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Relasjonsarbeidet – nærhet, valgfrihet og uttrygghet

8. Avslutning

8.3. Relasjonsarbeidet – nærhet, valgfrihet og uttrygghet

O engajamento do Banco do Brasil em iniciativas voltadas para o desenvolvimento e a redução das desigualdades sociais não é recente. Embora o contexto atual tenha favorecido a criação de estratégias negociais voltadas ao desenvolvimento sustentável, já nas décadas de 1970 e 1980 o BB havia criado e implementado programas de fundamental importância para a pesquisa científica, para o desenvolvimento comunitário e para o fortalecimento de micro e pequenas empresas, tais como (BANCO DO BRASIL, 2005a):

• Fundo de Incentivo à pesquisa Técnico-Científica - FIPEC - Os projetos apoiados pelo FIPEC, criado ao final de 1975 e implementado a partir de 1976, destacaram-se pelo seu alto significado para o país. Ao mesmo tempo em que destinou recursos para projetos de desenvolvimento de tecnologia de produção de vacinas virais (sarampo e poliomielite) e reativos para diagnóstico de viroses;

26 Comitês e Comissões – São órgãos colegiados de natureza consultiva ou deliberativa que têm a finalidade de

apoiar o Conselho Diretor em assuntos estratégicos. Os comitês têm caráter deliberativo e as comissões, consultivo.

incentivou os projetos de pesquisa de turbogeradores de eletricidade, empregado no campo das telecomunicações, bem como àqueles que resultaram no desenvolvimento de instrumentos que contribuíram para os diagnósticos médicos em tempo real, como por exemplo, o ultra-som.

• Fundo de Desenvolvimento Comunitário – FUNDEC – Criado no início da década de 1980, o FUNDEC era um programa de base destinado a combater o círculo vicioso da pobreza, que se realimenta na falsa concepção de que as soluções devem vir, todas, de cima. A partir dessa premissa, o programa articulava ações que se fundamentavam em iniciativas da coletividade, com ênfase ao incentivo à mobilização de forças comunitárias locais. Num processo de interação institucional o Banco procurava somar as forças latentes das comunidades aos serviços de educação, saúde, assistência técnica e extensão rural, entre outros. • Sistema de Apoio Integrado às Micro, Pequenas e Médias Empresas –

MIPEM Com o objetivo de contribuir para a reversão de um cenário que apontava

para a extinção das médias e pequenas empresas, ao final da década de 1970, o Banco criou o MIPEM. O programa consistia no diagnóstico das dificuldades, deficiências e potencialidades das empresas e posteriormente apresentava propostas técnicas e financeiras capazes de agilizar sua consolidação e desenvolvimento. Na oportunidade, muitos benefícios foram identificados, tanto para o desenvolvimento tecnológico, quanto para os empresários, normalmente carentes de formação acadêmica, como para o retorno dos capitais do Banco investidos no segmento de micro, pequenas e médias empresas do Brasil.

• Fundação Banco do Brasil – FBB – Idealizada em 1985 com o objetivo de incrementar os investimentos sociais do Banco, previa a adoção de medidas em vários campos, como alimentação, saúde, educação, emprego e habitação. Em 1º de agosto de 1986, as agências do Banco do Brasil começaram a receber as instruções sobre a criação da Fundação.

Efetivamente implementada em 1988, a FBB colocou em prática mais de 25 mil projetos em todo o território nacional desde a sua criação.

Cabe destacar que em 2001 ocorreu uma profunda transformação no posicionamento estratégico da Fundação. A entidade qualificou sua capacidade de articuladora social de forma a aproximar as soluções dos problemas. Através do Prêmio Fundação Banco do Brasil de

Tecnologia Social, foram mobilizados ONGs, universidades, governos estaduais, prefeituras, fundações e institutos de todo o País, e foi criado um cadastro de soluções inovadoras para problemas sociais em áreas diversificadas: o Banco de Tecnologias Sociais.

Atualmente, a Fundação Banco do Brasil investe seus recursos apenas em programas próprios e estruturados, focalizados em Educação e Geração de Trabalho e Renda, com estímulo à utilização de Tecnologias Sociais.

Em sintonia com as políticas estruturais do Programa Fome Zero do Governo Federal, a Fundação prioriza sua intervenção social observando as dimensões humanas, econômicas e ambientais, visando assim a promoção da cidadania, com qualidade de vida, para todos os brasileiros O total de investimentos sociais realizados pela FBB, no período dos últimos 2 anos (2006-2007), ultrapassou o montante de R$ 100 milhões. (FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL, 2008a; BANCO DO BRASIL, 2005a).

• Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos – BB Educar - A partir de uma exigência institucional, ao final da década de 1980, os funcionários da carreira de serviços gerais (carpinteiros, eletricistas, pedreiros, pintores etc.) do Banco do Brasil deveriam ser todos alfabetizados. A solução para garantir a permanência de uma parcela de funcionários que não cumpria a determinação surgiu no próprio ambiente de trabalho. Um grupo de colegas voluntários se organizou e alfabetizou- os. A experiência exitosa levou à institucionalização do programa e em janeiro de 1992, o Banco colocou a serviço da sociedade, através de sua rede de agências, o BB Educar, Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos. Com metodologia concebida com base nos princípios de uma educação libertadora e na prática da leitura do mundo, considera a realidade do alfabetizando como ponto de partida do processo educativo para alfabetizá-los.

Por meio de convênios firmados com prefeituras, governos estaduais, órgãos públicos em seus diversos níveis, ONGs, entidades de classe, entre outros, a FBB disponibiliza educadores do Programa que capacitam alfabetizadores para aplicação da metodologia proposta. O convênio prevê o compromisso dos parceiros em constituírem núcleos de alfabetização nas comunidades em que atuam. A partir do ano 2000, a coordenação do BB Educar está sob a responsabilidade da Fundação Banco do Brasil e contabiliza desde a sua criação um universo de mais de 120 mil pessoas alfabetizadas.

• Programa de Integração AABB - Comunidade - Em 1987, a Federação das Associações Atléticas Banco do Brasil - FENABB criou um projeto que abriu as portas das associações para a comunidade: o Programa Integração AABB Comunidade que, em 1996, ganhou a parceria da Fundação Banco do Brasil. Fundamentado no Estatuto da Criança e do Adolescente, o programa o Programa tem como objetivos: contribuir para a inclusão, não repetência e permanência na escola, de crianças e adolescentes pertencentes a famílias de baixa renda. Complementa o processo educativo dos participantes ao proporcionar ações de atendimento integral nas áreas socioeducativa, cultural, desportiva e de saúde. Para tanto, são disponibilizadas as estruturas das AABB e todo o material necessário para a realização das atividades é fornecido pelos instituidores - Fundação Banco do Brasil e FENABB. Há também um grande envolvimento das instituições públicas e privadas das localidades onde existe a iniciativa. Os participantes do Programa tem entre 7 e 18 anos incompletos e são orientados por educadores capacitados pelo Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC-SP.

Em 2006, o AABB Comunidade esteve presente em 400 municípios, dos 27 estados brasileiros e atualmente beneficia, por ano, em torno de 50.000 crianças e adolescentes. Nas localidades em que está presente, o Programa tem contribuído no combate à evasão bem como para a melhoria do desempenho escolar (FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL, 2008).

Como se constata, ao longo de sua história, a atuação social do BB na sociedade brasileira está consolidada por meio de diversos programas e ações. Na seqüência, serão apresentadas as ações institucionais que permitiram que o tema da responsabilidade socioambiental passasse a ser pauta das decisões estratégicas e operacionais do Banco.