação também sejam estimulados a se engajar no movimento. Por comunidade BB entende-se: funcionários da ativa e aposentados, colaboradores, entidades representativas de funcionários, coligadas, controladas e patrocinadas.
IV) Ouvir e considerar a diversidade dos interesses dos públicos de
relacionamento - para se considerar uma empresa social e ambientalmente
responsável o Banco do Brasil deverá ter suas ações e resultados legitimados por seus públicos de relacionamento.
V) Influenciar a incorporação dos princípios de responsabilidade socioambiental
no País - o Banco do Brasil deseja utilizar sua relevância nacional para se tornar
referência em responsabilidade socioambiental, inovando continuamente em suas ações.
• Em consonância a essas deliberações, o Conselho de Administração do BB alterou, no início de 2004, suas Políticas Gerais, de forma a explicitar que é
objetivo da organização envidar esforços para que suas práticas administrativas e negociais sejam precedidas de reflexão a respeito dos impactos sociais e ambientais de sua realização. As Políticas Gerais da empresa passaram a ter então, a seguinte redação (BANCO DO BRASIL, 2008c grifo do doc):
• Escopo Organizacional: Para definir estruturas e processos, observamos as finalidades da Organização, as mudanças do ambiente social e negocial, os
impactos sociais e ambientais de nossa atuação e os imperativos da
inovação e do aperfeiçoamento contínuo.
• Escopo Negocial: Buscamos negócios pelo seu potencial de geração de resultados, sob a forma de lucros e participação no mercado e, para a sociedade, sob a forma de inclusão social, geração de trabalho e renda e
respeito ao meio ambiente.
• Escopo de Participação Societária: Não adquirimos participação em
empresas que infrinjam os preceitos relativos a direitos humanos, de
trabalho e de preservação ambiental.
¾ Produtos e Serviços: Contemplamos, na criação, desenvolvimento e ajuste de produtos e serviços, tendências de mercado, necessidades e expectativas dos clientes, posicionamento institucional, avaliação econômico-financeira, avaliação dos impactos sociais e ambientais, logística de distribuição, riscos e inserção na programação orçamentária. ¾ Consideramos a satisfação de nossos clientes, os resultados econômico-
financeiros, os impactos sociais e ambientais e as ofertas da
concorrência na avaliação do portfolio de produtos e serviços.
¾ Descontinuamos ou suspendemos produtos e serviços nos casos de não atendimento de expectativas dos clientes, de retorno abaixo do esperado, de restrições governamentais ou legais, de agressão aos princípios de
responsabilidade socioambiental ou de alterações de cenários
econômicos e políticos.
¾ Retorno: Fortalecemos nossa estrutura patrimonial considerando o retorno sobre o patrimônio líquido, a adequação do capital e os riscos envolvidos. Observamos questões relativas ao retorno e aos princípios
de responsabilidade socioambiental no desenvolvimento de negócios,
investimentos e participações societárias, considerados o custo de oportunidade, o risco e a possibilidade de realização.
Para melhor gerenciar as ações e as práticas de natureza socioambiental o BB incorporou aos painéis de acompanhamento estratégico e operacional uma dimensão por meio da qual avalia seu relacionamento com a sociedade - Perspectiva Sociedade. Essa dimensão avaliativa é constituída de indicadores relacionados à contribuição do BB para o desenvolvimento sustentável nacional, e mensura as ações de investimento social privado, de negócios voltados para o estímulo ao desenvolvimento sustentável e de práticas administrativas e negociais com visão de RSA. Os conceitos das demais perspectivas (Financeira, Clientes, Processos Internos e Comportamento Organizacional) vêm sendo aprimorados de forma a prever a incorporação gradual de indicadores relacionados a sustentabilidade nos negócios, colaborando para que esta visão permeie as práticas administrativas e negociais do BB (BANCO DO BRASIL, [2007a]).
A decisão de criar uma área específica de Responsabilidade Socioambiental, revisar as Políticas Gerais e definir uma Estratégia de Responsabilidade Socioambiental pode ser avaliada como decorrência do comprometimento histórico que o BB tem demonstrado com o desenvolvimento do país.
Soma-se a essa característica, a percepção que a empresa desenvolveu em conjunto com outros setores da sociedade, de que é urgente e imperativo reorientar o modelo de desenvolvimento predominante sob pena de comprometer a necessária sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Há que se considerar ainda que o BB, como empresa pública estatal, é parceira do Governo Federal e comprometida com a atual proposta governamental que, dentre outros objetivos, busca por meio de políticas públicas estruturais e de combate à fome enfrentar as causas da exclusão social e promover o desenvolvimento sustentável.
Todo esse contexto propiciou ao Banco incrementar compromissos públicos-, que se iniciaram em 1995, como um dos signatários do Protocolo Verde – vinculados às questões da sustentabilidade, da ética empresarial, do combate ao trabalho escravo e infantil, do respeito à equidade de gênero, da qualidade de vida dos funcionários e colaboradores, entre outros (BANCO DO BRASIL, 2007b).
3.1.1.6 Compromissos Públicos relacionados à sustentabilidade assumidos pelo Banco do