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Assessment of disease activity and physical function

1. Introduction and background

1.2 Assessment of disease activity and physical function

conteúdo são diversos. Os motivos que conduzem à criação e partilha de CGU têm sido abordados de diferentes ângulos. Por exemplo, Oded (2007) partiu de uma abordagem funcional para entender os motivos que levam os utilizadores a gerar conteúdo para a Wikipedia. Lampe, Ellison & Steinfeld (2007) compararam motivações pessoais com motivações organizacionais, recorrendo à Hipótese dos Usos e Gratificações e à Teoria do Compromisso Organizacional, para compreender o que leva os utilizadores a contribuir com conteúdo para o site Everything2.com. Ho e Dempsey (2010), por seu lado, estudam a partir da literatura de comunicação interpessoal, a elevada frequência na partilha de conteúdos por utilizadores.

A produção de CGU é hoje muito grande e envolve muitos utilizadores. Mas nem todos se envolvem da mesma forma. Um estudo realizado pela Forrester Research Inc. (Bernoff, 2009), com uma amostra de 10.000 norte americanos, reúne os utilizadores de Internet norte americanos em sete grupos distintos, de acordo com o grau e tipo de utilização. Apenas um em cada quatro internautas norte americanos é criador activo de CGU, enquanto que 17% não tem qualquer atividade em relação de CGU. Pelo meio encontramos grupos como os espectadores, que apenas leem blogs ou fóruns online, ou os conversadores que atualizam as suas páginas nos meios sociais.

Não é surpreendente esta conclusão de que apenas uma parte dos utilizadores têm um papel activo na criação de conteúdos. Uma conclusão consistente entre os estudos sobre CGU é que, habitualmente, apenas uma pequena parte de utilizadores contribui para a maioria do conteúdo disponível. Ou seja, a maior parte dos utilizadores não contribui para os sites que visita (Lampe et al., 2007; Preece, Nonnecke & Andrews, 2004).

A tipologia da Forrester Research Inc. mostra a diversidade do tipo de utilização de meios sociais e, consequentemente, a diversidade de motivos para o fazer. A contribuição ativa online não é uma questão de sim ou de não, mas algo relativo, na medida em uma parte significativa dos utilizadores é apenas recetor passivo de conteúdos (van Dijck, 2009). Os motivos que levam um criador a publicar o seu blog, gerir o seu próprio site, escrever os seus artigos ou histórias e publicá-los, serão de natureza diferente dos de um conversador que apenas possui e gere um ou vários perfis, em plataformas de meios sociais. Ainda assim, ambos são produtores de CGU.

O grupo a que, no estudo conduzido por Bernoff (2009) para a Forrester Research Inc., se chama de espectadores é definido de forma próxima ao que habitualmente, na literatura, se designa por lurkers. De acordo com Rafaeli, Ravid e Soroka (2004), lurking consiste na participação passiva em comunidades através de visitas regulares, mas com raras ou nenhumas contribuições ativas. As taxas de lurking oscilam consideravelmente entre plataformas, podendo em alguns casos a percentagem de lurkers ser próxima de 0% e noutros chegar aos 99% (Preece et al., 2004).

Os estudos iniciais sobre as comunidades virtuais e a produção de CGU focavam-se nos utilizadores ativos, que eram considerados como parte da comunidade (Preece et al., 2004) ao contrário dos lurkers. O termo lurking tem sido utilizado de forma algo pejorativa para designar aqueles que não contribuem regularmente com conteúdos para as comunidades virtuais (Raffaelli et al., 2004). No entanto, estudos recentes mostram que os utilizadores ativos e os lurkers utilizam a Internet por motivos semelhantes. Preece et al. (2004) demonstraram que a diferença entre ambos se encontra nas atitudes. Os utilizadores ativos são mais positivos, sentem que podem retirar mais da comunidade, têm um maior sentido de pertença à comunidade, opinião mais favorável sobre os outros elementos, inclusivamente dos lurkers, que aceitam como membros da comunidade (Preece et al., (2004). De acordo com Preece et al. (2004) os lurkers têm atitudes menos positivas para com a comunidade e uma multiplicidade de motivos para não contribuir com UGC. Se a diversidade entre os contribuintes ativos de CGU e os lurkers está nas atitudes, o que está nos motivos? Para entender a diversidade de motivos para contribuir com CGU, alguns autores têm recorrido à teoria dos Usos e Satisfações (Lempe, 2010; Heinonen, 2011). Uma das características desta teoria é entender os efeitos da comunicação de massa como uma consequência da satisfação das necessidades do receptor da mensagem. Isto é, o recetor é parte ativa no processo de comunicação (DeFleur & Ball-Rokeach, 1989). Partindo deste ponto de vista, Stafford, Stafford & Schkade (2004) concluíram que os utilizadores têm três tipos de satisfações na utilização da Internet: obtenção de informação, entretenimento e interação social.

Outros estudos têm reforçado e ampliado as conclusões de Stafford et al. (2004). Dholakia et al. (2004) definiram cinco fatores motivacionais a partir da teoria dos Usos e Satisfações: 1. Valor intencional – propósito instrumental pré-determinado, como dar ou receber. 2. Autodescoberta – interação social para receber recursos sociais ou autoconhecimento. 3. Manter ligações interpessoais – manter ligações com outros para ganhar apoio social e amizades. 4. Valorização social – estatuto social que o utilizador retira da ligação à comunidade 5. Entretenimento – Diversão e descontração obtida pela interação com outros

utilizadores, por exemplo, através de jogos.

Um dos aspetos importantes do estudo de Dholakia et al. (2004) é a conclusão de que as motivações dos utilizadores variam em função do tipo de plataforma, tendo em conta se a comunidade está centrada em laços fortes entre os utilizadores numa comunidade pequena, ou fracos numa rede grande baseada em interesses partilhados. Lampe et al. (2007) notam que o estudo de Dholakia et al. (2004) coloca na categoria dois tipos diferentes de valor intencional, dar informação e receber informação, uma vez que estes dois tipos de acções têm motivações diferentes.

Estudos mais recentes, a partir da teoria dos Usos e Satisfações, têm conduzido a conclusões consistentes, e ampliado o conhecimento, ao identificar motivos como a procura de informação, o entretenimento, a interação social, a autorrealização, a autoexpressão e o desenvolvimento da comunidade como motivos que conduzem à criação CGU (Stafford et al, 2011). Genericamente, os motivos que levam os utilizadores a produzir e a partilhar CGU podem agregar-se em dois grupos. Um, o das motivações racionais, como partilha de conhecimento ou procura de informação, e o outro, o das motivações emocionais, como a interação social ou a autoexpressão (Krishnamurthy & Dou, 2008).