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Félix Ferreira foi escritor, jornalista, editor e historiador da arte.

Começa a atuar como escritor e jornalista ainda jovem.

Sabe-se que teve contato com vários artistas e escritores de sua época como Machado de Assis e José de Alencar a quem dedicou alguns artigos em jornais e revistas.

Dedicou-se à escrita de diversos assuntos.

Em 1863 publica a peça O padre Mathias ou A voz da natureza: drama em quatro actos (FERREIRA, Felix - O padre Mathias ou A voz da natureza: drama em quatro actos; [manuscrito] 1863. Acessível no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

Em 1867 publica a peça teatral As Deusas do Balão: Comédia em um Ato (FERREIRA, Félix As Deusas do balão, comedia em um acto, Rio de Janeiro : Typ. Industria Nacional de Cotrim & Campos, 1867).

Em 1873 publica a peça de Xavier de Montepin Os Dramas do Adultério.

Em 1876 lança o livro sobre o arquiteto Bethencourt da Silva, em edição ilustrada com fotografias. Félix Ferreira dedica também ao arquiteto, um capítulo intitulado Perfil artístico: Bethencourt da Silva no livro Belas Artes: estudos e apreciações.

Em 1879 escreve o romance A Má Estrela.

Como jornalista, tem-se o registro da participação de Félix Ferreira na revista Cruzeiro do Brasil (s/ref. bibl.); Sciencia para o Povo (RJ: 1880-1881); nos periódicos Brazil Illustrado (RJ: 1887-); Imprensa Industrial (s/ref. bibl.); O Contemporâneo (RJ: 1877-1878); Correio Fluminense; Brazil Artistico (RJ: 1857-); Brazil (RJ: 1883-); na folha ilustrada O Guarany (RJ: 1871-); no jornal O Pays (s/ ref. bibl.) e na Revista Musical e de Belas Artes (s/ref. bibl.); O Binóculo (1871); O Pandokeu (1860-1969); A mãe de família (1881); O jornal do comércio; Archivo Contemporaneo (1872).

A temática de seus artigos era variada, incluindo crônicas, arte, literatura arquitetura, história, fauna e flora brasileira.

Ainda sobre sua atuação como jornalista, em seu necrológio elaborado por Miranda Azevedo e publicado na Revista do Instituto Historico e Geographico de São Paulo (AZEVEDO, Miranda – “Necrológio de Felix Ferreira” – Revista do Instituto Historico e Geographico de São Paulo – vol.III; 1898; São Paulo.) aparece a informação de que Félix Ferreira foi assíduo colaborador de quase todas as revistas e jornais de sua época, “tendo sido mesmo fundador de algumas que tiveram vida efêmera, mas gloriosa; como a idéia”.

Segundo Miranda Azevedo, Ferreira dedicava-se a produção de poesias, várias publicadas nas

“folhas da época” (AZEVEDO, 1898). O gênero epigrama também foi explorado pelo autor.

Em colaboração com outro poeta e amigo, Ferreira de Nevos, chegou a publicar nesse gênero um volume de poesias, Poesias inocentes por dois poetas ingênuos (s/ ref. bibl.).

Sobre o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro além do livro Belas Artes: Estudos e Apreciações e dos vários artigos dedica muitos títulos a essa instituição.

Em 1876 publica Do ensino profissional: Liceu Artes e Ofícios (FERREIRA, Félix - Do ensino profissional - Rio de Janeiro, Imp. industrial, 1876.) que traz os estatutos da Sociedade Propagadora de Belas-Artes e o regulamento interno do Liceu de Artes e Ofícios.

Em 1881 cria a coleção Biblioteca para Todos, em que dedica dois títulos ao Liceu: O Liceu de Arte e Ofícios e as Aulas de Desenho para o Sexo Feminino e A Imprensa e o Liceu de Artes e Ofícios.

Ainda em 1881 Organiza a Poliantéia Comemorativa da Inauguração das aulas para o Sexo Feminino do Liceu de Artes e Ofícios (FERREIRA, Félix - Liceu de Artes e Ofícios (Brj)- Polyanthea Comemorativa de Inauguração das Aulas para o Sexo Feminino. Rio de Janeiro. 1881), junto com Guilherme Cândido Bellergarde e José Maria Velho da Silva (1811-1901). Trabalho que apresenta a opinião de mulheres e homens de letras a respeito da educação artística feminina.

Também nesse mesmo ano e sobre o assunto da educação feminina publica A Educação da Mulher: Notas Coligidas de Vários Autores (FERREIRA,Félix - A educação da mulher, notas

colligiadas de varios autores. Ed. commemorativa da inauguração das aulas para o sexo feminino no Lycêo de Artes e Officios - Rio de Janeiro, Typ. Haldebrandt, 1881).

Em 1882, aceita o convite do diretor do Liceu, Bethencourt da Silva, para fazer parte de uma comissão encarregada de promover os meios necessários à criação e manutenção de novas aulas para essa instituição. Nesse mesmo ano publica Notas Bibliográficas: a Exposição de História do Brasil na Biblioteca Nacional (FERREIRA, Félix - A exposição de historia do Brazil / effectuada na Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro em dezembro de 1881; notas bibliographicas de Felix Ferreira; Rio de Janeiro: s.l.], 1882.), uma coletânea de artigos de sua autoria publicados no jornal Cruzeiro onde descreve suas opiniões sobre a exposição de estampas ocorrida na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro em 1881.

Miranda Azevedo comenta que Félix Ferreira possuía grande interesse pelos estudos

brasileiros e especialmente sobre a bibliografia nacional. “Muito jovem fora empregado na

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e ali formou seu gosto pelo estudo bibliográfico brasileiro.” (AZEVEDO, 1898).

Em 1869 realiza o Ensaio de uma bibliografia Brasileira que, embora fora alvo de negociações para a publicação estimuladas pelo editor B.L. Garnier, não chegou a ser publicado.

Em 1870, como editor, Félix Ferreira publica Selecta dos Autores Classicos (FERREIRA,Félix -Selecta de Autores Classicos- Rio de Janeiro, Serafim Jose Alves, 1870) que possui textos de Luís de Camões (1524-1580), Padre Antônio Viera (1608-1697), Diogo Bernardes(1520-1605), Almeida Garret (1799-1854) e Alexandre Herculano (1810-1877). Em 1872 publica uma edição ampliada e revisada de Elementos de Gramática Portuguesa - Adaptados nas Escolas Regimentares do Exército.

Em 1877 funda a empresa Félix Ferreira & Cia, dedicando-se então, à atividade de livreiro e editor.

Em 1879 Edita as coletâneas Noções da Vida Doméstica para Uso das Escolas Brasileiras do Sexo Feminino (FERREIRA,Félix - Noções da vida domestica, adaptadas, com accrescimos, do original Francez, á instrucção do sexo feminino nas escolas brazileiras - Rio de Janeiro,

D. da Silva Junior; 1879) e Noções da Vida Prática: Livro de Leitura para Escolas e de Conhecimentos para o Povo.

Também em 1879 publica o Guia do Estrangeiro no Rio de Janeiro, com a localização e um breve histórico dos monumentos, igrejas, teatros e bibliotecas.

Em 1885, no mesmo ano da publicação do livro Belas Artes: estudos e apreciações, lança o livro O Instituto Abilio : methodo, collegios e compendios, noticia e apreciações (FERREIRA,Félix -O Instituto Abilio : methodo, collegios e compendios, noticia e apreciações- Rio de Janeiro: Typ. Moreira, 1885).

No ano seguinte, 1886, Publica A Reforma da Biblioteca Fluminense: Considerações e Projetos de uma Sociedade Bibliográfica Brasileira.

Publica em 1888 A Província do Rio de Janeiro: Notícias para Emigrantes (FERREIRA, Félix - La provincia di Rio de Janeiro, notisie all ' emigrante, raccolte per deliberazione dell'eco - Rio de Janeiro, H. Lombaerts e Comp. 1888) que apresenta informações geográficas e estatísticas.

Em 1899 é editada uma obra historiográfica de sua autoria sobre a Santa Casa da Misericórdia Fluminense e sua trajetória, do começo do século XVII até o fim do século XIX (FERREIRA, Félix- Santa Casa de Misericórdia Fluminense Fundada no século XVI: Noticia histórica- Rio de Janeiro 1899.).

Como escritor, seu trabalho mais conhecido no campo das artes visuais é o livro Belas Artes : estudos e apreciações (FERREIRA,Félix. Belas Artes: Estudos e Apreciações, Baldomero Carqueja Fuentes Editor, 1885) .

Sabe-se que alguns dos textos do livro Belas Artes: estudos e apreciações foram publicados em artigos de jornais. Como é o caso da primeira parte do livro que foi publicada em 1911 no periódico Brazil Artistico. O capítulo Perfil Artístico: Bethencourt da Silva possui um artigo publicado em 1876 no jornal Imprensa Industrial com título similar (FERREIRA, Félix. Benthecourt da Silva. Perfil artístico (Rio de Janeiro: Imprensa Industrial, 1876). O conteúdo do livro, como já comentado, foi explorado em muitos de seus artigos publicados nos vários jornais e revistas fluminenses da época.