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Available software for uncertainty and sensitivity analysis

Chapter 3 : Toward improved guidelines for uncertainty analysis of carbon capture and

3.5 Available software for uncertainty and sensitivity analysis

456 <M> Nessa ultima semana nós fizemos 21 atendimentos e por 9 ofertas,

teoricamente, deu 2 por ofertas. Agora, isso é uma leitura, não sei, agora, como nós vamos ter isso semanalmente. Nós vamos descobrir o que nós estamos fazendo, se está melhorando um pouco ou não o retorno, tá?

457 <Mt> Olha, uma coisa é certa, cliente passou de 120 até 210 é o melhor cliente que tem pra se trabalhar, pode observar isso,, cliente, olha, passou de 200, 215, 230

458 <R> [É complicado

459 <Mt> Complicado e eles têm <> pode observar isso --- (...)39

468 <Mt> E o cliente acima de 250 é bom, só que pra tomar uma decisão é d 469 <R> [É demorado

470 <Mt> É muito difícil,, eu, nós já pegamos aqui não foi só nem 5 nem 6, foi mais, mas não conseguimos vender um imóvel a mais de 250, pode?

471 <S> você quer ver é um cliente que está procurando há 6 meses

472 <R> não tem pressa porque ele mora bem, ele quer comprar, tem dinheiro ele 473 <S> é um saco

474 <R> um saco, é --- (...)

480 <M> Não tenha dúvida, mesmo que esses caras demorem 6, é importante, é um bom nível,, agora

481 <R> É, mas precisa comer, né? <>

482 <risos>

483 <Mt> Ah I, então é o seguinte, se eu demorar mais um pouco eu ajunto mais dinheiro...

5.4.4.1 Extrato (4): O cliente desejado – análise

456 <M> Nessa ultima semana nós fizemos 21 atendimentos e por 9

ofertas, teoricamente, deu 2 por ofertas. Agora, isso é uma leitura, não sei, agora, como nós vamos ter isso semanalmente. Nós vamos descobrir o que nós estamos fazendo, se está melhorando um pouco ou não o retorno, tá?

457 <Mt> Olha, uma coisa é certa, cliente passou de 120 até 210 é o

comentário metadiscursivo

melhor cliente que tem pra se trabalhar, pode observar isso,, cliente, olha, passou de 200, 215, 230

julgamento negativo

458 <R> [É complicado

julgamento negativo

459 <Mt> Complicado e eles têm <> pode observar isso

julgamento negativo

--- (...)

468 <Mt> E o cliente acima de 250 é bom, só que pra tomar uma decisão é d

julgamento negativo

469 <R> [É demorado

julgamento negativo

470 <Mt> É muito difícil,, eu, nós já pegamos aqui não foi só nem 5 nem 6,

julgamento negativo

foi mais, mas não conseguimos vender um imóvel a mais de 250,

desacordo forte

pode?

471 <S> você quer ver é um cliente que está procurando há 6 meses

julgamento negativo

472 <R> não tem pressa porque ele mora bem, ele quer comprar, tem

julgamento negativo dinheiro ele 473 <S> é um saco julgamento negativo 474 <R> um saco, é julgamento negativo

--- (...)

480 <M> Não tenha dúvida, mesmo que esses caras demorem 6,

comentário metadiscursivo avaliativo

é importante, é um bom nível,, agora

julgamento positivo

481 <R> É, mas precisa comer, né? <>

desacordo mitigado

482 <risos>

desacordo mitigado

483 <Mt> Ah I, então é o seguinte, se eu demorar mais um pouco eu ajunto mais dinheiro...

voz relatada

5.4.4.2 Extrato (4): O cliente desejado – categorias de análise (a) Momento

(i) Projetabilidade: realizada por comentário metadiscursivo que projeta julgamento negativo dos clientes.

(ii) Sequencialidade: sequências de julgamentos negativos. (iii) Estrutura Preferencial:sim.

(a) Forma

(i) Polidez: desacordos implícitos.

(ii) Papéis interacionais: nomeação de ‘eu’; ‘nós’, ‘você’, ‘eles ’ (clientes).

(iii) Avaliatividade: julgamento negativo, principalmente por parte de Mt e R, sobre o tipo de cliente pretendido pelo participante M.

(c) Tipos

(ii) forte: há

(iii) mitigado: não há

(d) Vozes

(i) relatador: Mt imita o cliente para mostrar como ele reage à apresentação de um imóvel de maior preço.

(ii) relatado: voz do cliente (iii) discurso original: do cliente

5.4.4.3 Discussão

O desacordo é expresso pelo modo declarativo, com avaliações de Mt, que julgam positivamente o cliente pelo epíteto atitudinal “melhor” (turno 457). O participante R complementa os turnos de Mt, com o epíteto “complicado” (turno 458). A repetição do epíteto por Mt (turno 459) reforça a avaliação feita por R. Mt continua com o seu desacordo continua no turno 468 que é complementado novamente por R, com o epíteto “é demorado”. O julgamento é reforçado por Mt, com o uso de afirmação e do epíteto “difícil” (turno 470), antecedido do adjunto modal de intensidade “muito” e de argumentos que intensificam o julgamento negativo.

A participante S alinha-se a R complementando seu turno com a avaliação negativa do cliente, expressa pelo julgamento “é um saco” (turno 473). A repetição da avaliação por R (turno 474) funciona como atributo identificador que reforça os aspectos negativos dos clientes.

O participante M (turno 480) insiste na qualidade do cliente para a filosofia de trabalho da empresa. Ele expressa sua insistência com a modulação de alto grau de inclinação, “Não tenha dúvida”, seguida de avaliação positiva, intensificada, com os epítetos “importantes” e “muito bom”. Porém, o desacordo é expresso pelo participante R, ao usar um argumento de evidência, formulado com um pré-acordo para introduzir a rejeição, que é estruturada com o conjuntivo adversativo “mas”,

token de atitude e pedido de confirmação, “mas precisa comer, né?”, enunciado que produz um efeito irônico e provoca o riso dos participantes (turno 482).

Os julgamentos negativos do comportamento de clientes advêm de desacordos implícitos em relação à atitudes administrativas. No contexto em que são produzidos, isto é, institucional, conferem certo constrangimento ao diretor, por criticar, indiretamente, suas atitudes administrativas. O constrangimento é também legitimado pelas inserções de subtópicos que interferem na função de M como coordenador da reunião. Inserir um assunto diferente do topical, em si, segundo Diamond (1996), é um ato ameaçador à face por si, e o peso do ato aumenta quando é realizado por um participante que, hierarquicamente, não possui posição correspondente para tal, e quando o assunto é acatado por outros participantes (DIAMOND, 1996).

Diamond (1996), ao estudar poder e status na interação verbal, diz que, ao tentar introduzir um tópico novo na conversação ou inserir um subtópico desviando a atenção dos interactantes do assunto principal, o participante não apenas rejeita o tópico em curso como também invade o espaço daquele que o coordena e é responsável por tal determinação. Assim agindo, segundo a autora, o participante ameaça as intenções do coordenador no desenvolvimento do assunto e tenta igualar-se a ele, em termos de poder.

De fato, considerando as escolhas linguísticas do participante Mt ao longo da interação, os subtópicos introduzidos por ele, o ponto em que ocorrem na interação e a natureza das sequências de ações geradas por esses subtópicos, podemos interpretar que suas inserções têm um peso interacional forte e insultuoso. Se colocarmos o peso numa escala do mais para o menos forte, temos: inserção de subtópicos, acatamento de suas inserções pelos participantes, comparações de superioridade, manifestação de preferência e avaliação positiva de empresas concorrentes. Essas atitudes de Mt parecem convergir para o não-reconhecimento da posição institucional de M, disputando com ele o poder.

O extrato analisado mostra a realização de desacordo explícito em relação ao tipo de cliente desejado e implícito em relação às atitudes administrativas. Os desacordos são realizados por tokens de atitude que transferem as avaliações negativas sobre os clientes para uma oposição às atitudes administrativas do diretor. Em outro ponto da interação, participante M faz uma proposta de trabalho e insere um subtópico no qual expressa seu descontentamento em relação aos atendimentos feitos pelos corretores e à ausência de respostas sobre as ligações realizadas para contatar clientes de uma lista fornecida por corretores autônomos

(Br e Cr). Os participantes reagem, discutindo a qualidade dos clientes enviados por CR e Br como justificativa à falta de contatos e, por extensão, à rejeição das listas repassadas: