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Auktions- og Licitationsvæsen

O ser humano vive rodeado de mensagens sensoriais percebidas pelos órgãos sensoriais – olhos, boca, nariz, orelhas e pele - e ainda, pelos sistemas vestibular e propriocetivo, que são enviadas para o cérebro, onde se faz a triagem da informação relevante e da irrelevante e se processa as impressões sensoriais de modo a construir uma imagem do que está a acontecer, respondendo de forma adequada a esses estímulos. O sistema de processamento sensorial é parte essencial ao bom funcionamento cerebral, este deteta, regista e analisa todos os inputs, e organiza as nossas reações que resultam numa resposta comportamental (Caldwell & Horwood, 2008).

Para quem sofre de autismo o mundo é muitas vezes palco de ameaças ao seu bem-estar, a sua incapacidade de conseguir interpretar todos os inputs ou a situação em que se encontra faz com que se sintam muitas vezes assustados.

As crianças autistas podem inclusive ter os seus sentidos a funcionar corretamente, no entanto, o sistema de processamento tende a falhar na perceção e processamento da informação. Isto é, a sua perceção sensorial da realidade é distorcida e diferente da maioria das pessoas que não

41 se dentro do espectro autista, seja em termos de olfato, paladar, visão ou audição (Caldwell & Horwood, 2008).

O excesso de informação e de impressões sensoriais e a fraca capacidade de interpretar e catalogar a informação faz com que o cérebro fique sobrecarregado e surja o caos e a confusão no autista e até mesmo dor física. Este excesso de informação não processada dá origem à chamada autonomic storm, também conhecida como fragmentation ou meltdown (Caldwell & Horwood, 2008). Quando a confusão sensorial deriva da visão, as imagens visuais captadas pelos olhos são enviadas em forma de ondas para o cérebro, no entanto, essas informações entram em processo de «engarrafamento» colidindo umas com as outras, da qual deriva a sobrecarga da informação. Quando esta sobrecarga sensorial é demasiada o cérebro do autista irá cair em fragmentação (fragmentation) e sentir múltiplas sensações insuportáveis (confusão, ansiedade e aumento do nível de stress).

O tipo de descrições dada por autistas das sensações sentidas quando entram em sobrecarga variam imenso de pessoa para pessoa, cada uma experimenta sensações com diferentes intensidades. Como forma de resposta desesperada de perceber o que realmente está a acontecer e manter a coerência, evitando entrar em fragmentação, o cérebro autista desenvolve estratégias para lidar com o problema chamadas de coping strategies, que incluem os temas e comportamentos repetitivos e as estratégias de saída (Caldwell & Horwood, 2008).

Os comportamentos repetitivos, muito comuns em pessoas com autismo severo, são autoestimulantes, equivalendo a «uma conversa entre o cérebro da pessoa e o seu corpo» (Caldwell & Horwood, 2008), ou seja, o facto de o cérebro mandar o corpo efetuar determinada tarefa e o corpo a realizar e enviar o feedback da sua concretização faz com que haja coerência. Estes comportamentos tipicamente observados em autistas baseiam-se na focalização na conversa interna e na exclusão de inputs externos e intrusivos, filtrando e eliminando o excesso de inputs sensoriais, fazendo com que a sua repetição dê origem ao seu enraizamento e cada vez que estes sintam que vão entrar em colapso esse comportamento seja automático. Estes comportamentos podem ser vistos mais como comportamentos de auto preservação do que de autoestimulação que os ajudam a sentirem-se seguros. Por vezes, o funcionamento sistema propriocetivo encontra-se intacto enquanto todos os outros sentidos se dispersam na confusão (Caldwell & Horwood, 2008).

42 Por sua vez, as estratégias de saída adotadas caraterizam-se pela forma de escapar do que está a criar a sobrecarga de informação, seja através de evitar a fonte de excesso, onde se detetam comportamentos como esconder, colocar as mãos nos ouvidos, fechar os olhos, virar de costas, correr do quarto ou do espaço onde se encontra, colocar a roupa ou cobertores sobre a cabeça, entre outros, seja através de agressão autoinfligida ou através do congelamento ou paralisação (freezing), não tão comum, que se carateriza por uma forma de estado catatónico na qual o indivíduo se fixa numa única posição e permanece imóvel por tempo indeterminado. Tal como referido anteriormente, da mesma forma que cada autista percebe os estímulos das mais variadas formas, o comportamento manifestado também diverge de pessoa para pessoa, sendo intrínseco ao indivíduo (Caldwell & Horwood, 2008).

Existem vários gatilhos que podem despoletar a angústia sensorial e o stress sentido pelas pessoas com distúrbio autista, cujo feedback varia entre «confusão», «desconforto» e «agonia». Cujos conjuntos de fatores são enunciados por Phoebe Caldwell (2008, pp.36-38), no seu livro Using Intensive Interaction and Sensory Integration:

 Distorções sensoriais – Derivadas da hipersensibilidade ou hipossensibilidade da pessoa aos mais variados estímulos. Caso tenha origem numa hipersensibilidade a algum tipo de sinal externo nalgum dos sentidos (visão, som, toque, cheiro, paladar e equilíbrio) ocorre o processo de engarrafamento no sistema de processamento de informação (a quantidade de sinais recebidos é maior à quantidade processada). Caso seja devido à hipossensibilidade o problema reside no facto do cérebro não estar a receber inputs suficientes;

 Sobrecarga emocional – Associada à hipersensibilidade a sensações e emoções internas, isto é, é-lhes difícil lidar com as próprias emoções e o facto de muitas vezes não conseguirem transmitir o que sentem faz com que sintam sufoco e frustração;

 Mensagens confusas – Para os autistas as mensagens confusas derivam muitas vezes do discurso oral, ou seja, sons desnecessários ou que não possuem significado para eles tornam- se ruido para eles assim como o uso de figuras de estilo ou linguagem (ex. ironia, sarcasmo, etc..), pois não percebem o significado associado a tal.

 Problemas hormonais – estes podem ser causar ou agravar o stress já sentido pelo autista, tendo maior impacto nos rapazes (Caldwell & Horwood, 2008).

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Distorções sensoriais

Phoebe Caldwell (2008) defende que os autistas experienciam diferentes sensibilidades de acordo com o grau de severidade do autismo, sendo necessário a quem interage com eles saber analisar quais as áreas mais sensíveis e que precisam de maior atenção. As hipersensibilidades e as hipossensibilidades podem afetar qualquer um dos órgãos sensoriais- visão, som, toque, gosto, cheiro e equilíbrio-, incluindo tanto mensagens recebidas do mundo exterior como sensações internas (p.40).

Visão

Os distúrbios sensoriais que afetam a visão são os mais conhecidos e acerca dos quais se possui maior informação. A distorção visual que afeta muitos autistas, assim como pessoas que se encontram fora do espectro, é conhecida como Síndrome de Irlen ou sensibilidade escotópica, que se carateriza pela tendência do olho em se focar num detalhe e de perder o panorama geral da imagem, o autista vê uma parte de um objeto ou apenas um objeto sem se aperceber qual o contexto no qual está inserido. A síndrome de Irlen pode ser desencadeada por fatores como a intensidade da luz, alguns padrões e cores, sendo a última intrínseca ao indivíduo (Caldwell & Horwood, 2008).

Relativamente à intensidade da luz grande parte dos autistas tende a achar luzes brilhantes/fortes algo doloroso e incomodativo. Na presença de luzes fortes tendem a tapar os olhos, ou a ir para um local mais escuro, não é aconselhado o uso de luzes fluorescentes especialmente quando estas são refletidas numa superfície brilhante. O controlo da intensidade da iluminação pode resultar numa grande diferença a nível comportamental da pessoa.

Os padrões e imagens utilizadas no dia-a-dia para decorar espaços de trabalho, de lazer e em casa (ex. carpetes, papeis de parede, quadros, etc.) podem ser fonte de perturbação e caos para pessoas com autismo, fazendo com que haja uma grande abundância de estímulos sensoriais que exigem processamento. O uso de cores sólidas e de um estilo de decoração minimalista, sem elementos que possam perturbar ou criar confusão e estimulem a tranquilidade.

Segundo Caldwell (2008, pp. 42-45) existem pessoas com autismo que processam informação visual mais facilmente em certas cores, ainda que seja necessário efetuar mais estudos nesse campo. Estudos e observações referenciadas pela autora falam da interação dos autistas com a cor, do modo como estes podem afastar-se de luzes de cor vermelha e se aproximarem de luzes de

44 cor verde ou vice-versa, ou ficarem tranquilas na presença da cor azul, do modo como uma cor pode influenciar no seu comportamento, seja este um mau comportamento por determinado objeto ter uma cor e ele ter tendência a jogá-lo fora por não gostar, seja pelo facto de estar na presença de uma cor que goste ou que não o incomode permita que este tenha consciência do que está a fazer, já que não possui nenhum estimulo visual a incomodá-lo, e efetue as suas tarefas normalmente (Caldwell & Horwood, 2008).

A partir de investigações sobre a dislexia surgiram as investigações sobre a síndrome de Irlen, nas quais foi verificado o uso de lentes coloridas ajudava aos disléxicos a perceberem a ordem das letras e dos números, enquanto no caso de alguns autistas ajudavam a perceber não apenas isso mas tudo aquilo que não se apercebiam ou viam por se focarem apenas num elemento ou objeto da cor que gostam ou os atrai, isto é, através do uso de lentes coloridas estes conseguiram pela primeira vez ter noção do que as outras pessoas viam, sendo mais fácil aperceber-se do que estava a acontecer. As diferenças registadas de quando estão ou não com os óculos são notórias, no entanto a utilização de lentes de cores erradas pode tornar as distorções muito piores. Por fim, existem ainda relatos de que quando se está com os óculos para além destes ajudarem no sentido na visão estes podem influenciar no modo como outros sentidos percebem os estimulos (ex. Donna Williams refere que quando está com os óculos consegue ouvir melhor). Por norma, quando um autista reage mal a uma cor é provável que também o faça à cor oposta no círculo cromático, mas se gostar duma o mesmo princípio também se pode aplicar (Caldwell & Horwood, 2008).

Audição

A perceção do som pelo autista pode ser completamente diferente de caso para caso, tal como no caso na visão. Certos sons podem parecer demasiado altos e insuportáveis enquanto outros parecem desvanecer completamente. Os sons em si não precisam ser necessariamente altos para que possam criar algum tipo de perturbação ou dor, sons como o cair da neve ou o fluxo sanguíneo para alguns autistas podem ser extremamente dolorosos (Caldwell & Horwood, 2008).

A hiperacusia (hyperacusis) carateriza-se por uma sensibilidade aguda ao som, por norma sons de alta frequência assim como outros que variam de indivíduo para indivíduo são dolorosos, no

45 entanto, o mesmo som pode por vezes causar dor e noutras não. Este tipo de sensibilidade é mais acentuada numa das orelhas e a colocação de algodão pode ajudar a suportar certos sons.

Quando um som em particular incomoda um autista (ex. toque de telemóvel) o melhor a fazer é tentar eliminar a fonte causadora de stress, isto porque quando ouve um som este tende ficar na cabeça num ciclo repetitivo, a que se dá o nome de perseveração, e pode dar origem à fragmentação ou tempestade autonómica. Este último pode dar origem a um comportamento agressivo que poderá ser manifestado, por exemplo, através da saída de uma sala ou espaço barulhento e a ida para um espaço silencioso e o começar a bater com a cabeça na parede para acabar com o eco sonoro na sua cabeça. Falar pausadamente e com moderação, em tom baixo, ajuda ao processamento da informação e respetiva compreensão (Caldwell & Horwood, 2008).

Toque e sistema propriocetivo

O toque envolve dois sentidos, um está relacionado com a pele e através do qual são recebidas mensagens do mundo exterior e outro relacionado com as mensagens sensoriais resultantes do movimento do corpo e da pressão interna, designadas como sensações musculares. Simplificando, por exemplo, quando a mão toca numa determinada superfície a sensação sentida pela pele é a sensação tátil, a pressão sentida nos músculos da mão é a sensação propriocetiva (Caldwell & Horwood, 2008).

Caldwell & Horwood (2008, pp.47-48) defendem que alguns autistas tentam aumentar a quantidade de inputs propriocetivos através de ações como morder, empurrar, bater ou atirar objetos, e ainda agredir a equipa de cuidados a fim de estes os conterem e exercerem pressão sobre eles. Para eles a pressão ligeira pode criar stress e dor enquanto uma pressão firme e profunda pode ser tranquilizadora (ex. agarrar com força um peluche). O exercer de uma maior pressão pode fazer restringir o seu comportamento assim como diminuir a quantidade necessária de medicação e de restringimento físico.

A defensibilidade tátil é comum nos autistas e carateriza-se pela reação negativa exagerada a estímulos que são indiferentes ou de fraca importância à maioria das pessoas, esta hipersensibilidade torna difícil a perceção do mundo exterior, o próprio toque do cabelo ou roupa pode ser doloroso. A forma de bloquear estes impulsos e equilibrar a sensibilidade é, como referido anteriormente, exercer

46 pressão profunda. Quando esta é exercida durante mais de 6 segundos permite aos recetores táteis e propriocetivos auxiliar no processamento, em parte pela influência moderadora do sistema propriocetivo, enquanto os toques ligeiros tornam-se mais difíceis de localizar e são inicialmente alarmantes e estimulantes, o que faz com que o cérebro seja incapaz de filtrar a informação e o que está a acontecer. Os estímulos táteis aparecem em varias zonas do cérebro e o toque ajuda na organização da sensação, sem a grande quantidade de informação tátil a resposta do cérebro seria imprevisível e desequilibrada.

Crianças com defensibilidade tátil necessitam de grande quantidade de inputs táteis, no entanto, é necessário que estes sejam monitorizados e combinados com inputs de pressão profunda. O sistema tátil corporal difere do sistema tátil facial e da cabeça, podendo ser mais severa nesta zona. Em casos de hipossensibilidade, o peso e a pressão podem ajudar algumas pessoas a perceber onde estão e não ficarem perdidas na confusão. Algumas pessoas conseguem tolerar melhor o toque em determinadas zonas (ex. palma da mão, planta e parte de cima do pé) (Caldwell & Horwood, 2008).

Phoebe Caldwell (2008, p. 51) defende que a vibração intermitente é uma das formas utilizada para estimular os autistas a criar foco e que a alternação entre velocidades de vibração permite ao cérebro do autistas manter-se alerta. No entanto, a vibração continua ainda que chame à atenção ao início perde a importância ou o foco ao longo do tempo. Por exemplo, uma criança pode não gostar de ter vibração nas costas mas quando o objeto é colocado nas mãos ou numa superfície que amplifica o som e chama-lhe a atenção e é capaz de gostar.

Durante o crescimento, a criança desenvolve um mapa corporal com a ajuda do seu sistema sensorial, que lhe permite usufruir de informação dos limites do seu corpo (onde começa e onde acaba), a relação e a interação entre os vários membros do corpo e quais os movimentos executados por cada um. Quando não há um mapa corporal estruturado, torna-se difícil à pessoa de ter noções dos seus próprios limites, abanar as mãos pode ser uma forma de conseguir processar uma parte do seu sistema sensorial que o cérebro ignora (não vê ou não sente).

Crianças com fracos mapas mentais tendem a gostar de brincar em baloiços ou caixas, pois os limites físicos, assim como os pesos e a pressão profunda, ajudam-nas a desenvolver o seu mapa

47 corporal. Atividades como empurrar, puxar, saltar e pendurar também são importantes nestas situações (Caldwell & Horwood, 2008).

Por fim, em casos de hipossensibilidade aos sinais propriocetivos o mundo exterior é tão invasivo que estas tendem a ignorá-lo quase por completo. Nestes casos, o uso de um ecrã transparente que eles podem tocar pode ajudar a terem consciência das suas entradas propriocetivas através do toque (Caldwell & Horwood, 2008).

Sistema vestibular

O sistema vestibular, situado no ouvido interno, fornece informação ao cérebro acerca do equilíbrio do corpo, da velocidade a que se desloca e em que direção ou se está a efetuar algum movimento, ou seja, é uma parte essencial na postura corporal.

O excesso ou a falta de estimulação leva a que as crianças autistas tenham comportamentos diferenciados. Isto é, quando uma criança é demasiado estimulada esta tende a procurar ficar parada ou a exercer movimentos em apenas uma direção e de forma gentil, como no caso do uso de uma cadeira de baloiço, ajudando na promoção da calma e tranquilidade, ou de forma irregular e intermitente, ajudando a ficar alerta e ajudar a registar a informação. Por outro lado, quando a criança possui carência de estimulação tende a desejar movimento, por vezes colocando em risco a sua própria integridade física. Baloiçar e rodopiar são atividades que lhe proporcionam prazer, a variedade de movimentos e a alternância entre uma e outra criam sensações inesperadas. A sua falta de estimulação faz com que estas atividades não os deixem tontos, pois não existe sucesso no registo dos inputs (Caldwell & Horwood, 2008).

Muitas crianças com autismo têm problemas em moderar as suas estimulações sensoriais, não conseguem perceber até que ponto se devem autoestimular. Isto é, não sabem quando devem aumentar a carga de impressões sensoriais, para que não ocorra falha na transmissão de informação, ou diminui-la, para prevenir a sobrecarga no cérebro, devido ao excesso de estímulos. Por norma, atividades que apresentem estimular a movimentação significativamente de forma positiva podem ajudar no processamento cerebral de outros estímulos sensoriais e resultar no aumento de contacto visual e de vocalizações (Caldwell & Horwood, 2008).

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Paladar e olfato

A hipersensibilidade ao cheiro e paladar pode criar imensos transtornos à criança autista no seu dia-a-dia. Cheiros comuns como o perfume da roupa, cheiros de ambientadores, gel de banho e até mesmo de comida, entre outros, podem ser completamente repulsivos para ele ou ela. É aconselhada a eliminação em casa de qualquer fonte de odor que possa causar enjoos e repulsa à criança, no entanto o mesmo não é possível quando a criança sai de casa e se encontra em espaços públicos ou compartilhados com outras pessoas, situações incómodas como a criança dizer a alguém que «cheira mal» são perfeitamente normais, ainda que este comportamento deva ser desmoralizado.

O problema da hipersensibilidade no paladar está maioritariamente relacionada à textura da comida em si, a forma como esta é sentida quando colocada em contacto com a boca, do que com o próprio sabor (Caldwell & Horwood, 2008).

Sinestesia

A confusão sensorial que existe no autismo pode ser amplificada por uma condição que ocorre frequentemente em pessoas autistas conhecida como a sinestesia (Caldwell & Horwood, 2008). A sinestesia é designada como sendo uma perturbação a nível da experiência sensorial, que ocorre em determinadas pessoas, caraterizada pela perceção de uma sensação ou estímulo recebido por determinado sentido e que é percebido, simultaneamente, como sendo uma sensação associada a outro sentido (Porto Editora, 2003-2016).

Exemplificando, um sabor, emoção ou cheiro podem ser percebidos como uma cor, os dias da semana podem ser percebidos como números, entre outros (Caldwell & Horwood, 2008).