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Atmospheric effects of energetic particle precipi- precipi-tation

Solar proton events and their atmospheric 3

3.3 Atmospheric effects of energetic particle precipi- precipi-tation

As imperfeições de mercado resultam quase sempre em diferenças entre preços e custos marginais. Tal diferença implica em excedentes adicionais obtidos por uma indústria ou firma, esse excedente é auferido por meio de estratégia viabilizada pelo poder de mercado. Esses excedentes geralmente são insuficientes para compensar as perdas atribuídas aos consumidores devido às elevações dos preços de mercado. Consequentemente, os resultados consistem

em uma perda líquida (DWL23) que nada mais é do que o custo para a sociedade

como um todo devido à ineficiência do mercado.

Entretanto, de acordo com Martin (1993), a transferência de renda do consumidor para o produtor, proporcionada pelo exercício do poder de mercado não pode ser considerada perda de bem-estar social, quando é compensada pelo

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lucro do monopólio que se transfere aos proprietários das firmas. Graficamente, a transferência de renda do consumidor ao produtor, devido ao exercício do poder de mercado, é representada pela área A (Figura 4). Contudo, esta não representa uma perda do ponto de vista da sociedade. Por outro lado, o triângulo formado pelas áreas B + C, representa a perda de bem-estar social que reflete o excedente potencial que seria apropriado por algum grupo – consumidor ou produtor – em uma estrutura de competição perfeita.

Figura 4 – Perda de bem-estar decorrente do exercício de poder de mercado

Fonte: Carlton e Perloff (2005)

De modo simples, o primeiro estudo que procurou mensurar a perda de bem-estar social, pressupondo um monopólio em que a firma possuía custo marginal constante e sua curva de demanda apresentava elasticidade unitária, foi realizado por Harberger (1954). Em seu artigo, o autor enfocou o setor manufatureiro nos EUA. Harberger (1954) assumiu que o objetivo da firma era colocar o preço acima do custo marginal reduzindo o excedente do consumidor e, aumentando o lucro relativo a um ambiente competitivo. Neste caso, a diferença entre a perda do excedente do consumidor e o ganho do produtor representa a perda de bem-estar líquida, ao invés da redistribuição do consumidor ao produtor

Oferta Demanda Q P Q0 Q* P* P0 RM B A C

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quando o mercado deixa de ser competitivo passando a monopolista. Assim, a primeira formulação do cálculo da perda de bem-estar (DWL) em estrutura de monopólio, sugerida por Harberger (1954), foi então definida por:

em que e representam desvios do preço e da

quantidade produzida do equilíbrio competitivo que resulta de um exercício de poder de mercado. O autor reconhece as limitações de suas hipóteses, em relação à estrutura de mercado e ao comportamento da demanda, porém destacou que o objetivo de seu estudo era tão somente avaliar a ordem de grandeza dos valores envolvidos, centrado na experiência das principais indústrias americanas de manufaturas.

Mesmo assim, o trabalho de Harberger (1954) recebeu críticas

principalmente em relação à pressuposição de que para todas as

indústrias, isto é, o autor errou ao não considerar a interdependência de e .

Além disso, o autor também foi criticado pelos procedimentos em relação às estimações sobre o excesso de lucro. Diante das críticas feitas sobre a proposta de Harberger (1954), surgiu uma reformulação para a equação que retratava a perda de bem-estar inerente a uma estrutura de monopólio. Por meio dessa nova proposta, era possível mensurar a perda de bem-estar em estruturas de mercado

oligopolistas e o pressuposto de foi relaxado (DASKIN, 1991). Assim, a

equação que determina a perda de bem-estar, em estruturas oligopolistas, em termos de variáveis observáveis é representada pelo DWL expresso como:

em que, representa a elasticidade-preço da demanda em valor absoluto, o lucro do monopolista e R a receita total em que RT = P*Q.

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As estruturas de mercado caracterizadas pelo monopólio e custos marginais constantes, normalmente não ocorrem na prática. Nestas circunstâncias, os trabalhos científicos cujo foco são as estruturas de mercado, direcionam suas análises para uma situação de oligopólio, o mesmo ocorre nos estudos voltados à perda de bem-estar (ARAUJO, 2001). Considerando um contexto de oligopólio, nota-se que existem diferentes métodos usados para mensurar a perda de bem-estar dos consumidores causada pelo exercício de poder de mercado que, geralmente se verifica em estruturas de mercados em competição imperfeita. Especificamente, Dixit e Stern (1982) e Clarke e Davies (1982), procuraram quantificar a perda de bem-estar em uma estrutura oligopolista, por meio de um método usual fundamentado na parametrização específica das conjecturas de uma firma oligopolista.

Contudo, destaca-se que em razão da indisponibilidade de dados desagregados em nível de firmas, os estudos quanto ao DWL que poderiam envolver vários setores da economia, muitas vezes tornam-se inviáveis. No Brasil, o que parece é que são poucos os estudos com este enfoque. Schmidt e Lima (2006) seguiram a abordagem proposta por Daskin (1991) e estimaram a elasticidade-preço da demanda, bem como quantificaram a perda de peso morto no setor siderúrgico no Brasil, referentes a 2000 e 2001.

Assim, a análise do trabalho de Daskin (1991) mostrou que este autor considerou em seu estudo uma demanda com elasticidade constante (isoelástica)

dada por: , em que Q é a quantidade total vendida na indústria

manufatureira dos Estados Unidos, A > 0 é uma constante, ε é o valor absoluto

da elasticidade-preço da demanda e P o preço do produto homogêneo. A

indústria considerada tem N firmas, em que qi representa a quantidade vendida

pela firma i, é a parcela de mercado (market share) da firma i e Ci o

custo marginal da firma i.

As firmas, de forma individual, procuram maximizar o lucro

considerando , em que Πi é o lucro da firma i, RTi (Q) é a

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hipótese, não há custo fixo e o custo marginal Ci é constante, podendo variar

entre cada uma das firmas, e a variação conjectural24 ( é dada por:

. Aplicando-se a condição de primeira ordem25

sobre a função de maximização do lucro, o resultado da derivação é:

Considerando que o Índice de Lerner26 é dado por:

A partir da equação (15), pode-se reescrever a equação (14) como:

Em conformidade com Mas Collel et al. (1995), a definição formal para o DWL consiste na redução do bem-estar provocada pela distorção da quantidade com respeito ao equilíbrio competitivo. Desta forma, considerando Q(P) como a função de demanda e Cmg o custo marginal da indústria, o DWL pode ser definido matematicamente como:

24

  Supondo um duopólio, a variação conjectural permite medir a expectativa da firma 1 em relação a reação em termos de produção da firma 2 dado uma mudança em sua própria produção. 

25  Maiores detalhes quanto aos procedimentos em relação à aplicação da condição de primeira ordem podem ser encontrados no anexo do trabalho de Schmidt e Lima (2006). 

26

Este índice também é chamado de Price-Cost Margin. Para explicação mais detalhada consultar Mas- Collel et al. (1995) ou Varian (1992). 

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Nota-se que a primeira parte da integral representada em (17) refere-se ao excedente do consumidor (EC), e a segunda, ao excedente do produtor (EP). A diferença entre essas duas partes permite identificar o DWL, assim,

. Para mensurar o EC é necessário definir previamente uma

função de demanda e estimar sua elasticidade-preço ( . Com base nisso, as

equações que descrevem o EC e EP podem ser dadas por:

em que é a receita total da indústria em um mercado oligopolista e, é

o Índice de Lerner. Daskin (1991) concluiu que, quando o equilíbrio é o de

concorrência perfeita ), e . Quando

a análise é feita em um mercado oligopolista ), .

Portanto, para quantificar o DWL, de modo geral, procurou-se seguir a metodologia sugerida por Daskin (1991). Como será apresentado adiante, as elasticidades-preço da demanda, elementos fundamentais à quantificação do peso morto, foram obtidas a partir da estimação do mecanismo de correção de erros que compuseram as das funções de demanda lineares conforme formulação dinâmica do modelo da NEIO referentes a cada uma das cinco praças em análise. Ressalta-se, portanto, que para cada praça calculou-se a magnitude do peso morto.

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